--- Frase de Agora! ---
"A água é para os escolhidos
Mas como podemos esperar que sejamos nós..
... eu e você?"

Máquina do Tempo: Vaga Viva do Coletivo Ideia Nossa. A única vaga viva do lado de cá da ponte =) Vaga Viva do Ideia Nossa

Destaque da Semana: Onde está o sol que estava aqui?
Ladrões de sol, crise hídrica e êxodo rural

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

48 HORAS DEMOCRACIA (2º Turno)

48 HORAS DEMOCRACIA (2º Turno) – A cobertura cidadã das eleições está de volta

A internet, que já tinha cumprido um papel fundamental no processo eleitoral brasileiro, ganhou ainda mais força neste segundo turno.

Mais uma vez, por meio da blogosfera, do Twitter, das redes sociais, muita gente teve acesso à verdade, principalmente se levarmos em consideração a oposição que os maiores veículos de comunicação do país têm feito às candidaturas que não se identificam com o seus projetos.


No primeiro turno das eleições, Renato Rovai, Rodrigo Savazoni e Sergio Amadeu da Silveira se uniram e convocaram uma cobertura cidadã das eleições. Esse esforço procurou oferecer informação alternativa para os cidadãos em rede e contou com grande adesão de blogueiros e ativistas que nos ajudaram a construir uma cobertura ampla e plural.

Na primeira etapa, contamos com inestimáveis contribuições. Entre os nomes que precisam ser citados estão: Raphael Tsavko Garcia, Antonio Arles, Cristiano Navarro, Sérgio Gomes, Everton Rodrigues, Conceição Oliveira (Maria Fro), Antonio Martins, Miro Borges, Rodrigo Viana, Mariana Cristtal, Luca Toledo, a equipe da Repórter Brasil, da Marcha Mundial de Mulheres, Gustavo e Fernando Anitelli do Teatro Mágico, entre tantos outros.

Desta vez, reuniremos um grupo de jornalistas, ativistas e blogueiros em um estúdio da Vila Madalena, cujo endereço está logo aqui embaixo.

A transmissão começa nesta quinta e vai até domingo. Quinta e sexta, das 13 horas às 19h30 e no fim de semana, das 10 horas até a meia noite. Realizaremos debates, conversas, análises e circularemos informações produzidas pela rede, de forma colaborativa.

Queremos também ser um ponto-de-encontro virtual e presencial para as pessoas que têm o que dizer e que são a grande maioria deste país.

Vamos exercitar a democracia e a liberdade de expressão que vigora hoje no Brasil como em nenhum outro momento de nossa história.

A geração das imagens e o streaming são responsabilidade da produtora Filmes para Bailar.
Junte-se a nós, de várias maneiras.

Ligue para a gente pelo Skype: Quarentaeoitohoras_Democracia
Qualquer dúvida e sugestão, escreva para 48horasdemocracia@gmail.com
Nas redes sociais, adote novamente a #hashtag: #48hvotobr

Estúdio Blimp
Rua Dr. Paulo Vieira, 101 – Perdizes – São Paulo-SP
Próximo à Estação Vila Madalena de Metrô



Fonte: Trezentos

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

São Paulo sedia edição temática do Fórum Social Mundial em 2011

São Paulo sedia edição temática do Fórum Social Mundial em 2011

Evento abrangerá a Grande São Paulo com atividades descentralizadas e centralizadas; a Plenária de Lançamento do processo de construção será em 9 de novembro de 2010 e aberta à participação de todos.

Sob o lema “outra cidade é possível, necessária e urgente! O que fazer?”, acontecerá no dia 9 de novembro, na FAU Maranhão, um evento que marcará a construção coletiva do Fórum Social de São Paulo (FSSP). A sociedade civil está convidada a participar e a contribuir efetivamente para a realização do Fórum, previsto para acontecer em maio de 2011. Ainda no dia 9, os presentes poderão contribuir para a escolha de um conceito visual para o FSSP.

O objetivo deste lançamento é mobilizar pessoas, movimentos sociais e culturais, redes, campanhas e organizações para incluírem o Fórum em suas agendas e construírem processos de articulação permanente. A intenção é que possam fortalecer suas lutas, constituir planos de ação conjunta, e ainda, viabilizar o primeiro encontro do FSSP, previsto para o ano que vem.

Elaboração do conceito visual para o FSSP

Na Plenária de Lançamento também será escolhido, por meio da consulta aos participantes, o conceito visual do FSSP que servirá de inspiração para a criação de sua identidade visual. Todos estão convidados a criar propostas! Os interessados devem entrar em contato com o Escritório do FSSP pelo email fssp2011@gmail.com para mais informações.


Realização do FSSP

A proposta é de que o Fórum Social de São Paulo aconteça em maio de 2011, nos finais de semana dos dias 14 e 15, 21 e 22. O Fórum Social de São Paulo é uma iniciativa de organizações da sociedade civil que atuam na Grande São Paulo, unidas sob o lema “Outra cidade é possível, necessária e urgente! O que fazer?”.

Com base no processo da organização da 10ª edição do Fórum Social Mundial, o Fórum Social de São Paulo prevê a realização de encontros e ações descentralizadas, de modo que movimentos e organizações se reconheçam, se articulem e descubram convergências localmente.

Nestes encontros, farão parte da programação temas como: mobilidade urbana, direito à moradia, privatização e precarização de serviços essenciais, democratização da cultura e da comunicação, meio ambiente, sustentabilidade, exercício da cidadania e da atividade política, violação dos direitos fundamentais entre muitos outros, de atuação e interesse das organizações. A participação é aberta a todos que estejam de acordo com a Carta de Princípios do Fórum Social Mundial.


