--- Frase de Agora! ---
"A água é para os escolhidos
Mas como podemos esperar que sejamos nós..
... eu e você?"

Máquina do Tempo: Vaga Viva do Coletivo Ideia Nossa. A única vaga viva do lado de cá da ponte =) Vaga Viva do Ideia Nossa

Destaque da Semana: Onde está o sol que estava aqui?
Ladrões de sol, crise hídrica e êxodo rural
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sábado, 15 de agosto de 2015

Ladrões de sol, crise hídrica e êxodo urbano

Em uma região que falta água pra beber, ar pra respirar e solo pra se plantar, morar e se deslocar esse texto vem incendiar o blog que há tempos não era atualizado.

Será que é mesmo só amor que não existe em SP?

Boa leitura.

@alvarodiogo
Numa eterna reflexão de amor e ódio sobre SP

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Ladrões de sol, crise hídrica e êxodo urbano

Por Ariovaldo Nuvolari¹

Estamos no inverno e tivemos 4 dias de chuva e frio. De repente, que beleza, um dia de sol. Gosto do inverno, mas só daqueles dias de sol, nos quais, posso andar tranquilamente pelas ruas do meu bairro, nas minhas horas de folga, me aquecendo e olhando as novidades. Pra mim, os dias de chuva e frio são tristes, porém, como estamos precisando de muita chuva, devemos agradecer a Deus, por ter se lembrado de nós. Que remédio ...

Eu já estou com 65 anos de idade, aposentado há dois anos, porém continuo trabalhando, não tanto quanto antes, mas continuo, porque após 42 anos de contribuição para o INSS, ainda não consigo viver com o salário que me pagam, em parte por causa do plano de saúde que está cada vez mais caro e subindo sempre acima da inflação. Quem se preocupa com isso ? Quem fiscaliza ? Parece que ninguém.

Mas, voltando a comentar o meu passeio pelo bairro, percebi que, nos últimos tempos, há muita novidade por aqui. Casas construídas na década de 1950-1970 estão sendo derrubadas, para construção de novos prédios, num ritmo alucinante e numa ganância muito grande dos empresários do setor. Com tanta construção no bairro, a caminhada já não é tão agradável como antes; as calçadas e ruas estão esburacadas, montes de areia e de terra, cocô de cachorro, lama e restos de concreto. Os caminhões que transportam terra escavada saem derrubando a terra e sujando as ruas do bairro, gerando pó em dias secos e lama quando chove. Já flagrei motoristas lavando os seus caminhões de concreto no meio fio e jogando os restos na sarjeta. Quem se preocupa com isso ? Quem fiscaliza ? Parece que ninguém. Tais sujeitos fazem o que querem e ninguém diz ou faz nada.

Passando por um desses locais, eu me espantei e me perguntei: Nossa ! A casa que aqui existia era tão bonita, bem cuidada, com jardins, flores e agora se resume a esse amontoado de entulhos; para onde será que foram essas pessoas ?  Para onde está sendo levado tanto entulho ? Fiquei sabendo que, usando terrenos de 10mx50m, um sujeito está construindo, só no bairro em que moro, 8 prédios exatamente iguais: 2 andares, 12 apartamentos de 40 m² cada; a meu ver um verdadeiro sarcófago (sem iluminação e ventilação adequadas). Mas quem se preocupa com isso ? Quem aprova tais projetos ? Parece que ninguém.

Godzilla x Especulação Imobiliária
Fonte: Mercado Popular
Continuo a minha caminhada, passo numa determinada rua e de repente fico ainda mais triste; a maior parte das casas daquele quarteirão está à venda, e então eu me faço a seguinte pergunta: por que será ? Logo percebo o motivo; do outro lado da rua, em frente delas, lá estão 3 torres de um novo condomínio residencial. Taí a razão; roubaram-lhes o sol. Caramba ! Mas o sol não nasceu pra todos ? Sim, mas para os moradores dessas casas, não mais. Principalmente no inverno terão que conviver com o frio e o cheiro de mofo.

Desculpe-me o eventual leitor, mas hoje estou mais chato do que de costume e cheio de perguntas: será que as redes elétricas, redes de água e de esgoto serão suficientes para mudanças tão bruscas ? Será que as ruas estreitas comportarão tantos carros entrando e saindo ? Afinal de contas, num só local onde antes havia 3 ou 4 casas, nas quais moravam no máximo 20 pessoas, agora temos três edifícios com 20 andares cada um, e 4 apartamentos por andar. Faço as contas e constato; puxa vida ! agora são 80 apartamentos em cada edifício,  e um total de 240 apartamentos, onde passarão a viver cerca de 1.000 pessoas, e naquele mesmo espaço. E a tão decantada “qualidade de vida”, onde é que fica ? Quem se preocupa com isso ? Quem aprova tais projetos ? O plano diretor, se é que ele existe, está sendo cumprido ? Quem fiscaliza isso ? Parece que ninguém.

Verticalização e o preço da especulação imobiliária
Fonte: Belém Debates
À noite chego em casa e minha filha me liga desesperada, dizendo: Pai, acabei de chegar do serviço, fui tomar banho, mas acabou a água, o que é que eu faço ? Bingo ! Tais transtornos já eram esperados, e apenas começaram. Ela mora num prédio de 2 andares e, neste caso, a pressão da água deveria vencer, no mínimo 15 metros de altura para chegar à caixa d’água que fica na laje superior. Como os prédios maiores tem caixa d´água inferior, isto é, recebem a água nas suas caixas situadas nos subsolos para depois fazer o bombeamento para a caixa d´água superior, conclui-se que os prédios maiores vão receber a água, já as casas térreas, sobrados e os prédios menores ficarão sem ela, pois a pressão passou a não ser suficiente para a demanda. Quem está preocupado com isso ? Acho que ninguém. E nesse ritmo, que belo cenário para o futuro.

Ligo a TV e sou informado pela repórter que o nível do Sistema Cantareira, que era responsável por produzir 33.000 litros de água por segundo é só de 19,6% já considerando o volume morto. Que o nível do Alto Tietê era de 28% e assim por diante. Um cenário nada animador. Eu me lembrei que há pouco tempo atrás um colega de trabalho (sou professor na área de saneamento e meio ambiente) me convidou para um desses debates sobre a crise hídrica. Naquela época eu disse a ele: eu não vou participar porque nem sei o que dizer; já que a busca de novos mananciais está cada vez mais difícil; a água necessária para abastecer os quase 22 milhões de pessoas da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) não está tão próxima da capital. Como então aumentar a produção com tantas limitações ?

Situação atual do sistema Cantareira: -12%
Fonte: Mananciais.tk
Comecei então a pensar no assunto. O que fazer ? Por um lado a população aumentando dia a dia em ritmo acelerado, necessitando cada vez mais água. Por outro, os mananciais mais próximos e que já estão sendo utilizados, continuam os mesmos e ainda por cima passamos a conviver com esse período de baixas precipitações nas bacias que alimentam esses mananciais, ou seja, a situação é bastante crítica e só tende a piorar ainda mais.

Fui buscar alento na Bíblia Sagrada, livro esse do qual sou leitor assíduo. Pensei comigo: o Criador deve ter a solução. Eu me deparei então com um texto registrado no livro de Gênesis 1.27 e 28, que diz: E criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra ...

