--- Frase de Agora! ---
"A água é para os escolhidos
Mas como podemos esperar que sejamos nós..
... eu e você?"

Máquina do Tempo: Vaga Viva do Coletivo Ideia Nossa. A única vaga viva do lado de cá da ponte =) Vaga Viva do Ideia Nossa

Destaque da Semana: Onde está o sol que estava aqui?
Ladrões de sol, crise hídrica e êxodo rural

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Final de ano!

por Felipe Araújo

Empregos aparecem em datas comemorativas, mas após o ápice dos dias de grande demanda, o desemprego volta a surgir e atormentar a vida de alguns brasileiros.

Fila para contratações de Papai Noel. FONTE: O Povo
A ganância de uns é o prato de comida de outros.

Ouvi dizer que tem até gente rifando o salário mínimo para aumentar a renda no mês!

Muito se diz que não há falta de emprego no mercado, e sim, que não existem pessoas qualificadas para tais cargos. Então, é dever do Estado melhorar a educação para que se possa obter a tal qualificação. Cabe ao país exercer uma política de desenvolvimento, uma vez que, num país onde se desenvolve as indústrias tecnológicas, agropecuárias, energéticas, ferroviárias, têxteis  entre outras... Juntamente com a qualidade de ensino, a taxa de desemprego cairia abruptamente.

Já está mais do que na hora de abrir os cofres públicos para o que realmente importa: Qualificar o brasileiro! Com fortes incentivos a cultura, tanto literário quanto musical e artístico, pois um povo sem cultura é um povo sem razão.

“... dar uma esmola não é solução; eles precisam de cultura e boa alimentação; porque um povo sem cultura me dá insônia; qualquer dia desses voltaremos a ser colônia...”. Planet Hemp.



sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O best seller de Laura Reese


 Texto: Luciana Bender/ Fotos: Divulgação

O mercado editorial está ainda mais aquecido com o término da trilogia dos Cinquenta tons de cinza. São muitos os títulos que estão sendo lançados ou relançados para entrar nessa onda e abocanhar uma fatia do mercado erótico que vem conquistando muitas mulheres e alguns poucos homens.

Depois de ler o Cinquenta tons e o Toda sua, resolvi apostar no Falsa Submissão, de Laura Reese. A primeira coisa que pude notar foi a reformulação feita em sua capa, agora ainda mais parecida com a proposta da editora Intrínseca quando adotou a gravata cinza como capa para o seu best seller. Nesse, a Record apostou em um fecho de cinto ou de tornozeleiras que são afixadas na cama.

Achei que essa trama poderia ser melhor que a de Grey, mas estava muito enganada. Nele Nora começa a se envolver com M, suposto assassino de sua irmã, Franny, encontrada morta após passar por um ritual sadomasoquista, com o intuito de descobrir seu verdadeiro assassino, mistério não desvendado pela polícia.

A princípio parece interessante, mas com o passar da leitura percebemos que Nora cede muito rápido aos encantos de M e deixa de lado seus ideais e sua busca por vingança. O sexo de fato é muito mais intenso que no romance de E. L. James, no entanto, a inventividade de Reese vai muito além de um contrato, chegando a sessões de escarnificação (cortar a pele) e outras coisas que prefiro deixar que vocês leitores imaginem.

As primeiras páginas são bem tediosas e quase desisti de terminar essa leitura, ainda mais porque já sabia qual seria o final. Resolvi dar mais uma chance à autora e me desapontei. Ela pretende segurar a trama apenas com esses rituais macabros e cada vez mais dominadores de M, que coloca Nora como submissa o tempo todo, impedindo-a de manifestar suas vontades e anseios. Apenas ele dá as ordens.

Enfim, relembrando meu título, ninguém ficará órfã de Cinquenta Tons de Cinza, a todo o momento novos livros com essa temática chegam às livrarias para saciar a mulherada e, ao que tudo indica, público não vai faltar.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Olhos de aquarela


Texto: Luciana Bender/ Fotos: Acervo pessoal

Na semana passada a equipe do Ideia Nossa esteve no show do Teatro Mágico, no Credicard Hall. Em um post anterior comentei sobre a mágica que era ver essa trupe nos palcos, no entanto, sai bastante frustrada desse espetáculo.

Comprei os ingressos cerca de um mês antes do evento. Meu namorado e eu estávamos muito empolgados e ansiosos para curtir essa apresentação que, com sua energia, sempre nos deixava renovados. Infelizmente, depois de mais de três horas de apresentação saímos esgotados.

O vocalista Fernando Anitelli estava simplesmente irritante. Com um figurino novo e uma voz que não parecia a dele, explicou-nos como seria a gravação do DVD do último álbum: Sociedade do Espetáculo. Eventualmente alguma música poderia ser refeita, caso ocorresse algum erro. Cadê a naturalidade? Essa pergunta ficou ainda mais evidente quando ele questionou o público: “Será que seus sorrisos serão naturais agora que vocês sabem que estão sendo filmados?”.

Sua performance não era nada espontânea, cada movimento parecia calculado, premeditado, até mesmo o ato de chamar o público para cantar, como se isso fosse necessário. Alguns fãs dormiram na fila, outros usaram gravatas penduradas em seus cintos e tiveram aqueles que aderiram à maquiagem circense adotada pela trupe, isso deveria ser prova suficiente da disposição e paixão desses jovens encantados pela mágica do Teatro. De fato, será que as pessoas agem iguais quando sabem que estão sendo filmadas? Ele deveria se avaliar antes de nos questionar.

Com previsão para começar às 22h, o show teve início com mais de meia hora de atraso. Ouvimos a mesma música por duas vezes, ficamos mais de três horas em pé assistindo a falsa performance de Fernando, isso para não falar dos intervalos intermináveis entre uma música e outra. O que eles faziam? Entravam para ver como ficou a gravação?

Outra contradição foi o fato de ser uma gravação do DVD do álbum Sociedade do Espetáculo.  Esse CD possui 19 músicas, no entanto, apreciamos apenas cinco ou seis músicas, nem metade do disco. Aguentamos cinco músicas do próximo trabalho da trupe que falam de fé a todo o momento e que em nada parecia a ideologia defendida pelo Teatro. Fiquei me sentindo aqueles ratinhos de laboratório, cobaia de um show para ser vendido, contradizendo a crítica criada por Anitelli: “Talento traduzido em cédula (...) Acordes em oferta, cordel em promoção”. 


Gostaria de ressaltar outro ponto, agora referente ao local do show, pagamos R$ 40 de estacionamento, quase o mesmo preço do ingresso. Isso para não falar do consumo dentro do Credicard Hall, uma lata de cerveja custava quase R$ 10.