PLENÁRIA DE LANÇAMENTO DO FÓRUM SOCIAL DE SÃO PAULO
Dia: 9 de novembro
Local: FAU Maranhão.
Endereço: Rua Maranhão, n.88, Consolação.
Horário: 18h30

Informações:
Escritório do FSSP

fssp2011@gmail.com
Tel: 11 3151-2333
www.forumsocialsp.org.br
Twitter : @_FSSP

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

São Paulo e o rio

São Paulo e o rio
Alexandre Delijaicov propõe um futuro inspirado no passado. Seria uma metrópole fluvial

Vale do Anhangabaú, terça-feira, 12 de maio de 2020, 16h42

Uma São Paulo com um anel hidroviário de 600 km de extensão, conectando os rios Tietê, Pinheiros e Tamanduateí e as represas Billings, Guarapiranga e Taiaçupeba. Uma metrópole com uma bacia fluvial repleta de barcos transportando cargas diversas até ecoportos com usinas de reciclagem de lixo. Uma cidade habitada por pessoas que utilizam os rios como meio de transporte ou fonte de lazer, com piscinas flutuantes, caiaques e até pedalinhos na paisagem. Delírio? Não para Alexandre Delijaicov, arquiteto e urbanista da Universidade de São Paulo. Para ele, falar de uma São Paulo fluvial é falar do futuro da maior cidade da América Latina.
Delijaicov é um dos responsáveis pelos projetos dos Centros Educacionais Unificados (CEUs), os prédios construídos em bairros da periferia de São Paulo que concentram creches, escolas, equipamentos esportivos e culturais. Além disso, um de seus trabalhos pela USP resultou em um projeto de implantação de ciclovias urbanas. Mas a pesquisa sobre a utilização dos rios e lagos de São Paulo, iniciada há mais de dez anos, é sua mais consistente e ao mesmo tempo sonhadora resposta ao caos urbano.
"O projeto não é uma fantasia. Ele é não apenas factível, como economicamente viável. Só o transporte público de lixo pelos rios já justificaria a execução. Mas essa é uma questão de política de Estado, não de governo. Porque o projeto pode levar 20 anos, atravessar até cinco gestões, com grandes obras de infraestrutura e gastos de mais de R$ 1 bilhão", explica Delijaicov.

"O projeto não é uma fantasia. É economicamente viável. Mas depende uma política de estado"

"O Brasil concentra 12% da água doce do mundo, mas constrói suas cidades de costas para os rios. Para inverter isso, as marginais de São Paulo, por exemplo, teriam que acabar. Hoje parece difícil, mas não sabemos no futuro. Se não houvesse restrição de dinheiro nem de opinião pública, daria para fazer." Mas o arquiteto afirma que um primeiro passo já foi dado: o Departamento Hidroviário da Secretaria Estadual de Transportes contratou um estudo de viabilidade do anel hidroviário.
O plano de Saturnino de Brito para retificar o Tietê

O projeto está detalhado em desenhos, mapas, fotos antigas e croquis de diferentes ângulos e escalas. Propõe a criação de uma rede de navegação nos rios e represas da cidade, com portos, canais e barragens para ordenar o fluxo de balsas e barcos que transportariam passageiros e cargas de baixo valor agregado, como lixo, entulho, terra e lodo. Além do anel hidroviário de 600 km de extensão, que demandaria a construção de dois grandes canais de ligação entre represas, o projeto também prevê a abertura de um porto no centro velho de São Paulo.

De volta ao passado
Marginal Tietê, sexta-feira, 25 de agosto de 2023, 17h39

São Paulo já teve 4.000 km de rios e córregos. Hoje menos de 400 km permanecem a céu aberto. Há menos de cem anos, riachos, corredeiras e córregos existiam no lugar de algumas das principais ruas e avenidas da cidade. A Nove de Julho era o Saracura, a 23 de Maio, o Itororó. Vladimir Bartalini, professor de arquitetura da USP e colega de Delijaicov, vem mapeando esses córregos ocultos de São Paulo para oferecer à população a informação de que onde ela anda, ou roda, corre um riacho. "Assim poderemos reverter a associação dos rios com aspectos negativos, como esgotos, lixo, inundações, e abrir frentes para o tratamento criterioso dos espaços livres", explica Bartalini.

As ideias de Delijaicov para o futuro de São Paulo dialogam o tempo todo com esse passado da metrópole, quando vários urbanistas, arquitetos, engenheiros e paisagistas planejaram o crescimento da cidade a partir de sua geografia marcada por vales e levando em conta a malha fluvial. "Meu projeto é a condensação de propostas feitas no século 19 e início do século 20 que pensavam as águas da cidade com usos múltiplos."

Delijaicov lembra que no passado engenheiros importantes como Saturnino de Brito projetaram a retificação do Tietê sem a construção das vias marginais. Os planos incluíam um parque com 25 km de extensão por 1 km de largura ao longo do Tietê e outros menores ao longo de córregos como os da Moóca, do Tatuapé e do Ipiranga - todos já sumidos da paisagem urbana.

Segundo o urbanista, a cidade começou a dar as costas para suas águas com o plano de avenidas criado por Prestes Maia nos anos 30, que emparedou rios de fundo de vale e pavimentou o caminho para o triunfo do automóvel. "Fomos abduzidos por um rodoviarismo inconsequente", diz Delijaicov, que enxerga os carros como uma célula cancerígena que se multiplicam sem limites.