Eu fiquei meditando sobre esse texto e pensei: bom, o homem obedeceu a Deus quando frutificou, multiplicou (somos mais de 7 bilhões em toda a terra), mas logo me lembrei também que; quando o homem quis construir a torre de Babel (ver Gênesis 11.4), Deus não se agradou disso, confundiu as línguas e os fez parar com aquele projeto. Deus realmente quer que enchamos a terra, usando os seus espaços e não nos aglomerando num só local. A aglomeração não faz bem. Quanto se gasta com mobilidade urbana ? Quanto tempo em média leva o trabalhador da sua casa ao serviço e vice-versa ? Quanto tempo e dinheiro se gasta no trânsito ? Porém, nós teimosamente nos acotovelamos nas cidades, desobedecendo às ordens divinas. E é claro que estou me incluindo entre os rebeldes.
Mas, você leitor, deve estar pensando: o que fazer então, seria correto proibir as pessoas de morar nas cidades ? Os mais afoitos vão dizer: isso não é democrático. Realmente não é, concordo, mas alguma coisa precisa ser feita. Porque não incentivar aqueles que querem outro tipo de vida, a sair das cidades. Temos visto tantos protestos em busca de moradias, terras, etc, sempre atrapalhando o trânsito e complicando a vida dos demais cidadãos; e sempre também sem uma resposta adequada das autoridades; que me parecem perdidas em meio a tantos problemas. Acho que cada cidade deveria estudar e fixar qual a população em que ela poderia ser considerada sustentável. Eu acho que as grandes cidades não são sustentáveis. Posso garantir que a RMSP não é sustentável.   No caso do esgoto sanitário, você sabia  que hoje são tratados menos de 45% dos esgotos coletados e nem todo esgoto é coletado ?  E o pior é que,  mesmo que num passe de mágica, conseguíssemos coletar e tratar todo o esgoto gerado, ao nível atual de 90% de remoção da carga orgânica, ainda assim mataríamos os rios que cortam nossa cidade, pois os 10% de carga orgânica restantes são suficientes para deixá-lo com concentração zero de oxigênio dissolvido. Sem contar as questões: da já citada falta d´água, do lixo, do trânsito, da poluição do ar. A concentração de população nas cidades grandes já é absurda e só tende a piorar com o crescimento populacional. Alguma coisa tem que ser feita, estamos perto ou dentro do caos.

Rio Tietê: pouca água, muito esgoto
Fonte: Envolverde
Garanto também que muita gente não sai das cidades por pura falta de opção. No entanto, se tivéssemos um projeto ao nível dos governos: federal, estadual e municipal, envolvendo cabeças pensantes das universidades, além de empresários que se dispusessem a participar desse projeto, contanto que houvesse um sério respaldo político, administrativo, financeiro e técnico.

E que tipo de projeto poderia ser ? Eu pensei em algo como Agrovilas, espalhadas por todo país; nas quais houvesse a preocupação de se plantar, de acordo com a vocação agrícola local, amparada tecnicamente por órgãos tipo EMBRAPA, a nível federal, secretarias de agricultura, etc. Além disso, que a essa produção agrícola fosse agregado valor, através de industrialização no próprio local. Parte da população que aderisse ao programa, se dispondo a deixar as cidades, poderia trabalhar meio período na indústria, e meio período na sua propriedade agrícola. Outra parte da família ficaria apenas na produção agrícola, de modo que, em cada família sempre houvesse quem trabalhasse tanto na indústria quanto na produção agrícola, mantendo um razoável nível de vida.

População urbana e rual no Brasil de 1940 a 2010
Fonte: Mundo Agrário
Claro que tudo isso precisaria ser melhor pensado, mas acredito nessa fórmula e penso que poderia dar certo se todos os envolvidos no projeto trabalhassem em prol do sucesso de todos e que gente idônea fosse encarregada do gerenciamento desses projetos. Com isso, de forma voluntária, poderíamos incentivar a volta ao campo e cada vez mais ir diminuindo a população das cidades a níveis aceitáveis. Seria o reverso do êxodo rural, uma espécie de êxodo urbano.

EU JÁ ESTOU VELHO, CANSADO, MAS PREOCUPADO: QUEM PUDER QUE FAÇA ALGUMA COISA.
E OBRIGADO SE VOCÊ TEVE PACIÊNCIA DE LER ESSE MANIFESTO ATÉ O FIM...

¹ARIOVALDO NUVOLARI
Cidadão andreense - professor universitário
Mestre e doutor em Recursos Hídricos e Saneamento pela UNICAMP
nuvolari@fatecsp.br

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

2º Festival de Artes de Rua da Praça Elis Regina

Por Jonatham Adam / Fotos: Álvaro Diogo

Equilibrismo
O festival foi fantástico, lindo. No início fiquei tão emocionado ao ver as pessoas ali, com a música e chorei. Sério ! Não aguentei, explodi. Mas foram lágrimas de alegria ! Fiquei muito contente em ver de perto tanta gente ali : vivendo o momento, se divertindo, contribuindo com tudo. Com o Festival em si, lógico, e com a organização. Muitíssimo obrigado por este dia. Agradeço  ao  Álvaro, ao  Coletivo  Ideia  Nossa, aos  músicos  e  aos  artistas  circenses ! Nunca tinha  vivido  algo semelhante  a este  evento ! Tive  felicidade  de  ver  as crianças aproveitando lá no  Escambo  o filme do superman, do batman ... vi um rapaz presenteando uma moça (amiga, ou namorada) com o livro "uma breve história do tempo" do Hawking - sei lá deu uma sensação de gosto, sabe ?  Pois  estes  títulos  coloquei  no  escambo  logo  quando  cheguei.  E  nós  sabemos, quando  agimos  de  boa  fé,  como  é  bom  despertar  o  sorriso  e  a  alegria  nas  outras  pessoas  com  nossas  ações. Nunca  fiz  nada  parecido.
Escambo promovido pelo Coletivo Ideia Nossa

Como  disse-me  um  amigo : “as  pessoas  podem  voltar  ocupar  o  espaço  público ; que  é  delas”. E  só  o  fato  de  saber  que  a  ideia  do  festival partiu  de  uma  iniciativa  de  um  grupo  das  pessoas - os  músicos  “Cabarés”, “Ideia  Nossa”  e demais - já  é  de  grande  significância. Poxa, é  uma  iniciativa  e  tanto !

Essa  coisa  da  aproximação  das  pessoas, creio, é  essencial  para  haver  uma  convivência  mais  fraterna  entre  nós. Era  possível  ver  muitas  pessoas  que  vinham  do  serviço  e  paravam  para  ver  o  festival. Umas  paravam  alguns minutos  para  apreciar ; já  muitas  outras  simplesmente  jogavam  a  bolsa  na  grama  e  ali  restavam. Sabemos  que  elas  poderiam  simplesmente  ignorar  e  ir ver  TV  ou  ir  ao  shopping, mas  elas  quiseram  estar  ali : se  divertindo, interagindo, se  alegrando  em  conjunto!

Paraciclo produzido pelo Coletivo Ideia Nossa
Mau  vejo  a  hora  de  surgir  o  próximo  festival  que, na  esperança, será  maior  ainda.
Só  de  lembrar, dá  uma  saudade  daquele  sábado. Com  certeza  o  mais especial  do  ano. Pois  as  experiências  que  podemos  adquirir  num  evento  destes  é  impagável, até  indescritível  com  simples  palavras. É  preciso  viver o  Festival  e  senti-lo  em  sua  totalidade : observar  as  cordas  do  violão  ondularem, as  crianças  brincando  com  os  jogos, os  rapazes  e  moças  dançando
e  bebendo, os  artistas  e  músicos  nos  empolgando  com  seu  magno  ofício, enfim, dos  mais  jovens  aos  mais  idosos  sendo  felizes  naquele  dia !

