--- Frase de Agora! ---
"A água é para os escolhidos
Mas como podemos esperar que sejamos nós..
... eu e você?"

Máquina do Tempo: Vaga Viva do Coletivo Ideia Nossa. A única vaga viva do lado de cá da ponte =) Vaga Viva do Ideia Nossa

Destaque da Semana: Onde está o sol que estava aqui?
Ladrões de sol, crise hídrica e êxodo rural
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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Um título em forma de verso


Texto: Luciana Bender/ Foto: Divulgação 

Sou jornalista por profissão e vendedora por profissão. Atualmente trabalho em uma livraria e, como era de se esperar, constantemente nós, vendedores, conversamos sobre lançamentos e best-sellers. O livro Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, já passou no cinema na Mostra Internacional de São Paulo em uma premiada adaptação que novamente aparece em algumas telinhas do país, e agora ocupa minhas horas vagas.

A princípio o que mais me atraiu foi o belo título dessa obra, que mais parece um verso daqueles poemas românticos. O texto de Marçal Aquino foi uma indicação de um colega de trabalho que teceu muitos elogios a narrativa. Cheguei a duvidar da beleza desse livro, mas a linguagem, com cara de jornalismo literário, conquistou-me, assim como Lavínia fez com Cauby, personagens principais dessa história.

A paixão pulsa em cada linha, o tesão pode ser sentido em cada carícia trocada pelo casal que vive um amor proibido. As múltiplas personalidades de Lavínia revelam a instabilidade da situação e a ambigüidade vivida pelos personagens.

A trama é narrada em uma pequena cidade do Pará que só serve para aumentar o clima de perigo que envolve esse casal clandestino.

O livro que me conquistou a cada página termina com a incerteza que permeou toda a história, mas também cheia da mesma esperança que os uniu.

Como de praxe, finalizo com um trecho da trama:

“Ela me abraçou e encostou a cabeça em meu peito, bem em cima do meu coração atropelado. E falou apertando as minhas costas:

Entra em mim.

Olhei para a porta do quarto: lá dentro nos esperavam os lençóis enrugados da cama arrumada com pressa e imperícia. Lavínia notou que eu olhava para o quarto e abriu meu cinto. Sussurrou:

Aqui.

Foi igual adentrar um território sabendo que ele tem dono: com curiosidade e medo. Uma invasão. Lavínia livrou-se das sandálias e deixou que eu a despisse. Depois, tirou as minhas roupas. E acabamos no chão, sobre o tapete. Ela por cima.

Antes de mais nada, porém, o inferno das nossas obsessões. Ela levantou-se e me olhou de um jeito estranho. Achei que tinha mordido seu lábio com furor excessivo. Não era isso: Lavínia tirou a aliança e jogou dentro da bolsa. Disse:

Um pouco de decência não faz mal a ninguém.” (p. 38) 


quarta-feira, 28 de março de 2012

Praticidade e uma anotação



Texto: Luciana Bender/ Foto: Divulgação Moleskine

Sei que pode parecer um tanto estranho o título desse post. Como vocês podem perceber os membros do Blog andam super atribulados e com pouco tempo para produzir matérias interessantes para vocês, leitores. No entanto, escrevi essa dissertação para a faculdade e, acredite, é sobre um caderno de anotações. Um verdadeiro exercício de criatividade, afinal extrair desse pequeno objeto material para um texto desse estilo não é fácil. Ao finalizar essa produção comecei a pensar em como cada simples item da nossa rotina está inserida em um todo maior do que podemos imaginar. Enfim, espero que vocês gostem. Divirtam-se! 

Todos os dias ciência e tecnologia trabalham para que as pessoas tenham uma rotina mais prática. A sociedade atual baseia-se na velocidade, onde cada minuto deve ser aproveitado da melhor forma possível. Sendo assim, não é permitido perder tempo procurando alguma caneta na bolsa ou correndo atrás de um rascunho para anotar aquela ideia brilhante que apareceu.

Os celulares estão cada vez mais modernos, assim como os computadores, que possuem dimensões cada vez menores. Mesmo com essa evolução tecnológica, o caderno de anotações ainda se faz presente na bolsa de muitos daqueles que preferem sentir o cheiro do papel a frieza das pequenas telas.

Grandes marcas investem nesse material contrariando a ideia de que a tecnologia é a única bola da vez. Produzidos de diversos tipos de materiais, dos mais simples aos mais sofisticados, os cadernos de anotações são feitos em vários tamanhos e cores para que possam agradar a todos os públicos. Até mesmo aqueles que apoiam a sustentabilidade são estudados para que sejam criados produtos feitos de papel reciclado com design e acabamento diferenciado. 

E para as mulheres modernas que não querem mais perder um tempo enorme vasculhando a bolsa atrás do caderno de anotações e mais outro tempo em busca da caneta, as empresas passaram a colocar desde um simples elástico até pequenos estojos para facilitar o uso. Praticidade é a ordem da vez, o tempo é valioso e desperdiçá-lo atrás de coisas banais não é mais uma alternativa.

Por mais arcaico que possa parecer, o caderno de anotações faz-se presente na rotina de um público diversificado que ainda vê no papel uma forma de eternizar ideias, emoções e momentos.  

domingo, 4 de abril de 2010

Alex Josias - Jd. Colombo

Hoje conheci o trabalho no Jd. Colombo do meu caro amigo Alex Josias, fotografo profissional.


Link do flickr dele!
Link album Jd. Colombo


George H. S. Ruchlejmer
"Sua ideia é IdeiaNossa.blogspot.com"

sábado, 27 de março de 2010

Enfim só

Máquina do tempo: Já falamos sobre isso!

Fica aqui um assunto que me identifiquei muito. Sinto falta de ficar sozinho e reorganizar as ideias, pensamento e costumes. Quanto mais a gente se afoga na rotina, menos temos tempo para isso, sendo que deveria ser o contrário =X. Fica um texto para adicionarem às suas prioridades.

Algumas pessoas têm horror de ficar sozinhas. E esse temor é reforçado o tempo inteiro, cada vez mais. Vivemos num mundo totalmente projetado para fora, para os outros, para as relações. Há uma profusão de redes sociais, twitter, blogs e todo o tipo de incentivo para nos mantermos conectados, nos comunicando, interagindo, compartilhando, nos fazendo presentes.

Não há o que questionar quanto ao aspecto saudável e fundamental das amizades, das celebrações, das interações sociais e dos relacionamentos amorosos. O problema começa quando passamos a depender dos outros para construirmos nossa própria identidade, ou sofremos por carência, necessidade de atenção e falta de companhia. Outro risco que corremos também é sermos tragados pela infinidade de informações, tarefas e compromissos a que somos submetidos diariamente, as posturas que temos que assumir e os papeis que precisamos representar.