Com a canalização e a cobertura de rios e córregos, aumentaram os problemas de enchentes e diminuíram as chances de São Paulo se tornar uma metrópole fluvial, como tantas cidades europeias. Mas, se depender de Delijaicov, a capital paulista poderá ter, em um futuro próximo, bateau mouches como os do Sena em Paris, vaporettos como em Veneza e piscinas flutuantes como as do rio Spree em Berlim.

Av. Nove de Julho, Domingo, 7 de Novembro de 2021, 9h01 // O artista Fujocka viaja no projeto de Delijaicov e substitui a 9 de julho pelo antigo córrego Saracura

O urbanista e o mestre da imagem

Inspirada pelo projeto do anel hidroviário defendido pelo urbanista Alexandre Delijaicov e também pelo mapeamento dos córregos ocultos de São Paulo feito pelo professor de arquitetura Vladimir Bartalini, Trip tentou traduzir visualmente o conceito de São Paulo como uma metrópole fluvial, em um futuro não muito distante.

Convidou o fotógrafo Gabriel Rinaldi para registrar os locais e depois convocou Fujocka, mestre do tratamento de imagens, para reinventá-los com uma nova relação com suas águas. O resultado mistura cenas que poderão se tornar realidade dentro de alguns anos, como a do Tietê navegado por um barco de passageiros, e outras improváveis, como o do córrego Saracura tomando novamente o lugar da av. Nove de Julho.

E aí, dá pra fazer?

"São Paulo tem uma série de córregos e rios tamponados. Por isso esse projeto é importante. E viável, pois temos tecnologias e recursos. Só precisamos dirigir uma política com essa finalidade. Imagine se pudéssemos sair de Pinheiros e chegar na Penha de barco. Seria outra cidade. Não desenvolvemos uma cultura de convivência com os cursos d'água e precisamos reverter isso."

Newton Massafumi, diretor do Núcleo de Pesquisa da Escola da Cidade

"É um projeto muito engenhoso. É difícil reabrir todos os canais e córregos que foram fechados, os rios têm configurações muito diferentes. No entanto, apesar de existirem empecilhos, precisamos valorizar essas ideias. Nós desperdiçamos os cursos d'água."

Jorge Wilheim, arquiteto e urbanista

"Esse é um projeto interessantíssimo, tanto do ponto de vista paisagístico como do transporte. No entanto, essa prospecção, de usar os rios como estrutura viária, está cada vez mais longe de acontecer, por conta das políticas autoritárias dos governantes."

José Magalhães, professor de Projetos Urbanos da Universidade Mackenzie

Fonte: Revista Trip

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Sustentabilidade e Reforma Agrária no SWU

Semana passada ocorreu em Itu o SWU, evento que prega a sustentabilidade, apesar de alguns ciclistas terem dificuldades em entrar no evento com um modal realmente sustentável. O que me faz crer que o evento foi apenas mais uma ferramenta publicitária ecocapitalista, onde parecer sustentável é muito mais lucrativo do que realmente ser sustentável.

Mas vim aqui registrar dois textos que recebi do nosso camarada Xuxu, que inclusive esteve no show. O texto foi retirado do site do MST e fala das manifestações do Rage Against the Machine e do Teatro Mágico à favor da real sustentabilidade e da reforma agrária.

Outros textos interessantes para leitura sobre o evento está no final do post.

@alvarodiogo "Compartilhe suas ideias"
http://www.ideianossa.blogspot.com/

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Rage Against the Machine dedica música ao MST em show em São Paulo

O Rage Against the Machine fez uma apresentação no Festival SWU, em Itu, na noite deste sábado. Zack de la Rocha, vocalista da banda, dedicou a música "People of the sun" ao MST.

Ele disse o seguinte: "Esse som vai para os irmãos e irmãs do MST: People of the sun".

Durante a música "Wake Up", o guitarrista Tom Morello vestiu o boné do MST.

Misteriosamente, a TV Globo cortou a transmissão que fazia ao vivo da apresentação.

Durante encontro com militantes do MST, Zack de la Rocha afirmou que vai doar parte do cachê da banda ao movimento. "O MST tem uma experiência muito importante de solidariedade humana e na criação de espaços fora do modelo capitalista, e é muito importante para muitos de nós que, nos EUA, estamos lutando pelas mesmas coisas. Eu acho que MST já criou um exemplo maravilhoso de luta por justiça social e econômica, é um grande exemplo para nós", declarou.

O Rage Against the Machine é uma banda de rock norte-americana, uma das mais influentes e polêmicas da década de 1990. Uma forte característica é a mescla de hip-hop, rock, funk, punk e heavy-metal, com letras enérgicas e politizadas. Junto com a música de protesto, demonstraram a luta pela causa política, contra a censura, a favor da liberdade e em defesa dos mais pobres. O som do grupo é bastante diferenciado, devido ao estilo rítmico e vocal de Zack de la Rocha e as técnicas únicas de Tom Morello na guitarra.

"Não se fala em sustentabilidade sem Reforma Agrária"


"Não se fala em sustentabilidade sem se falar em reforma agrária, sem se falar em agricultura familiar. Fica uma coisa meio... assistencialista", cutucou, à luz do dia, Fernando Anitelli, o líder do grupo paulista O Teatro Mágico.

