--- Frase de Agora! ---
"A água é para os escolhidos
Mas como podemos esperar que sejamos nós..
... eu e você?"

Máquina do Tempo: Vaga Viva do Coletivo Ideia Nossa. A única vaga viva do lado de cá da ponte =) Vaga Viva do Ideia Nossa

Destaque da Semana: Onde está o sol que estava aqui?
Ladrões de sol, crise hídrica e êxodo rural
Mostrando postagens com marcador Poemas e poesias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poemas e poesias. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Todo carnaval é assim


por Douglas Gomes

Escreverei.  

Minha primeira contribuição para com a nova rede social de compartilhamento de ideias!!!

É curto, mas quero com isso alertar para que fiquemos atentos! Não deixem seus ouvidos virarem uma privada!
"Nos assista!"
Hoje pela manhã (terça, 22) enquanto me arrumava para ir trabalhar, meus pais já estavam acordados vendo (reparem que escrevo vendo e não absorvendo) o noticiário que se passa pela manhã em um canal globalmente conhecido. Uma das primeiras notícias que ouvi foi sobre uma paralisação em uma montadora, na cidade de São José dos Campos. Tudo bem, já havia ouvido nos dias anteriores que havia esse risco. Assim, hoje foi o dia da paralisação contra a demissão desses mil e tantos funcionários. Um número absurdo de assalariados ficarão sem emprego, e eu, na minha humilde reflexão, acredito que seja um assunto muito relevante. Mil e tantas famílias sofrerão da angústia e do medo de não terem uma fonte de renda...

♫ Liberdade pra dentro da cabeça ♫
"A tal emissora global
Que eu não gosto nem a pau
Quis mostrar comoção
Mas sequer da demissão mais falou
Voltou sua lente para um assunto importante 
Que enche mais a barriga que mulher gestante
É nosso carnaval 
que dá muito lucro para a emissora Global."

A tal âncora voltou seus olhos para a tela dizendo que ia falar de coisa boa. É isso mesmo, exatamente com essas palavras, começou a falar sobre as escolas de samba da capital.

Alguém vê alguma incoerência, ou é birra minha mesmo?

Nota do autor: qualquer semelhança entre o tema de fundo desse post e sua escrita em prosa e verso com o post "Carnaval" é mera coincidência.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Pensando Pensador

Texto: George Ruchlejmer/ Fotos: Divulgação

Antes de mais nada, quero cumprimentar-vos novamente. A um tempo não tenho me aventurado aos mares das palavras para reunir aqui um pouquinho de cultura, estive mais trabalhando no background do coletivo nos ultimos tempos. Hoje o motivo de minha inspiração se figura em num retrato de minha cultura Hip Hop: O Pensador. Não, não é do homem representado por uma estatua lutando contra suas próprias forças a quem me refiro, e sim sobre outro cidadão que também luta, mas com todas as suas forças, pela comunidade a quem influencia.


É ao Gabriel O Pensador que dedico este post, um exemplo de mente e coração aberto. Nosso brasileiro representou o hip hop através de suas composições e influenciou um bocado de gente com seus textos. "Era muito dificil você encontrar alguém que conhece um rapper, você ia no cinema e encontrava um cidadão que reconhecia um artista de rapper e parecia ter encontrado alguém de outro planeta". Além dos seus ótimos trabalhos nesta área, invadiu o mundão do MPB com a:
"Festa da Música Tupiniquim
Que tá rolando aqui na rua Antônio Carlos Jobim
Todo mundo tá presente e não tem hora pra acabar
E muita gente ainda tá pra chegar



... e do Rock'n'Roll em que não deixou em nada a desejar como na "Se liga aí":
"Liberdade relativa não é liberdade.
Liberdade atrás da grade não é positiva.
Liberdade negativa é negar a verdade.
Liberdade de verdade é vida, viva, viva!"


Este solitário surfista que  "...passsei um tempo fora, eu passei um tempo longe, não importa quanto tempo, não importa onde, num lugar mais frio, ou mais quente de repente, onde a gente é esquisita, um lugar diferente..." passou um tempo vivendo de seus livros, de sua prosa. Além disto montou inumeros projetos com comunidades da rocinha, projetos em escolas, projetos no futebol. Este pai de dois filhos mudou muito depois de seu ultimo album Cavaleiro Andante e hoje, em 2013 volta a ativa musical com o novo album Sem Crise. Definitivamente mais maduro e conceitual, como tem representado sempre sua evolução musical desde seu primeiro album.

Este album novo não tive opórtunidade te ter em minhas mãos, mas um pouco de seu trabalho já está compartilhado (por ele mesmo) na internet, e entre estes a musica Linhas Tortas. Música mais pessoal de toda sua carreira, a maturidade revelada é impressionante. Gosto do jeito que o Pensador tem de contar de sua vida pelas suas musicas... é viver de musica/rimas e fazer de sua vida elas próprias, resgatando o "sorriso emocionado de um senhor experiente, em pé há duas horas debaixo do sol quente" e minha total adimiração.

- Ei... Ei... Parado você aí!
- Quem, eu?
- É você mesmo, vai pra onde?
- Vou trabalhar.
- O que é que é isso aí? É droga?
- Não, mas faz quem usa viajar.
- É o que? É arma?
- Não, mas faz quem usa ser mais forte.
- O que é que você vai fazer com isso?
- Eu vendo isso pra quem tem o poder de compra dos que não podem comprar e ajudo a aplicar no povo e explico o modo de usar. Eu vendo livros, cara.
- É um bom negócio?
- Honesto e bom, pode crer. E a melhor parte é poder entregar sabendo que alguém vai ler. Tem gente que escreve por ego ou só pra fazer firula; o meu texto é simples, sincero, é tinta que sai da medula, eu chuto as palavras pra fora e elas que vem me buscar num jogo de bola e gandula.



"Ninguém sabia bem o que era, mas eu estava viciado naquilo e viciei uma galera!"