Finalizo o post de hoje desapontada com um show que tinha tudo para ser renovador e mágico. Espero que a trupe continue crescendo e reveja suas ideologias, porque se continuar assim, esse terá sido o último show do Teatro Mágico que assisti ao vivo.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Nemo?? Que nome legal!!


Texto: Luciana Bender/ Fotos: Divulgação e wall.base

Já assisti Procurando Nemo inúmeras vezes, e continuo considerando-a uma das mais belas da Pixar. Quando fiquei sabendo do seu relançamento no cinema, só que agora em 3D, fiquei extasiada. Não estava com aquela expectativa de que essa tecnologia agregaria muito ao filme, queria apenas ver todo aquele oceano cheio de personagens carismáticos nas grandes salas.

Acho difícil alguém que não conheça a jornada de Marlin atrás de seu filho Nemo, único sobrevivente de um ataque que matou sua esposa e os outros 400 ovos. Com a ajuda de Dory, uma Blue Tang com sérios problemas de memória, Marlin atravessa o oceano para salvar o filho que foi capturado por um mergulhador de Sidney. Em seu caminho ele encontra as mais variadas aventuras, desde tubarões vegetarianos à águas vivas pra lá de perigosas. O visual de fato é de encher os olhos e mesmo que o 3D não seja um grande diferencial, vale cada centavo gasto.


A crítica, por mais sutil que seja, é evidenciada em frases cômicas como quando Dory descobre que Marlin prometeu não deixar nada acontecer ao filho: “Coisa engraçada de se prometer. Se você deixar nada acontecer com ele, aí nada vai acontecer com ele.” Outro ponto a ser destacado é quando Gil, peixe do aquário em que Nemo encontra-se preso em Sidney, diz: “Afinal todo mundo sabe que todo esgoto vai para o oceano.” São frases como essas que nos fazem refletir sobre algumas atitudes.

Acredito que esse seja um dos filmes menos críticos da Pixar, principalmente se formos pensar em Wall-E onde a discussão é muito mais séria e melhor elaborada. Outro ponto a ser levantado, que li em uma tese, foi o fato de Marlin ser colocado como herói e não Dory. Mesmo com motivos muito mais fortes, o pai, em vários momentos, deixa sua visão pessimista falar mais alto, como quando ele vê que está “ficando meio vazio” dentro da baleia e Dory diz que “está meio cheio”. Por mais clichê que possa parecer, essa conversa nos revela a forma como cada um reage a determinadas situações em sua vida.

Enfim, a animação é uma das mais belas, ganhando o Oscar de Melhor Animação em 2003, e mesmo que sua visão crítica não seja das melhores, é uma grande oportunidade para os apaixonados como eu, curtirem toda essa emoção nos cinemas.

Para finalizar o post de hoje e deixá-los com aquela vontade de quero mais, não posto apenas o trailer de Procurando Nemo, mas de outra animação que promete brilhar e estourar na bilheteria do fim de ano: Origem dos Guardiões. Espero deixá-los ansiosos para sua estreia, prevista para 30 de novembro no Brasil, da mesma forma que estou.



terça-feira, 23 de outubro de 2012



Help! Alguém me ajuda?! ! !
Li na segunda-feira à noite esta notícia e confesso que não entendi o que estão pretendendo fazer com os jovens estudantes. 
Algumas das minhas dúvidas são:
1) Só estudantes carentes tem propensão ao crime?
2) O que significa "atuar nos jovens"? Opções: a)Fazer lobotomia, lavagem cerebral, etc; b)Mandá-los para a antiga FEBEM (atual Fundação Casa; c)Espancar nas escolas os jovens que "ainda não entraram para o mundo do crime" ou d) NDA.
3) Alguém mais se importa?
4) Muitas dúvidas...

Folha.UOL
22/10/2012 - 22h01 

Serra quer programa da Fundação Casa para jovens com 'propensão' ao crime
O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, propõe "acompanhamento e monitoramento" de jovens com propensão ao crime, como forma de combater a violência nas escolas.
A proposta foi anunciada no último domingo (21), em entrevista divulgada pela rádio CBN, que questionou também Fernando Haddad (PT) sobre o que pretendia fazer para combater a violência nas escolas.
"Temos um programa feito conjuntamente com a Fundação Casa, a antiga Febem, para atuar nos jovens que estão dentro das escolas e que ainda não entraram para o mundo do crime, mas que podem ter propensão para isso. Vamos fazer com eles um trabalho preventivo e identificar quem tem um potencial para ir para o crime", disse o tucano.
A declaração do tucano causou reação nas redes sociais. A assessoria da campanha, porém, afirma que a fala do tucano foi mal interpretada.
Em nota, a campanha tucana afirmou tratar-se de "medidas de assistência psicológica e social --exclusivamente".
Segundo a campanha, a ideia é que o poder público atue nas escolas para proteger jovens de "famílias desestruturadas", principalmente por causa do abuso no uso de álcool e drogas.
"Crianças e jovens nessa situação merecem, além de ser tratados com carinho e atenção redobrada, um apoio especial do poder público para reduzir sua situação de vulnerabilidade.
FUNDAÇÃO CASA
Procurada, a Fundação Casa afirma que existe um projeto de "prevenção de risco" entre os adolescentes. "O programa em elaboração prevê o apoio às prefeituras e o estímulo dessas políticas nas redes municipais de ensino", explicou a instituição em nota.
Segundo a entidade, o programa dispõe de 2.500 "professores-mediadores" em 2.155 escolas estaduais.
A prefeitura afirmou ter em suas escolas programas no mesmo sentido. 

Haddad
O adversário de Serra, Fernando Haddad (PT), também foi questionado sobre o assunto e o petista propôs turnos integrais como forma de combate à violência.
De acordo com ele, na parte da manhã os alunos teriam aulas tradicionais e, na tarde, fariam cursos extracurriculares.
"Essas coisas ajudam a organizar a escola de maneira diferenciada", afirmou o petista. 

Disponível em:

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Para as órfãs de Cinquenta tons de cinza: Toda sua


Texto: Luciana Bender/ Fotos: Divulgação

Trabalhar em uma livraria me oferece algumas vantagens, entre elas ganhar livros das editoras. Dessa vez foi a Paralela (selo da Companhia das Letras) que me ofereceu o lançamento Toda sua. Como já havia mencionado em meu post anterior, essa promessa da autora Sylvia Day segue a mesma temática de Cinquenta tons de cinza, o livro mais vendido do momento. Só para exemplificar o tamanho dessa febre, na unidade em que trabalho são vendidos mais de 20 exemplares por dia, em contrapartida, o título da Companhia, não chega a vender metade disso.