Por baixo dos trajes de palhaço circense, ele usava uma camisteta vermelha do Movimento dos Sem-Terra (MST), que deixou bem à mostra no final do show.

O MST é bandeira antiga e constante do grupo paulista (de Osasco) que se notabilizou por misturar no palco música e artes circenses - e por conquistar uma legião assombrosa de fãs apoiado em circuito exclusivamente independente.

O SWU parecia concluir um ciclo na existência do grupo. "Com vocês... Vocês!", repetia Fernando, num bordão bem TM, dando finalmente tradução brasileira para o termo "Starts with U" que batiza este festival do capitalismo sustentável.

Apoiado em bordões que por vezes resvalam no clichê, o grupo enfrenta, desde sua criação no final de 2003, certa resistência (quando não desdém ou franca antipatia) por parte da mídia e da crítica musical mais comercial.

Talvez isso se deva ao uso, por parte da trupe, de um conjunto de motes comumente considerados anacrônicos e ultrapassados naqueles mesmos circuitos. O TM transborda de signos circenses, ciganos, poéticos, indígenas, afrobrasileiros, de teatro de rua, de Commedia dell'Arte - a temida bandeira do MST se incluiria, certamente, na lista.

Para desconsolo de quem prefira ignorar a força do Teatro Mágico, tais símbolos se ajustaram surpreendentemente ao espírito pretendido pelo SWU.

Quem olhasse ao redor enquanto soavam os violinos e sanfonas do TM veria por toda parte estilizações mais ou menos luxuosas de símbolos circenses/ciganos/mambembes/sem-terra/sem-teto: acampamentos (ainda que luxuosos), barracas, trailers, gruas e parafernália televisiva, tendas para shows e debates, assentos feitos de pneus usados, blocos de latas e papeis recolhidos por catadores, casas na árvore, telhados de folhas...

Na "vida real", a rica fazenda que sedia o festival talvez não aceitasse bem a proposta de reforma agrária e agricultura familiar levantada diante de um imenso descampado por Fernando Anitelli.

Não há muito embate acontecendo por aqui, exceto por raras exceções - certa atmosfera de eco-assistencialismo selvagem talvez explique, por exemplo, as ameaças do "povão" hippie-de-butique de derrubar os gradeados da área dita "vip" dos palcos principais (onde, não à toa, se posiciona a mídia).

Em tempo: para incômodo de críticos liberais, ecocapitalistas & outros bichos-grilos do século XXI, O Teatro Mágico foi recebido de modo consagrador pelo público que os ciceroneou à luz do dia ("com vocês, vocês!").

Diante de tal reação (e do impacto que o TM causa por onde passa), talvez caibam duas perguntas. Por que essa trupe mambembe agrada tanto? Seriam mesmo anacrônicos e ultrapassados os malabaristas, os acrobatas, os cuspidores de fogo e os poetas populares do Teatro Mágico?

Outras leituras:
300 - Dont Drink the Water
ANDA - Festival SWU estressou milhares de peixes em lagos junto aos palcos
EKOMALUKO - 6 dicas de como ser sustentável no próximo SWU

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Não deixe o spam ser um grande eleitor neste segundo turno

Aproveitando o gancho do Ge, deixo esse texto do Blog do Sakamoto que recebi via @ZeKley para ler, refletir e ganhar bom senso!

Boa leitura!

@alvarodiogo "Compartilhe suas ideias"

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Não deixe o spam ser um grande eleitor neste segundo turno

Caro(a) amigo(a), se você decide seu voto por conta de uma das dezenas de correntes apócrifas que circulam na internet, pró-Dilma ou pró-Serra, parabéns. Você é, oficialmente, uma pessoa manipulável.

Nunca entendi muito bem porque as pessoas acreditam piamente naquilo que recebem em sua caixa de e-mail. Será que o anonimato das mensagens apócrifas é interpretado como uma espécie de “sinal”? Do tipo: “Senhor, me dê os números vencedores do jogo do bicho” e, dias depois, você interpreta uma propaganda de um haras, que chegou acidentalmente por e-mail, como resposta para apostar no “cavalo”?! Vai que, da mesma forma que o Altíssimo escreve certo por linhas tortas, ele também “emeia” justo por internet frouxa, não é?

O mais interessante é que algumas dessas mensagens contam com mentiras tão bem construídas que tem mais gente acreditando nelas do que em boas matérias, com dezenas de fontes, feitas por jornalistas com décadas de credibilidade, que desmentem ou explicam o caso.

- Pô, o texto é super bem escrito. Não deve ser falso
- O e-mail trouxe vários números. Ou seja, não pode ser mentira.
- Ele tem fotos. É mais difícil manipular fotos.
- Recebi isso do Ronaldo, irmão da Ritinha, casada com o Roberval, filho do seu Romeu, lembra? É, Ro-meu. Ele repassou um e-mail que recebeu do Rui, que é chefe dele na Ramos e Ramos, aquela empresa de retroescavadeiras. Homem decente o Ronaldo… então é coisa séria.

É muito mais “quente” acreditar que a candidata X devora criancinhas e o candidato Y bate constantemente nas suas amantes do que encarar que, na vida real, os defeitos, esquisitices e idiossincrasias podem ser outros. Também bizarros, mas que não influenciam no seu caráter e no seu comportamento político, mas que, talvez, não atraiam tanto a atenção. Sabendo disso, o pessoal mal intencionado apela.