Deixo este post finalizado com a música que retrata o diário desse Pensador que estava lá, fazendo parte de minha vida desde a 7ª série sendo utilizada pela minha professora de português, bom apetite!




quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Carnaval

Sabe aquele momento em que você está perdido nos pensamentos induzidos por uma boa música no fone de ouvido? E tudo vai se transformando numa narrativa atraente e você se vê lá: na sua invencionice regada por uma boa música no fone de ouvido? E quando toda sua imaginação está no ápice sua mente resolve que irá transcrever tudo em um conto quando chegar em casa? Quem ama música e gosta de escrever sabe como isso é bom.

Mas você chega em casa muito tempo depois. O congestionamento na Rodovia Raposo Tavares estava imenso, tinha chovido... e você esquece de transcrever tudo o que tinha planejado. Vai fazer suas coisas... quem sabe comer, tomar banho ou dormir. Pronto, tudo está perdido!

...

Dias depois eis que a música que te inspirou toca na playlist e tudo se clareia novamente. Sem perder tempo você corre para um papel e uma caneta ou abre o bloco de notas do Windows e sai escrevendo como se o mundo fosse acabar em dois minutos.

E surpresa: está lá! Nasceu! 

Tudo o que você queria ter escrito no seu conto está lá: palavra por palavra, linha por linha, estrofe por estrofe... 

Ei! Espera aí... estrofe por estrofe? Não era um conto? Tem alguma coisa errada aí...

Você lê, relê. Lê de novo, passa a vista do começo ao fim. E não entende. Está tudo lá. Mas o conto que a música inspirou surgiu em versos... mas e daí? Está lá! Sua narrativa está lá do jeitinho que a boa música no seu fone de ouvido queria. 

Então vamos deixar de prosa e ler os versos escritos naquela semana entre os feriados mais esperados do fim de ano que a boa música no seu fone de ouvido cantou para que escrevesse sobre o feriado mais esperado do começo de ano.

Boa leitura!

-----

Carnaval
27 de dezembro
por Álvaro Diogo


No meio de fitas coloridas e confetes
Só vejo alegria
Ah...
A incessante alegria

Se olho para quaisquer das janelas do recinto
Vejo o verde e sorrio
E a natureza sorri de volta
E contempla a alegria daqui

Segundo mês do ano e todos pulam
Todos dançam e cantam 
Aquelas velhas rimas
E aquela mais nova canção

Mas mesmo diante de tanta alegria
Algo em mim vai se afligindo
Estou quieto, na minha, pleno observador
Como sempre

Recito versos para mim mesmo
E ensaio convidá-la para dançar
Pinto quadros de um mundo perfeito
E bordo em silêncio um desenho imaginário para seu vestido branco

Um pássaro colide na janela
As crianças colocam a tristeza de lado e correm
O relógio também corre, preguiçoso,
Enquanto na rua acontece um festival de marchinhas

Todos vão se perdendo em doses etilícas
E eu me escondo por trás da sobriedade
E logo os que dançavam caem pelos cantos
E logo eu, que me escondia, agora sou a atração principal no meio do salão

Agora batuco e convido de volta a alegria
Mas ela foi dormir e deixou aviso prévio da ressaca para o dia seguinte
O burro continua sem rabo e a cabra cega não rodopia mais em vão
E as glórias cantadas são abafadas por vozes tortas e inteligíveis

Escurece aqui dentro e lá fora a noite chega
A natureza se esconde de vergonha
Meu recital, agora em voz alta
Não é ouvido por ninguém

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Oração Carioca


É com a trilha sonora de Gil e Caetano que volto a escrever neste recanto querido!

Primeiramente, perdoe-nos por mais um sumiço. Eu e o Ge estamos meio sem tempo (pra variar), mas fato é que o blog está passando por mais uma transformação e aos poucos iremos retomando as atividades por aqui.

Eu sempre torci um pouco o nariz quando o assunto era Rio de Janeiro, talvez por causa do bombardeio da mídia paulista em relação à violência carioca ou pela fama marrenta que os cariocas carregam , mas morria de vontade de viajar Brasil a fora e o Rio sempre aparecia no final da lista.

Depois de um tempo fui ganhando simpatia com esta cidade maravilhosa. Primeiro veio a canção no CD da Cia Mulungo que é emocionante de arrepiar! Conversa vai e conversa vem com alguns amigos que conhecem a cidade e a simpatia vai aumentando. E o desfecho final que me fez colocar a cidade no topo de minhas futuras viagens é o registro de nosso amigo e colaborador Alex Josias.

O registro completo pode ser conferido aqui.

Mas logo abaixo fiz uma seleção de fotos para acompanhar os versos do poema "Oração Carioca" reproduzido na peça "Filhos do Brasil" de Oswaldo Montenegro e Cia Mulungo.

Por hoje é só e espero vê-los em breve!

Boa leitura!

@alvarodiogo "O Rio de Janeiro continua lindo..."

-----

Oração Carioca

Alguém passa na rua
Eu rio alegre e abano
Da praia vejo nuvens
Parindo um aeroplano
A sombra é a mãe do fresco
O sol é todo o ano
Guerrilhas morro acima
Amores cá no plano
Eu sou um andarilho
Errante, pisciano
Cidade, acha teu trilho
Meu Rio, eu te amo
Eu nunca fui pró Bush
Nem anti-americano
E ando na Lagoa
Pra Copa, salvo engano
Tem tudo ali: mistura
Demônios e ser humano
São putas e dondocas
Meu Rio, eu te amo
Te estraçalharam os dentes
Com a fúria de algum cano
Revólver da pobreza
Descaso ou mero engano
Que os teus 40º
Derretam o mal insano
Que a arte te proteja
Meu Rio, eu te amo
Que todo meu cansaço
De ti é leviano
Você é mãe e filho
Meu Rio, eu te amo
Se o mar é o nosso deus
Você é o Vaticano
Com o teu surfista zen
Qual monge tibetano
De costas pra você
Olhando o oceano
Eu choro e ninguém vê
Meu Rio, eu te amo

sábado, 25 de dezembro de 2010

Receita para um novo dia - Sérgio Vaz

Mais uma contribuição indireta do @poetasergiovaz para este humilde blog. Sirvo e espero que inspire vocês como me inspirou.