No entanto, falar em vendas chega a ser desleal visto que a divulgação feita em cima do romance de Ana e Grey foi absurdamente maior. Conversando com um dos representantes do Toda sua, brinquei sugerindo que eles mandassem um scarpin prateado, igual o da capa do livro. Segundo ele, a divulgação receberá destaque agora, no entanto, não sei se isso será suficiente para tornar-se o foco da vez, já que a o lançamento do Cinquenta tons mais escuros  foi antecipado e lidera o ranking dos mais vendidos.

Devo admitir que o Cinquenta tons decepcionou-me um pouco, sua linguagem é muito pobre e cheia de palavras repetidas que chegam a ser irritantes. Talvez seja por isso que ressaltaram tanto a forma como o Toda sua foi escrito. Quando esse lançamento chegou não me empolguei tanto, só que minha curiosidade falou mais alto então, resolvi dar uma chance.

De fato a narrativa é muito mais elaborada. Eva, diferente de Ana, não é uma jovem inexperiente no quesito sexual, ela descreve seu tesão por Cross de forma clara comparando-o, em alguns momentos, com seus outros parceiros. Tenho que confessar que a Companhia das Letras não me desapontou, a linguagem é muito mais sofisticada, a descrição é muito melhor, não ficando apenas na subjetividade da personagem com palavras como “perfeito” e “lindo”.

A trama mostra-se mais complexa também ao apresentar o casal principal com traumas no passado que podem interferir em seu presente. A premissa é a mesma adotada por E. L. James, um homem rico e poderoso envolve-se luxuriosamente com uma bela jovem. O final fica a desejar não dando nenhuma pista sobre o que nos aguarda nos próximos dois títulos da sequência.

Esse com certeza não será seu livro de cabeceira, no entanto, vai roubar um espaço em sua vida, já que é impossível parar de ler. Finalizo o post de hoje com a inscrição da capa: “Ele me possuiu e eu fiquei obcecada”.

domingo, 14 de outubro de 2012

Contra a crueldade animal


Vi essa matéria no site da Globo e achei que merecia ser publicada aqui no blog. Pode parecer bastante polêmico e extremo mas, algumas vezes, essa é a única forma que temos para chamar atenção e ganhar, por menor que seja, uma nota na grande mídia.

Texto: Globo Natureza/ Fotos: AFP - Animal Liberation Victoria

Um grupo de 100 membros da organização Liberação Animal Victoria (ALV, na sigla em inglês), realizou nesta quarta-feira (10) um polêmico protesto em Melbourne, na Austrália. Os ativistas fizeram um memorial solene segurando 100 animais mortos, entre ovelhas, porcos, cangurus, galinhas e peixes.


O propósito do ato era chamar a atenção para o sofrimento dos animais na sociedade em que vivemos. Muitos dos animais foram encontrados por uma equipe da organização já mortos ou à beira da morte, abandonados em fazendas de criação para abate ou atropelados em vias da região.


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

O questionador Jostein Gaarder




Texto: Luciana Bender/ Foto: Reprodução

Já faz algum tempo que compro livros do Jostein Gaarder, no entanto, depois de muito sacrifício, e com o benefício de trabalhar em uma livraria, consegui completar minha coleção. Para quem não conhece esse escritor vou clarear as ideias: foi ele quem escreveu o clássico O Mundo de Sofia, onde explica a filosofia de uma forma clara e divertida, fazendo o que ele mais gosta de fazer: questionar.

Seus títulos, com exceção do já mencionado O Mundo de Sofia, não são muito comuns nas grandes redes, tive que encomendar os que faltavam nas filiais de outros estados. O último que li foi o infantil Ei! Tem alguém aí? E vou usá-lo como pano de fundo para criar o post de hoje e estimular a leitura desse norueguês.

Essa narrativa conta a história do pequeno Joakim que está prestes a ganhar um irmãozinho. No meio da noite seu pai o acorda e conta que levará a mãe ao hospital, já sem sono ele começa a brincar em seu quarto quando, da janela, vê um clarão no céu: uma estrela cadente acaba de cair no seu quintal. Joakim sai correndo e encontra um jovem pendurado de ponta cabeça, preso em um dos galhos de sua macieira.

Esse ser de outro planeta chama-se Mika e tem o estranho hábito de fazer uma reverência para cada pergunta inteligente que lhe é direcionado. A história é narrada através de questionamentos feitos por ambos os personagens que nos fazem refletir sobre temas que podem parecer óbvios a primeira vista, mas que possuem vertentes muito diferentes e que, quase sempre, deixamos de lado.

Desde questões simples como o que é em cima e embaixo, eles discorrem também sobre a criação de vida em nosso planeta. O nascimento do irmãozinho de Joakim serve como pretexto para explicar a uma criança como se cria uma vida. Mika aparece como um prenúncio dessa nova realidade e a forma como Joakim deverá lidar com ela.

Mesmo com uma temática infantil, a genialidade e o conhecimento de Jostein Gaarder facilitam o entendimento. Sempre didático, ele explica o que quer dizer, mas sempre deixando um ponto de interrogação em nossas mentes ao fim de cada capítulo.

Finalizo com uma frase dita pelo pequeno Mika: “A resposta é sempre um trecho de um caminho que está atrás de você. Só uma pergunta pode apontar o caminho para frente.”

domingo, 9 de setembro de 2012

Uma nova forma de enxergar



Texto: Luciana Bender/ Fotos: wall.base

Resolvi escrever esse post como uma forma de desabafo e de reflexão. Já faz mais de três anos que trabalho na área de vendas, não de forma contínua, mas ainda assim é uma grande e valorosa experiência. Nesse período pude aprender muitas coisas, principalmente na forma de avaliar meus clientes e de lidar com os profissionais que me atendem quando os papéis se invertem.

Em virtude da minha experiência, considero-me aquela cliente que quando, de alguma forma, sai insatisfeita de um lugar, nunca mais faz compras por lá. Foi o que aconteceu em minha última visita ao Subway, há mais de um ano. Eu jantava lá todos os finais de semana, um péssimo atendimento fez com que eu nunca mais comesse uma daquelas milhares opções de lanche. Não me excedo ou reclamo, simplesmente deixo de visitar o estabelecimento.


Outra coisa que aprendi foi em como lidar com meus dias mais difíceis. Nossa sociedade de forma geral exige que vistamos uma máscara para mostrar ao mundo que estamos bem, quando isso não é real. No segmento de vendas, isso é muito mais forte, já que o contato com as pessoas é direto. Problemas todo mundo têm, a diferença é que precisamos aprender a separar nossas emoções de nossas atividades. 