A rede mundial de computadores nos abriu um mundo de possibilidades. Hoje, um leitor – se quiser – consegue acessar fontes confiáveis e encontrar números, checar dados, trocar idéias com amigos, comparar governos ou mesmo desmentir pataquadas. Avalie o que quer para o país e faça uma escolha, não jogue fora seu voto por uma mensagenzinha mequetrefe. Ah, mas cuidado! Ao se debruçar sobre essas questões, se informar, debater com outras pessoas, mandar e-mail e cobrar do candidato posições, você vai estar fazendo Política, com “P” maiúsculo. E atacando a raiz de muitos preconceitos.

Coisa que o Povo do Spam não quer. Pois, o Povo do Spam quer sangue.

***

Algumas mensagens de spam travestem opinião como dados isentos e descontextualizam ou ocultam fatos que não são interessantes para o argumento defendido. Trouxe algumas sugestões reunidas por Rodrigo Ratier, jornalista e mestre em pedagogia, especialista na área de educação e comunicação, para usar a lógica a seu favor nessas horas. Quem já usa essas ferramentas, pode parar a leitura do texto por aqui. Caso contrário, fica aqui a sugestão.

“A camisinha não protege contra o vírus HIV. A epidemia de Aids cresceu justamente porque se confia nessa proteção”, disse um bispo certa vez.
Desconfie dos argumentos de autoridade. Não é porque o Papa, o Patriarca de Istambul ou a Bispa Sônia disse algo que você tem que acreditar, não é? O mesmo vale para o presidente da sca associação de moradores ou o diretor do seu sindicato. É preciso provar o que se diz. Exija confirmação dos fatos ou vá atrás dela;

“Não ouviremos as posições do antropólogo Luiz Mott sobre o casamento gay: ele é homossexual.”
Para desmontar um discurso, não se ataca o argumentador, mas sim o argumento;

“Nesta eleição, vamos escolher entre um Sartre e um encanador.”
Não se ridiculariza o outro apenas por ser seu adversário;

“Antes do MST existir, não havia violência no campo.”
Falsa relação de causa e conseqüência – um fato que acontece depois do outro não necessariamente foi causado pelo primeiro.

“Na guerra contra o terrorismo, ou você apóia a invasão do Iraque ou está alinhado com o mal.”
É errado excluir o meio termo. Um debate maniqueísta é mais fácil de ser entendido, mas o mundo real não é um Palmeiras e Corinthians, um Fla-Flu, um Grenal, enfim, vocês entenderam.

“Ou se dá o peixe ou se ensina a pescar.”
Isso é uma falsa oposição . Não se opõe curto e longo prazo. Uma ação não invalida a outra. Elas podem ser, inclusive, subsequentes ou coordenadas.

“Isso não é demissão. A apenas empresa avisou que precisará passar por um redimensionamento do quadro de empregados.”
Não se deixe levar pelos eufemismos. Nem por quem fala bonito. Uma pessoa pode te xingar e você, às vezes, nem vai perceber se não se atentar para as palavras que ele escolheu.

“Avenida Faria Lima, Águas Espraiadas, Imigrantes, Minhocão, Rodovia dos Trabalhadores: alguém aí consegue imaginar São Paulo sem todas essas obras feitas pelo Maluf?”
Desconfie dos e-mail que contem um monte de acertos e ignorem, solenemente, os erros.

domingo, 10 de outubro de 2010

Nessas eleições tenhamos Bom Senso

Entre tapas e beijos nessas #eleições2010 estamos muitas vezes nos perdendo sobre o que é bom, o qué é ruim e o que é 'menos pior' (na maioria dos casos....). O bom senso se esquece em meio a opiniões e mais opiniões. Agoniado com esta situação finalmente encontrei um som que me fez relaxar, refletir e rapassar (3R's ;]). Aproveitem.



Já virei calçada maltratada
E na virada quase nada
Me restou a curtição
Já rodei o mundo quase mudo
No entanto num segundo
Este livro veio à mão
Já senti saudade
Já fiz muita coisa errada
Já pedi ajuda
Já dormi na rua
Mas lendo atingi o bom senso
A imunização racional

EDIT:



Da planicie racional
Uns desceram sem razão
Quando o sol começava
Nasce o homem e a mulher
Da rezina e da goma
Quando o mar começava

Nasce estrelas lá no céu
E a lua seu papel
Fez o vento esfriar
Dia e noite vai ficar
Quando o mal começava

E o fim durou, e o fim durava
O que acabou não se acabava
A lição foi mal passada
Quem aprendeu não sabe nada

No entanto, afinal
Chega a fase racional
Leia o livro, vai saber
O que realmente é viver
Quando o bem começava

E o fim durou, e o fim durava
O que acabou não se acabava
A lição foi mal passada
Quem aprendeu não sabe nada

E o fim durou, e o fim durava
O que acabou não se acabava
A lição foi mal passada
Quem aprendeu não sabe nada

Disseram que sabiam das coisas mas,
No entanto não sabem de coisa nenhuma
Pura incosciência mas,
Vão saber agora brilhante espaços, brilhantes dias, brilhantes horas

É pra já, coisa linda, é pra agora
Vamos entrar em contato com os nossos irmãos puros, limpos e perfeitos
Eternos do super mundo da planície racional
Leia o livro "universo em desencanto"
Leia o livro universo em desencanto



George H. S. Ruchlejmer
@george_hsr
"Sua ideia é IdeiaNossa.blogspot.com"

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Censura eu, Folha!

