--- Frase de Agora! ---
"A água é para os escolhidos
Mas como podemos esperar que sejamos nós..
... eu e você?"

Máquina do Tempo: Vaga Viva do Coletivo Ideia Nossa. A única vaga viva do lado de cá da ponte =) Vaga Viva do Ideia Nossa

Destaque da Semana: Onde está o sol que estava aqui?
Ladrões de sol, crise hídrica e êxodo rural
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Pra deixar na vontade


Texto: Luciana Bender/ Fotos: Divulgação

Como segunda-feira é o dia mais odiado por todos, resolvi escrever um post sobre uma das minhas animações preferidas: Meu malvado favorito. Minha intenção aqui não é fazer uma longa crítica a respeito da estreia da segunda parte desse título, mas apresentar vídeos e fotos que fui encontrando na internet e que me fizeram gargalhar. Espero poder tornar essa volta ao trabalho e a toda a rotina um pouco mais divertida.

Para quem não conhece, Gru é o vilão da história e está sempre tentando executar feitos que mereçam o título de “roubo do século”. Para atingir esse patamar, ele planeja algo ainda mais ousado: roubar a lua. Para isso, ele contará apenas com a ajuda dos Minions (aqueles bichinhos amarelos) e do esclerosado cientista Dr. Nefario. Como parece haver uma aresta em seu plano, ele acaba adotando três órfãs que têm “livre” acesso a fortaleza do seu arqui-inimigo, Vetor.







A Universal não deu muito detalhes sobre o que aguardar da continuação. No entanto, acredito que esse será um dos grandes destaques de 2013. Ah, já ia me esquecendo! Essa animação chegará nas telinhas brasileiras em 05 de julho e, para aqueles que querem ainda mais, podem ficar tranquilos! Os estúdios já anunciaram que vão produzir um filme exclusivo para os Minions, em 2014.




domingo, 6 de janeiro de 2013

Rumo ao passado

Texto: Luciana Bender/ Fotos: Divulgação

Esse texto já está no meu Desktop pedindo uma conclusão há algum tempo. Então, resolvi dar uma relida nele e ver o que posso aproveitar para mostrar a você, leitor, minhas impressões sobre o MIB 3. Sei que já faz um “tempinho” que ele saiu de cartaz, mas a leitura não será em vão, visto que ele está disponível nas locadoras e, muito provavelmente, no Netflix.

Mesmo não tendo uma memória das melhores, devo admitir que esse filme não foi de grande impacto em minha vida. Acho que alguém usou um neurolizador e fez com que alguns detalhes me escapassem. O longa não é nem de longe o melhor de Steven Spielberg, mesmo diretor do belíssimo As aventuras de Tintim, e mesmo que eu nunca tendo sido uma grande fã do seu trabalho, esperava algo mais.

Fazendo um super resumo, nesse filme o agente J (Will Smith) terá que voltar no tempo para salvar seu parceiro K (Tomy Lee Jones). Com alienígenas esquisitos e um vilão super poderoso, a trama não foge muito das outras, a não ser pelo seu final melodramático. Pronto, aí está a perfeita descrição dessa película. E acreditem, não tem nenhuma pitada de ironia aqui.

Mesmo com toda a previsibilidade, o roteiro arranca algumas gargalhadas e rende alguns momentos de tensão. Se você está buscando diversão aqui está um prato cheio. Os alienígenas, personagens do passado, vestem-se a rigor e nos fazem relembrar marcianos com aquários na cabeça (quem aqui não se lembra do hilário Marte Ataca?). Senti apenas falta de Frankie, o cachorro alienígena falante da raça Pug que possuía sérios problemas odontológicos



sábado, 5 de janeiro de 2013

O longo Hobbit


Texto: Luciana Bender/ Fotos: Divulgação

Três horas. É assim que começo o post de hoje. Pode parecer muito tempo, e de fato em alguns momentos é mesmo, mas é essa a duração da nova adaptação para o cinema do tão aguardado O Hobbit – Uma jornada inesperada, de J. R. R. Tolkien.