Boa leitura!

Dica de leitura:

@alvarodiogo "Compartilhe suas ideias"

-----

Receita para um novo dia - Sérgio Vaz


Pegue um litro de otimismo,
Duas lágrimas – de preferência
Escorridas no passado.

Duas colheres de muita luta
E sonhos à vontade.

Duzentos gramas de presente
E meio quilo de futuro.

Pegue a solidão, descasque-a toda
E jogue fora a semente.

Coloque tudo dentro do peito
E acenda no fogo brando das manhãs de sol.

Mexa com muito entusiasmo.
Ao ferver, não esqueça de colocar
Uma dose de esperança
E várias gotas de liberdade.

Sorrisos largos e abraços apertados,
Para dar um gosto especial.

Quando pronto,
assim que os olhos começarem a brilhar,
Sirva-o de braços abertos.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Taboão, suor e lágrimas

Taboão, suor e lágrimas
por Sérgio Vaz

Praça Nicola Vivilechio, via PMTS

Na minha cidade a noite chega junto com os ventos que vem do sul cavalgando no pêlo macio das serras. As estrelas da minha cidade não se apresentam no céu com o rosto iluminado, elas se exibem no chão para que seus homens e mulheres possam tocá-las.
Na minha cidade Cristo fica no morro de braços abertos sorrindo o milagre do novo dia.
A minha cidade fica bem longe do mar, longe das ostras, dos veleiros, das ondas salgadas de Netuno, mas cada um que ali nasce é um cais pro futuro, um oceano, um porto seguro.
Na minha cidade as crianças entortam o mundo e desentortam ladeiras. Meninas e meninos Dançam na chuva e aprendem, desde cedo, a domarem raios e trovões. Uns enterram umbigos, outros, seus botões.
A cidade que mora em mim, desliza pelo centro e escorrega na favela. Tem caminhos estreitos e ruas desbravadas por caminhos que levam ao futuro, ou que levam a nada.
É difícil morar nessa cidade e não cometer adultério. A beleza está por todo lugar. Eu mesmo já saí com Maria Rosa, Carmelina, Salete, Helena, Virginia, Albina, Maria Helena, entre outras que não posso citar o nome. É, mas não foi só eu, o Freitas Junior, o Mituzi, o Roberto, o Clementino, o Pazzini e dizem até que os santos, Tadeu, Joaquim e Salvador também se renderam as curvas delas.
Na minha cidade a América do Sul passa a noite escrevendo poemas na BR-116. Uma via que mais parece uma veia, um viaduto que atravessa o nosso coração. Cidade louca de narinas enormes que respira São Paulo pelos olhos e a encara de peito aberto, como quem chama pra briga, como quem chama no rôdo. “É nóis!”.
Na minha cidade o cavaquinho dá o toque da alvorada e nas picapes o rap ecoa por inteiro, chacoalhando a quebrada. Os manos e as minas num rolê pelas ladeiras... Sem perder a linha, sem perder o Leme.
Na minha cidade a África tem a cara do Pirajuçara e os pés da Jamaica. O Reggae resiste quarando a roupa no varal, e o forró é o hino do nordeste que vai muito além de Luiz Gonzaga. Axé guerreiros!
A minha cidade tem o sangue Árabe correndo nos pulsos, que traz para nós as mil e uma noites num dia só. Motivo de nossa fama de povo lutador. Salam Ualakun.
A minha cidade é da hora, do minuto e de cada segundo que aqui se vive. Cada um é um universo. Cada universo, um passado, um presente, um futuro, mas acima de tudo, a eternidade. Só quem é, sabe do que eu estou falando... Tem que saber chegar.
Essa é a minha cidade, de como eu a vejo, de como eu a sinto. Entre risos e lágrimas lavo minha alma com o suor que escorre do rosto dela, do rosto desse povo lindo e inteligente cheio de calos nas mãos.
“Tamo junto!”. É tudo nosso!

Praça Luiz Gonzaga, via Jornal na Net

Fonte: O Taboanense,

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Colecionador de Pedras

Estou em atraso novamente com os posts... Mas vou tentar recuperar.

Resolvi postar sobre os "Blogs Parceiros" que ficam ali no cantinho >>> Havia vários e de uma hora pra outra sumiu! O.o

Vou recolocar alguns e buscar parcerias novas. Conforme for colocando vou também criando um post a respeito.

Colecionador de Pedras

O blog da vez é o Colecionador de Pedras do Sérgio Vaz, o vira-lata da literatura e Fundador e coordenador do Sarau da Cooperifa.

No twitter suas frases encantam e provocam uma enorme inquietude, uma vontade tremenda de mudar e te muda de fato. Leiam e saiam renovados.

Revirei um pouco o histórico do blog em busca de um post para sentirem o gostinho de sua poesia e encontrei esse manifesto. Espero que gostem e sugiro que marquemos um dia para participar do Sarau da Cooperifa que é quando a poesia desce do pedestal e beija os pés da comunidade.

Boa leitura!

