Destaque da Semana: Onde está o sol que estava aqui? Ladrões de sol, crise hídrica e êxodo rural
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Mägo de Oz- La Conquista
Levantando al dios del mar
Mientras bostezaba el sol
El horizonte se desveló
Desnudábanse con aire sensual
La costa y el litoral
Dejando caer la niebla a sus pies
Creí ver el jardín del edén
Y al pisar tierra firme vi llegar
A unas gentes que al ver
Nuestro ropaje no sabían que hacer
Hemos venido a cambiar
Vuestros sueños por la fe
Vuestro oro por tener
A un dios y un rey a quien seguir
Guerra, muerte, destrucción...
Nuestro himno ¡qué valor!
Al soldado y al señor
La conquista les excito
Y aunque nunca quise ser como él
Pediré que nunca más
Se conquiste a otro pueblo jamás
Quiero pedir perdón
Y conquistar tu corazón
Quiero pedir perdón
En una batalla, las primeras bajas,
Son la justicia y el amor
Y a ti te hablo hoy
Cuida y ama tu tradición
Hoy quiero tu perdón
Si tu tierra amas, no dejes por nada,
De cuidarla por favor
[TRADUÇÃO]
A CONQUISTA
o vento foi despertado
levantando o Deus do Mar
Durante o bocejo do Sol
o horizonte se revelou
Despindo-se com um ar sensual
a praia e o litoral
deixando a névoa cair em seus pés
Creio que vi o Jardim do Éden
E ao pisar em terras firmes vi chegar
algumas pessoas ao ver
nossas roupas não sabiam o que fazer
viemos para mudar
vossos sonhos pela fé
vosso ouro para ter
um deus e um rei a qual seguir
guerra, morte, destruição...
Nosso hino, que valor !
ao soldado e ao senhor
a conquista (da guerra...) os excitou
e ainda não quero ser como eles
pedirei que nunca mais
Se conquiste outro povo jamais
quero pedir perdão
e conquistar seu coração
quero pedir perdão
em uma batalha, as primeiras vítimas,
são a justiça e o amor
e a ti direi hoje
cuide e ame sua tradição
hoje eu quero o seu perdão
se você ama a sua terra, não deixe por nada,
de cuidar, por favor
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Banda Geração Distinta no Cultura Rock Taboão
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
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outra obs é que não podem se esquecer de adicionar em todos os post's o marcador "todos".
é isso
ESRV - Memória 01
E eu… bem, eu acho que pode ser presunção, mas acredito que eu seja o maior pesquisador neural vivo. Me dedico a pesquisa e desenvolvimento à aproximadamente 26 anos. Praticamente desde que me formei doutor na área. E desde que fundei meu próprio laboratório de pesquisas essa cidade ganhou sua mina de ouro. Apliquei toda minha herança no negócio, e com alegria vi meus esforços darem frutos. Minha empresa cresceu em um ritmo exponencial, e logo me vi no centro das atenções mundiais. E ao longo dos anos essa cidade cresceu. Elevou-se do posto de comum para o de pólo tecnológico. E na área mais promissora do momento.
E tudo isso graças a mim, e a meu brilhante intelecto. Eu criei um império, joguei luz em conceitos sobre nosso cérebro que eram completamente errôneos. E agora, meu império não me serve de nada. E os mesmos conceitos não me são de serventia alguma tampouco. Calma, vou explicar tudo aos poucos, para que não fique confuso. Estava perdido em pensamentos, mas vamos ao que interessa: aos fatos!
Me chamo Bayard, sou o dono das Indústrias Bayard, que fabricam todos os tipos de aparatos relacionados à sua rede neural. Somos nós que fabricamos os sensores que se conectam ao cérebro humano, e que são utilizados em aparelhos que requerem manejo de extrema precisão. Um pensamento direcionado diretamente a um braço mecânico é muito mais eficaz que um braço humano em um controle. Ora, todos sabemos disso. Mas além dos sensores neurais artificiais, e de todas as outras tecnologias que eu tenho certeza que você conhece, estão as minhas prediletas. São os elmos simuladores de realidade virtual, abreviados por ESRV. Ou simplesmente elmos.