Nunca fui grande fã do Senhor dos Anéis, o que não quer dizer que eu não admire a grandiosidade da sua produção. No entanto, cada capítulo dessa obra de Tolkien merece as longas horas que lhe foram destinados, afinal são mais de 1200 páginas. Já não podemos dizer o mesmo do Hobbit, que conta com apenas 328 páginas.

Talvez seja essa a minha grande decepção. A qualidade gráfica é sensacional, novamente impressionando com aquele 3D maduro que tanto tenho falado em meus posts. Mas devo admitir que é bastante frustrante ficar todo esse tempo, sentada em cadeiras desconfortáveis (vale destacar que as poltronas do IMAX não são das mais espaçosas) e pensar que é apenas a primeira parte de uma saga, que teremos que esperar mais alguns anos para conferir a continuação (13 de dezembro de 2013 e 18 de julho de 2014).






E é aqui que meu post segue um novo rumo. Podem ficar tranquilos, ainda não terminei de contar minhas impressões sobre esse super-longa. Fui ao cinema na última quinta-feira na esperança de ver a beleza de que tanto falavam, não que eu tenha saído desapontada, mas achei que estava normal de mais, afinal, o que se falava era de uma nova tecnologia que poderia mudar os rumos do cinema. O 3D é sensacional, mas dizer que era algo inovador é um exagero, afinal já vemos a Pixar adotar essa técnica com maestria em suas novas animações.

Enfim, na sexta-feira comecei a pesquisar sobre o filme para conhecer um pouco mais sobre as filmagens e essa nova técnica, muito bem desenvolvida pelo diretor Peter Jackson. Acabei descobrindo que com as novas câmeras Red Epic, é possível filmar filmes a 48 quadros por segundo, o dobro do que já estamos acostumados. O que isso muda? Muita coisa! A qualidade visual do filme, os detalhes são melhores enxergados e, a princípio, parece que o filme está sendo rodado de forma mais acelerado, resultado do dobro de informações. Minha frustração teve início quando descobri que essa tecnologia só estava disponível em algumas telonas e que, na que assisti, não estava.

Pesquisei mais a fundo e achei um dos últimos remanescentes que ainda exibiam essa versão e arrastei meu namorado para o cinema de novo para conferir O Hobbit HFR (sigla que se refere ao “High Frame Rate” – 48 quadros por segundo – e que foi adotada por todos os cinemas para sinalizar as sessões diferenciadas). Odeio assistir películas dubladas, mas tive que abrir mão da legenda para conhecer o novo. E não me arrependo. De fato, no início parece que tudo está sendo rodado em câmera acelerada, os detalhes chegam a ser exagerados, fazendo com que você perca o foco da narrativa e preste atenção em uma barba emaranhada ou na fumaça emitida pelo cachimbo de Bilbo, nosso personagem principal.

Nessa película conhecemos o que posso chamar de prólogo do Senhor dos Anéis, Bilbo Bolseiro, tio de Frodo, é convidado por Gandalf a participar de uma aventura. E é aí que toda a história começa, o pequeno Hobbit será mais um dos membros do grupo de anões que perdeu seu território para um dragão e agora, depois de anos buscando um lar para morar, acredita ser o momento de reconquistar o território perdido. Liderados por Thorin Escudo-de-Carvalho essa equipe terá que enfrentar orcs com sede de vingança e tantos outros seres estranhos que só a Terra Média pode oferecer.



“A coragem não está em saber quando tirar uma vida, mas em saber quando você deve poupar uma.”


Deixando de lado a qualidade técnica, devo admitir que em alguns casos chegam a ser muito exaustivas as longas conversas dos personagens e o momento de aparição do Gollum ("My precious") me pareceu longo demais, feito para agradar os grandes fãs da primeira trilogia.