Álvaro Diogo "A poesia prevalece!"
http://www.ideianossa.blogspot.com/ / http://www.twitter.com/alvarodiogo

-----

Manifesto da Antropofagia Periférica
Sérgio Vaz

A Periferia nos une pelo amor, pela dor e pela cor.
Dos becos e vielas há de vir a voz que grita contra o silêncio que nos pune. Eis que surge das ladeiras um povo lindo e inteligente galopando contra o passado. A favor de um futuro limpo, para todos os brasileiros.A favor de um subúrbio que clama por arte e cultura, e universidade para a diversidade.Agogôs e tamborins acompanhados de violinos, só depois da aula.Contra a arte patrocinada pelos que corrompem a liberdade de opção.
Contra a arte fabricada para destruir o senso crítico, a emoção e a sensibilidade que nasce da múltipla escolha..
A Arte que liberta não pode vir da mão que escraviza..
A favor do batuque da cozinha que nasce na cozinha e sinhá não quer. Da poesia periférica que brota na porta do bar.Do teatro que não vem do “ter ou não ter...”. Do cinema real que transmite ilusão.Das Artes Plásticas, que, de concreto, quer substituir os barracos de madeiras.Da Dança que desafoga no lago dos cisnes.
Da Música que não embala os adormecidos.Da Literatura das ruas despertando nas calçadas.A Periferia unida, no centro de todas as coisas..
Contra o racismo, a intolerância e as injustiças sociais das quais a arte vigente não fala.Contra o artista surdo-mudo e a letra que não fala..
É preciso sugar da arte um novo tipo de artista: o artista-cidadão. Aquele que na sua arte não revoluciona o mundo, mas também não compactua com a mediocridade que imbeciliza um povo desprovido de oportunidades. Um artista a serviço da comunidade, do país. Que armado da verdade, por si só exercita a revolução..
Contra a arte domingueira que defeca em nossa sala e nos hipnotiza no colo da poltrona.Contra a barbárie que é a falta de bibliotecas, cinemas, museus, teatros e espaços para o acesso à produção cultural.
Contra reis e rainhas do castelo globalizado e quadril avantajado.Contra o capital que ignora o interior a favor do exterior. Miami pra eles ? “Me ame pra nós!”Contra os carrascos e as vítimas do sistema.Contra os covardes e eruditos de aquário.Contra o artista serviçal escravo da vaidade.Contra os vampiros das verbas públicas e arte privada..
A Arte que liberta não pode vir da mão que escraviza..
Por uma Periferia que nos une pelo amor, pela dor e pela cor.

domingo, 22 de novembro de 2009

Homenagem Singela ao Ideia Nossa

Poema Feito de Blogs
Gilberto - Nel Mezzo del Cammim

Idéia minha...
(Idéia nossa vai...)
Que brotou em nosso cotidiano...

Poetizar a vida é melhor que reclamá-la!

Fica combinado assim então...
A gente se encontra,
Nel mezzo del cammim,
Num canto de contar contos!
Aventurinhando...

Não nos esqueçamos, minha querida,
Que a vida é realidade,
A vida é uma roda, que gira, gira,
E o mundo gira com ela...
Viver é afinar o instrumento!

Não me incomodo mais com nada,
A vida me ensinou isso,
Em seus giros... E, no final,
As borboletas sempre voltam,
E o vento sempre sopra na ilha...

Quero brincar de novo,
Com a vida,
Com todas as coisas...
Quero ficar com a menina que
Ficou no lugar do girassol,
E a noite ver a lua
Da toca e baldocas.
Quero ir para o campo
Colher flores lindas:
Fina Frô, flor de lis.
Quero me virar em pedaços,
E quero estar na plenitude do meu ser!
Entre tantos, o que importa sou eu!

Será querer demais da vida?
Não sei... Não entendo... Nem quero saber...
Sem meias verdades...
Quero simplesmente amor!

Quero revelar-me,
Quero as memórias de vidas passadas,
(e das atuais...)

Quero tudo muito intimo e pessoal.

Assim sou eu... Assim eu quero...
Devaneios?
Pode até ser...
Devaneios de uma vida...
Devaneios de minha vida!

Não quero mesmo é reclamar...
De nada...
Eu quero é poetizar...
Eu quero mesmo é navegar....

-----

Minha pequena homenagem aos amigos e blogs que me dão a alegria de suas visitas e amizade. Infelizmente, não deu para pôr todos, mas, prometo que, futuramente, invento algo parecido de novo.
Se, por um acaso, alguém se sentiu ofendido, comunica pelo e-mail: betogam@bol.com.br que eu imediatamente retiro e faço um pedido público de desculpas, assim me orientou e aconselhou o departamento jurídico de nel mezzo del cammim.

Blogs presentes no poema:

A menina que queria ficar no lugar do girassol, da Lu
A vida e realidade, da Maria das Graças (dulce Maria)
A vida é uma roda... E o mundo gira..., da Gorete. SoLua
Aventurinhando, da Cris e da Fatiminha
Borboletas sempre voltam, da Flavia
Canto de contar contos, da Cris
Devaneios de uma vida, da Regininha
Entretantas... Eu!, da Mahria
Fina frô, da Frô
Flor de lis, da Lis
Idéia nossa, do Álvaro Diogo e outros
Intimo e pessoal, da Adriana
Meias verdades, da Me Barbosa
Memórias de vidas passadas, da Izabel Viegas
Nel mezzo del cammim, do Gilberto
Nosso cotidiano, do Hugo (HSLO)
Pedaços, da Giselle Costa
Plenitude do ser, da Manu
Revelar-me, da Denise
Simplesmente amor, da Tatiana
Tocas e baldocas, da Baldocas.
Um vento na ilha, Sonia Schmorantz
Viver é afinar o instrumento, da Fatiminha.

-----

Só pra tentar tirar um pouco do pó...

Blog postado no Blog Nel Mezzo Del Cammim pelo Gilberto que cita nosso recanto logo de cara, deixem um comentário por lá. ;)

Álvaro Diogo "...E o espetáculo não pode parar!"
http://www.ideianossa.blogspot.com / http://www.twitter.com/alvarodiogo

domingo, 5 de abril de 2009

Alberto Caeiro VIII de "O Guardador de Rebanhos"

Num meio-dia de fim de primavera
Tive um sonho como uma fotografia
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se ao longe.
Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu era tudo falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras.
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem
E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.
O seu pai era duas pessoas...
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque não era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.
Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera da mãe,
E nunca tivera pai para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça! 
Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o sol
E desceu pelo primeiro raio que apanhou. 
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães,
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em rancho pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias. 
A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas. 
Diz-me muito mal de Deus.
Diz que ele é um velho estúpido e doente,
Sempre a escarrar no chão
E a dizer indecências.
A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia.
E o Espírito Santo coça-se com o bico
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.
Diz-me que Deus não percebe nada
Das coisas que criou -
«Se é que ele as criou, do que duvido» -.
«Ele diz, por exemplo, que os seres cantam a sua glória,
Mas os seres não cantam nada.
Se cantassem seriam cantores.
Os seres existem e mais nada,
E por isso se chamam seres».
E depois, cansado de dizer mal de Deus,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
E eu levo-o ao colo para casa.
.................................................................. 

Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava,
Ele é o humano que é natural,
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro. 
E a criança tão humana que é divina
É esta minha quotidiana vida de poeta,
E é porque ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre,
E que o meu mínimo olhar
Me enche de sensação,
E o mais pequeno som, seja do que for,
Parece falar comigo. 
A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E a outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é o de saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena. 
A Criança Eterna acompanha-me sempre.
A direcção do meu olhar é o seu dedo apontando.
O meu ouvido atento alegremente a todos os sons
São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas. 
Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos e dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda. 
Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo o universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão. 
Depois eu conto-lhe histórias das cousas só dos homens
E ele sorri, porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos-mares.
Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade
Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do sol
A variar os montes e os vales
E a fazer doer aos olhos os muros caiados. 
Depois ele adormece e eu deito-o.
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu. 
Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos
Vira uns em cima dos outros
E bate as palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono. 
........................................................ 

Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é. 
......................................................... 

Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há-de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam?

domingo, 15 de março de 2009

A JUSTIÇA DOS SANTOS HOMENS (nomeados e abençoados por deus)

Muito se falou e se vem falando sobre o caso da menina de nove anos (ela é a Isabela da vez), estuprada e grávida de gêmeos, que, como autoriza a lei, foi submetida a um aborto. Os médicos e a mãe da menina foram excomungados e o agressor, padrasto da criança, está preso mas tem o direito de se confessar, se arrepender e ser perdoado pela igreja uma vez que a excomunhão que atingiu os que salvaram a vida da menina, que corria sérios riscos por essa gravidez em um corpo frágil e com aparelho reprodutor não totalmente formado, não atingiu o tal homem, se é que assim se pode chamar seres como esse...

Mas, se pensarmos bem, houve um progresso bastante grande na postura religiosa frente a esse caso e outros como esse, que por (des)ventura possam acontecer.

A menina foi estuprada, tudo (bem?). O que a bíblia determina nesses casos é que se investigue melhor a ocorrência. Então, para seguir à risca a "constituição" de sua fé, as orientações do livrinho de histórias e mitologias que os religiosos afirmam ser a "palavra de deus", incontestável, verdadeira e única, essas pessoas escolhidas e capazes de conhecer a "verdade" (os cristão e também os judeus, incluindo, claro, o tal arcebispo tão cioso de sua fé) teriam que investigar primeiramente onde foi que aconteceu o estupro.

Se foi em lugar ermo e afastado de qualquer pessoa que pudesse interferir, a menina teria que se casar com o padrasto. Ela passaria a ser esposa e, por essa bênção compulsória que o padrasto seria obrigado a dar-lhe, a garota se livraria da vergonha, teria um homem a quem subjugar-se e seria sustentada por seu agressor durante toda a vida, mesmo que essa durasse apenas alguns meses, uma vez que a gravidez provavelmente a mataria.

Perguntar a ela se a solução a agrada ou satisfaz? Não, é claro! Como poderia sequer passar pela cabeça de um seguidor das leis de deus, escritas e sagradas, levar em conta a opinião de uma mulher?

Se o estupro aconteceu em lugar povoado, ou em lugar onde tivesse, no momento, pessoas que, caso a menina gritasse pedindo ajuda, pudessem salvá-la, então a garota, pelo crime de não ter gritado, ou não ter gritado alto o suficiente para ser ouvida, teria que ser levada para fora de sua casa e apedrejada até a morte.

E nesse caso, o que aconteceria com o padrasto? A bíblia não diz nada, e, como ele não poderia ser obrigado a se casar com a menina (que, como criminosa que era, estaria morta), talvez ele fosse obrigado pela comunidade a pagar um valor estipulado ao pai da menina, uma vez que esse homem (homem, atentem para o detalhe!) foi prejudicado, já que perdeu a filha e, portanto, a possibilidade de vendê-la. Então, possivelmente, o padrasto teria que ressarcir o pai da menina do prejuízo pagando a ele, no valor do mercado, o que ele teria recebido pela menina.

Então, como podem ver, houve um grande progresso. A menina não terá que se casar com o seu agressor e, melhor ainda, não será apedrejada até a morte por seu crime e, o maior progresso de todos, alegrem-se irmãos!, o padrasto não terá que dar seu nome honrado a uma mulher não virgem nem terá que pagar o preço de uma esposa sem ter a mercadoria!

E estamos reclamando, sentindo raiva, impotência, revolta e nojo por quê? "A palavra de deus nunca muda", é o que prega a bíblia, no entanto, graças aos homens santos (benditos sejam eles!) que a interpretam e aplicam, houve essa mudança, houve esse progresso!

Regozijai, cristãos!

Enquanto isso, eu, que felizmente sou atéia, vou ao banheiro vomitar!

Divina

A EXCOMUNHÃO DA VÍTIMA
Miguezim de Princesa

I
Peço à musa do improviso
Que me dê inspiração,
Ciência e sabedoria,
Inteligência e razão,
Peço que Deus que me proteja
Para falar de uma igreja
Que comete aberração.

II
Pelas fogueiras que arderam
No tempo da Inquisição,
Pelas mulheres queimadas
Sem apelo ou compaixão,
Pensava que o Vaticano
Tinha mudado de plano,
Abolido a excomunhão.

III
Mas o bispo Dom José,
Um homem conservador,
Tratou com impiedade
A vítima de um estuprador,
Massacrada e abusada,
Sofrida e violentada,
Sem futuro e sem amor.