Coletivo Ideia Nossa

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Ciclocoisa não. Ciclovia até o Taboão já!

Por Ciclistas e moradores do Butantã, Taboão e região pelo uso seguro da bicicleta

Nós ciclistas da cidade e moradores da região do Butantã mais uma vez vamos às ruas pela ciclovia na avenida Eliseu de Almeida, prometida desde 2004 como interligação do Taboão da Serra com a região da Vital Brasil, no Butantã.
Projeto Ciclo Rede Butantã. Fonte: Vá de Bike
Estamos prestes a comemorar 10 anos sem a ciclovia e, após um ano intenso de audiências e negociações com a subprefeitura, com o legislativo e órgãos do governo municipal, vemos uma promessa de execução da ciclovia ser iniciada.

O que deveria ser festa, no entanto, ainda é coberto de dúvidas e insegurança. A promessa, várias vezes repetida pelo subprefeito do Butantã, de realizar a ciclovia até o Taboão da Serra está em risco. A obra que se iniciou no final de novembro, segundo o próprio subprefeito, deve se encerrar nas proximidades do Shopping Butantã, deixando mais uma vez os moradores que mais precisam dela – pois percorrem o trecho mais perigoso -, sem estrutura alguma.

Lembramos que a prefeitura do Taboão construiu, com dinheiro do Ministério das Cidades, uma ciclovia prevista em seu plano diretor, que foi desativada no início deste ano. Um dos argumentos dados foi que a cidade de São Paulo não fez a ciclovia prometida até o município vizinho. Um passo à frente, dois atrás.

As obras na Eliseu estão em andamento, sem projeto executivo, e contemplam somente o piso, deixando sinalização, iluminação, acessos e outros tratamentos fundamentais para a segurança em segundo plano. Para nós a mensagem é a de sempre: qualquer coisa está bom para vocês, ciclistas. Mas será?? Temos visto em São Paulo a multiplicação de CICLOCOISAS, estruturas feitas de forma precária, sem a devida finalização, que muitas vezes não levam a lugar algum. Isso é fruto de um planejamento cicloviário adequado??

Como a ciclovia será terminada se não há orçamento previsto para ela em 2014?

Temos vários exemplos de ciclovias inacabadas que não são seguras para ciclistas, sobretudo nas conversões, sinalização e acessos. Mas aqueles que optam por não utilizá-las são também ameaçados por motoristas, que não entendem o motivo de não as utilizarmos, dando finas educativas e aumentando o risco de “acidentes”. Como será garantida a nossa segurança nesse período de indefinição?

Por isso:

  • Queremos orçamento para a finalização da obra.
  • Queremos um projeto adequado, aprovado pelo órgão responsável, que é a CET e de acordo com o projeto combinado com os ciclistas nos espaços de diálogo.
  • Queremos uma ciclovia até a divisa com o Taboão da Serra.
  • Queremos acessos ao metrô Butantã, bem como um bicicletário no local.

Respeito aos ciclistas, aos espaços de participação e diálogo são fundamentais para a democracia e a mobilidade na cidade! Políticas que deem segurança para ciclistas não são favores, mas um direito. Não aceitaremos a construção de CICLOCOISAS que colocam vidas em risco e fazem do ciclista um cidadão de segunda classe. RESPEITO JÁ!

sábado, 26 de outubro de 2013

Frente Parlamentar de Mobilidade Humana - Ciclovia da Av. Eliseu de Almeida

Por Álvaro Diogo

Ontem (24 de outubro), eu e a Paola, estivemos representando o Coletivo Ideia Nossa ao lado dos colegas da Ciclocidade, Gabriel e Matias, na reunião da Frente Parlamentar de Mobilidade Humana onde o subprefeito do Butantã, Luís Felipe, iria prestar estar esclarecimentos sobre a atual situação da ciclovia prevista desde 2004 para a Avenida Eliseu de Almeida.

Os boatos que circulavam de que o projeto apresentado pela JBA Engenharia havia sido rejeitado pela CET, que além de não ser um projeto executivo, mal atendia as exigências normativas minímas para sinalização, eram verdadeiros.

Manifestação pela ciclovia da Eliseu no dia primeiro de dezembro de 2012. Fonte: Taboão em Foco.
Não, não foi dinheiro público jogado no ralo. A empresa não tinha contrato para executar o projeto da Ciclovia da Eliseu, mas é detentora do contrato para o projeto completo de repavimentação da avenida. Ao que parece ficou acordado entre a empresa e a subprefeitura uma "doação" desse projeto da ciclovia para acelerar o processo e conseguirmos utilizar as verbas previstas para esse ano (2 milhões da CET e 1 milhão e 200 mil de emenda parlamentar do Vereador Aurélio Miguel). O grande erro: a subprefeitura acreditou na empresa e nós acreditamos na subprefeitura.

Da esq. para a dir.: Álvaro (Coletivo Ideia Nossa),
Sofia (Colégio Ítaca) e Gabriel (Ciclocidade) em
reunião na Câmara Municipal de São Paulo sobre
a ciclovia. Fonte: Ciclocidade
Fato é que a empresa em todas as nossas reuniões afirmava que o projeto executivo estava em andamento no escritório, mas o que entregaram para a CET foi recusado. Recusado mais de uma vez. Assim como nós fomos enrolados mais de uma vez. Perdemos tempo, energia e ainda os dois milhões da CET que foram destinados a outra obra com projeto executivo finalizado.

O subprefeito continua mantendo o discurso de que a ciclovia será entregue esse ano. Agora vamos ao novo discurso oficial.

Uma empresa - Tecnotrans - irá executar a ciclovia sem projeto (sendo realizado posteriormente um "as built" [sic!]) onde o traçado contempla o trecho que vai do Shopping Butantã até o final da Av. Eliseu de Almeida. Trecho bem menor do que seria contemplado anteriormente que iria de Taboão da Serra ao metrô Butantã.

Para este trecho será usada a emenda parlamentar de R$150.000,00 destinadas e já disponibilizadas para utilização pelo Vereador Nabil Bonduki e com a emenda do Aurélio Miguel que deverá ser autorizada para uso neste sábado via decreto no diário oficial. Totalizando R$1.350.000,00 disponíveis semana que vem, estando a subprefeitura apta a iniciar as obras.

A interligação do final da Eliseu até o metrô já está em fase de projetos, pela mesma empresa, mas sem previsão de início e muito menos de entrega.

Há ainda as seguintes promessas, sem nenhum prazo para conclusão:
- a continuação da ciclovia até o Taboão;
- um braço da ciclovia até a futura estação de metrô Morumbi;
- ciclorotas até a Ponte Eusébio Matoso;
- interligação até o Portão 1 da USP;
- interligação com o bairro do Caxingui.

Placas utilizadas nos protestos. Fonte: Mobilize
Para a continuação da ciclovia e outras propostas acima é fundamental a atuação dos vereadores da Frente Parlamentar de Mobilidade Humana para destinar emendas em 2014 para a ciclovia. E faz-se com extrema urgência inserir na pauta das discussões sobre o Plano Diretor e da Lei de Diretrizes Orçamentárias a ciclovia da Av. Eliseu de Almeida.