Reproduzo na íntegra texto do Boteco Sujo sobre uma das pérolas homéricas que a grande mídia e a elite conservadora do país tem feito durante os últimos tempos: estão censurando blogs, demitindo jornalistas, criando factóides, pregando o ódio... (!!!) É lamentável... É por esse e outros motivos que uma onda grande de pessoas cancelam a assinatura da Folha "Não dá mais pra ler" e boicotam a Rede Bobo.

E ainda os velhacos do Canal Livre na Band ficam discutindo liberdade de imprensa e liberdade de expressão... Faça-me o favor!

Estou farto! Querem liberdade de imprensa e de expressão para si e ao mesmo tempo calar a mídia alternativa e a blogosfera.

Sinto muito, mas somos muitos mais fortes. Censura eu, Folha!

@alvarodiogo "Seja a mídia"

PS: Pensando seriamente em reproduzir na íntegra os links citados acima, o que acham?


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Censura eu, Folha!
Na semana passada, uma forte crise nostálgica atingiu a família Frias. Podia ser saudade dos anos 80, época em que a Folha de S. Paulo era chamado de "jornal das Diretas" e tido como um legítimo aliado das lutas democráticas. Mas não. A Folha sentiu saudade foi dos bons e velhos anos 70. E não era vontade de usar costeletas, vestir calças boca-de-sino e dançar Staying Alive. Era a saudade da rigidez viril dos anos de ditadura, quando a Folha era uma maria-caserna tão próxima dos generais que emprestava seus carros para as ações de tortura e morte de "inimigos do regime" praticadas pelos paramilitares da Operação Bandeirantes.

Em 30 de setembro, o jornal conseguiu uma liminar que obrigava os irmãos Lino eMario Bocchini a tirar do ar o conteúdo da Falha de S. Paulo, um site de humor que tirava um barato do indisfarçável viés pró-tucano que aterrissou com mais força do que nunca na Barão de Limeira dos últimos tempos. Os dois foram obrigados a remover do ar todo o conteúdo do site, sob pena de pagar multa diária de R$ 1.000. Segundo Lino, a empresa nem chegou a enviar uma notificação extrajudicial ou um pedido por e-mail: já foi logo apelando para o processo. Assim, a seco, sem KY nem piedade.

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É chocante a hipocrisia da Folha. Se isso não é censura e um atentado inaceitável à liberdade de expressão, juro que não sabemos o que é. Chega a ser cômico: o mesmo jornal que faz dezenas de editoriais acusando o governo de censura e bradando indignado por ‘liberdade de expressão’ comete esse ato violento de censura — afirmava o site, no seu último comunicado. Que também teve de sair do ar, neste final de semana, porque ate o domínio falhadesaopaulo.com.br acabou congelado no Registro.br por conta da decisão judicial.

A Folha não teve a menor vergonha de apelar para a censura. A advogada do jornal,Taís Gasparian, alegou que a intenção não era censurar o site, mas impedir o uso indevido da marca Folha de S. Paulo. Para o Portal Imprensa, a advogada deu a entender que ainda foi boazinha, pois podia ter pedido multa diária de R$ 100 mil.

Taís Gasparian é a mesma advogada que defendeu o direito da Folha de S. Paulo de publicar fotos do Raí pelado no vestiário do São Paulo ou o direito do colunista José Simao de afirmar que Juliana Paes tinha a bunda grande e não era casta. Na época em que o Macaco Simão foi vítima de censura judicial por conta destas "afirmações polêmicas", Dona Taís disse na própria Folha que a decisão do juiz tratava
"o humor como ilícito e, no fim das
contas, é a mesma coisa que censura".
Entendeu? Olha só, Lino, Dona Taís já deixou pronta a linha de defesa que vocês podem usar. É só copiar as mesmas alegações que a Folha usou em casos semelhantes — quando era vítima, e não autora, de censura. A mesma Folha que transforma qualquer reclamação de Lula sobre a imprensa em ameaça à liberdade de expressão, mas se cala quando reclamações semelhantes, ou até piores, partem deJosé Serra.

Mas a Folha vai ter muito trabalho se quiser censurar a internet. Sem consultar os responsáveis pela Falha de S. Paulo, o Boteco Sujo recorreu ao cache do Google e encheu esse post de imagens do site censurado. O Mundo Cane, do mano Gio Mendes, vai fazer a mesma coisa. E um outro site já fez um espelho de todos os posts proibidos do Falha.

Você tem blog, Tumbrl, Orkut, Facebook, o escambau? Vai lá, faça a mesma coisa. Vamos nos apropriar indevidamente da Folha e denunciar o "jornal das Diretas" que virou censor. Dona Taís vai ter muito trabalho para conseguir censurar a todos.

Censura pode vir de onde menos se espera. Por isso, todo cuidado é pouco. A dita é branda? É, mas trisca pra ver se não fica dura.

Worst Day of the Year Ride - Role no pior dia do ano!

Pode-se dizer que eu sou a ovelha negra do blog. Eu admito, não sei andar de bike =(
Maaaaaaaaaas, pra compensar, também não dirijo (e olha que eu podia tirar a carta 2 anos atras!), vou de cima pra baixo à pé e com transporte público - trem, onibus.