IV
Depois que houve o estupro,
A menina engravidou.
Ela só tem nove anos,
A Justiça autorizou
Que a criança abortasse
Antes que a vida brotasse
Um fruto do desamor.

V
O aborto, já previsto
Na nossa legislação,
Teve o apoio declarado
Do ministro Temporão,
Que é médico bom e zeloso,
E mostrou ser corajoso
Ao enfrentar a questão.

VI
Além de excomungar
O ministro Temporão,
Dom José excomungou
Da menina, sem razão,
A mãe, a vó e a tia
E se brincar puniria
Até a quarta geração.

VII
É esquisito que a igreja,
Que tanto prega o perdão,
Resolva excomungar médicos
Que cumpriram sua missão
E num beco sem saída
Livraram uma pobre vida
Do fel da desilusão.

VIII
Mas o mundo está virado
E cheio de desatinos:
Missa virou presepada,
Tem dança até do pepino,
Padre que usa bermuda,
Deixando mulher buchuda
E bolindo com os meninos.

IX
Milhões morrendo de Aids:
É grande a devastação,
Mas a igreja acha bom
Furunfar sem proteção
E o padre prega na missa
Que camisinha na lingüiça
É uma coisa do Cão.

X
E esta quem me contou
Foi Lima do Camarão:
Dom José excomungou
A equipe de plantão,
A família da menina
E o ministro Temporão,
Mas para o estuprador,
Que por certo perdoou,
O arcebispo reservou
A vaga de sacristão.

Fonte: Blog Vida Cadela de Divina

domingo, 1 de março de 2009

Carlos Drummond de Andrade - José/No Meio do Caminho

Venho deixar dois poemas de um dos meus poetas prediletos, dois clássicos, e um deles está musicado, aliás muito bem musicado. Espero que gostem!

-----

No Meio do Caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no mei do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

José
Música: Paulo Diniz
Vídeo: Jaqueline Fonseca


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Agir primeiro, julgar depois, ser sempre BOM

Sentir primeiro, pensar depois
Perdoar primeiro, julgar depois

Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois

Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, cantar depois

Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois

Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois

-------------------------------------------------

A Arte de Ser Bom

Sê bom. Mas ao coração
Prudência e cautela ajunta.
Quem todo de mel se unta,
Os ursos o lamberão.

Mário Quintana

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Poemas de Janeiro e suas Inspirações

Che Guevara (Gael García Bernal) era um jovem estudante de Medicana que, em 1952, decide viajar pela América do Sul com seu amigo Alberto Granado (Rodrigo de la Serna). A viagem é realizada em uma moto, que acaba quebrando após 8 meses. Eles então passam a seguir viagem através de caronas e caminhadas, sempre conhecendo novos lugares. Porém, quando chegam a Machu Pichu, a dupla conhece uma colônia de leprosos e passam a questionar a validade do progresso econômico da região, que privilegia apenas uma pequena parte da população.

Donwload: http://www.baixeturbo.org/2009/01/download-diarios-de-motocicleta.html


Sr. Yuzo me emprestou esse filme e assim que o assisti escrevi os primeiros versos do ano, pra quem não assistiu vale muito a pena e para quem não leu o poema aqui está:

Primeiro Poema (Revolucionário) do Ano

Rodeado de sombras revolucionárias...
Sombras revolucionárias me rodeiam...

E elas impedem meu sono!
Poderia vir feliz e saltitante à frente do monitor
Mas eu quero durmir!
E há algo que tira meu sono

Envolto a tantas idéias...
Essas idéias me envolvem...

E elas impedem meu sono!
Poderia escrever algo mais feliz, mais pós-revolução
Mas eu quero durmir!
E há algo que tira meu sono

Rodeado de sombras revolucionárias...
Sombras revolucionárias me rodeiam...

E elas impedem meu sono!
Mas eu realmente não quero durmir
Eu quero mudar algo!
E há algo que me põe desperto à mudanças

Envolto a tantas idéias...
Essas idéias me envolvem...

E elas impedem meu sono!
Mas eu poderia ao menos relatar em versos-pré-revolução
Que eu quero mudar algo!
E há algo que me põe desperto à mudanças

...E há algo que tira meu sono e me põe desperto à mudanças...

-----

"Sua pressa vale uma vida?"


Homenagem à Márcia from Lilx on Vimeo.

Uns dias depois fiquei sabendo da ciclista que foi atropelada na Paulista e que na homenagem eu, Ge e Yuzo fomos pedalar juntos com o pessoal da bicicletada, então resolvi escrever algo sobre.

A Cidade Pulsa

A cidade pulsa
Entre veias e artérias
Bombam carros, ônibus e ciclistas

A cidade pulsa
E entre artérias entupidas
Buscamos apenas por espaço e respeito

A cidade pulsa
E entre veias poluídas
Sangue inocente desperta mais revolução

E a cidade pulsa
E a cidade continua pulsando
Então que a cidade pulse aos gritos de revolução!

-----

Essa música:

Legião Urbana - Vento no Litoral


Inspirou esse quadro (de autoria de nossa amiga Maga) :



Que inspirou uma canção que fiz aos moldes de transformar cores em notas... e aqui está a letra:

O sol já vai baixo
E não sei o que cantar
Estico minha rede
É melhor eu me deitar

Queria ser o mar
E então tocar no sol
Enfim respirar
É melhor do que me perder

...de mim mesmo

E não há mais Vento no Litoral
Que possa me causar mal

Eu vou é esticar minha rede e deitar
Pra cantar, sonhar, voar

Pra bem longe...

O céu está a escurecer
E logo a lua chegará
Entre as árvores nem sei o que fazer
É melhor esperar

Queria como a lua ser
E então sentir o sol
Na noite sem fim a aquecer
É melhor do que ter uma alma longe

...de mim mesmo

E não há mais Vento no Litoral
Que possa me causar mal

Eu vou é esticar minha rede e deitar
Pra cantar, sonhar, voar

Pra bem longe...