Em uma das reuniões no Estúdio do Morro entre ciclistas da região pegamos o projeto da ciclovia e comentamos todas as folhas, indicando nossas alterações, críticas e sugestões. Tudo a troco de quê?

Ainda batemos na tecla de soluções emergenciais desde o ano passado para aqueles ciclistas que usam a avenida diariamente em seus deslocamentos e nenhuma delas nunca foi contemplada. Sinalização horizontal e vertical de ciclistas na via, redução e/ou controle de velocidade na via, campanhas de educação no trânsito, implantação de ciclorotas. Para quê? São ações desnecessárias, não é mesmo?

Adesivo distribuído nos protestos. É comum encontrar bicicletas e carros com esse pedido na região. Fonte: Vá de Bike
Houve um esforço enorme da sociedade, incluindo aqui todos aqueles que em algum momento destes últimos 10 anos se engajaram nessa luta, de que a ciclovia fosse executada de forma exemplar para atender a atual e futura demanda de forma segura.

Bicicleta do ciclista Lauro Neri, atropelado e morto em 2012
na avenida. Fonte: Via Trolebus
Com o rumo das ações da subprefeitura estamos prestes a receber uma CICLOCOISA que pode colocar em risco à segurança de ciclistas, ao invés de resguardá-los e ainda ser sub-aproveitada já que a demanda reprimida de ciclistas poderá não se sentir segura em pedalar trecho-sim, trecho-não na ciclovia, que nem sinalização irá receber, sendo um risco principalmente nos cruzamentos.

Os ciclistas presentes na reunião consideram clara a necessidade de manutenção, ampliação e intensificação dos protestos pela ciclovia na Eliseu. Não podemos nos contentar com o que "sobra para fazer" imposta pela prefeitura. Uma reunião com o secretário de subprefeituras, Chico Macena, já está sendo agendada e caso não resolva solicitaremos mais uma vez uma reunião com o prefeito Fernando Haddad.

Queremos a ciclovia da Eliseu, não mais uma ciclocoisa na cidade. Muitos poderão exclamar: "mas pelo menos vão fazer alguma coisa!". E eu deixo a seguinte pergunta para reflexão: "até quando iremos nos contentar com migalhas do poder público e suas obras com projetos imperfeitos ou mesmo sem projetos?"

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

VAGA VIVA do IDEIA NOSSA

Por Paola Corassini

Coletivo Ideia Nossa também participou da Virada da Mobilidade da cidade de São Paulo. A Virada aconteceu nos dias 21/09/2013 e no Dia Mundial sem Carro, 22/09/2013. O fim de semana fez parte ainda da Semana da Mobilidade, onde diversas entidades debateram a questão da mobilidade.

Para também abrir reflexões e diálogos, o Ideia Nossa, instalou uma VAGA VIVA na Praça Elis Regina, onde também acontecia o Festival de Artes de Rua Praça Elis Regina. A Vaga Viva consiste em se apropriar de uma vaga de carro, temporariamente, gerando qualidade de vida à todos em atividades distintas que podem acontecer nesse "pequeno-grande" espaço.

Despertamos com uma prática de Yoga na Vaga, com a instrutora Carine Farias.
Durante o dia, as pessoas que iam para o festival trocaram livros, revistas e ideias no escambo da vaga, sentavam-se, aconchegavam-se e se apropriavam do espaço que foi produtivo por algumas horas. Encerramos com a prévia do que será o disco do nosso colega Paulo Fonda.

Por duas vezes carros passaram querendo estacionar onde estávamos, mas ao perceber a atividade recuaram e entenderam a proposta. Aos poucos a experiência de estar tão exposto aos veículos se tornou natural e tranquila, foi quando mais de 12 pessoas dividiam o espaço de um único carro, conversando sobre as ações futuras para mobilidade, a desativação da Ciclovia do Taboão, ou o imaginando o próximo Sarau do Coletivo.

Aproveitamos e descobrimos quantas ideias se mobilizam, quantas coisas acontecem, quantas pessoas cabem.. tudo isso, em uma só vaga...
Gostaríamos de agradecer à todos que foram e fizeram a Vaga Viva do Ideia Nossa ser o que foi, a única depois da ponte, longe do centro expandido, e cheia de coisas boas....

"Ainda vão me matar numa rua.
Quando descobrirem,
principalmente,
que faço parte dessa gente
que pensa que a rua
é a parte principal da cidade."

                                              
- Paulo Leminski

domingo, 1 de setembro de 2013

Relato da Manifestação por Ciclovias no Eixo Taboão-Eliseu

Texto: Gabriel Di Pierro / Fotos: Álvaro Diogo, Luiz de Campos e Rodrigo Martins

Quinta-feira (29/09) colocamos mais uma ghost bike na cidade, Rua Ari Aps, beira da Raposo. Foi só o começo da jornada. A manifestação voltou à sub do Butantã, onde encontramos o Subprefeito Luis Felippe, que garantiu que o projeto da ciclovia da Eliseu chegou ontem na CET para aprovação ( nada como um protesto agendado).











Na frente da sub, o tradicional 'piti' de motorista que saiu do carro para arranjar briga reclamando da via "fechada" e conseguiu brigar com a GCM e depois com o próprio subprefeito, que pediam calma ao distinto senhor. A manifestação preferiu deixá-lo obstruir o trânsito sozinho e foi-se em direção ao Taboão.

Passamos pela antiga ciclovia desativada no começo de 2013 pelo atual prefeito daquela cidade, Fernando Fernandes Filho (PSDB), em desrespeito à lei n° 132/2006 do Plano Diretor vigente. O dinheiro investido era do Ministério das Cidades, veio do governo federal. Antes de chegar na Prefeitura já éramos acompanhados de cerca de 5 viaturas da PM. Apesar de termos enviado o convite da manifestação à equipe do governo e de ser 19:30h apenas, não havia ninguém ali trabalhando, segundo os seguranças com quem fomos obrigados a protocolar nosso manifesto.

Assim, decidimos ir em frente à casa do prefeito, onde no primeiro semestre uma mesma manifestação havia sido barrada e ameaçada pessoalmente pelo co-cunhado do prefeito, por acaso secretário de segurança (não se assuste, nepotismo ainda mais claro é o filho do prefeito ser secretário de esportes). 

Dessa vez a recepção foi mais calorosa: além de GCMs de escopeta estava também a mesma PM na entrada da rua impedindo o nosso direito de se manifestar pacificamente. A tensão cresceu e deu pra sentir a agressividade geral dos agentes de segurança, ameaçando a todo tempo os ciclistas. Apesar disso apresentamos ao comandante da PM, o único que buscou o diálogo, a proposta de ir uma pessoa rua acima para trazer uma carta assinada pelo prefeito com o compromisso de uma audiência em menos de trinta dias. Mas o secretário de segurança recusou a proposta, mesmo que o comandante a tivesse aceito. Voltamos a pressionar pela passagem e passamos o primeiro bloqueio para ficar de frente com a GCM enfileirada.