2010 Worst Day of the Year Ride

Pra quem não me conhece, moro em Portland-OR, cidade conhecida nacionalmente por ser uma pequena-cidade-grande verde. Um movimento que vejo todos os anos, é o Worst Day of the Year Ride - Role no pior dia do ano. É simples, esse grupo olha a previsão do tempo do ano inteiro à procura do PIOR dia do ano inteiro. Não importa se estiver chovendo, nevando... todo mundo vai! Você se registra no site deles, paga US$35 e espera até o dia do role. São 18 milhas de percurso, 28.97km ou 40 milhas - 64.37km, pra quem estiver super empolgado. No final da corrida, café, chocolate quente, chá, donnuts, bolos e outros quitutes são oferecidos pros participantes.
Quem topa pedalar no pior dia do ano?

Worst Day of the Year Ride, 2010

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Sobre política e jardinagem

Boa noite!

Recebi o seguinte texto por e-mail com o título: "Aos desiludidos com a política. Uma boa inspiração."

Então, venho compartilhar para se sentirem inspirados e quem sabe atenderem o chamado que há aí dentro!


Só para registrar... Discordo do autor quando diz que o escritor não tem poder, pois sei que linhas bem escritas e recheadas de grandes ideias e boas intenções podem contribuir e muito para o bom curso da história.


Não vou me alongar, espero que gostem da leitura e sintam-se inspirados. Logo mais pretendo postar uns trechos de um livro do Dalai Lama e fazer algumas análises e comentários sobre as eleições.


Abraços e boa leitura!


@alvarodiogo "Compartilhe suas ideias"

http://www.ideianossa.blogspot.com


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Sobre política e jardinagem

Rubem Alves

De todas as vocações, a política é a mais nobre. Vocação, do latim vocare, quer dizer chamado. Vocação é um chamado interior de amor: chamado de amor por um ‘fazer’. No lugar desse ‘fazer’ o vocacionado quer ‘fazer amor’ com o mundo. Psicologia de amante: faria, mesmo que não ganhasse nada.


‘Política’ vem de polis, cidade. A cidade era, para os gregos, um espaço seguro, ordenado e manso, onde os homens podiam se dedicar à busca da felicidade. O político seria aquele que cuidaria desse espaço. A vocação política, assim, estaria a serviço da felicidade dos moradores da cidade.


Talvez por terem sido nômades no deserto, os hebreus não sonhavam com cidades: sonhavam com jardins. Quem mora no deserto sonha com oases. Deus não criou uma cidade. Ele criou um jardim. Se perguntássemos a um profeta hebreu ‘o que é política?’, ele nos responderia, ‘a arte da jardinagem aplicada às coisas públicas’. .


O político por vocação é um apaixonado pelo grande jardim para todos. Seu amor é tão grande que ele abre mão do pequeno jardim que ele poderia plantar para si mesmo. De que vale um pequeno jardim se à sua volta está o deserto? É preciso que o deserto inteiro se transforme em jardim. .


Amo a minha vocação, que é escrever. Literatura é uma vocação bela e fraca. O escritor tem amor mas não tem poder. Mas o político tem. Um político por vocação é um poeta forte: ele tem o poder de transformar poemas sobre jardins em jardins de verdade. A vocação política é transformar sonhos em realidade. É uma vocação tão feliz que Platão sugeriu que os políticos não precisam possuir nada: bastar-lhes-ia o grande jardim para todos. Seria indigno que o jardineiro tivesse um espaço privilegiado, melhor e diferente do espaço ocupado por todos. Conheci e conheço muitos políticos por vocação. Sua vida foi e continua a ser um motivo de esperança. .


Vocação é diferente de profissão. Na vocação a pessoa encontra a felicidade na própria ação. Na profissão o prazer se encontra não na ação. O prazer está no ganho que dela se deriva. O homem movido pela vocação é um amante. Faz amor com a amada pela alegria de fazer amor. O profissional não ama a mulher. Ele ama o dinheiro que recebe dela. É um gigolô. .


Todas as vocações podem ser transformadas em profissões O jardineiro por vocação ama o jardim de todos. O jardineiro por profissão usa o jardim de todos para construir seu jardim privado, ainda que, para que isso aconteça, ao seu redor aumente o deserto e o sofrimento. .


Assim é a política. São muitos os políticos profissionais. Posso, então, enunciar minha segunda tese: de todas as profissões, a profissão política é a mais vil. O que explica o desencanto total do povo, em relação à política. Guimarães Rosa, perguntado por Günter Lorenz se ele se considerava político, respondeu: ‘Eu jamais poderia ser político com toda essa charlatanice da realidade... Ao contrário dos ‘legítimos’ políticos, acredito no homem e lhe desejo um futuro. O político pensa apenas em minutos. Sou escritor e penso em eternidades. Eu penso na ressurreição do homem.’ Quem pensa em minutos não tem paciência para plantar árvores. Uma árvore leva muitos anos para crescer. É mais lucrativo cortá-las. .


Nosso futuro depende dessa luta entre políticos por vocação e políticos por profissão. O triste é que muitos que sentem o chamado da política não têm coragem de atendê-lo, por medo da vergonha de serem confundidos com gigolôs e de terem de conviver com gigolôs. .


Escrevo para vocês, jovens, para seduzi-los à vocação política. Talvez haja jardineiros adormecidos dentro de vocês. A escuta da vocação é difícil, porque ela é perturbada pela gritaria das escolhas esperadas, normais, medicina, engenharia, computação, direito, ciência. Todas elas, legítimas, se forem vocação. Mas todas elas afunilantes: vão colocá-los num pequeno canto do jardim, muito distante do lugar onde o destino do jardim é decidido. Não seria muito mais fascinante participar dos destinos do jardim? .