Bem longe disso tudo
Eu vou é descer até a praia e ver o mar
Fugir dessa selva de pedra
Eu só quero é descansar

Lálálá lálálálá
Lálálá lálálálá

Eu só quero descansar
Eu só quero é descansar

Lálálá lálálálá
Lálálá lálálálá

Eu só quero é descansar
Eu só quero, como quero, descansar

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Eterna Criança

Linkando com o link Naftaleno do post sobre escola.

Essa é uma das primeiras canções que compus na vida, talvez por isso ela tenha esse ar inocente, e musicalmente ela também é simples, de poucos acordes, e dedilhados curtos e retos, fica também na lista de um dia gravar e postar por aqui.
Não sei se fica muito claro apenas lendo, mas a música é um diálogo entre um eu-lírico criança e um eu-lírico em tranformação para a fase adulta, aliás eu-lírico que tem demasiado de mim, ao tocar isso é acentuado pelo fato de alguns versos serem dedilhados e outros tocados em biacorde.
Bom, espero que gostem, e espero um dia postá-la em áudio ou vídeo para vocês.

-----

Eterna Criança

Deixe me ser sua Eterna Criança
Apenas não quero crescer
Brincar e sorrir, sonhar e fazer

Tudo poderia ser perfeito...

Paz, amor e felicidade certa
Para uma criança isso nunca será somente um sonho

Inutilidade encontrada em minhas mãos
A lei dos tolos permanece
Nesse mundo de interrogações
Me pergunto se estou louco?!

Deixe me livre!
Deixe me ser!
Nunca quero deixar de ser criança

Por que não posso deixar o chão?
E voar com aqueles navios no céu
Por que não posso pensar com o coração?

O amor é a coisa mais bela que existe...

Escolhas a tomar, trilhas a seguir
Confusões em caminhos incertos
E a Eterna Criança continua a sorrir
Enquanto eu fico aqui!

Tentando resolver a aritimética da razão
Tentando pôr vírgulas no seu coração
Tentando ficar com os pés no chão
Tentando e tentando só pra não ouvir sermão

Não me deixe crescer!
Não me deixe morrer!
Nunca quero deixar de ser criança
Deixe me ser a Eterna Criança

Ei amigo pare de tentar
Seja você...seja você
Há uma criança pra se libertar

Deixe ela correr por aí...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Caeiro em Pessoa

Li hoje quase duas páginas
Do livro dum poeta místico,
E ri como quem tem chorado muito.

Os poetas místicos são filósofos doentes,
E os filósofos são homens doidos.

Porque os poetas místicos dizem que as flores sentem
E dizem que as pedras têm alma
E que os rios têm êxtases ao luar.

Mas flores, se sentissem, não eram flores,
Eram gente;
E se as pedras tivessem alma, eram cousas vivas, não eram pedras;
E se os rios tivessem êxtases ao luar,
Os rios seriam homens doentes.

É preciso não saber o que são flores e pedras e rios
Para falar dos sentimentos deles.
Falar da alma das pedras, das flores, dos rios,
É falar de si próprio e dos seus falsos pensamentos.
Graças a Deus que as pedras são só pedras,
E que os rios não são senão rios,
E que as flores são apenas flores.

Por mim, escrevo a prosa dos meus versos
E fico contente,
Porque sei que compreendo a Natureza por fora;
E não a compreendo por dentro
Porque a Natureza não tem dentro;
Senão não era a Natureza.

-------------------------------------------------------------

Depois de terminarmos a "primeira temporada" de Gaia, queria postar este poema que tivemos o prazer de assistir em uma peça sobre Fernando Pessoa. Um teatro humilde, mas com grandes profissionais no palco do teatro, e em outros dias, no das escolas.
Que sirva também para inspirar à leitura do grande mestre e amante de Gaia, Alberto Caeiro.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Poema Foda

Neste Brasil tão imenso
Quando chega o verão,
Não há um ser humano
Que não fique com tesão.

É uma terra safada,
Um paraíso perdido.
Onde todo mundo fode,
Onde todo mundo é fodido.

Fodem moscas e mosquitos,
Fodem aranha e escorpião,
Fodem pulgas e carrapatos,
Fodem empregadas com patrão.

Os brancos fodem os negros.
Com grande consentimento,
Os noivos fodem as noivas
Muito antes do casamento.

Coronel fode Tenente,
General fode Capitão.
E o presidente da República
Vive fodendo a nação.

Os freis fodem as freiras,
O padre fode o sacristão,
Até na igreja de crente
O pastor fode o irmão.

Todos fodem neste mundo
Num capricho derradeiro.
E o canalha do dentista
Fode a mulher do padeiro.

Parece que a natureza
Vem a todos nos dizer,
Que vivemos neste mundo
Somente para foder.

E você, meu nobre amigo
Que agora está a se entreter,
Se não gostou da poesia
Levante e vá se foder!!!

(Autor Desconhecido)
Também pudera, se fosse conhecido, tava fodido

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

2008 e Alguns Versos Meus Parte V

21/09/2008

Fragmentos do Poema "Partes de Uma Semana"

I

(...)

A garoa bate de leve no meu rosto
E caminhar me faz lembrar
Que escrever é bom
Até em baixo de chuva

II

(...)

As palavras doces parecem fugir
O vento leva-as embora
E o que fica soa tão cinza que nego
E renego, então prefiro fantasiar

III

(...)

Ando rouco, e não desisto
Que a poesia de outrora
Não fuja para longe
E sim traga pra perto

IV

Mesmo escrevendo em frações
Mesmo repartindo emoções
E por mais que os versos não peçam rima
Eu continuo a rimar

Mas mesmo que o vento sopre
E que o dia vire noite
Eu estarei aqui tentando terminar
Dia após dia, alguns pequenos versos, para encantar

V

Encantar e encontrar o encontro
O tempo passa e não perde tempo
Ouça o poema musicado
Leia o poema letrado

Quinze, dezoito, vinte e um
Os dias correm o ano voa
Final de setembro e ansiedade continua
A ansiedade me corrói e já é final de setembro

VI

Não sinto o último verso chegar
É como se tudo que deixei de escrever
Quisesse sair das clausuras interiores
E meus olhos não conseguem se fechar

(...)