Constatamos então que os agentes municipais, assim como vários PMs, estavam sem identificação. O secretário era um tosco truculento e ignorante, a ponto de conversar comigo e, disfarçadamente apertar um spray de gás de pimenta, achando que eu não perceberia. Ele foi intransigente e não apresentou nenhuma proposta. Fizemos muitos videos, depois de cerca de uma hora fomos embora. Soubemos então que a esposa do prefeito, deputada estadual, Analice Fernandes, ligou pessoalmente ao secretário de segurança do Estado encomendando proteção, como informou um agente da Força Tática. No fim os manifestantes se reuniram, combinando incomodar mais ainda o Sr. Prefeito e voltamos para casa com dever cumprido.

Pelas ciclovias da Eliseu e do Taboão!


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Manifestação pela Execução das ciclovias no eixo Taboão-Eliseu

Não desistiremos do direito ao uso da bicicleta! Pelas ciclovias do Taboão e da Eliseu de Almeida!

A região da subprefeitura do Butantã é uma área estratégica para a mobilidade na cidade. Faz a ligação de municípios como Taboão da Serra e Osasco e de bairros como o Campo Limpo com a região central da cidade. Por conta disso, há um grande número de pessoas que utilizam a bicicleta como meio de transporte, fugindo dos congestionamentos. Há ainda aquelas que gostariam de utilizar este modal, mas o evitam por conta do trânsito violento.

A implantação de uma ciclovia ao longo de toda a Avenida Eliseu de Almeida (incluindo a sua extensão, a Av. Pirajussara) foi anunciada pela primeira vez em 2004, com a realização do Plano Regional Estratégico do Butantã (previsto pela Lei Municipal 13.885), que estabeleceu o ano de 2006 como data para a conclusão da obra. Em 2007 a municipalidade anunciou que a ciclovia seria concluída até 2010. Em 2012, ao fim de mais uma gestão, o poder público não deu início a viabilização de qualquer infraestrutura básica a fim de fornecer segurança e conforto para ciclistas. Acessada diariamente por mais de 600 ciclistas, a via é conhecida pela pavimentação ruim, falta de iluminação, velocidade alta de carros, ônibus e motos.

A morte do ciclista Lauro Neri, em abril de 2012, expôs a incapacidade da Prefeitura em proteger os ciclistas que circulam naquela região. Alguns meses depois, o ciclista Nemésio Trindade morria na Av. Francisco Morato, dois quarteirões de onde deveria estar a ciclovia, evidenciando mais uma vez os resultados do total descaso dos gestores públicos municipais.

Já a Prefeitura de Taboão da Serra construiu uma ciclovia ligando o bairro do Intercap até a divisa de São Paulo em 2008, após o anúncio de implantação da estrutura pela cidade vizinha. Em 2013 a atual gestão, arbitrariamente, desativou a via ciclável, contrariando o Plano Diretor do município. Além de desconsiderar uma lei municipal, a medida prejudicou o grande número de ciclistas que utilizava a ciclovia, muitos para ir ao trabalho. Moradores que protestavam contra a ordem do Prefeito foram ameaçados pelo secretário de Segurança Pública. Nada é efetivamente feito para melhorar a circulação por bicicletas no município.




Desde muito tempo nós, ciclistas e moradores do Butantã, Taboão da Serra e região, nos organizamos para assegurar as condições seguras para pedalar, previstas no Código de Trânsito Brasileiro. Em 2013 realizamos uma audiência pública na Câmara Municipal de São Paulo, que ajudou a viabilizar um projeto para a Eliseu de Almeida. Desde o início de 2013 a subprefeitura do Butantã anuncia a implantação do projeto mas não há garantias efetivas de que isso vá acontecer, e quando. Apesar da sinalização positiva, seguimos sem respostas.

Enquanto isso, a mobilidade na região metropolitana de São Paulo vai se tornando cada vez mais inviável. Mortes no trânsito, poluição, má qualidade dos serviços públicos e intermináveis congestinamentos comprometem a qualidade de vida da população, que desde junho resolveu sair às ruas para protestar. Nós também estaremos mobilizados até que tenhamos a oportunidade de usar a bicicleta com segurança. Queremos estrutura cicloviária na região e para a cidade. Queremos a ciclovia do Taboão e a da Eliseu de Almeida.

Comitê pelo Uso da Bicicleta no Butantã e Taboão da Serra



Página do evento no facebook aqui.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

O Gigante Caiu do pé de Feijão

Texto: Douglas Nascimento / Fotos: Agência Latente

O rumo que se segue toda essa "coisa linda" está me preocupando.
A cidade é nossa, mas quem somos nós mesmos?

É tudo muito lindo, tudo muito empolgante, mas... afinal, sobre o que era mesmo que a gente protestava? contra o aumento? Ótimo, legal...mas... ou será que...

Não, não... era contra a corrupção... isso, era contra corrupção... isso, tem que cair a Dilma e o Haddad... (oi?) e leva o Lula junto...

Não, espera, era contra os partidos esquerdistas que sempre estiveram em manifestações e levantando a bandeira pela minoria, que não poderiam fazer parte da manifestação... issooo era isso...malditos comunas... não, espera... ixi, confundi tudo!

Pela redução dos impostos dos eletrônicos portáteis?
Ahhh lembrei, era contra redução de impostos, isso, agora sim, redução de impostos, afinal, pagamos impostos demais nos iphones que nos fotografam para depois postar no instagram... isso, era isso...

Aprendemos a ir para as ruas, agora só falta um foco, só falta um objetivo, e além de tudo, um ideal a seguir...


... Estou pulando contra o quê? Quais as consequências do meu pulo, do meu grito, do meu canto?...


As  manifestações, ok, força,  mas meu senso crítico me alertou que algo está estranho...

Há muitas causas a serem defendidas e manifestadas, claro, sem dúvida, menos carros, mais bikes, menos felicianos, mais amor, menos carne, mais vegetais (rs), fora bancada ruralista, fora bancada religiosa, cadê o estado laico? Legalização do aborto? Cadê? ... 

Mas precisa-se pensar que o eco de um grito, pode causar uma avalanche.

Presenciei segunda, presenciei terça... nada como provar para saber o gosto que tem...

Temos um gigante que saiu de um quadro do Escher, no qual ele acorda, vai pra frente do computador e na tela ele vê um gigante acordando e indo pra frente do computador, na qual tem um gigante indo pra frente da tela do computador... e assim vai, acordou, mas não sabe o que vai fazer durante o dia... a periferia nunca dormiu.

Está claro que tornou-se uma massa manipulável, facilmente maleável, como abelhas chamadas a um copo de refrigerante a céu aberto. 

Quem representa quem?
Sequer é refletido que a grande mídia sempre dá o seu jeitinho de manipular, sempre tem seu momento oportuno para aparecer e, ao melhor estilo criacionista, fazer brotar a manchete. Bem ela que sempre oferece os quinze minutos de fama, já foi mais que suficiente... tecendo ataques, enquanto ela própria fora atacada... mas quem precisa saber né!?...

A sofrida classe média paulistana que só fazia reclamar dos impostos pelo facebook,  finalmente vai às ruas: “Sim, saímos do facebook”, nossa chance!

Brado retumbante!

V de Vinagre
Belo exemplo de fascismo democracia estamos tendo, onde a jovem militância de um partido o qual sempre lutou pelas causas da minoria é enxotado a socos e ponta pés com seus estandartes queimados... queimar uma bandeira é queimar um ideal, tornado às cinzas por quem acordou pro mundo a cinco minutos e já quer estar em Marte. 