Em virtude de vestir essa máscara diariamente, fico frustrada quando vou a estabelecimentos, como a pizzaria no Itam que fui com meu namorado, e sou mal atendida. Um restaurante que recebe pessoas de classes mais altas, no mínimo, deveria saber ouvir os seus clientes. Nunca faço isso, mas naquela noite, chamamos o gerente do estabelecimento reclamando da demora, dos erros de atendimento e da falta de garçons para nos ajudar, ele preferiu argumentar conosco ao invés de resolver ou esclarecer nosso problema. Saímos irritados e frustrados. Uma noite que parecia perfeita acabou da forma mais desagradável possível.

Moro no centro de São Paulo e muito próximo a minha casa tem uma pizzaria simples. Você provavelmente passaria em frente e diria que não jantaria ali, mas posso garantir que nas várias vezes que comi por lá, nunca tive uma reclamação a fazer. Contraditório né?

Complementando essa simplicidade e agregando com a minha experiência na livraria vou ilustrar com mais um exemplo. Trabalho no Morumbi e atendo pessoas de classes muito altas e posso garantir que esse é um público muito difícil, pois raramente agradecem por sua atenção ou por sua disposição em tentar ajudar, desejar uma “boa tarde” ou “bom fim de semana”? Mais raro ainda. Em contrapartida, atendo também pessoas muito simples. Semana passada atendi um motoboy que estava prestando serviço para um dos nossos clientes, percebi que ele tinha pouco estudo e tampouco sabia o que significava a palavra “título”, no entanto, com toda a sua simplicidade, ao terminar o atendimento ele agradeceu e desejou um “bom final de semana”, mais uma contradição, não é mesmo? 

Algumas pessoas possuem a triste perspectiva de que dinheiro e educação andam de mãos dadas. Quando comecei a escrever esse post não tinha a intenção de envolver classes sociais, queria apenas mostrar a vocês a visão de uma pessoa que é paga para atender suas necessidades e desejos, como é difícil a vida que levamos e como temos que ter muita sensibilidade para perceber que algumas pessoas parecem sair de casa com a intenção de estragar o dia de alguém, e fazer de tudo para que elas não consigam.

Dizer “bom dia” e “obrigada” não mata ninguém. Ontem meu namorado enviou-me um texto dizendo que “não tinha como não lembrar de você”, chamado: Salvo pela gentileza. Espero que vocês reflitam e comecem a perceber que nós temos emoções, problemas e que mesmo assim, queremos ajudá-los. Portanto, não descontem em nós suas frustrações, tentem resolvê-las e não apenas despejá-las nas costas de mais alguém.

“Conta-se uma história de um empregado em um frigorifico da Noruega que certo dia, ao término do trabalho, foi inspecionar a câmara frigorífica. Inexplicavelmente, a porta se fechou e ele ficou preso dentro da câmara. Bateu na porta com força, gritou por socorro, mas ninguém o ouviu. Todos já haviam saído para suas casas e era impossível que alguém pudesse escutá-lo. Já estava quase cinco horas preso, debilitado com a temperatura insuportável. De repente a porta se abriu e o vigia entrou na câmara resgatando-o com vida.

Depois de salvar a vida do homem perguntaram ao vigia:

- Por que foi abrir a porta da câmara se isto não fazia parte da sua rotina de trabalho?

Ele explicou:

- Trabalho nesta empresa há 35 anos. Centenas de empregados entram e saem daqui todos os dias e ele é o único que me cumprimenta ao chegar pela manhã e se despede de mim ao sair. Hoje pela manhã ele disse 
“Bom dia” quando chegou. Entretanto, não se despediu de mim ao sair. Imaginei que poderia ter acontecido algo. Por isso o procurei e o encontrei.

Pergunta: será que você seria salvo?”

Autor desconhecido

domingo, 2 de setembro de 2012

O curto Era do Gelo

Texto: Luciana Bender/ Fotos: Divulgação

Tenho ido muito ao cinema e fico feliz que meu namorado partilhe da mesma paixão que eu. Dessa vez fomos assistir a aguardada animação da Blue Sky: A Era do Gelo 4. A trama começa com uma nova explicação para a Pangeia: o Scrat colocando uma noz no gelo e provocando a rachadura que separaria o único continente. É assim que Manny acaba se afastando de sua esposa e filha. Flutuando em um bloco de gelo, ele terá a ajuda de Diego e Sid para voltar ao continente e salvar a família de um alagamento.

O filme é bastante interessante, apesar de ter um roteiro muito inferior aos anteriores. Os clichês aparecem em todos os cantos seja no pai que não consegue entender a filha adolescente ou naquele comentário inapropriado que acaba magoando alguém que você gosta. Mas no geral é bem divertido.

Fiquei com muita vontade de conhecer o 4D da telinha do JK Iguatemi (shopping recém inaugurado em São Paulo). Para quem não conhece, essa tecnologia além de contar com o 3D que já conhecemos, possui cadeiras que tremem, água sendo jorrada nos óculos, além do cheiro exalado em determinados momentos. Deve ser bastante interessante sentir o aroma de uma frutinha quando ela é esmagada durante o filme, mas deve ser irritante sentir a cadeira se movendo constantemente, apesar de que com o tempo de duração desse “longa” acho que isso não seria um problema. Antes de finalizar esse parágrafo, informo para aqueles que se interessaram que o valor do ingresso não é nada acessível e pode chegar a custar R$ 70.



O divertido Madagascar rendeu-me duas visitas ao cinema, quanto a esse A Era do Gelo, uma ida já foi o suficiente. Espero que a produtora seja inteligente para perceber que essa aventura já rendeu mais do que era esperado e que é melhor parar nessa Pangeia mesmo.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Quanto vale?


Texto: Luciana Bender/ Fotos: Reprodução

Como disse na última vez que você me viu passar por aqui, atualmente estou com pouquíssimo tempo livre, sendo assim, escrevo muitos textos durante as aulas da faculdade. Na noite de hoje tive minha primeira aula de Sociologia do Turismo, disciplina essa que me interessou desde a primeira vez que vi a grade curricular do curso e hoje, vendo a empolgação dos alunos e do professor, resolvi escrever sobre um tema que foi muito discutido em aula.

A vontade de criar esse post surgiu após a seguinte frase dita pelo professor: “a sociedade contemporânea é mais baseada no parecer e ter do que no ser e sentir”. Será que isso é verdade? Posso não ter dados empíricos para fazer essa afirmação, mas acredito que sim, atualmente vemos um esforço muito maior para criarmos a imagem de que possuímos um poder aquisitivo muito maior do que o que realmente temos. Talvez seja por isso que o número de brasileiros com dívidas muito maiores do que seus salários esteja crescendo no país (para não dizer no mundo).