VII

É como se eu vivesse em outro mundo
E cada estrofe fosse um mundo diferente
Uma canção diferente, um poema que foge
E grita as respostas que preciso

Em cada entrelinha há um mistério
Uma comédia, uma tragédia
A chance de ser e não ser
De dar certo e quase dar

VIII

Como a luz que envolve e te faz brilhar mais
Como a eterna juventude em nossos olhos
Envelhecer é caminhar pra dentro
E eu tenho adentrado

Como o sol que envelhece conosco
Como sua vida é eterna
Assim como a nossa, aqui de baixo
Ao assumir importância tal como o sol

IX

(...)

Canto os minutos
E conto as canções que já fiz
E continuo a agir com minhas próprias leis
Ignorando todos os outros mandamentos dessa geração

X

(...)

(...)

XI

(...)

(...)

XII

Não me arrependeria dos atos
Nem do que não fiz
Tudo faz parte da mágica
Tudo faz parte de mim

E nada do que dizem faz sentido
Eu estou em outro mundo
Eu sou outro mundo
Procurando por vida em um mundo próximo

XIII

Que as palavras escritas
Não atormentem
E que o caminho seja o que tem que ser
Acabando onde tem que acabar

Que o poema acabe
E que as almas sejam lidas
Que o poema acabe
E que logo em seguida muitos outros venham

02/10/2008

Poesia Mestra Parte I: Minha Religião (Incompleta)

Escreverei uma poesia sem Deus
Mas uma poesia sem Deus não seria poesia
Seria o vazio dos versos não-versados
Seria o vão das coisas vãs

Uma poesia sem Deus
É uma poesia sem poeta
E o poeta sou eu
Logo eu também sou Deus?

07/10/2008

Pare!!!

Que por uma fração de segundo tudo pare
Não saia do lugar, e que do lugar não saie
Que por um milésimo de vida
Tudo que me rodeia paralize

...E me deixe respirar

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

2008 e Alguns Versos Meus Parte IV

21/06/2008

Ao som da chuva de jazz
Não sei se saio cantarolando
Ou me tranco para calcular uns problemas

Me anestesio com algumas canções
E não sei se devo sonhar
Ou esquecer da vida

Descendo ou subindo
É só uma questão de ponto de vista

Ao som do jazz sem a chuva
Não sei se devo apagar tudo que escrevi
Ou se devo salvar para reler quando a chuva voltar

Me animo agora com algum rock and roll
E não sei se devo gritar
Ou deixar como está

Descer ou subir
É só uma questão de ponto de vista...

24/06/2008

Entre as sirenes e o ronco dos motores
O badalar dos sinos é só mais uma gota de caos
Tão incomodo e barulhento quanto os outros sons que se chocam no ar
Mas quando ele cessa damos por sua falta, a falta do badalar, a falta do som nas velhas paredes da igreja ecoar

07/07/2008

Uma manhã
Uma manhã pra respirar
Uma manhã pra respirar mais uma vez
Uma manhã pra respirar mais uma vez esse ar poluído

Mas o dia
Mas o dia está tão bonito
Mas o dia está tão bonito que não vou ligar
Mas o dia está tão bonito que não vou ligar e sim pedalar

Pedalando entre árvores
Pedalando entre árvores, pessoas felizes
Pedalando entre árvores, pessoas felizes, um céu azul
Pedalando entre árvores, pessoas felizes, um céu azul e um gato morto

Gato morto?
Gato morto? Talvez só uma soneca
Gato morto? Talvez só uma soneca, ou será...
Gato morto? Talvez só uma soneca, ou será...É sangue ali!

Vamos torcer pra ser só uma soneca, mas de qualquer forma o dia não será mais o mesmo...

28/07/2008

Quem sabe ler a alma alheia?
Quem sabe, sabe a quem ler
E cabe a quem ler ser lido também
Carinho, verdade e emoção é bom de ler
Tanto faz se fala da fome, dos sentimntos da alma, ou do desejo de paz
Vem de dentro e vem de forma natural
Pra dizer pro mundo ou pra nós mesmos aquilo que queremos saber

03/08/2008

A chuva de tempos desabou
Como o romance que há tempos foi narrado
E há tempos espera por um desfecho

Tudo converge numa perfeita harmonia
Que grita por um tempo e um lugar no espaço-tempo.

O anjo das noites sem fim cantou
Como quem canta pra aquecer almas distantes
Que há tempos esperam por um desfecho

Nada converge à oposição
Que perde seu lugar para a disposição

A chuva molhou o pequeno anjo
Como os versos escritos que transbordam de emoção
E há tempos que não pescava versos no ar
O tudo e o nada se encontram e gritam
Mas não perdem seus lugares na primeira fila

18/08/2008

Tributo

Hey Roger
Seus acordes continuam a me encantar
Como o som das águas
Que me trazem lembrança do rosa pintado no muro

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Cogumelo, mas nem tanto!

Aí um poeminha que nem sei se merece ser chamado de poema, haha, mas um trabalho feito para o blog SPH (Surrealismo Popular Humorístico), que também surgiu de taboanenses amigos.
Ao assistir esse video me inspirei pra fazer algo, dem uma olhada:



Cogumelo, mas nem tanto!

Cogumelos melosos, drestroços...
Destroços cogumelosos
Cogumelo que mais parece água,
Aquela água-viv'água-morta
Destruindo meu barra'
Cogumelo assim se porta
Mas bem por'tapada que não sabe o que faz!

George Ruchlejmer

--------------------
A respeito do SPH, dêm uma lida no conteúdo destes links, não é muita coisa mas é uma idéia nova! por isso gostei.
http://sphoblog.blogspot.com/
http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=2660419029363297551
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...