A proposta não é ser partidário, mas sim lutar por uma justiça, não ser oportuno e ver que o irmão que está do lado, não está em cima, mas justamente do lado, vejo milhões de máscaras do V, mas atrás da máscara, tem um “B” bem grande, de burro, pois se queriam fazer estrago mesmo, teriam que colocar a máscara do Brad Pitt no “clube da luta” e explodir todos os bancos, a fonte da desigualdade, reclamar de impostos é nada menos do que olhar para o próprio umbigo e vestir a camisa da sofrida classe média futebol clube.

Perdeu o sentido pra mim, quando a gigante ergue a faixa, assinada como #mooca, rsrs “má ôe, olha a caravana da Mooca!” pedia o fim dos impostos. Pronto, não é mais tarifa absurda e condições precárias no transporte, a questão agora é, o que fazem com o meu dinheiro... meu dinheiro, dinheiro, dinheiro...tudo gira em torno de dinheiro, alega-se, não são por apenas 20 centavos, são 20 razões... alguém me mostra as outras 19?

A que dizia respeito ao imposto eu achei...

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Você marcha José, para onde?

Por Aline Temoteo

Bom... vai ser longo³. 
Peço desculpas, não vou me sentir ofendida se ninguém ler. rs
Estou longe de ser uma pessoa 100% ativa/ engajada/ envolvida e SOBRETUDO: entendida. 
Não tenho a menor pretensão de estar mais correta do que ninguém, nem de causar discórdia ou ofensas, é única e exclusivamente minha visão de ontem, que transita entre o lado bom e ruim. 

Não vou discordar que foi lindo, diria até que foi magnífico, considero a geração atual “carente” de ideologias. Repetindo o clichê (porém lindo!) já amplamente usado nos últimos dias: ideologia, eu quero uma pra viver. E como Cazuza estava certo! Durante a passeata (que cheguei às 17h e fui embora antes do final, lá pelas 21h30, da ponte Estaiada), percebi nas pessoas uma vontade grande de altruísmo, o que me deixou surpresa, confesso que não esperava tanta gente, nem tamanho sentimento. Senti nas pessoas vontade, força, amor, esperança, incredulidade (acho que foi o que mais senti ). Numa época de relacionamentos afetivos tão frios e distantes que essa era tecnológica nos dá, ter ido à rua significou muito, tenho certeza que não só para mim, mas para muitos, até para quem viu pela tv ou web. 

Havia muitas causas juntas, talvez chamem de oportunistas (e talvez sejam mesmo, não vou discutir sobre isso, não agora), mas paro e penso em qual é realmente o grau de importância de discutir isso a ponto de sobrepor a causa. Eu, de coração, considero isso “normal”, não sou a mais experiente em passeatas, mas a impressão que fico é de um povo que SIM, ACORDOU, ou teve coragem de ir lá e andar junto, mesmo que desnorteado, movido apenas por compaixão a quem sofreu não apenas no 4º, 3º, 2º, 1º... ato do MPL, mas em toda e qualquer manifestação já ocorrida nesse país, acho tão injusto tirar esse mérito das pessoas, esperarem delas verdadeiros Che Guevaras, esperarem que a tia que serve café ou até mesmo o diretor de vendas da sua empresa ser um Mahatma Gandhi, um Luther King, um Malcom X, uma Dorothy Stang, um Chico Mendes... assim... da noite pro dia. Falo isso porque vi muito preconceito, pessoas que não aceitavam outras pessoas, por terem uma bolsa de marca ou não, por terem um óculos chic, com uma bandeira feita em tecido ao invés de cartolina e por aí vai. 

Tem gente que vai para postar foto no facebook, pra usar hashtag, pra fazer gracinha, vandalismo, pra cantar legião urbana, pra contar pros netos, pra mãe, pra ganhar uma gatinha/ um gatinho... eu me pergunto se vale TANTO a pena assim gastar energia em desmerecer os outros. Todos (ou quase todos) nós sabemos das dificuldades da educação no nosso país, sabemos como o ensino público IMPLORA por socorro; eu sempre achei que a escola (sem generalizar) não conseguia nos fazer seres efetivamente pensantes, reflexivos, envolvidos, QUESTIONADORES. Achei confuso (e fiquei confusa!)... todo (obviamente que não eram todos) aquele povo sem saber pelo que exatamente estavam lutando, com argumentos ainda frágeis... mas pra uma geração 140 caracteres... foi bonito sim! 

O que eu percebo é que muita gente ali dizia pelos olhos não apenas ‘vem pra rua, vem’ como também ‘pega na minha mão e me ensina para onde seguir, me ensina as diretrizes, me ajuda a fazer diferente’, mas quantos de nós estamos dispostos a não apontar o dedo e sim ajudar? A fazer os “arroz de passeata” a caminharem no lado certo, a conscientizar. Esperam demais de pessoas que nunca viveram uma passeata, que “nunca” leram nada além de opiniões sugestivas de jornalistas, líderes religiosos, formadores TENDENCIOSOS de opinião via rede social... 

Acredito que a maioria não estava esperando tanta gente... e com uma adesão imensa, “não planejada”, é natural – ao meu ver – que as questões se misturem, que o movimento se divida, que não se saiba direito o que gritar (e era pra Globo mesmo?), mas que mesmo assim marcha. Senti um pouco de frustração, angústia, incômodo, mas busquei entender tudo... E ainda tô tentando hahahahaha. ^^

É importante que todos os dias possamos parar e pensar um pouco ONDE ESTAMOS, PORQUE ESTAMOS, PARA QUEM ESTAMOS, PARA ONDE VAMOS, parece regra de língua portuguesa rs, mas é verdade. O povo acordou sim! Estou falando desse povo aqui e agora, não daquele povo que FELIZMENTE saiu às ruas em épocas passadas, não do povo que sempre esteve engajado, não entendamos como uma ofensa... ‘eu não estava dormindo, PORRA!’ E que bom (de coração, mais uma vez) que nunca todos estiveram dormindo! Que quem já estava acordado se sinta como uma mãe ou pai, que vai com carinho puxar o cobertor do filho pela manhã, para que ele levante e vá à escola, mesmo que ele não queira, mesmo que ele não saiba muito bem porque ele DEVE ir, mas ele sente que ele tem que ir, mesmo que seja uma obrigação ‘chata’, mesmo que seja só pra agradar a mãe/o pai, mesmo que depois ele pule o muro e vá fazer outra coisa com os amigos hahahahaha, ele levantou e foi, o que vai manter ele lá na escola é o interesse , de quem já sabe, ensinar. Ensinar com paciência, com amor, com respeito. E o interesse dele, em querer aprender. Mas acho que a grande parte da missão aqui é de quem tá ensinando... que vai ter que pegar ‘pela orelha’ e falar ‘isso é bom sim, não parece, mas você vai ver como é incrível e você vai saber fazer sozinho depois.’ E quem não aguenta tanto ‘militarismo’, cai fora, pede leite com pêra, mas talvez ele caia fora e entre um novo com muito mais vontade, talvez sem o conhecimento ainda “suficiente”, mas quem tem vontade, tem metade, como as vovós já diziam. ^^ 

Talvez eu esteja abusando das metáforas rsrs PERDÃO! Mas o sentimento maior que ficou em mim, pós passeata, foi uma necessidade de compreensão maior das pessoas, em diversos âmbitos. Vamos abraçar a causa? VAMOS! Não importa se você tem um camaro amarelo ou uma bike... Acho que fica em mim um desejo de ajudar a conduzir (sem querer ser foda, longe de mim, até porque tô aprendendo ainda, e MUITO!), falta organizar mais os motivos que nos levam às ruas, não são só 20 centavos (ou 40, pros mais engraçadinhos), então é pelo o quê? Falta deixar claro para todos (ou uma boa parcela) o que é esse tal de ‘não é só’ que tá levando eu, você, o carioca, o mineiro, o BRASILEIRO à rua.