Com um deles devidamente acoplado a cabeça, e com o programa adequado, posso alterar e manipular os cinco sentidos humanos. Ainda não havíamos conseguido sensações de movimento muscular, mas estávamos chegando lá. Pelo menos era no que eu acreditava.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Sobre Gaia
"Aonde se vende alguma compaixão?
[...]
Aonde traficam sonhos de amor? [...]"
Isso questiona totalmente os valores que nos são aplicados, principalmente pela Igreja, que prega tudo isso. Eles mesmos não praticam isso, a Igreja se tornou o principal exemplo de Capitalismo.
"Ouço as orações, tento gritar
Me cobrem para não olhar
Nos olhos de uma cruel humanidade [...]"
Temos que convir que a humanidade está totalmente cega, você escuta diversas coisas o dia todo, mais só enxerga o que quer ver. Desde quando estamos ouvindo sobre o estado do planeta? O estado de Gaia? Quantos de nós acreditamos nisso? Quantos de nós acreditam nisso mesmo estando estampado em todo lugar? Isso é quase um letreiro de neon numa rua totalmente escura.
Como Mägo diz "O homem nunca foi dono de Gaia", o homem não é dono de nada, tudo que você constrói durante o seu tempo aqui fica para trás quando você morre, tem coisas que ficam para sempre com os teus descendente, coisas boas e ruins, cabe a eles preservarem ou destruírem o que foi lhes dado. Gaia nos deixou uma grande herança, e o que fizemos com ela? Agora queremos reparar todos os nossos erros? Pagar por todos os nossos pecados? O que, as pessoas querem um pedaço do céu só por jogar lixo no lixo? Por fazer reciclagem? Ou acham que se resolverem o problema vão conseguir a imortalidade? Ninguém pensa na conseqüência dos teus atos quando os cometem, depois, quando estão prestes a morrer lembram que vão para o inferno por esse atos, e que se se confessarem tem o direito do perdão, que se praticarem atos caridosos poderão ter um perdão.
Uma coisa que me veio a cabeça agora foi uma coisa que é associada a bruxaria, ou a magia negra, que tudo o que você faz de ruim, volta três vezes pior pra você. Isso acontece com qualquer coisa ruim que você faça, e é isso que está acontecendo agora. Em Gaia, Mägo soube retratar muito bem o lado obscuro do ser humano, o lado que é ganancioso e só pensa nele mesmo, se distinção da raça, cor religião ou status social. Já que para a Igreja todos somos iguais, todos pagaram pelos erros de muitos, e quando o teu fim chegar, você verá toda a tua vida diante dos teu olhos, mais já será muito tarde!
"Toda minha vida desfila diante de mim
Tantos sonhos a cumprir [...]"
>> Aqui tem um texto que passa na Obertura MDXX no show de Madri.
"Desde el principio de los tiempos, los rios hen sido las arterias que transportan vida...
Las montañas y la tierra fueron mi piel...
Los bosques y la selva mi pelaje...
Todo estaba en permanente armonia...
Hasta que apareció el ser mas cruel y caprichoso que jamás conocio este planeta...
EL HOMBRE!
Una forma de vida supuestamente inteligente...
Pero desperdiciado por la codicia(?), la violencia e la incultura.
YO SOY GAIA, LA MADRE NATUREZA...
Y TODO EL MAL QUE ME HAGAS...
TE LO DEVORVERÉ!"
(vidiozin com o textin pra quem quiser ver >> http://www.youtube.com/watch?v=W9YeDqpXdiM )
É como se fosse uma carta de Gaia ou algo assim, eu achei bem legal, mais o Ge não deixo eu coloca no post da Obertura ai eu coloquei aqui porque entra totalmente no assusto tratado acima.
Então, acho que é só, o Talaio e o Ge já disseram a maior parte e Mägo ilustrou de um jeito muito interessante e quase subliminarmente que o ser humano é uma criatura sem escrúpulos, capaz de destruir aquela que lhes deu tudo, só que isso não ficara assim, Gaia castigará a todos!!!