Termino meu texto dizendo que, para aqueles que acham que o cinema está estagnado, vocês estão muito enganados. Novas câmeras e técnicas nos mostram que tudo é possível. E mesmo que minha cadeira não tenha se mexido ou que nenhuma gota de água tenha sido jorrada em meu rosto, saí mais uma vez com aquela sensação de criança brincando com algo novo. Espero que essa evolução não pare por aqui e que a sétima arte encante-nos cada dia mais. 


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

O inventivo Pi

Texto: Luciana Bender/ Fotos: Divulgação

Já fazia um tempo que eu queria conhecer o novo shopping classe A de São Paulo, o JK Iguatemi. E estava ainda mais curiosa para dar um pulinho na sala 4D que eles dispõem. Esse post não é para falar das grifes que enfeitam as vitrines, mas para comentar a mágica que envolve o novo longa do diretor Ang Lee: As aventuras de Pi. 

Essa é mais uma película que teve seu título mal traduzido. O roteiro é baseado no livro de Yann Martel, chamado As vidas de Pi. Infelizmente não tive a oportunidade de conhecer sua obra, mas a magia que vi no cinema, deixou-me curiosa para ler a história original.

Fiquei muito tempo imaginando como seria uma sessão 4D, o preço do ingresso, como eu já mencionei em posts anteriores, é muito alto, chegando a custar R$ 80. Para pagar esse valor e não sair reclamando do cinema teria que ser um filme muito bom, que valesse cada centavo. E foi com essa sensação que saí da sala.



Logo que o filme se inicia você fica deslumbrado com a qualidade do 3D que, por sinal, está evoluindo a uma velocidade assustadora. Mas é depois de alguns minutos que você conhece o 4D e, posso afirmar, fiquei me sentindo aquela criança que vai a primeira vez ao cinema. Encontrei-me várias vezes com um sorriso no rosto, apreciando o movimento da cadeira, o cheiro de frutas exalando em toda a sala e a água que espirrava em meu rosto. Era tudo tão mágico que parecia impossível de acreditar.

A história também é muito bonita, Pi, ou Piscine Molitor Patel, é o nosso personagem principal. Ele nasceu na Índia e tem uma piscina pública francesa como origem para o seu exótico nome. Ainda pequeno passou muito tempo tentando convencer seus colegas de classe a chamá-lo de Pi, número infinito representado pelo 3,14, visto que seu apelido era Pipi. Muito curioso, está sempre em busca de respostas e conhecimento, chegando a adotar três religiões distintas ao mesmo tempo. Criado em um zoológico pelos pais, vê uma grande reviravolta em sua vida quando, na viagem que os levaria ao Canadá, um naufrágio mata toda a família.

A tempestade que toma conta do barco em que seus parentes e seus animais encontram-se é muito forte. A todo o momento jatos de água são espirrados em nosso rosto e essa é a primeira amostra dos efeitos externos à telinha. Pi consegue sobreviver e fica à deriva em um bote acompanhado por uma hiena, uma zebra, um orangotango e um tigre de bengala. Obviamente, ele vê um a um morrer, restando apenas o tigre como companhia.

E é para esse belíssimo animal que dedico esse parágrafo. Desde que vi o trailer fiquei imaginando como teriam sido feitas as cenas com o tigre. Toda sexta-feira tenho o hábito de dar uma fuçada em sites de cinema para saber o que está estreando, e foi assim que descobri. Vocês se lembram do Crônicas de Nárnia: o Leão, a Feiticeira e o Guarda Roupa? A mesma técnica usada para fazer o rei Aslan foi adotada aqui para fazer o Richard Packer, só que com uma qualidade ainda melhor. Ele é simplesmente perfeito. As cenas são tão bem elaboradas que ele parece um felino adestrado que contracena com Pi.

Dias se passam com Pi tendo apenas a companhia do mar e do tigre. E é quando as alucinações começam a aparecer que o visual do filme se revela. A enorme baleia que nada embaixo do barco e simplesmente pula para fora do mar é de uma beleza fenomenal. Nada é banal, tudo se transforma sob a ótica de Yann Martel, os peixes voam (e na sala que estávamos, passavam muito próximos aos nossos ouvidos), a ilha é carnívora e os animais demonstram suas emoções apenas com um olhar. Impossível não se comover ao ver a orangotango chegar ao barco, logo após o naufrágio, e dizer, apenas com uma lágrima, que ela tinha perdido seu filhote.