Então, chega um momento em que precisamos de uma pausa para podermos nos reencontrar no meio disso tudo. Para relembrar quem somos e o que desejamos realmente, quais os nossos anseios mais profundos, onde queremos chegar, o que esperamos dos outros e de nós mesmos. E para isso precisamos ficar à sós, fazer silêncio, nos recolher um pouco.

Conquistar intimidade consigo mesmo é uma das coisas mais preciosas que se pode desenvolver ao longo da vida. Trocar a sensação de ausência do outro pela presença de si mesmo. E isso não tem nada a ver com fobias sociais, reclusão dentro de casa ou isolamento nas montanhas, como os antigos eremitas, pelo contrário. Podemos fazê-lo até em doses homeopáticas, um pouquinho a cada dia, minutos que sejam, até que o desconforto desapareça e o silêncio se torne uma verdadeira fonte de autoconhecimento, nos proporcionando um incrível bem estar.

Silenciar nos permite ouvir nossos pensamentos, dialogar com eles, identificar o que são desejos genuínos de simples condicionamentos impostos a nós, tomar decisões, buscar soluções, cultivar idéias, confrontar dúvidas e medos, descobrir certezas, descartar o que já não nos serve mais, tentar saber, bem lá no fundo, do que é que precisamos fazer para satisfazer nossa alma.

Depois de um dia ou um período agitados, a necessidade de falar compulsivamente, trocar idéias, desabafar, pode até fornecer um alívio momentâneo, mas o estado de inquietação permanece e exaure a mente e as emoções. Portanto, nada como recolher-se um pouco e permitir que os últimos acontecimentos sejam processados cuidadosamente, para que os aborrecimentos e experiências difíceis possam simplesmente ser liberados, curados e descartados e as lições plenamente compreendidas e internalizadas.

Com o tempo, a mágica acontece: à medida em que nos permitimos, vez ou outra, nos recolher em nossa concha, mais nos conectamos com nosso próprio centro, nossa essência e, conseqüentemente, adquirimos uma visão mais abrangente do nosso mundo interior e, ao mesmo tempo, de nossa conexão com tudo o que é externo a nós. E essa consciência de estarmos interligados a tudo e a todos, joga fora de uma vez por todas qualquer carência de atenção e necessidade de companhia. A partir disso, nosso relacionamento com os outros e com a vida só tem a ganhar, pois se torna mais verdadeiro e maduro. Quanto mais preenchidos nos sentimos, mais temos a oferecer. E quanto mais oferecemos, mais recebemos em troca.

Fonte do texto: Yahoo

George H. S. Ruchlejmer
"Sua ideia é IdeiaNossa.blogspot.com"

sábado, 20 de março de 2010

Preconceitos e realidades do vegetarianismo


Preconceito: Os vegetarianos(em especial os vegans) não consomem cálcio suficiente.
Realidade: Os vegetarianos e vegans consomem cálcio suficiente porque absorvem melhor o cálcio dos alimentos. Nas dietas convencionais, os excessos de proteínas dificultam a boa absorção de cálcio.

Preconceito: Os vegetarianos comem aves e peixes.
Realidade: Não comem. Para muitas pessoas que estão trabalhando no sentido de se tornarem vegetarianas, aves, peixes, ovo s e laticínios podem ser alimentos de transição, mas não são alimentos vegetarianos. Ser um vegetariano significa, no mínimo, não comer nenhum tipo de carne.

Preconceito: Todos os vegetarianos são ativistas ecológicos ou de proteção aos animais.
Realidade: A maioria das pessoas que se tornam vegetarianas são unicamente por motivos de saúde. O segundo motivo mais comum é o respeito aos animais. Não são todos os vegetarianos que assumem uma postura ativa contra as crueldades cometidas contra os animais, mas a dieta vegetariana em si mesma já é um enorme ato de compaixão para com eles.

Preconceito: Vegetarianismo é coisa de mulher.
Realidade: De fato, há mais mulheres do que homens vegetarianos. Mas isso acontece porque, numa sociedade machista, comer carne muitas vezes é um símbolo de masculinidade e virilidade. Valores como a não-violência e a compaixão são percebidos como símbolos de feminilidade, e são depreciados ou temidos pelos homens, numa sociedade machista.

Preconceito: Os vegetarianos são esquerdistas.
Realidade: Há vegetarianos em todas as correntes políticas, filosóficas e religiosas, sendo correto dizer que existe uma tendência mais reformista do que conservadora entre eles.

Preconceito: É um desastre convidar um vegetariano para jantar fora porque ele é muito complicado.
Realidade: É claro que não vai dar certo convidar um vegetariano para um lanche no McDonald’s(o melhor é boicotar o McDonald´s) ou um churrasco, mas almoçar ou jantar com um vegetariano não representa o menor problema. Em muitos restaurantes há pratos que um vegetariano comeria. Na maioria das culturas há sempre pratos feitos exclusivamente com produtos vegetais.

Preconceito: Os vegetarianos adoecem mais facilmente.
Realidade: Assim como qualquer pessoa que tem uma dieta comum, há vegetarianos que adoecem facilmente e outros que nunca ou quase nunca adoecem. O que ocorre é que os vegetarianos são normalmente muito menos propensos a ataques do coração, câncer de mama, osteoporose e outras doenças relacionadas com excesso de consumo de proteínas e gorduras saturadas.

Fonte: Vida Vegetariana



George H. S. Ruchlejmer
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domingo, 14 de março de 2010

O Homem é Carnivoro? Não!

Em meio a tantas pessoas comentando em minha vida sobre eu deixar de comer carne, vieram várias opiniões interessantes, e em meio a estas, aqui fica a resolução de uma. Aproveitem o texto =]

"Hoje pela manhã fui surpreendido por uma frase um tanto quanto curiosa. “Os seres humanos são carnívoros por natureza, por que temos caninos”. Não me convenci muito e resolvi pesquisar um pouco. Então tá, vamos aos fatos.

CARACTERíSTICAS ANATÔMICAS DOS CARNíVOROS E HERBíVOROS

O homem é biologicamente mais próximo dos herbívoros (os que se alimentam de vegetais) do que dos carnívoros (os que se alimentam de carne).Os humanos não possuem dentes como os carnívoros para triturar ossos ou rasgar a carne. Vinte dos nossos trinta e dois dentes servem para mastigar grãos e nozes.
Outra importante diferença é o comprimento do trato intestinal. O intestino humano é longo (6 vezes o comprimento do corpo), de forma que ele não consegue eliminar a carne rapidamente. Carne em decomposição libera toxinas como o ácido úrico, uréia e amônia, que passam através da parede intestinal. Essas toxinas afetam as juntas, causando inflamação, reumatismo, artrite e causando danos aos rins e ao fígado.