Sobre Gaia
no início do post do Talaio, onde fala sobre Gaia como deusa diz "É a Grande Mãe que dá e tira" de imediato me lembrou a música do WIthin Temptation - Never-ending story, que fala da Terra ser nossa mãe, que da e que tira:
Within Temptation - Never Ending Story
Exércitos conquistaram
E caíram no fim
Reinos ascenderam
Depois foram enterrados na areia
A terra é nossa mãe
Ela dá e ela tira
Ela nos põe para dormir e
Na sua luz nós despertaremos
Nós todos seremos esquecidos
Não há nenhuma fama infinita
Mas tudo que nós fazemos
Nunca é em vão
Nós somos parte de uma história
Parte de um conto
Nós todos estamos nesta viagem
Ninguém vai ficar
Onde estão indo?
Qual é o caminho?
Florestas e desertos
Rios, mares azuis
Montanhas e vales
Nada aqui permanece
Enquanto nós pensamos que testemunhamos
Somos parte do cenário
Esta história sem fim
Onde conduzirá?
A terra é nossa mãe
Ela dá e ela tira
Mas ela também é uma parte
Uma parte do conto
Nós somos parte de uma história
Parte de um conto
Nós todos estamos nesta viagem
Ninguém vai ficar
Onde estão indo?
Qual é o caminho?
Nós somos parte de uma história
Parte de um conto
Às vezes bonito e às vezes insano
Ninguém se lembra como começou...
..................................
Nada aqui permanece, ninguém nos mostrou o caminho e nem pra onde estamos indo, ninguém se lembra como tudo começou. Então... o que resta é saber de quem é a história na qual fazemos parte ? Quem escreve o conto em que nós vivemos ?
Nos versos que o Talaio colocou em seu post há algo interessante a comentar, "Confesso que na cadeira onde hei de morrer / Minha alma renascerá", essa confissão é importante, e me faz recorrer a outra música, agora do Raul Seixas:
Raul Seixas - Meu Amigo Pedro
http://br.youtube.com/watch?v=LXOXrKmrJW8
Muitas vezes, Pedro, você fala
Sempre a se queixar da solidão
Quem te fez com ferro, fez com fogo, Pedro
É pena que você não sabe não
Vai pro seu trabalho todo dia
Sem saber se é bom ou se é ruim
Quando quer chorar vai ao banheiro
Pedro as coisas não são bem assim
Toda vez que eu sinto o paraíso
Ou me queimo torto no inferno
Eu penso em você meu pobre amigo
Que só usa sempre o mesmo terno
Pedro, onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde começou
Tente me ensinar das tuas coisas
Que a vida é séria, e a guerra é dura
Mas se não puder, cale essa boca,
Pedro E deixa eu viver minha loucura
Lembro, Pedro, aqueles velhos dias
Quando os dois pensavam sobre o mundo
Hoje eu te chamo de careta, Pedro
E você me chama vagabundo
Pedro, onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde começou
Todos os caminhos são iguais
O que leva à glória ou à perdição
Há tantos caminhos tantas portas
Mas somente um tem coração
E eu não tenho nada a te dizer
Mas não me critique como eu sou
Cada um de nós é um universo, Pedro
Onde você vai eu também vou
Pedro, onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde começou
É que tudo acaba onde começou
Meu amigo Pedro
..............................
Pois é... tudo acaba onde começou, assim como o Be se torna um ciclo em que as coisas recomeçam no fim do album do mesmo jeito que terminou. O Gaia irá tratar da mesma forma essa idéia no 'ciclo da vida e morte'.
Uma coisa que eu notei sempre nas músicas do Gaia foi a maneira sombria como eles representam a igreja, e você podem pensar, ams é claro, ele ta falando mal dela ué... mas não acho que é bem assim, eles nos mostram ques as atitudes tomadas pelos membros destas instituições são tão incovenientes quanto a de alguns seres que fazem o mal. O como o Talaio falou dos que se maqueiam e vão de porta em porta vender crenças e fazerem outros pagarem pelo que não creem.
"Oigo unos pasos, se quiebra mi voz
Sé que vienen a por mí
Y un sacerdote en nombre de dios
Pregunta: ¿quieres confesión?"
Eles (padres) chegam por trás de ti, para saber se você quer confessar, em nem mesmo conversar contigo e saber se você precisa disso, e chega como chega um bandido que quer lhe assaltar com uma pistola nas costas, a diferença há somente nas armas utilizadas.
domingo, 24 de agosto de 2008
Ato público pela humanização do centro histórico de São Paulo

Na próxima segunda-feira, dia 28/07, às 9h, na escadaria da Praça da Sé, acontece um ato de denúncia contra as ações higienistas e agressivas que vem sendo realizadas pela Prefeitura de São Paulo no centro desta cidade. O ato irá questionar os poderes públicos e suas entidades parceiras na operação batizada de "Aliança pelo Centro Histórico", com a entrega de um troféu simbólico.