Enfim, escrevi esse post com uma chuva muito forte e trovões barulhentos assolando a minha janela, mesma atmosfera do momento em que Pi perde seus pais, espero ter conseguido, com minhas palavras, transmitir toda a magnitude que esperava. Para aqueles que ainda não conhecem essa nova tecnologia, corram para o JK Iguatemi. A trama é sensacional e cada elemento dessa mágica relaciona-se diretamente com a religião, servindo como uma metáfora para mostrar a nossa crença em Deus. Não saímos da sala convertidos, mas crentes de que há algo muito maior que olha por nós de formas que não sabemos explicar. Finalizo assim com uma das últimas frases ditas por Pi “Em qual história você prefere acreditar?” Se você não entendeu, assista e não deixe de comentar aqui na nossa página.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Em meio as mudanças: os Guardiões

Texto: Luciana Bender/ Fotos: Divulgação

E de repente tudo na minha vida mudou... Saí de um emprego para trocar de área, pois é, não trabalho mais em uma livraria, o que não quer dizer que vou parar de postar comentários de livros, tranquei a faculdade e estou em busca de uma pós graduação em locução. No meio de tudo isso fui conferir o belíssimo Origem dos Guardiões nas “telinhas” do IMAX.

Resolvi aproveitar meu primeiro fim de semana de folga e arrastei meu namorado para apreciar essa animação. Pegamos a última sessão de sábado, depois de toda a correria do dia. Cheguei a pensar que seria cansativo, mas me enganei. Já esperava que o filme fosse sensacional e valeria cada centavo do ingresso, que não é barato e, de fato, não saímos desapontados do cinema.

A sala não estava cheia, o que é algo raro para o IMAX. Geralmente temos que comprar o ingresso com pelo menos um dia de antecedência para conseguir um lugar razoável. Mas nessa noite parecia que tudo ia dar errado. Saímos mais tarde do que deveríamos, dirigimos mais rápido do que poderíamos, entramos no shopping errado, meu namorado perdeu a aliança e, para fechar o pacote, compramos ingresso para a sessão errada, do dia anterior. Quando tudo parecia se encaminhar para um trágico desfecho, encontramos uma simpática atendente que nos conduziu até o guichê e garantiu o nosso lugar no horário seguinte, o que nos daria tempo de jantar e descansar depois de toda aquela correria. O erro tinha sido nosso, ela poderia simplesmente ter dito isso e perderíamos o nosso lugar, mas não foi o que ela fez, garantindo assim clientes futuros.





Enfim, a intenção desse post não é mostrar como a funcionária foi prestativa conosco, mas ressaltar toda mágica que envolve esse filme. Os efeitos são sensacionais e a história muito bonita. Os principais personagens da nossa infância encontram-se reunidos nessa trama moderna que promete conquistar jovens e adultos.

O Papai Noel é forte e cheio de tatuagem, o Coelho da Páscoa é grande e robusto, perdendo aquele estereótipo de fofo, a Fada do Dente enche a tela com sua meiguice e simpatia. Os outros dois heróis da história não são tão populares aqui no Brasil, são eles o pequeno gorducho Sandman e o misterioso Jack Frost. Já o vilão é muito famoso entre as crianças do mundo inteiro: o Bicho-Papão, que tem por objetivo destruir a fé nesses guardiões, deixando-os fracos e fazendo com que o universo infantil seja dominado pelo medo.

Jack Frost, como vocês devem perceber, é o menos popular entre eles. Sendo assim, nenhuma criança pode vê-lo, apenas apreciar a mágica que faz ao seu redor, com gelo. E é nele que é depositada toda a esperança de salvar os guardiões e livrar os pequenos das garras desse monstro.