Outra questão levantada estava relacionada aos valores financeiros. Quanto você pagaria por um passeio em uma Ferrari? Ou por um pedaço de bolo com um sabor que te remetesse a um determinado período em sua infância ao qual você sente falta? Ambas as questões estão relacionadas a sensações e experiências que são precificadas. Mas o que hoje não recebe um cifrão antes de seu nome?

As perguntas anteriores estão relacionadas também ao fator da customização de serviços, as empresas precisam estar atentas a nichos específicos de público e ao mesmo tempo atingir um todo. Muitas pessoas pagariam centenas de reais por um passeio em um carro importado, no entanto, muitas outras dispensariam essa emoção. O mesmo se repete para eventos que mexem com o imaginário de alguém, o casamento é o exemplo perfeito. Trabalhei por algum tempo em um site de noivas e cheguei a ver festas que custavam mais de 200 mil reais, para mim isso pode parecer absurdo, mas para aquele casal podia ser a realização de um sonho.

Vivemos em um mundo baseado na imagem, aquilo que aparentamos é mais importante do que aquilo que somos. Quanto gastamos em roupas, celulares e carros? Tentamos de alguma forma chamar a atenção de uma sociedade que prega exclusividade mas vende a igualdade, não de valores, mas de produtos. Na livraria que trabalho vejo muitos grupos de pré-adolescentes e adolescentes passeando pelo shopping com roupas e livros iguais. São jovens com genótipos e biótipos diferentes que usam os mesmos trajes e estilos. E como se isso não bastasse, não estar com esses apetrechos o torna excluído, colocando-o nas margens dessa sociedade.

Enfim, termino o post de hoje com uma frase do grande Oscar Wilde e espero que vocês reflitam a respeito: “Hoje em dia, as pessoas sabem o preço de tudo e o valor de nada”.



quarta-feira, 29 de agosto de 2012

A ruiva da Pixar


Texto: Luciana Bender/ Fotos: Divulgação

Há algumas semanas fui ao cinema com meu namorado para apreciarmos o novo longa da Pixar. Depois de produzir filmes como Wall-E e Ratatouille, Valente deixou a desejar em alguns aspectos do roteiro, mas os efeitos visuais ainda são de encher os olhos.

Merida é a princesa protagonista dessa história que possui um espírito livre e não quer seguir a tradição do rei. Seus cabelos ruivos e revoltos revelam traços de sua personalidade e o amadurecimento da Pixar na criação de animação.

A história se passa na Escócia e, devo admitir, o cenário é sensacional. O 3D desse longa é mais maduro, não se fazendo presente em cenas com coisas saindo da tela a todo momento, mas com a profundidade da paisagem que chega a nos colocar dentro das telinhas. O roteiro recebe grande influência dos clássicos da Disney, repetindo a história do Conto de Fadas com um final mais moderno.

Esse com certeza não será aquele filme que fará você chorar de rir, mas é perfeito para assistir com a mãe, já que esse amor é evidenciado em cada minuto da trama. A Pixar ainda tem muito a crescer, mas a cada dia mostra-se mais madura e capaz de impressionar públicos de todas as idades.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Papel de parede - Agosto 2012

Deixo aqui, ressurgindo minha presença, o belo Ipê tema do wallpaper deste mês criado peo Nina Rosa.



Resoluções para download
800x600 / 1024x768 / 1280x800 / 1280x1024 /1440x900


E mais um vídeo da Vegana que não vemos a um tempo por aqui:


George H. S. Ruchlejmer
@george_hsr
"Sua ideia é IdeiaNossa.blogspot.com"

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Mais uma Branca de Neve

Texto: Luciana Bender / Fotos: Divulgação

Peço desculpas aos leitores pela demora em postar esse texto. Já faz um tempo que assisti a esse filme e comecei a escrever, mas infelizmente o tempo anda curto. Estou aproveitando uma aula da faculdade para sua finalização. Espero que vocês gostem... Esse longa pode não estar mais nas telinhas do cinema, mas em breve estará nas principais locadoras do país.

Para aqueles que não sabem, atualmente trabalho em uma livraria, meu treinamento de vendas foi feito no setor infantil, e uma das coisas que descobri lá foi que a Disney relança seus clássicos a cada 10 anos. Se vocês estão duvidando, tentem comprar A Branca de Neve ou Cinderela em alguma loja, impossível! Ano passado o belíssimo, e em minha opinião um dos melhores desenhos, foi relançado: O Rei Leão. Em 2012 foi a vez de A Bela e a Fera ganhar destaque.

Citei o Branca de Neve, mas antes que alguém me pergunte, ele ainda não foi relançado. Não sei exatamente o motivo de saírem dois filmes com essa temática em um período tão curto de tempo. O primeiro teve a fabulosa Julia Roberts interpretando a bruxa má (Espelho, espelho meu), já o segundo teve Charlize Teron como a vilã (Branca de Neve e o Caçador).

Não tive a oportunidade de ver a Linda Mulher nas telinhas, mas pude ver uma atuação brilhante de Charlize. Nesse filme o romantismo foi deixado de lado e não é o foco da história. A Bella, de Crepúsculo (Kristen Stewart), vive Branca de Neve, uma jovem que perdeu a mãe e descobre que o pai foi morto pela madrasta na noite de núpcias.

Ao descobrir o assassinato, ela é trancafiada em uma das torres do palácio onde vive por anos até ficar adolescente. Um belo dia ela consegue escapar, causando rebuliço na aldeia e irritando a bruxa, não apenas pela fuga em si, mas por descobrir que não é a mulher mais bela e que foi Branca de Neve que roubou o seu lugar.


O cenário é muito bonito e de encher os olhos, os momentos de climax são bem interessantes. Agora devo admitir que o final ficou a desejar, cheguei até mesmo a folhear o livro que foi usado como base para a produção desse filme, mas não é muito diferente. Em tantos filmes são feitas releituras e adaptações de acordo com o roteirista, gostaria de saber porque não ocorreu o mesmo com esse.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Um Crepúsculo apimentado


Texto: Luciana Bender/ Foto: Divulgação

Há pouco tempo foi lançada em português a tão aguardada versão de Fifty shades of Grey (Cinquenta tons de Cinza), de E. L. James. Devo admitir que fiquei um tanto quanto curiosa para saber o que Ana e Grey, personagens principais da trama, fariam entre quatro paredes.

A promessa desse best-seller são cenas muito quentes de sexo com uma pitada, e um pouco mais, de sadomasoquismo que vão desde algemas até mesmo grampos íntimos. E como se não bastasse, toda essa “fantasia” é firmada em um contrato estabelecido pelo Dominador, Grey.