CARNíVOROS

  • Tem garras.
  • Não tem poros na pele, respiram através da língua para esfriar o corpo.
  • Bebem lambendo.
  • Dentes afiados, ponteagudos, para rasgar a carne e triturar os ossos; maxilar movimenta-se verticalmente.
  • Glândulas salivares pequenas; saliva ácida; não possuem enzimas para a digestão de grãos.
  • Forte ácido hidroclórico no estômago para digerir tecido animal rijo, ossos, etc.
  • O trato intestinal é 3 vezes o comprimento do corpo; a carne decomposta passa através dos intestinos dentro de poucas horas.

HERBÍVOROS

  • Não tem garras.
  • Respiram através de poros na pele
  • Bebem através de sucção
  • Não possuem dentes afiados; molares chatos para .moer a comida; maxilar movimenta-se horizontal e verticalmente.
  • Glândulas salivares bem desenvolvidas; saliva alcalina com enzimas amílase para pré-digerir carboidratos.
  • o ácido do estômago é 20 vezes mais fraco que o dos carnívoros.
  • O trato intestinal tem de 10 a 12 vezes o comprimento do corpo; a comida passa através dele vagarosamente.

SER HUMANO

  • Não tem garras.
  • Respiram através de poros na pele
  • Bebem através de sucção
  • Não possuem dentes afiados; molares chatos para .moer a comida; maxilar movimenta-se horizontal e verticalmente.
  • Glândulas salivares bem desenvolvidas; saliva alcalina com enzimas amílase para pré-digerir carboidratos.
  • o ácido do estômago é 20 vezes mais fraco que o dos carnívoros.
  • O trato intestinal tem 6 vezes o comprimento do corpo; a comida passa através dele vagarosamente.

Outro detalhe importante é os seres humanos têm de cozinhar a carne para torná-la palatável e para que não fiquemos violentamente doentes. Em relação aos peixes, em algumas culturas são consumidos crus como a japonesa, mas geralmente são acompanhados de bebidas digestivas como banchá ou chá verde nas refeições.

Para finalizar a minha linha de pensamento, o ser humano acabou se adaptando a dieta mais carnívora ainda nos primórdios do mundo para sobreviver a tempos difíceis. A época em questão é na idade da pedra, onde ainda não possuiam a cultura de plantio e cultivo.

Hoje não necessitamos mais depender de fontes animais como antes para nos alimentar. Principalmente porque temos uma variadade infinitamente maior de vegetais do que espécies de animais para consumo humano.

A consciência é de cada um.

Do Livro: “Fatos sobre a dieta vegetariana e Nutrição."

Do blog do Rafael Koiso



George H. S. Ruchlejmer
"Sua ideia é IdeiaNossa.blogspot.com"

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Eu não esqueci!

Disseram que o tal de Presidente, junto com o tal Ministro do Planejamento (tal Paulo Bernardo rss ) definiram no tal dia 22/10/2009, o novo e ridículo tal valor do salário Mínimo. Serão validos a partir de janeiro (recebimento em fevereiro) os míseros tais R$510,00.

Apesar da proposta inicial de aumento do salário fosse para R$507,00, Lula e Bernardo decidiram aumentar para R$510,00 até para facilitar a vida dos aposentados na hora do saque do benefício. Este novo valor do benefício custará ao governo cerca de 4,6 bilhões a mais nas contas da Previdência. Espero mesmo que esses 510 dêem pra reparar os danos dessas enchentes; Sorte ou não eu consigo tirar mais que essa víscera salarial, mas ainda estou na expectativa de ver isso aí subir, quem sabe o meu sobe junto? Mas não deixo de ficar indignada com esse tal de salário mínimo!

O salário mínimo é tão pequenininho que cabe até no meu bolso. é por isso que ele é chamado de mínimo que quer dizer que menor não tem. Meu pai diz que o salário mínimo é um dinheiro que não serve pra nada, mas na televisão o moço disse que só pode ser isso mesmo, e está acabado. Meu pai quase quebrou a televisão depois que o moço falou. Meu pai anda chamando o salário mínimo de um outro nome, mas eu não vou dizer aqui, porque outro dia eu disse esse nome no recreio e a professora me deixou de castigo. O salário mínimo deve ser muito engraçado porque quando falaram que ele tinha aumentado, lá em casa todo mundo deu risada. Meu pai disse que uma vez um homem que era presidente falou que se ganhasse salário mínimo dava um tiro na cabeça, mas eu acho que ele estava brincando, porque quem ganha salário mínimo não tem dinheiro pra comprar revólver. O meu pai não ganha salário mínimo mas com o que ele ganha também não dá pra comprar muitos revólveres a não ser de brinquedo e só de vez em quando. O meu avô é aposentado. Ele não faz nada mas parece que já fez. Ouvi dizer que o salário mínimo não aumentou mais por causa dele. Eu não sabia que o meu avô era tão importante. Minha avó não é aposentada. Também, ela é muito velhinha, não dá pra ser mais nada. Lá em casa falaram que com esse salário mínimo não vai dar mais pra comprar a cesta básica. Eu não sei muito bem o que é a cesta básica, mas parece que tem comida dentro. Se for, é só diminuir bastante o tamanho da cesta que aí cabe tudo.Ouvi meu tio desempregado dizendo que tem um livro chamado Constituição, onde está escrito que com o salário mínimo a pessoa tem que comer, morar numa casa, andar de condução, se vestir e uma porção de coisas. Coitado do meu tio. A falta de emprego está deixando ele doidinho.Quando eu crescer não vou querer salário mínimo, mesmo que seja o dobro. Parece que ele é tão pequeno que mesmo que seja o dobro do dobro ele continua mínimo. A minha mesada é muito pequena, mas inda bem que ninguém inventou a mesada mínima, porque com o que minha mãe me dá quase não dá pra comprar figurinha. Pronto. Isso é o que penso do tal salário mínimo. Espero que a professora dê uma boa nota porque ela é muito boazinha e merece ganhar muito mais do que todos os salários mínimos juntos. Só mais uma coisa: se eu fosse presidente da República mudava o salário mínimo para um salário bem grande e chamava ele de salário máximo. Por Jô Soares.