Acabamos de celebrar os 500 anos do descobrimento do Brasil. Os descobridores, ao chegar, não encontraram um jardim. Encontraram uma selva. Selva não é jardim. Selvas são cruéis e insensíveis, indiferentes ao sofrimento e à morte. Uma selva é uma parte da natureza ainda não tocada pela mão do homem. Aquela selva poderia ter sido transformada num jardim. Não foi. Os que sobre ela agiram não eram jardineiros. Eram lenhadores e madeireiros. E foi assim que a selva, que poderia ter se tornado jardim para a felicidade de todos, foi sendo transformada em desertos salpicados de luxuriantes jardins privados onde uns poucos encontram vida e prazer.


Há descobrimentos de origens. Mais belos são os descobrimentos de destinos. Talvez, então, se os políticos por vocação se apossarem do jardim, poderemos começar a traçar um novo destino. Então, ao invés de desertos e jardins privados, teremos um grande jardim para todos, obra de homens que tiveram o amor e a paciência de plantar árvores à cuja sombra nunca se assentariam.


(Folha de S. Paulo, Tendências e Debates, 19/05/2000.)

domingo, 3 de outubro de 2010

Apuração em tempo real!

E aí pessoal, estão curiosos para saber o andamento sem ter de esperar propagandas e mais propagandas (que por sinal tiram grande proveito disso) na televisão, como nos anos passados, este ano tem o programa Divulga 2010, elaborado pelo TSE para acompanhamento em tempo real das apurações. Só baixar e instalar, fácinho. Enjoy :)

O software Divulga2010 foi desenvolvido pela Justiça Eleitoral com o propósito de divulgar os resultados parciais e final das Eleições 2010 em tempo real. Esse sistema conta com a colaboração dos “Parceiros da Divulgação de Resultado” – empresas de comunicação, portais Web e órgãos do legislativo - que replicam os dados gerados pela Justiça Eleitoral, auxiliando-nos em sua disseminação.

Baixe o Divulga2010, instale-o em seu computador, selecione um Parceiro da Divulgação e acompanhe a apuração a partir das 17h do domingo, dia 3/10/2010.

Download do Instalador para Windows

Download para uso em outros sistemas operacionais

Fonte: http://www.tse.gov.br/internet/eleicoes/2010/divulga.html


George H. S. Ruchlejmer
@george_hsr
"Sua ideia é IdeiaNossa.blogspot.com"

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Dia Mundial do Vegetarianismo inicia mês da Consciência Vegetariana

Você sabia que hoje é Dia Mundial do Vegetarianismo?

Se já é vegetariano, parabéns! Se ainda não, hoje é um dia perfeito para rever seus hábitos alimentares!

Estava planejando um texto como ano passado (Semana Vegetariana), mas encontrei um via @loboreporter e decidi compartilhar.

Boa leitura!

@alvarodiogo "Seja vegetariano! Ética, saúde e meio ambiente."

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Dia Mundial do Vegetarianismo inicia mês da Consciência Vegetariana

O primeiro de outubro marca o início do mês quando os vegetarianos fazem um esforço extra para divulgar a causa.

O movimento remonta aos Românticos ingleses liderados por Percy Shelley (foto), marido de Mary Shelley, autora do livro Frankenstein, interpretado por alguns como um manifesto vegetariano. Em 1944 o movimento vegetariano deu a luz ao movimento vegano e hoje em dia em países como o Reino Unido e os Estados Unidos entre 3% e 5% das pessoas dizem viver de uma dieta a base de plantas.

As pessoas se tornam vegetarianas por várias
razões. Antes de mais nada, pelos animais. Cerca de 55 bilhões de animais (excluindo os peixes, impossíveis de contabilizar) são mortos todos os anos por sua carne, leite e ovos. Boicotar esses produtos diminui a demanda de animais de criação e assim fragiliza a exploração de seres senscientes.

Vegetarianos são pacifistas. Ao se recusar de participar da morte e exploração de animais, os vegetarianos ajudam a construir um mundo não-violento. Não podemos ter paz enquanto a matança continua.

O vegetarianismo é bom para o meio ambiente. É um fato conhecido de que a agricultura animal é a maior fonte de emissões de gases estufa. Essa indústria causa desflorestamento, polui vias hídricas e degrada o solo. Ela é um dos grandes impedimentos para um futuro sustentável.


Existem também os benefícios de saúde ligados a uma dieta vegetariana. Essa pode ajudar a reduzir o risco de doenças cardíacas, diabete, pressão alta, AVCs e prevenir algumas formas de câncer. Os vegetarianos têm menos tendência à obesidade, que se tornou uma epidemia mundial por causa do excesso de proteína animal sendo promovido continuamente por décadas. Fora do Brasil, algumas empresas de seguro já oferecem desconto para vegetarianos.

O vegetarianismo é também uma forma de mostras solidariedade com as pessoas que passam fome pelo mundo. Grande parte da produção de grãos vai para animais em fazendas em países ricos, animais esses que não existiriam se as pessoas não comessem carne – elas poderiam comer aqueles mesmos grãos. Assim perpetua-se um ciclo de produção e distribuição de comida que é injusto e que gera desperdício.

As Nações Unidas recomendam uma dieta vegetariana, filósofos de destaque também o fazem e o fizeram ao longo dos séculos. O número cada vez maior de pessoas que adotam o vegetarianismo por razões éticas, de saúde e ambientais mandam uma mensagem forte para aqueles que vivem de uma dieta onívora.

Primeiro de outubro é o dia de fazer a mudança e adotar o estilo de vida vegetariano.

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