Posso dizer que Cinquenta tons em muito se parece com Crepúsculo acrescentando a ele apenas a sensualidade. Ana é uma jovem de 21 anos que ainda é virgem, o que chega a ser utópico em pleno século XXI. Como se isso não bastasse, ela se entrega para esse “maníaco sexual” já sabendo de toda a loucura que iria envolvê-la.

As cenas de sexo são dignas da inscrição que aparece na contracapa: conteúdo adulto. Tente lembrar como Stephenie Meyer descrevia a paixão e solidão sentida por Bella, em Crepúsculo. É essa mesma linguagem que a autora de Cinquenta tons usa para descrever as cenas fugazes vivenciadas pelo casal.

Um ponto que muito me intrigou foi a capa afinal geralmente esses livros, também chamados de chick lits (com conteúdo adulto e destinados a mulheres mais velhas) possuem capas mais chamativas, com um casal se beijando ou fazendo coisas do gênero. No entanto, nessa trilogia, a editora optou por uma capa mais discreta. O primeiro volume conta uma gravata cinza, usada por Grey para amarrar Ana em uma das cenas; o segundo conta com uma máscara prateada e o terceiro com algemas (itens esses distribuídos nas grandes livrarias como uma forma de divulgar o lançamento). A intenção era permitir que as leitoras pudessem ler esse livro sem sentirem-se intimidadas ou constrangidas pelo material que estavam lendo, e foi exatamente isso o que fez as vendas de Cinquenta tons explodirem.

Como já disse anteriormente, trabalho em uma livraria e como era de se esperar com esse lançamento muitas discussões foram travadas. Voltamos assim aquele velho dilema: tudo pode entre quatro paredes desde que ambos estejam de acordo. Qual é o limite? Até que ponto uma pessoa deve se submeter às fantasias do parceiro? Em que momento o fetiche pode ser considerado uma doença?

Não sei se a intenção de E. L. James era responder todas essas perguntas que suscitei. O fato é que ela conseguiu ganhar o seu espaço na mídia e na bolsa de muitas mulheres que chegaram até mesmo a irem ao programa da Oprah (isso mesmo!) para agradecê-la. E não fica por aí, a continuação dessa trilogia já tem previsão de chegada no Brasil. Isso sem falar no Toda sua, de Sylvia Day, livro que promete ser o Cinquenta tons da editora Companhia das Letras.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Um show em massinha


Texto: Luciana Bender/ Fotos: Divulgação

Como já disse, sou apaixonada por animação, filmes feitos quadro a quadro com personagens em massinha sempre me fascinaram; não apenas pela dificuldade em sua produção, mas por sua raridade em aparecer nas telas de cinema. Por essas e outras características, dei um pulinho no cinema com minha mãe para apreciar o Piratas Pirados!.

O último filme desse gênero que pude assistir foi Marry & Max, muito bonito, apesar de ter um roteiro um pouco lento que me deixou entediada em alguns momentos. Com esse não foi muito diferente, apesar de ser mais dinâmico e com uma temática muito mais divertida e menos didática.

A trama narra a história do Capitão Pirata e sua tripulação em busca do prêmio de Pirata do Ano. Entre invasões frustradas e uma visita ao país da Rainha Vitória eles se metem nas mais divertidas confusões em virtude da inocência (com o perdão do eufemismo) do capitão. E como de praxe, a lição de moral não é deixada de lado revelando mais uma vez o valor da amizade.

Sai do cinema com a sensação de que podia ser melhor, faltou um "algo mais" que garantiria maior notoriedade ao roteiro. Depois do genial Fuga das Galinhas, a produtora Aardman poderia ter feito algo muito mais brilhante.

O filme não está mais em cartaz, mas para quem se interessou, vale a pena um pulinho nas locadoras para garantir algumas risadas.



sexta-feira, 6 de julho de 2012

“Janeiros... Pirou Jussara? Pendurar a Vovó no Banheiro?"

Mudei-me de Taboão da Serra e da bacia do Pirajuçara, onde era vizinho do córrego Poá faz aproximadamente um ano, hoje resido na bacia do Rio Cotia, bem próximo do Córrego de Caucaia do Alto, mas meus amigos e 21 anos de vida ainda estão lá pertinho do córrego Pirajuçara e ainda me interesso mais pelos problemas urbanos de lá do que os problemas da bacia em urbanização de cá.

Pois bem, passeando pelo reader encontrei em um dos blogs taboanenses que acompanho a divulgação dessa peça teatral de um coletivo que infelizmente não conhecia ainda, mas que de hoje em diante passarei a frequentar (em outubro estreará uma peça sobre Darwin imperdível!).

Dia 16 de junho estava na Rua Augusta, no coração da metrópole paulista com amigos fazendo trabalho da faculdade quando lembrei da estréia da peça e fui para Taboão encontrar companhia para mais esse rolê cultural.

Eu tinha mais do que a motivação da arte teatral em si, tenho um carinho e preocupação enormes pela bacia (que quase foi tema do meu trabalho de graduação, mas por "n" motivos acabei realizando um estudo de caso na bacia do córrego Jurubatuba em São Bernardo do Campo) e ainda trabalho com projetos de controle de inundações. Logo, era quase que obrigação estar presente nessa peça.

Não vou ficar resenhando o espetáculo, pois o David da Silva já o faz muito bem abaixo. Sei que saímos do teatro rindo muito das situações cômicas/trágicas apresentadas e ainda com um martelinho batendo uma pergunta incessantemente em nossas cabeças: "quando isso tudo vai mudar?".

Em uma passagem da peça são citados todos os prefeitos da cidade de São Paulo que se comprometeram em algum momento de suas campanhas a resolver os problemas das inundações e todos sabemos o resultado de suas promessas.

Só que esse problema não será resolvido pelos governantes através de canalizações ou piscinões, da maneira que muitas pessoas pensam, . Todo rio tem seu leito de cheia e enquanto as pessoas morarem nas áreas de preservação como os fundo de vale (muitas vezes em cima do rio) ou em topos de morro haverá risco. Será através de medidas não-estruturais para controle do uso e ocupação do solo com redução das áreas impermeáveis na bacia e políticas habitacionais/ambientais eficientes que muitas famílias não precisarão mais pendurar a vovó no banheiro.

Boa leitura e bom espetáculo a todos!