É claro que o filme é bem previsível em todas as suas reviravoltas, o que não faz com que perca o crédito por toda a sua produção. A palavra magia é encontrada em cada elemento, desde o voo da Fada do Dente até a criação dos sonhos feita por Sandman. Até mesmo a Aurora Boreal torna-se um componente ainda mais deslumbrante nessa narrativa, sendo usada como um sinal para o reencontro dos heróis. O 3D não é exagerado, cheio de coisas pulando para fora da tela, é muito mais maduro, seguindo a linhagem de Valente, levando você para dentro da narrativa, tornando-o mais uma daquelas crianças em busca de um sonho bom, de uma fagulha de esperança.

E foi assim que me senti quando saí do cinema, uma criança relembrando a infância, inserida no universo mágico do faz-de-conta. Se você ainda não foi conferir essa animação, corra pois em breve ela não estará mais em cartaz. A propósito, vou deixar aqui um ritual e espero que vocês façam antes de entrar na sessão: esqueçam por alguns minutos o mundo real, entrem na sala como aquela criança inocente e cheia de sonhos pueris, aproveitem para saborear cada elemento criado por Sandman e nunca deixem de acreditar afinal, "todo mundo ama esse trenó".

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O best seller de Laura Reese


 Texto: Luciana Bender/ Fotos: Divulgação

O mercado editorial está ainda mais aquecido com o término da trilogia dos Cinquenta tons de cinza. São muitos os títulos que estão sendo lançados ou relançados para entrar nessa onda e abocanhar uma fatia do mercado erótico que vem conquistando muitas mulheres e alguns poucos homens.

Depois de ler o Cinquenta tons e o Toda sua, resolvi apostar no Falsa Submissão, de Laura Reese. A primeira coisa que pude notar foi a reformulação feita em sua capa, agora ainda mais parecida com a proposta da editora Intrínseca quando adotou a gravata cinza como capa para o seu best seller. Nesse, a Record apostou em um fecho de cinto ou de tornozeleiras que são afixadas na cama.

Achei que essa trama poderia ser melhor que a de Grey, mas estava muito enganada. Nele Nora começa a se envolver com M, suposto assassino de sua irmã, Franny, encontrada morta após passar por um ritual sadomasoquista, com o intuito de descobrir seu verdadeiro assassino, mistério não desvendado pela polícia.

A princípio parece interessante, mas com o passar da leitura percebemos que Nora cede muito rápido aos encantos de M e deixa de lado seus ideais e sua busca por vingança. O sexo de fato é muito mais intenso que no romance de E. L. James, no entanto, a inventividade de Reese vai muito além de um contrato, chegando a sessões de escarnificação (cortar a pele) e outras coisas que prefiro deixar que vocês leitores imaginem.

As primeiras páginas são bem tediosas e quase desisti de terminar essa leitura, ainda mais porque já sabia qual seria o final. Resolvi dar mais uma chance à autora e me desapontei. Ela pretende segurar a trama apenas com esses rituais macabros e cada vez mais dominadores de M, que coloca Nora como submissa o tempo todo, impedindo-a de manifestar suas vontades e anseios. Apenas ele dá as ordens.

Enfim, relembrando meu título, ninguém ficará órfã de Cinquenta Tons de Cinza, a todo o momento novos livros com essa temática chegam às livrarias para saciar a mulherada e, ao que tudo indica, público não vai faltar.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Olhos de aquarela


Texto: Luciana Bender/ Fotos: Acervo pessoal

Na semana passada a equipe do Ideia Nossa esteve no show do Teatro Mágico, no Credicard Hall. Em um post anterior comentei sobre a mágica que era ver essa trupe nos palcos, no entanto, sai bastante frustrada desse espetáculo.

Comprei os ingressos cerca de um mês antes do evento. Meu namorado e eu estávamos muito empolgados e ansiosos para curtir essa apresentação que, com sua energia, sempre nos deixava renovados. Infelizmente, depois de mais de três horas de apresentação saímos esgotados.