Fontes? http://www.tudoemfoco.com.br/ / Cronicas de Jô Soares. Indignada? a Buba

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Meme


Oi gente, o blog anda um pouco parado, então vim postar esta novidade que surge no Yahoo, chamado Meme. É um sistema de atualizações com imagens, videos, musicas e textos que podem ser diárias, mais uma forma de expor idéias e opiniões. Criei o meme Idéia Nossa.

Confiram: http://meme.yahoo.com/ideia_nossa

George H. S. Ruchlejmer
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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Mêmnon ou A Sabedoria Humana - Voltaire


Estou lendo um livro que nosso querido membro-Deus emprestou-me, um livro de contos do Voltaire, filósofo que pouco conhecia e menos ainda conhecia seus escritos.
Surpreendente a forma irônica e sarcástica dele esmiuçar a natureza humana. Voltaire possuía uma forma polemista satírica de escrever e também era combatente das intolerâncias religiosas praticadas pela igreja católica e defensor da liberdade de expressão.
Selecionei um conto curto do livro para compartilhar com vocês, espero que gostem, também atualizei a frase de agora com uma citação sua que me fez lembrar de um post das antigas aqui do blog, pra você que é novo no Ideia Nossa vale a pena dar uma conferida!


Abraços, boa leitura e não deixe de comentar.

Álvaro Diogo "Compartilhe suas ideias!"

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MÊMNON OU A SABEDORIA HUMANA
Voltaire