@alvarodiogo "Compartilhe suas ideias"
http://www.ideianossa.blogspot.com

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Texto: Bar e Lanches Taboão/ Foto: Divulgação



Drama das enchentes vira comédia no Teatro Encena

 Manifestação contra as enchentes tumultua casamento. Foto: Wagner Pereira 
Fazendo graça já no título com o nome do córrego, “Janeiros... Pirou Jussara? Pendurar a Vovó no Banheiro?”, de Gilberto Amêndola, reflete com humor cáustico o drama das comunidades vitimadas ano a ano pelas enchentes.
A produção do espetáculo se baseou em depoimentos de moradores vizinhos aos córregos da região, e em notícias de jornais que estampam há décadas as mesmas manchetes sobre transbordamentos.

Segredo evidente
O segredo do sucesso das montagens da Cia. de Teatro Encena é bem evidente. Aquela é uma trupe unida pelo amor. Certa feita levei duas amigas àquele teatro. No dia seguinte a atriz Lídia Sant’anna me perguntou se elas tinham gostado do lugar. “Quando vai gente nova lá, eu fico querendo que elas gostem. É como se elas estivessem indo na minha própria casa”, justifica Lídia.
Na semana passada meu amigo Beline Prado foi ver a peça. Como não sabia a localização exata do teatro, perguntou a um morador de rua. “Você vai no casamento?”, disse o mendigo. “Não, eu vou num teatro que tem por aqui”, retrucou Beline. “Pois então. Você vai no casamento. É alí”, apontou o morador de rua.
Isto mostra que o objetivo dos artistas foi atingido. A peça já entrou na alma do povo.
Vá assistí-la neste sábado, e você também ficará sabendo o por quê.


Quando? Todos os sábados até 29 de setembro
Horário? Às 20h30
 Preço? Entrada franca!
Janeiros... Pirou Jussara? Pendurar a Vovó no Banheiro?
De Gilberto Amêndola. 
Com: Cadu Camargo, Claudio Bovo, Fernanda Garcia, Flavia D´Álima, Jeff Mendes, Orias Elias, Sylvia Malena, Thânia Rocha, Walter Lins, e Zu Vieira.



Teatro Encena
Rua Sargento Estanislau Custódio, 130
Fone: 2867-4746

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Participe da Gestão do seu parque!


Texto: UMAPAZ/ Foto: Álvaro Diogo/Priscila Oliveira

Parques estão com inscrições abertas para eleições dos Conselhos Gestores.

Vários parques da capital terão novas eleições dos conselhos gestores no segundo semestre de 2012. São eles: Alfredo Volpi, Anhanguera, Barragem, Burle Marx, Carmo, Cidade de Toronto, Cordeiro, Ecológico Profº Lydia Natalizio Diogo/Vila Prudente, Ibirapuera, Jardim Felicidade, Luz, Previdência, Vila Guilherme/Trote e Vila Silvia.

Praça da Paz no Parque Ibirapuera - outono de 2010
Os interessados em participar como  candidatos  do processo eleitoral podem se inscrever nas administrações dos respectivos parques, de domingo a quinta-feira, das 9h às 17h até o dia 15 de julho. Qualquer pessoa maior de 18 anos, residente na área da abrangência da Subprefeitura  à qual o parque pertence - exceto os Parques Jardim da Luz e Ibirapuera, que têm abrangência regional e municipal - pode concorrer. Além disso, é necessário estar munido de RG original e cópia, comprovante de residência e carta de intenção do candidato. Em caso de representantes de entidades, movimentos e instituições, é preciso ter sede ou estar localizada na cidade de São Paulo, estatuto social, CNPJ da entidade, comprovante de endereço da sede, e carta de indicação do representante do movimento assinada pela presidência.
Os conselhos gestores dos parques têm como função ampliar a participação popular na gestão dos mesmos, participar da elaboração e aprovar o planejamento das atividades, propor medidas visando a organização e a manutenção do parque, melhoria do sistema de atendimento aos usuários, defesa dos direitos dos trabalhadores e a consolidação de seu papel como centro de lazer e recreação, unidade de conservação e educação ambiental.
Os conselhos são compostos por representantes dos usuários, representantes de movimentos, instituições ou entidades, representantes dos trabalhadores e, ainda, repesentantes indicados pelo poder Legislativo. Ao todo são 18 conselheiros titulares e 18 suplentes em cada um dos parques.
A eleição acontecerá dia 29 de julho e qualquer pessoa, maior de 16 anos e residente nas áreas de abrangência das Subprefeituras poderá votar, mediante a apresentação de RG ou CNH e comprovante de residência.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Um show em 3D



Texto: Luciana Bender/ Foto: Divulgação

Devo admitir que nos últimos dias fui muito ao cinema, tanto com minha mãe quanto com meu namorado. Eu já imaginava que Madagascar 3 – Os procurados seria interessante, mas o que vi me surpreendeu. Uma narrativa cativante e cheia de coisas saindo das telas a todo o momento.

Nessa nova aventura os quatro amigos: Melman, Glória, Alex e Marty querem mais uma vez voltar ao zoológico de Nova Iorque. Como de costume, no trajeto eles acabam se perdendo e vão parar na Europa, onde se tornam procurados pela oficial francesa DuBois. Com uma parede cheia de animais empalhados, essa perseguidora, com um faro pra lá de apurado, passa a caçá-los com um único intuito: completar sua coleção. Em uma fuga desenfreada, eles acabam entrando em um trem com animais de circo. E é aí que surge uma nova amizade com aquela pitadinha de lição de moral.

O roteiro rende boas risadas e uma visita dupla ao cinema. As cores são impressionantes e a apresentação final do circo coloca até mesmo o Cirque du Soleil no chinelo. A trilha sonora não deixa a desejar, e até mesmo Katy Perry marca presença com a sua belíssima música Firework.

Ver o trailer da continuação de uma das minhas animações preferidas, Meu malvado favorito, foi um dos momentos mais felizes da noite, pelo menos para mim. Ainda mais por saber que já há uma previsão de estreia: 2013. Divirtam-se com a prévia que separei para vocês!



É claro que eu não podia deixar de postar o trailer dessa animação da Dreamworks. Com vocês, Madagascar 3!!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Papel de Parede - Julho 2012


Amigos da natureza, no ano de 2012 faremos homenagem às nossas queridas irmãs árvores, sendo que a cada mês enviaremos um papel de parede com uma espécie.


Elas fazem parte do calendário Nossas Árvores, da Editora Irdin (www.irdin.org.br), caso deseje adquirí-lo entre em contato com a editora.


Já está disponível no site do Instituto Nina Rosa para download gratuito e circulação livre, o papel de parede do mês de julho de 2012. 


Para baixá-lo gratuitamente, clique abaixo na dimensão mais adequada ao seu monitor, salve imagem como, clique nela com o botão direito do mouse e defina-a como papel de parede.

A reprodução é livre.