O vocalista Fernando Anitelli estava simplesmente irritante. Com um figurino novo e uma voz que não parecia a dele, explicou-nos como seria a gravação do DVD do último álbum: Sociedade do Espetáculo. Eventualmente alguma música poderia ser refeita, caso ocorresse algum erro. Cadê a naturalidade? Essa pergunta ficou ainda mais evidente quando ele questionou o público: “Será que seus sorrisos serão naturais agora que vocês sabem que estão sendo filmados?”.

Sua performance não era nada espontânea, cada movimento parecia calculado, premeditado, até mesmo o ato de chamar o público para cantar, como se isso fosse necessário. Alguns fãs dormiram na fila, outros usaram gravatas penduradas em seus cintos e tiveram aqueles que aderiram à maquiagem circense adotada pela trupe, isso deveria ser prova suficiente da disposição e paixão desses jovens encantados pela mágica do Teatro. De fato, será que as pessoas agem iguais quando sabem que estão sendo filmadas? Ele deveria se avaliar antes de nos questionar.

Com previsão para começar às 22h, o show teve início com mais de meia hora de atraso. Ouvimos a mesma música por duas vezes, ficamos mais de três horas em pé assistindo a falsa performance de Fernando, isso para não falar dos intervalos intermináveis entre uma música e outra. O que eles faziam? Entravam para ver como ficou a gravação?

Outra contradição foi o fato de ser uma gravação do DVD do álbum Sociedade do Espetáculo.  Esse CD possui 19 músicas, no entanto, apreciamos apenas cinco ou seis músicas, nem metade do disco. Aguentamos cinco músicas do próximo trabalho da trupe que falam de fé a todo o momento e que em nada parecia a ideologia defendida pelo Teatro. Fiquei me sentindo aqueles ratinhos de laboratório, cobaia de um show para ser vendido, contradizendo a crítica criada por Anitelli: “Talento traduzido em cédula (...) Acordes em oferta, cordel em promoção”. 


Gostaria de ressaltar outro ponto, agora referente ao local do show, pagamos R$ 40 de estacionamento, quase o mesmo preço do ingresso. Isso para não falar do consumo dentro do Credicard Hall, uma lata de cerveja custava quase R$ 10.

Finalizo o post de hoje desapontada com um show que tinha tudo para ser renovador e mágico. Espero que a trupe continue crescendo e reveja suas ideologias, porque se continuar assim, esse terá sido o último show do Teatro Mágico que assisti ao vivo.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Nemo?? Que nome legal!!


Texto: Luciana Bender/ Fotos: Divulgação e wall.base

Já assisti Procurando Nemo inúmeras vezes, e continuo considerando-a uma das mais belas da Pixar. Quando fiquei sabendo do seu relançamento no cinema, só que agora em 3D, fiquei extasiada. Não estava com aquela expectativa de que essa tecnologia agregaria muito ao filme, queria apenas ver todo aquele oceano cheio de personagens carismáticos nas grandes salas.

Acho difícil alguém que não conheça a jornada de Marlin atrás de seu filho Nemo, único sobrevivente de um ataque que matou sua esposa e os outros 400 ovos. Com a ajuda de Dory, uma Blue Tang com sérios problemas de memória, Marlin atravessa o oceano para salvar o filho que foi capturado por um mergulhador de Sidney. Em seu caminho ele encontra as mais variadas aventuras, desde tubarões vegetarianos à águas vivas pra lá de perigosas. O visual de fato é de encher os olhos e mesmo que o 3D não seja um grande diferencial, vale cada centavo gasto.


A crítica, por mais sutil que seja, é evidenciada em frases cômicas como quando Dory descobre que Marlin prometeu não deixar nada acontecer ao filho: “Coisa engraçada de se prometer. Se você deixar nada acontecer com ele, aí nada vai acontecer com ele.” Outro ponto a ser destacado é quando Gil, peixe do aquário em que Nemo encontra-se preso em Sidney, diz: “Afinal todo mundo sabe que todo esgoto vai para o oceano.” São frases como essas que nos fazem refletir sobre algumas atitudes.