Um dia Mêmnon concebeu o insensato projeto de ser perfeitamente sábio. Não existe ninguém a quem alguma vez não tenha passado pela cabeça esta loucura. Mêmnon disse consigo mesmo:
- Para ser muito sábio, e por conseguinte muito feliz, basta não ter paixões; e nada mais fácil, como se sabe. Antes de tudo, não amarei jamais mulher alguma, pois, vendo uma beleza perfeita, direi com os meus botões: - Essas faces um dia se cobrirão de rugas; esses belos olhos ficaram avermelhados em redor; esse colo redondo se tornará chato e pendente; essa bela cabeça ficará calva.
- Ora, basta-me vê-la agora com os mesmos olhos com que a verei então, e seguramente esta cabeça não fará a minha andar à roda. Em segundo lugar, serei sóbrio. Não terá efeito sobre mim a tentação da boa mesa, dos vinhos deliciosos, a sedução da sociedade; bastará que eu me representa a conseqüência dos excessos - cabeça pesada, estômago embrulhado, a perda da razão, da saúde e do tempo - e então não comerei mais do que o necessário; minha saúde será sempre igual, minhas idéias sempre puras e luminosas. Tudo isso é tão fácil que não há mérito algum em alcançá-lo. Depois - dizia Mêmnon - é preciso refletir um pouco em minha situação pecuniária. Meus desejos são moderados; meus bens estão solidamente confiados ao recebedor-geral das finanças de Nínive; tenho com que viver independente: eis aí o maior dos bens. Nunca me verei na cruel necessidade de cortejar: não invejarei ninguém e ninguém me invejará. Também é coisa fácil, portanto. Tenho amigos, continuava ele -, hei de conservá-los, pois nada terão que me disputar. Não me aborrecerei jamais com eles, nem eles comigo; nenhuma dificuldade nisso."
Havendo assim traçado em seu quarto o pequeno plano de sabedoria, Mêmnon pôs a cabeça à janela. Viu, perto de casa, duas mulheres que passeavam sob os plátanos. Uma era velha, e parecia não pensar em nada; a outra era jovem, linda, e parecia muito preocupada. Suspirava, chorava, e isto só lhe fazia aumentar o encanto. O nosso sábio sentiu-se comovido, não pela beleza da dama (bem seguro estava ele de não sentir uma tal fraqueza), mas pela aflição em que a via. Desceu, achegou-se à jovem niniviana, na intenção de consolá-la com sabedoria. A bela criatura contou-lhe, com o ar mais ingênuo e comovente, todo o mal que lhe fazia um tio que ela não tinha; com que astúcias ele lhe arrancara um bem que ela nunca possuíra; e tudo o que ela podia recear da violência dele.
- Pareceis-me homem tão prudente – disse-lhe ela – que, se tivésseis a condescendência de me acompanhar a minha casa, e examinar os meus negócios, estou certa de que me tiraríeis do cruel embaraço que me encontro.
Mêmnon não hesitou em segui-la, para examinar sabiamente os seus negócios e dar-lhe um bom conselho. A dama aflita o conduziu a um quarto perfumado e, polidamente, fê-lo sentar com ela num largo sofá, onde se mantinham os dois de pernas cruzadas um diante do outro. A dama falou baixando os olhos, donde por vezes saíam lágrimas, e que, erguendo-se, se encontravam sempre com os olhares do sábio Mêmnon. Suas palavras eram cheiras de um enternecimento que dobrava de ponto todas as vezes que os dois se fitavam. Mêmnon tomava extremamente a peito os negócios dela, e sentia de momento a momento o maior desejo de obsequiar pessoa tão honesta e tão desagradada. No calor da conversação, deixaram insensivelmente de estar um diante do outro. Descruzaram-se-lhe as pernas. Mêmnon aconselhou-a de tão perto, fez-lhe advertências tão ternas, que já não podia nenhum dos dois falar de negócios, nem sabiam mais onde se achavam.
Estavam assim quando chegou o tipo, como é fácil imaginar; vinha armado, da cabeça aos pés; e a primeira coisa que disse foi que ia matar, como de justiça, o sábio Mêmnon e a sua sobrinha; a última que lhe escapou foi que podia perdoar por muito dinheiro. Mêmnon viu-se obrigado a dar tudo o que tinha. Felizes tempos aqueles em que se conseguia resgate por preço tão módico; a América ainda não tinha sido descoberta, e as damas aflitas estavam longe de ser perigosas como as de hoje.
Envergonhado e em desespero, Mêmnon retornou a casa; lá encontrou um bilhete que o convidava a jantar com alguns de seus amigos íntimos. – Se eu ficar em casa sozinho – pensou -, estarei com o espírito ocupado com a minha triste aventura, não comerei, cairei doente; é melhor ir fazer com os meus amigos íntimos minha refeição frugal. Na doçura de seu convívio esquecerei a tolice que pratiquei esta manhã.” Vai ter com os amigos; acham-no um pouco triste. Fazem-no beber para dissipar a tristeza. Um pouco de vinho, tomado com moderação é remédio para a alma e para o corpo. Assim pensa o sábio Mêmnon; e embriaga-se. Propõem-lhe jogar, depois do repasto. Um jogo moderado com amigos é passatempo honesto. Joga, ganham-lhe tudo o que tem na algibeira e quatro vezes mais sob palavra. Trava-se uma disputa a propósito do jogo, acendem-se os ânimos: um de seus amigos íntimos atira-lhe à cabeça um copo de dados e vaza-lhe um olho. Levam o sábio Mêmnon para casa, bêbado, sem dinheiro, e com um olho a menos.
Ele curte um pouco a embriaguez; e apenas sente a cabeça mais livre, manda seu criado buscar dinheiro ao recebedor-geral das finanças de Nínive para pagar seus amigos íntimos; dizem-lhe que o recebedor fez pela manhã uma bancarrota fraudulenta, que deixa alarmadas cem famílias. Furioso, Mêmnon vai à corte com um emplastro no olho e um requerimento na mão, para pedir justiça ao rei contra o bancarroteiro. Encontra num salão diversas damas, que traziam, todas, com um ar desembaraçado, arcos de vinte e quatro pés de circunferência. Uma delas, que o conhecia um pouco, disse, fitando-o de soslaio:
- Oh, que horror!
Outra, que o conhecia melhor, disse-lhe:
- Boa tarde, sr. Mêmnon; mas falando com franqueza, sr. Mêmnon, estou muito contente de vê-lo. A propósito, sr. Mêmnon, como perdeu o olho?
E passou sem esperar resposta. Mêmnon escondeu-se a um canto e esperou o momento em que pudesse atirar-se aos pés do monarca. Esse momento chegou. Beijou três vezes o chão, e apresentou seu requerimento. Sua Graciosa Majestade entregou-o a um dos seus sátrapas para que este o informasse a respeito do caso. O sátrapa chamou à parte Mêmnon, e disse-lhe com ar altivo, amargamente escarninho:
- Eu acho graça, meu caolho, em te dirigires primeiro ao rei do que a mim, e acho ainda mais graça em ousares pedir justiça contra um honesto bancarroteiro que eu honro com a minha proteção. Abandona essa causa, meu amigo, se queres conservar o olho que te resta.Havendo assim, pela manhã, renunciado às mulheres, aos excessos de mesa, ao jogo, a qualquer disputa, e sobretudo à corte, Mêmnon tinha sido, durante a noite, enganado e roubado por uma bela dama, embriagado-se, jogado, tido uma disputa, perdido um olho e ainda zombado na corte.
Petrificado e ralado de dor, voltou com a morte na alma. Quer entrar em casa: lá encontra os meirinhos que lhe desmobiliavam a casa por parte dos credores. Posta-se quase sem sentidos, sob um plátano; lá encontra a bela mulher da manhã, que passeava com seu caro tipo e que desatou a rir ao ver Mêmnon com o emplastro. Veio a noite; Mêmnon deitou-se sobre umas palhas junto às paredes de sua residência. Salteou-o a febre; durante o acesso, adormeceu e um espírito celeste apareceu-lhe em sonho.
Era todo resplandecente de luz. Tinha seis belas asas, mas não possuía pés, nem cabeça, nem cauda, e não se assemelhava a coisa nenhuma.
- Quem és? – disse-lhe Mêmnon.
- Teu bom gênio – respondeu-lhe o outro.
- Restitui-me então o meu olho, a minha saúde, os meus bens, a minha sabedoria, - disse-lhe Mêmnon.
A seguir contou-lhe como perdera tudo isso em um único dia.
- Eis aí aventuras que não nos acontecem nunca no mundo que habitamos – disse o espírito.
- E que mundo habitas?- indagou o homem aflito.
- Minha pátria está situada a quinhentos milhões de léguas do Sol, numa pequena estrela ao pé de Sírio, a qual tu avistas daqui.
- Belo país – exclamou Mêmnon – Quê! Não tendes entre vós loureiras que enganam um pobre homem, amigos íntimos que lhe ganham o dinheiro e lhe vazam um olho, bancarroteiros, sátrapas que zombam de vós recusando-vos justiça?
- Não – disse o habitante da estrela -, nada disso. Jamais somos enganados pelas mulheres porque não as temos; não nos entregamos a excessos de mesa, porque não comemos; não temos bancarroteiros porque não há entre nós nem ouro nem prata; não nos podem vazar os olhos, porque não temos corpos à maneira dos vossos; e os sátrapas nunca nos fazem injustiça, porque em nossa pequena estrela todos são iguais.
Disse-lhe Mêmnon, então:
- Senhor, sem mulheres e sem jantares, em que empregais o vosso tempo?
- Em velar – respondeu o gênio – pelos outros globos que nos são confiados: assim é que venho aqui te consolar.
- Ah! Prosseguiu Mêmnon – por que não vieste a noite passada, para impedir-me de praticar tantas loucuras?
- Eu estava ao lado de Assan, teu irmão mais velho -, respondeu o ser celeste. Ele é mais digno de piedade do que tu. Sua Graciosa Majestade, o rei das Índias, em cuja corte tem a honra de estar, fez-lhe vazar os dois olhos por causa de uma pequena indiscrição, e atualmente ele se acha num calabouço, de mãos e pés algemados.
- Vale bem a pena – disse Mêmnon – ter um bom gênio na família para que de dois irmãos um se torne caolho, o outro cego, um se veja deitado sobre palhas e o outro prisioneiro.
- Tua sorte mudará – replicou o animal da estrela. – Verdade é que serás sempre caolho; mas, ainda assim, serás muito feliz desde que não faças nunca o tolo projeto de ser perfeitamente sábio.
- Então isto é uma coisa impossível de alcançar? – exclamou Mêmnon suspirando.
- Tão impossível – respondeu-lhe o gênio – quanto ser perfeitamente hábil, perfeitamente forte, perfeitamente poderoso, perfeitamente feliz. Nós outros mesmos estamos bem longe disso. Há um globo onde tudo isto se encontra; mas nos cem milhões de mundos que se acham dispersos no espaço, tudo se segue gradativamente. Tem-se menos sabedoria e prazer no segundo que no primeiro, menos no terceiro que no segundo, e assim por diante até o último, onde toda a
gente é completamente louca.
- Tenho muito receio – disse Mêmnon – de que o nosso pequeno globo terráqueo seja precisamente as casas de orates do Universo de que me dais a honra de falar-me.
- Inteiramente não – disse o espírito -, mas aproxima-se disso: é necessário que tudo esteja em seu lugar.
- Mas então – perguntou Mêmnon – certos poetas, certos filósofos, estão muito errados em dizer que tudo está bem?
- Eles têm toda a razão – disse de lá de cima o filósofo, considerando a organização do Universo inteiro.
- Ah! Não acreditarei nisso – retorquiu o pobre Mêmnon – senão quando deixar de ser zarolho.

sábado, 27 de junho de 2009

Música Legal =)

Uma música legal que eu conheço a um tempo, mas meu Papi tava cantando ela hoje de manhã, e me deu vontade de posta-la =)

sábado, 6 de junho de 2009

De cara nova (?) IV

Chegou ao fim *chorando litros*

Este é o último... o fim do bem longo trabalho T^T

Bom.... eu só queria agradecer a todos que comentaram, a opinião de vocês foi muito importante pra mim!! Brigadão povO

Agora é só votar i-i

domingo, 31 de maio de 2009

De cara nova (?) III

Number 3... o penúltimo *musica funibri de fundo*

o modelo foi uma sugestão do Ge, então... briguem com ele!!