Para distorcer os fatos/motivos, já temos as mídias, não nos percamos, não agora, vamos fechar as arestas, vamos completar essa linha ainda tracejada... essa linha feita de vontades. 
O que vem depois?

Meu profundo desejo é que o movimento tenha força e sabedoria para conduzir esse povo perdido (mais uma vez repito: nem todos! ufa!) que tenta ajudar como pode, chegamos onde chegamos, “não importa” se por modismo! Temos o contingente (que aumenta a cada dia!), o que fazemos com isso? Selecionamos ou "educamos"? A faca e o queijo estão na mão, vamos usar pro bem, há quanto tempo isso não ocorre? =]

Que todos possamos sentar na calçada juntos e que sua bandeira não seja um incomodo pra mim, desde que você ou eu, não estejamos apenas apaixonados por nossas próprias imagens e/ou cegos por nosso frouxo orgulho cívico.
Insisto no Sabotage: Um bom lugar, se constrói com humildade, é bom lembrar!

E pra terminar, Drummond (sobrenome amor rs):

“(...) Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia, 
sem parede nua
para se enconstar,
sem cavalo preto
que fuja a galope

VOCÊ MARCHA, JOSÉ!
JOSÉ, PARA ONDE?”

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Os 20 Centavos que Fizeram o Povo Acordar!

Por Felipe Cruz

Desde cedo o paulistano aprende a ser guerreiro. Começa tomando ônibus com a mãe, enquanto criança, a espera dum lugar pra sentar, pela falta de cidadania de alguns. Ali já é possível vislumbrar o que o futuro o aguarda. Dessa maneira, cria-se o sonho do carro próprio e tão logo se vê preso no caótico congestionamento que a cidade tem todos os dias. 

Carrocracia
 Portanto, merecia honras, medalhas e uma boa gratificação por todos os dias passar em média 4h pra se deslocar de casa ao trabalho e do trabalho pra casa. (Fonte: infomoney.com.br). Sem contar mais as 8h que passa trabalhando (para ganhar quantias, por vezes irrisórias, que provém seu sustento).

E não esquecemos dos estudantes que após essas 12h ainda enfrenta mais um turno de 4,5 ou 6h em suas escolas, cursos ou faculdades. 

O capitalismo exacerbado deixou as pessoas à “flor da pele”, os nervos estão sempre exaltados, pesquisas apontam que os jovens de hoje tendem a morrer, em sua grande maioria, por enfarto, tanto pela alimentação, quanto pelo estresse do dia-a-dia. E o tempo gasto se locomovendo pela cidade pode ser considerado preponderante.
Você acha mesmo que são só 20 centavos?
A briga não é por causa dos 20 centavos, como muitos vomitam por aí. Esse foi o estopim. 

O paulistano acordou e foi para as ruas por um transporte de qualidade. Visando a melhora da qualidade de vida.

Cobrar o descaso com as linhas de ônibus que não tiveram nenhuma melhora em anos. 

Saber o que se faz com os mais de 700 milhões (Fonte: vejasp.abril.com.br) arrecadados e destinados às empresas que gerenciam os ônibus das linhas “públicas”. (Sem falar na linha 4-amarela do metrô que tem a política pública e privada - PPP).

Entender a relação dos impostos que são pagos pro mesmo lugar de onde saem a verba. Ou seja, o dinheiro circula no mesmo lugar e nada acontece. 

A cidade é nossa!
Compreender o motivo pelo qual a prefeitura ora “tira o dela da reta”, culpando o Estado (que vê os manifestantes como baderneiros e acusa de anarquia seus atos, sem ao menos saber que o real conceito de anarquia está longe de ser a desordem), ora se diz complacente com a população e que vai buscar respaldo com a presidentE Dilma.

Divulgar o que a mídia não mostra. Mostrar o outro lado da moeda. Pra que todos vejam que a Ditadura continua e ela Errou!

A verdade é que o paulistano cansou de se calar e está sendo reprimido por isso.

Tem medo de estar sendo massa de manobra como os seres de inteligência obtusa dizem?

Investigue, leia, entenda, pergunte, esclareça, divulgue e VENHA À LUTA! 

SÃO PAULO DEPENDE DE VOCÊ!

"Flores e sonhos são nossas únicas armas!"

sábado, 8 de junho de 2013

Protesto de gringo é “brilhantismo” já o de brasileiro é vandalismo

Por Rodrigo Martins

Vale do Anhangabaú na noite do protesto do dia 06 de junho. FONTE: Carta Capital

Países árabes unidos. FONTE: Internacionalistas.
Os brilhantes e recentes protestos pelo mundo chamaram a atenção da mídia brasileira como um exemplo de cidadania e organização. A opinião pública sempre foi favorável a grandes protestos como a Primavera Árabe e Ocupem o “Wall Street”.


A organização de estudantes paulistas indignados com o aumento da passagem de ônibus e metrô reuniu em um grande protesto na avenida paulista cerca de 2.000 pessoas. O ato que representou muitas pessoas que não concordam com o aumento, questionando o direcionamento do dinheiro, uma vez que o salário dos trabalhadores dos transportes coletivos não aumentaram e a qualidade do transporte também não. Então o que justificaria esse aumento?

Wall Street é nossa rua. FONTE: Guardian
Protesto é a forma de um povo se organizar e mostrar aos governantes que não estão de acordo com uma ação. Porém, os governantes tem seus “cães” protetores, que por sua vez usam o direito legal, atirar balas de borracha, bombas, cassetetes e prisões consideradas em bem da ordem pública.

Os jornais por sua vez não perderam o seu “estilo copie e cole” e influenciando a grande massa, forçando a opinião pública a usarem argumentos do tipo: “eu apoio, desde que não quebrem, não fechem a rua e não vire uma guerra” ou “eu apoio, mas na avenida paulista tem muitas empresas, lá não pode” e tem ainda aqueles que vociferam: “cambada de gente sem ter o que fazer, vai trabalhar e para de atrapalhar o trânsito”.
O corrupto nos teme. O honesto nos suporta. O heroico une-se à nós. FONTE: The Oldspeak Journal
A primavera Árabe, Occupy Wall Street e tantos outros movimentos de indignados pelo mundo custaram vidas e mesmo assim foram motivo de mérito para muitos. 

Vândalos às ruas ou exemplo de manifestação? FONTE: Jorwiki
Até quando acharemos que a grama do vizinho é mais verde que a nossa? Até quando seremos pacíficos ao ponto de achar que nosso povo é vândalo ao sair às ruas para lutar por um bem comum. Até quando seremos ativistas virtuais? Até quando aceitaremos ações políticas que prejudiquem a sociedade? 

Quer saber? “Eu vou a luta com a rapaziada, que segue em frente e segura o rojão, eu boto fé e na fé da moçada”.