Acredito que esse seja um dos filmes menos críticos da Pixar, principalmente se formos pensar em Wall-E onde a discussão é muito mais séria e melhor elaborada. Outro ponto a ser levantado, que li em uma tese, foi o fato de Marlin ser colocado como herói e não Dory. Mesmo com motivos muito mais fortes, o pai, em vários momentos, deixa sua visão pessimista falar mais alto, como quando ele vê que está “ficando meio vazio” dentro da baleia e Dory diz que “está meio cheio”. Por mais clichê que possa parecer, essa conversa nos revela a forma como cada um reage a determinadas situações em sua vida.

Enfim, a animação é uma das mais belas, ganhando o Oscar de Melhor Animação em 2003, e mesmo que sua visão crítica não seja das melhores, é uma grande oportunidade para os apaixonados como eu, curtirem toda essa emoção nos cinemas.

Para finalizar o post de hoje e deixá-los com aquela vontade de quero mais, não posto apenas o trailer de Procurando Nemo, mas de outra animação que promete brilhar e estourar na bilheteria do fim de ano: Origem dos Guardiões. Espero deixá-los ansiosos para sua estreia, prevista para 30 de novembro no Brasil, da mesma forma que estou.



quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Para as órfãs de Cinquenta tons de cinza: Toda sua


Texto: Luciana Bender/ Fotos: Divulgação

Trabalhar em uma livraria me oferece algumas vantagens, entre elas ganhar livros das editoras. Dessa vez foi a Paralela (selo da Companhia das Letras) que me ofereceu o lançamento Toda sua. Como já havia mencionado em meu post anterior, essa promessa da autora Sylvia Day segue a mesma temática de Cinquenta tons de cinza, o livro mais vendido do momento. Só para exemplificar o tamanho dessa febre, na unidade em que trabalho são vendidos mais de 20 exemplares por dia, em contrapartida, o título da Companhia, não chega a vender metade disso.

No entanto, falar em vendas chega a ser desleal visto que a divulgação feita em cima do romance de Ana e Grey foi absurdamente maior. Conversando com um dos representantes do Toda sua, brinquei sugerindo que eles mandassem um scarpin prateado, igual o da capa do livro. Segundo ele, a divulgação receberá destaque agora, no entanto, não sei se isso será suficiente para tornar-se o foco da vez, já que a o lançamento do Cinquenta tons mais escuros  foi antecipado e lidera o ranking dos mais vendidos.

Devo admitir que o Cinquenta tons decepcionou-me um pouco, sua linguagem é muito pobre e cheia de palavras repetidas que chegam a ser irritantes. Talvez seja por isso que ressaltaram tanto a forma como o Toda sua foi escrito. Quando esse lançamento chegou não me empolguei tanto, só que minha curiosidade falou mais alto então, resolvi dar uma chance.

De fato a narrativa é muito mais elaborada. Eva, diferente de Ana, não é uma jovem inexperiente no quesito sexual, ela descreve seu tesão por Cross de forma clara comparando-o, em alguns momentos, com seus outros parceiros. Tenho que confessar que a Companhia das Letras não me desapontou, a linguagem é muito mais sofisticada, a descrição é muito melhor, não ficando apenas na subjetividade da personagem com palavras como “perfeito” e “lindo”.

A trama mostra-se mais complexa também ao apresentar o casal principal com traumas no passado que podem interferir em seu presente. A premissa é a mesma adotada por E. L. James, um homem rico e poderoso envolve-se luxuriosamente com uma bela jovem. O final fica a desejar não dando nenhuma pista sobre o que nos aguarda nos próximos dois títulos da sequência.

Esse com certeza não será seu livro de cabeceira, no entanto, vai roubar um espaço em sua vida, já que é impossível parar de ler. Finalizo o post de hoje com a inscrição da capa: “Ele me possuiu e eu fiquei obcecada”.
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