Eu trabalhei com as melhores cores possível! O fundo claro deixava a pag muito morta... não peguei muito pesado não, né?!

sábado, 23 de maio de 2009

Um Slogan para o Blog

Antes de mais nada, gostaria de pedir aos leitores que comentassem sobre os layouts do blog, e sobre as mudanças que estamos fazendo, porque tudo isso é para vocês!

Agora sim... um slogan! Para fazermos a divulgação do blog... precisamos de um slogan, e como o blog é uma coisa "tudojuntoemisturado"... queremos a sua ideia, pra fazer dela... uma Ideia Nossa.

É só :)

De cara nova (?) II

Bom... temos uma segunda opção agora!!

Tem um monte de coisa que eu não gostei nesse layout... uma das que mais me irritou foi o logo... não dá pra colocar a lâmpada como no layout anterior =/ e ficou tão pequeno T^T...

Mas beleza.... as cores ficaram legais e o esquema bonitin n.n

quinta-feira, 14 de maio de 2009

De cara nova (?)

Bom... atendendo a um pedido do Talaio, vamos mudar o layout do blog (\o/) Eu vou testar, ou tentar testar, 4 layouts... um por semana... ou um a cada 15 dias! Então... eu quero comentários e sugestões u.ú

O primeiro já tá ai... se alguém tiver um imagem legal... me passa por favor *--* essa ai é só fachada... pra não ficar sem nada n.n



segunda-feira, 4 de maio de 2009

Retrospectiva

Feriado prolongado, justo pra comemorar o Dia do Trabalho! Ou muda-se o sistema e trabalha-se apenas nesse dia ou muda-se o nome da efeméride para Dia do Descanso, ou algo parecido. Deixo registrado aqui o protesto.
E o fim de semana foi bom, aliás foi ótimo.

Em retrospectiva:

Domingão, Corinthians Campeão, com pirotecnia e tudo. Pude tirar minha bandeira do Timão da gaveta, jogar fora as bolinhas de naftalina que sobraram, e digo sobraram, porque a maioria delas as traças e baratas utilizaram numa rave dia desses. Pena que meus fogos de artifício deram chabu, estavam mofados de tanto tempo guardados, mas fui recompensado pelo espetáculo grandioso na favela próxima ( é, aqui perto tem uma), de onde foram lançados morteiros, rojões, tiros de fuzil, AR15, sub-metraladoras, granadas, bombas de efeito moral e outros artefatos de uso cotidiano.

Sabadão, Virada Cultural. Maria Rita, Zeca Baleiro,Orquestra Sinfônica Municipal, Joelho de Porco,
Camisa de Vênus, Velhas Virgens, Matanza, Cpm 22, etc etc. É, bom é quando faz mal !
Confesso: não pude ir por motivos alheios à minha vontade, mas acompanhei por aqui. Raul 4ever!

Sexta-feira, PLANO B, no Cervejazul.
Grande destaque da noite, a Banda empolgou a galera com um som consistente e sem deslizes. Rock da melhor qualidade, repertório eclético e enxuto. Grande Show ! Bom mesmo. Aguardo agora as composições do grupo que, estou certo, serão sucesso.

terça-feira, 24 de março de 2009

Visão em X-Ray

Radiografia também é arte
A partir de uma reportagem de Amanda Schaffer no jornal The New York Times, cheguei a um slideshow apaixonante das imagens de objetos cotidianos que Satre Stuelke faz com tomógrafos. Coisas como brinquedos, fast food, aparelhos eletrônicos.
Aí dei um google no nome dele e cheguei à sua página, http://www.radiologyart.com/, onde a coisa é ainda mais chocante: há também imagens em movimento! Deleite-se.

Escrito por Marcelo Leite
Copiado por mim

domingo, 15 de março de 2009

A JUSTIÇA DOS SANTOS HOMENS (nomeados e abençoados por deus)

Muito se falou e se vem falando sobre o caso da menina de nove anos (ela é a Isabela da vez), estuprada e grávida de gêmeos, que, como autoriza a lei, foi submetida a um aborto. Os médicos e a mãe da menina foram excomungados e o agressor, padrasto da criança, está preso mas tem o direito de se confessar, se arrepender e ser perdoado pela igreja uma vez que a excomunhão que atingiu os que salvaram a vida da menina, que corria sérios riscos por essa gravidez em um corpo frágil e com aparelho reprodutor não totalmente formado, não atingiu o tal homem, se é que assim se pode chamar seres como esse...

Mas, se pensarmos bem, houve um progresso bastante grande na postura religiosa frente a esse caso e outros como esse, que por (des)ventura possam acontecer.

A menina foi estuprada, tudo (bem?). O que a bíblia determina nesses casos é que se investigue melhor a ocorrência. Então, para seguir à risca a "constituição" de sua fé, as orientações do livrinho de histórias e mitologias que os religiosos afirmam ser a "palavra de deus", incontestável, verdadeira e única, essas pessoas escolhidas e capazes de conhecer a "verdade" (os cristão e também os judeus, incluindo, claro, o tal arcebispo tão cioso de sua fé) teriam que investigar primeiramente onde foi que aconteceu o estupro.

Se foi em lugar ermo e afastado de qualquer pessoa que pudesse interferir, a menina teria que se casar com o padrasto. Ela passaria a ser esposa e, por essa bênção compulsória que o padrasto seria obrigado a dar-lhe, a garota se livraria da vergonha, teria um homem a quem subjugar-se e seria sustentada por seu agressor durante toda a vida, mesmo que essa durasse apenas alguns meses, uma vez que a gravidez provavelmente a mataria.