"Se você é neutro em situações de injustiça, você escolhe o lado do opressor." (Desmond Tutu)
Cartaz no segundo dia de protestos. FONTE: Brasil de Fato

quinta-feira, 14 de março de 2013

Mobilização pela ciclovia na Av. Eliseu de Almeida

Leitoras e leitores que acreditam que pedalar é um direito,

Como devem saber, desde o Plano Regional Estratégico do Butantã, em 2004, está prevista uma ciclovia na Avenida Eliseu de Almeida. Em 2007 ela chegou a ser anunciada oficialmente pela Prefeitura, com previsão de ficar pronta em 2010. No entanto, quando o ciclista Lauro Jesus Neri, de 49 anos, morreu na Av. Pirajussara (continuação da Eliseu), em abril de 2012, nada havia sido implantado. Em 2013 continua tudo igual.

No entanto, moradores, trabalhadores e ciclistas da região vêm se mobilizando para cobrar do poder público não só a implantação dessa ciclovia, como a implantação de estrutura cicloviária para toda a região. Aconteceram manifestações e foi entregue ainda em 2012 um abaixo assinado com mais de 5.000 assinaturas.

O resultado mais imediato foi a convocação, pela sociedade civil, de um encontro na Câmara Municipal no dia 16 de março a esse respeito. No convite, foi pedida a presença dos/as vereadores/as e de alguns secretários: Jilmar Tatto (transportes), Chico Macena (Coordenação de Subprefeituras) e Ricardo Teixeira (Verde e Meio Ambiente), além do subprefeito do Butantã.


Para que o encontro seja produtivo, pedimos que façamos uma força-tarefa para enviar a vários representantes públicos um reforço para que participem dessa reunião. Para isso, pedimos para utilizarem os e-mails abaixo e enviar o texto da mensagem a seguir com o título:

“Se você, representante público, respeita e apoia o ciclista, compareça no Encontro dia 16”

Mensagem:

Caro representante do povo paulistano,

Como devem saber, desde o Plano Regional Estratégico do Butantã, em 2004, está prevista uma ciclovia na Avenida Eliseu de Almeida. Em 2007 ela chegou a ser anunciada oficialmente pela Prefeitura, com previsão de ficar pronta em 2010. No entanto, quando o ciclista Lauro Jesus Neri, de 49 anos, morreu na Av. Pirajussara (continuação da Eliseu), em abril de 2012, nada havia sido implantado. Em 2013 continua tudo igual.

No entanto, moradores, trabalhadores e ciclistas da região vêm se mobilizando para cobrar do poder público não só a implantação dessa ciclovia, como a implantação de estrutura cicloviária para toda a região. Aconteceram manifestações e foi entregue ainda em 2012 um abaixo assinado com mais de 5.000 assinaturas.

O resultado mais imediato foi a convocação, pela sociedade civil, de um encontro na Câmara Municipal no dia 16 de março (auditório Sérgio Vieira de Mello às 10hs) a esse respeito. No convite, foi pedida a presença dos/as vereadores/as e de alguns secretários: Jilmar Tatto (transportes), Chico Macena (Coordenação de Subprefeituras) e Ricardo Teixeira (Verde e Meio Ambiente), além do subprefeito do Butantã.

Se você recebeu este e-mail é porque pode contribuir neste encontro e ajudar a finalmente garantir segurança ao ciclista que circula na região e aos moradores que querem utilizar a bicicleta. Contamos com o seu apoio e presença nessa nossa luta pela mobilidade mais eficiente, saudável e segura!

Para mais informações: 

Dossiê Eliseu de Almeida - Para o transporte ativo nas avenidas Eliseu de Almeida e Pirajussara

E-mails para envio da mensagem:

lfmoraes@prefeitura.sp.gov.br, ricardoteixeira@prefeitura.sp.gov.br, jtatto@prefeitura.sp.gov.br, jantonio@prefeitura.sp.gov.br, policeneto@camara.sp.gov.br, contato@florianopesaro.com.br, joseamerico@camara.sp.gov.br, nabil@nabil.org.br, arselino@tatto.com.br, andrea@andreamatarazzo.com.br, toninhovespoli@camara.sp.gov.br, jairtatto@camara.sp.gov.br, senival.pt@ig.com.br, gvmcovas@camara.sp.gov.br, marcoaureliocunha@camara.sp.gov.br, reisvereador13651@gmail.com, natalini@camara.sp.gov.br, afriedenbach@camara.sp.gov.br, contato@vereadorgoulart.com.br, gabinetedoprefeito@prefeitura.sp.gov.br, adilsonamadeu@camara.sp.gov.br, ricardoyoung@camara.sp.gov.br



sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Fim da ciclovia, fim da democracia Taboanense!

Texto: Rodrigo Martins / Fotos: Luiz Henrique Amaral

Os ciclistas de Taboão da Serra e da região foram surpreendidos nesta quinta-feira, quem disse que dias melhores viriam, pois é, chegaram. A notícia do fim da ciclovia que custou quase R$ 600 mil reais (seu, meu, nosso dinheiro) surpreendeu até os mais descrentes. 
A prefeitura retirou a sinalização existente ao longo da ciclovia
Retirou também suas tartarugas

Uma decisão unilateral e anti-democrática demonstra o quão na contra mão dos avanços que a sociedade conquista nossa cidade está. 

Não contente em ter uma das passagens mais caras do Brasil, quem dirá do mundo. Taboão da Serra que possui 22 km² e tem o valor de R$ 3, 00. Pior de tudo é o monopólio da única empresa que domina o único transporte público desta cidade. Cabe lembrar a extinção  forçada do transporte alternativo.

Agora acabar com a ÚNICA forma de chegar ao trabalho sem ser obrigado a pagar o altíssimo valor do transporte é no mínimo estranho. 
Carros estacionados na ciclovia
Enquanto o mundo clama por sustentabilidade e qualidade de vida, enquanto países de primeiro mundo aderem ao uso da bicicleta, cidades como São Paulo ampliam suas ciclovias, o prefeito de Taboão ao invés de ampliar, acaba com a ciclovia. 

O fato é triste, o conto é triste, o fim é triste e o sistema é mau! Mas nós não esqueceremos que a estrada vai além do que se vê. ..

"Você pode até dizer que eu estou por fora ou então que eu tô inventando, mas é você que fecha os olhos pra não ver, é você que fecha os olhos pra não vê que o novo sempre vêm"

Abaixo podemos conferir como a ciclovia é bem utilizada, mesmo após sua desativação. O Luiz Henrique cedeu essas fotos que foram tiradas dia 18 de fevereiro que relatam bem a situação.

Trabalhadores utilizando a ciclovia
Ciclovia sendo utilizada como pista de cooper
Pedestres caminhando pela ciclovia em uma rua que não possui passeio


Uma mãe e seus dois filhos utilizando a ciclovia sombreada à margem do Parque Linear do Córrego Poá
Aqui ao lado temos o final da ciclovia taboanense.  Deveria existir, desde 2010, uma continuação pela Av. Eliseu de Almeida, mas a prefeitura paulistana não executou. 

Amanhã faremos uma grande mobilização em prol da ciclovia na Eliseu e não há como deixar fora da pauta esse retrocesso que a prefeitura de Taboão está cometendo. A mobilidade em regiões metropolitanas como a nossa deve ser pensada em conjunto e nunca isoladamente.


Fica o convite para todos estarem conosco amanhã cobrando um passo adiante para SP e impedindo um passo atrás em Taboão.



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