Cidadãos que habitam as ruas do Centro e que tentam se proteger do frio deste inverno estão sendo desrespeitados e agredidos. A qualquer hora do dia ou da noite, suas roupas e cobertores são confiscados ou molhados pelos jatos d'água dos carros-pipa da prefeitura; são obrigados a fugir dos sprays de pimenta que são lançados por policiais diretamente em seus rostos. Tudo isso na véspera de se completarem quatro anos do massacre dos sete moradores de rua no centro de São Paulo.
Hoje, 25/07, foi publicada no Painel do Leitor da Folha de S. Paulo uma resposta dos integrantes do Fórum Centro Vivo à reportagem deste jornal sobre a operação "Aliança pelo Centro Histórico":
A reportagem "SP faz parceria para banir mendigos e camelôs do centro" (caderno Cotidiano, 10/6) equipara pessoas e lixo ao listar "lixo, violência, camelôs, mendigos e moradores de rua" como elementos a serem igualmente "banidos". O texto trata com preconceito e discriminação parte da população paulistana. Freqüente na mídia, essa visão reforça práticas de alguns órgãos públicos (e de seus parceiros privados) de varrer as pessoas do centro como se fossem literalmente lixo. As expressões utilizadas para caracterizar essas práticas, como "revitalização do centro", evidenciam o descaso pelos que ali vivem, e que são vítimas de violência constante, documentada no Dossiê Fórum Centro Vivo. O jornal erra ao não exibir opiniões diferentes às da "Aliança pelo Centro Histórico", ignorando pessoas, movimentos populares e entidades que lutam pelo direito da população de permanecer no centro e transformá-lo em um lugar melhor e mais democrático.*
*esta resposta foi parcialmente cortada pela Folha; aqui estamos publicando na íntegra.
Leia o Dossiê "Violações dos direitos humanos no centro de São Paulo: propostas e reivindicações para políticas públicas", organizado pelo Fórum Centro Vivo
Os parceiros da prefeitura são:
o governo estadual, a Associação Viva o Centro e suas Ações Locais, bem como seus patrocinadores: BM&Fbovespa, Nossa Caixa, Associação dos Advogados de São Paulo e Associação Comercial de São Paulo
O ato está sendo convocado por:
Movimento Nacional da População de Rua, Movimento Estadual da População de Rua, Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, Fórum das Organizações que Trabalham com a População em Situação de Rua, Sefras, Rede Rua, Fórum Centro Vivo, Fórum de Debates sobre a População em Situação de Rua, Organização de Auxilio Fraterno, Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, Programa Agente na Rua, GARMIC, CEDISP, União dos Movimentos de Moradia de São Paulo, Marcha Mundial de Mulheres, Executiva Municipal do PSOL, Ação da Cidadania, LAC Travessia, Centro Comunitário São Martinho de Lima, Fórum das Pastorais Sociais da Arquidiocese de São Paulo, Pastoral do Povo da Rua, Pastoral do Menor, Pastoral da Moradia, Cáritas Diocesana de São Paulo.
A carta do Fórum Centro Vivo para a Folha teve o apoio do Movimento Nacional da População em Situação de Rua (MNPR); do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR); do Movimento Moradia do Centro (MMC); da Central de Movimentos Populares (CMP); do Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos; da Organização de Auxílio Fraterno (OAF); do Serviço Franciscano de Solidariedade (SEFRAS); do Laboratório de Habitação e Assentamentos Humanos da FAUUSP; da Assessoria Técnica Usina; da Associação de Moradores e Amigos da Vila Itororó (AMAVILA); do CMI São Paulo; do Movimento Passe Livre (MPL); da Associação de Favelas de São José dos Campos; do Grupo Risco; do P.I - política do impossível; e do Comitê pela Educação e Democratização da Informática - São Paulo (CEDISP); além de apoios individuais de urbanistas, sociólogos, artistas, advogados e moradores do Centro.