Perguntar a ela se a solução a agrada ou satisfaz? Não, é claro! Como poderia sequer passar pela cabeça de um seguidor das leis de deus, escritas e sagradas, levar em conta a opinião de uma mulher?

Se o estupro aconteceu em lugar povoado, ou em lugar onde tivesse, no momento, pessoas que, caso a menina gritasse pedindo ajuda, pudessem salvá-la, então a garota, pelo crime de não ter gritado, ou não ter gritado alto o suficiente para ser ouvida, teria que ser levada para fora de sua casa e apedrejada até a morte.

E nesse caso, o que aconteceria com o padrasto? A bíblia não diz nada, e, como ele não poderia ser obrigado a se casar com a menina (que, como criminosa que era, estaria morta), talvez ele fosse obrigado pela comunidade a pagar um valor estipulado ao pai da menina, uma vez que esse homem (homem, atentem para o detalhe!) foi prejudicado, já que perdeu a filha e, portanto, a possibilidade de vendê-la. Então, possivelmente, o padrasto teria que ressarcir o pai da menina do prejuízo pagando a ele, no valor do mercado, o que ele teria recebido pela menina.

Então, como podem ver, houve um grande progresso. A menina não terá que se casar com o seu agressor e, melhor ainda, não será apedrejada até a morte por seu crime e, o maior progresso de todos, alegrem-se irmãos!, o padrasto não terá que dar seu nome honrado a uma mulher não virgem nem terá que pagar o preço de uma esposa sem ter a mercadoria!

E estamos reclamando, sentindo raiva, impotência, revolta e nojo por quê? "A palavra de deus nunca muda", é o que prega a bíblia, no entanto, graças aos homens santos (benditos sejam eles!) que a interpretam e aplicam, houve essa mudança, houve esse progresso!

Regozijai, cristãos!

Enquanto isso, eu, que felizmente sou atéia, vou ao banheiro vomitar!

Divina

A EXCOMUNHÃO DA VÍTIMA
Miguezim de Princesa

I
Peço à musa do improviso
Que me dê inspiração,
Ciência e sabedoria,
Inteligência e razão,
Peço que Deus que me proteja
Para falar de uma igreja
Que comete aberração.

II
Pelas fogueiras que arderam
No tempo da Inquisição,
Pelas mulheres queimadas
Sem apelo ou compaixão,
Pensava que o Vaticano
Tinha mudado de plano,
Abolido a excomunhão.

III
Mas o bispo Dom José,
Um homem conservador,
Tratou com impiedade
A vítima de um estuprador,
Massacrada e abusada,
Sofrida e violentada,
Sem futuro e sem amor.

IV
Depois que houve o estupro,
A menina engravidou.
Ela só tem nove anos,
A Justiça autorizou
Que a criança abortasse
Antes que a vida brotasse
Um fruto do desamor.

V
O aborto, já previsto
Na nossa legislação,
Teve o apoio declarado
Do ministro Temporão,
Que é médico bom e zeloso,
E mostrou ser corajoso
Ao enfrentar a questão.

VI
Além de excomungar
O ministro Temporão,
Dom José excomungou
Da menina, sem razão,
A mãe, a vó e a tia
E se brincar puniria
Até a quarta geração.

VII
É esquisito que a igreja,
Que tanto prega o perdão,
Resolva excomungar médicos
Que cumpriram sua missão
E num beco sem saída
Livraram uma pobre vida
Do fel da desilusão.

VIII
Mas o mundo está virado
E cheio de desatinos:
Missa virou presepada,
Tem dança até do pepino,
Padre que usa bermuda,
Deixando mulher buchuda
E bolindo com os meninos.

IX
Milhões morrendo de Aids:
É grande a devastação,
Mas a igreja acha bom
Furunfar sem proteção
E o padre prega na missa
Que camisinha na lingüiça
É uma coisa do Cão.

X
E esta quem me contou
Foi Lima do Camarão:
Dom José excomungou
A equipe de plantão,
A família da menina
E o ministro Temporão,
Mas para o estuprador,
Que por certo perdoou,
O arcebispo reservou
A vaga de sacristão.

Fonte: Blog Vida Cadela de Divina

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

VAMPIROS DE ENERGIA

O vampiro pode estar ao seu lado: 10 formas para identificá-lo

Todos nós os conhecemos! Sabemos como são! Como se vestem! E como agem! E seus propósitos: sugar o sangue de suas vítimas, pois só assim eles sobrevivem. De quem estamos falando??? É claro que dos "Vampiros dos filmes", o Conde Drácula e seus amigos, seres errantes de capa preta e grandes dentes, ávidos por sangue (ou energia vital), e que andam pelas sombras em busca de suas vítimas que, na maioria das vezes, não percebem sua presença ou atuação maléfica, mesmo que estejam muito próximos.
Aí, o filme termina e os Vampiros desaparecem, certo!?!?

Errado!!!!

Existe um tipo de vampiro que é de carne e osso, e que convivemos diariamente.

Estamos falando dos "Vampiros de Energia".

Os Vampiros de Energia são pessoas de nosso relacionamento diário.
Pode ser nosso irmão(a), marido/esposa, empregado, familiar, amigo de trabalho. vizinhos, gerente do banco, ou seja qualquer pessoa de nosso convívio, que esta roubando nossas energias, para se abastecer.
Eles roubam energia vital, comum no universo, mas que eles não conseguem receber.

Mas, por que estas pessoas sugam nossa energia, afinal?
Bem, em primeiro lugar a maioria dos Vampiros de Energia atuam inconscientemente, sugando a energia de suas vítimas, sem saber o que estão fazendo.

O vampirismo ocorre porque as pessoas não conseguem absorver as energias das fontes naturais (cósmicas, telúricas, etc), tão abundantes, e ficam desequilibradas energeticamente.
Quando as pessoas bloqueiam o recebimento destas energias naturais (ou vitais), elas precisam encontrar outras fontes de energia mais próxima, que nada mais são do que as outras pessoas, ou seja, você.
Na verdade, quase todos nós, num momento ou outro de nossas vidas, quando nos encontramos em um estado de desequilíbrio, acabamos nos tornando Vampiros de Energia alheia.

Tipos de vampiros:

Mas, como identificar estas pessoas, ou estes vampiros?
Em estudos feitos, foram identificados os seguintes tipos de vampiros (você provavelmente conhece mais de um):
Vampiro Cobrador
Vampiro Crítico
Vampiro Adulador
Vampiro Reclamador
Vampiro Inquiridor
Vampiro Lamentoso
Vampiro Pegajoso
Vampiro Grilo-Falante
Vampiro Hipocondríaco
Vampiro Encrenqueiro

Quais as principais características deles? Como combatê-los???

a) Vampiro Cobrador: Cobra sempre, de tudo e todos. Quando nos encontramos com ele, já vem cobrando o porque não lhe telefonamos ou visitamos. Se você vestir a carapuça e se sentir culpado, estará abrindo as portas.
O melhor a fazer é usar de sua própria arma, ou seja, cobrar de volta e perguntar porque ele não liga ou aparece. Deixe-o confuso, não o deixe retrucar e se retire rapidamente.

b) Vampiro Crítico: é aquele que critica a tudo e a todos, e o pior que é só critica negativa e destrutiva. Vê a vida somente pelo lado sombrio. A maledicência tende a criar na vítima um estado de alma escuro e pesado e abrirá seu sistema para que a energia seja sugada.
Diga "não" às suas críticas. Nunca concorde com ele. A vida não é tão negra assim. Não entre nesta vibração. O melhor é cair fora e cortar até todo o tipo de contato.

c) Vampiro Adulador: é o famoso "puxa-saco". Adula o ego da vítima, cobrindo-a de lisonjas e elogios falsos, tentando seduzir pela adulação. Muito cuidado para não dar ouvidos ao adulador, pois ele simplesmente espera que o orgulho da vítima abra as portas da aura para sugar a energia.

d) Vampiro Reclamador: é aquele tipo que reclama de tudo, de todos, da vida do governo, do tempo, etc. Opõe-se a tudo, exige, reivindica, protesta sem parar. E o mais engraçado é que nem sempre dispõe de argumentos sólidos e válidos para justificar seus protestos.
Melhor tática é deixá-lo falando sozinho.

e) Vampiro Inquiridor: sua língua é uma metralhadora. Dispara perguntas sobre tudo, e não dá tempo para que a vítima responda, pois já dispara mais uma rajada de perguntas. Na verdade, ele não quer respostas e, sim, apenas desestabilizar o equilíbrio mental da vítima, perturbando seu fluxo normal de pensamentos.
Para sair de suas garras, não ocupe sua mente à procura de respostas. Para cortar seu ataque, reaja fazendo-lhe uma pergunta bem pessoal e contundente, e procure se afastar assim que possível.

f) Vampiro Lamentoso: são os lamentadores profissionais, que anos a fio choram sua desgraças. Para sugar a energia da vítima, ataca pelo lado emocional e afetivo. Chora, lamenta-se e faz de tudo para despertar pena. È sempre o coitado, a vítima.
Só há um jeito de tratar com este tipo de vampiro, é cortando suas asas. Corte suas lamentações dizendo que não gosta de queixas, ainda mais que não elas não resolvem situação alguma.

g) Vampiro Pegajoso: investe contra as portas da sensualidade e sexualidade da vítima. Aproxima-se como se quisesse lambê-la com os olhos, com as mãos, com a língua. Parece um polvo querendo envolver a pessoa com seus tentáculos. Se você não escapar rápido, ele irá sugar sua energia em qualquer uma das possibilidades:
Seja conseguindo seduzi-lo com seu jogo pegajoso, seja provocando náuseas e repulsa. Em ambos os casos você estará desestabilizado, e, portanto, vulnerável.
Saia o mais rápido possível. Invente uma desculpa e fuja rapidamente.

h) Vampiro Grilo-Falante: a porta de entrada que ele quer arrombar é o seu ouvido. Fala, absoluto, durante horas, enquanto mantém a atenção da vítima ocupada, suga sua energia vital. Para livrar-se, invente uma desculpa, levante-se e vá embora.

i) Vampiro Hipocondríaco: cada dia aparece com uma doença nova. Adora colecionar bula de remédios. Desse jeito chama a atenção dos outros, despertando preocupação e cuidados. Enquanto descreve os
pormenores de seus males e conta seus infindáveis sofrimentos, rouba a energia do ouvinte, que depois sente-se péssimo.

j) Vampiro Encrenqueiro: para ele, o mundo é um campo de batalha onde as coisas só são resolvidas na base do tapa. Quer que a vítima compre a sua briga, provocando nela um estado raivoso, irado e agressivo. Esse é um dos métodos mais eficientes para desestabilizar a vítima e roubar-lhe a energia.
Não dê campo para agressividade, procure manter a calma e corte laços com este vampiro.

Bem, agora que você já conhece como agem os Vampiros de Energia, vá a caça deles, ou melhor, saia fora deles o mais rápido possível .
Mas, não esqueça de verificar se você, sem querer, é obvio, não é um destes tipos de Vampiro...


*Vera Caballero (Orientadora Metafísica e Professora de Bioenergias e
Proteção Psíquica)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

C3R38R0

3M UM D14 D3 V3R40, 3574V4 N4 PR414,
0853RV4ND0 DU45 CR14NC45
8R1NC4ND0 N4 4R314.
3L45 7R484LH4V4M MU170 C0N57RU1ND0
UM C4573L0 D3 4R314, C0M 70RR35,
P4554R3L45 3 P4554G3NS 1N73RN45.
QU4ND0 3574V4M QU453 4C484ND0,
V310 UM4 0ND4 3 D357RU1U 7UD0,
R3DU21ND0 0 C4573L0
4 UM M0N73 D3 4R314 3 35PUM4.
4CH31 QU3, D3P015 D3 74N70 35F0RC0 3 CU1D4D0,
45 CR14NC45 C41R14M N0 CH0R0,
C0RR3R4M P3L4 PR414, FUG1ND0 D4 4GU4,
R1ND0 D3 M405 D4D45 3 C0M3C4R4M
4 C0N57RU1R 0U7R0 C4573L0.
C0MPR33ND1 QU3 H4V14 4PR3ND1D0
UM4 GR4ND3 L1C40;
G4574M05 MU170 73MP0 D4 N0554 V1D4
C0N57RU1ND0 4LGUM4 C0154
3 M415 C3D0 0U M415 74RD3,
UM4 0ND4 P0D3R4 V1R 3 D357RU1R 7UD0
0 QU3 L3V4M05 74N70 73MP0 P4R4 C0N57RU1R.
M45 QU4ND0 1550 4C0N73C3R
50M3N73 4QU3L3 QU3 73M 45 M405 D3 4LGU3M
P4R4 53GUR4R, 53R4 C4P42 D3 50RR1R!
S0 0 QU3 P3RM4N3C3, 3 4 4M124D3, 0 4M0R 3 C4R1NH0.
0 R3570 3 F3170 D3 4R314.

Nosso cérebro é fascinante, não é mesmo?
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