Dimensões:
800x600 / 1024x768 / 1280x800 / 1280x1024 / 1360x768 / 1440x900

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Papel de Parede - Junho 2012


Amigos da natureza, no ano de 2012 faremos homenagem às nossas queridas irmãs árvores, sendo que a cada mês enviaremos um papel de parede com uma espécie.

Elas fazem parte do calendário Nossas Árvores, da Editora Irdin (www.irdin.org.br), caso deseje adquiri-lo entre em contato com a editora.



Já está disponível no site do Instituto Nina Rosa para download gratuito e circulação livre, o papel de parede do mês de Junho de 2012.

Para baixá-lo gratuitamente, clique abaixo na dimensão mais adequada ao seu monitor, salve imagem como, clique nela com o botão direito do mouse e defina-a como papel de parede.

A reprodução é livre.

Dimensões:
800x600 / 1024x768 / 1280x800 / 1280x1024 / 1360x768 / 1440x900

sábado, 2 de junho de 2012

Reencontrando a mente coração

Aqui estou mais um dia, na correria e arranjando um tempinho pra postar no IN! :) Coisa que não faço há tempos!

Não, ainda não tive tempo pra escrever um post pra valer, mas achei digno vir aqui compartilhar essa leitura maravilhosa.

Estou passando por um momento de imersão e entrega para meu trabalho de graduação da faculdade e como tudo na vida isso tem seu lado bom e ruim.

O lado bom é que nunca aprendi tanto. Sentar na frente de uma pilha de livros sem um professor explicando e resolver diversas equações nunca antes resolvidas e acima de tudo compreender o conceito por trás, é uma experiência no mínimo enriquecedora.

O lado ruim é que nunca estive com tão pouco tempo livre. Ficar depois do horário no escritório e passar os finais de semana em cima do trabalho acabam nos afastando um pouco dos amigos e até de nós mesmos.

Estava pensando no meu lado técnico e como estava tendo que usar tanto a mente ultimamente para escrever e desenvolver o trabalho e a forma com que isso tinha afastado de mim um pouco de alma e coração.

Foi quando recebi esse texto de uma amada amiga que me fez tão bem, me confortou de uma forma tão especial e logo resolvi postar aqui para que vocês possam desfrutá-lo também. Foi excelente para lembrar-me de observar minha própria mente com mais astúcia, de dedicar-me um pouco mais a mim e me levar mais sério,  de penetrar mais pacientemente nas minhas emoções, de me atentar para as coisas que posso levar adiante com liberdade e principalmente me lembrou de despertar, para então sonhar.

O autor, Breno Xavier, escreve no Blog de Notícias do Raiar onde há muitos outros textos excelentes e vale a visita!

@alvarodiogo "Compartilhe suas ideias"
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Amáveis,

Por onde começamos? Nós começamos por onde estamos. E onde estamos? Aqui. E onde é aqui? Aqui é onde você está. E quem é você? Quem?

Certa vez, uma mulher cuja vida foi uma de violência e privação se levantou perante um monge e disse: “Essa compaixão e esse amor dos quais você tanto fala, eu nunca os tive em minha vida!” Por um instante, o monge silenciou. Então, assumindo uma postura irada de mãe amorosa, o monge respondeu: “Aos dezoito anos eu estava sentado entre líderes mundiais que riam da minha cara. O meu país foi destroçado, as pessoas esquartejadas. Meus parentes, amigos e professores foram mortos. Estou impedido de voltar para minha casa.” A mulher ouvia, o coração palpitava. O monge prosseguiu: “Não há nada que eu possa fazer para aliviar a sua dor. Mas talvez eu possa oferecer algo.” Então, o monge levantou-se e, abrindo passagem por entre as demais pessoas, foi ter com a mulher. Ao se aproximar, deu-lhe o mais poderoso dos abraços maternos.

Para a grande maioria de nós, o mundo é sofrimento. Grande parte do tempo debatemo-nos em sensações angustiantes de insatisfação, frustração e impotência. Aquilo que chamamos de prazeres são, para quase todos nós, um mero intervalo entre uma tensão e outra. Não há descanso neste mundo. Tudo é trabalho. Tudo é esforço. Tudo é fome. A saciedade é quase sempre tão efêmera quanto minúsculas aleluias. Bebemos para ter sede. Subimos para descer. Acumulamos para perder.  Nunca estamos protegidos, apesar de nossos muros. Todo encontro é uma despedida. Todo investimento em nossos corpos se paga com o envelhecimento, doença e morte. Não há paz, mas conflitos. Não há amor, mas apego. Não há compreensão, mas fuga e desespero.

“O mundo está em chamas”, dizemos uns aos outros. Os continentes sofrem com a peste, com as calamidades da guerra. Os oceanos estão morrendo. A civilização suspensa sobre um frágil tecido de sonho. Contudo, desde que possamos continuar comprando. Desde que possamos continuar nos distraindo em nossos jogos de conquista... Desde que possamos continuar fingindo que não há nenhum enorme paquiderme no centro de cada uma de nossas salas de estar. Mas o silêncio é importável. E as feridas coçam cada vez mais. Um simples diagnóstico.

Não há doença sem causa, assim como não há árvore sem raiz. É um grande equívoco pensar, crer, que o sofrimento existe por si mesmo. Não. O sofrimento tem causa. A angústia tem causa. A fome tem causa. O medo tem causa. A culpa tem causa. A dor tem causa. A raiva tem causa. A arrogância tem causa. Assim como uma árvore não subsiste sem uma raiz nenhum desses fenômenos existe sem uma base. Eles não existem por si mesmos. Eles não são forças imutáveis.

Não é o mundo que está em chamas. É o “eu” que está em chamas. Não é o mundo que está prestes a explodir. É o “eu” que se tornou uma panela de pressão. O que é o mundo, senão um pacto compartilhado por diferentes “eus”? Portanto, não é que as corporações não tenham um bom coração, mas que falta aos “eus” um coração bom. Não é que o trânsito seja péssimo, mas que as pessoas em trânsito já se fartam de ir sem nunca chegar. Não é que não se possa dormir em paz, é que não há paz na ignorância. As promessas que os objetos nos fazem são nossas miragens. Os encantos que buscamos lá fora são meras idealizações. O mundo inteiro é uma escolha. Não há destino que não tenha sido traçado por emoções passadas.

Não há fatalidade, apenas a reunião de causas e condições. Para que o jogo comece pelo menos um jogador é necessário. Contudo, ainda é possível se retirar do jogo. A figura mais audaciosa foi o renunciante. Ele reconheceu que um outro mundo habita o mundo. Ao que o renunciante renuncia? Ao apego. Qual a intenção do renunciante? Liberdade. Para quem? Para todos. E por quê? Não há separação. Veja em seu próprio prato de comida, em suas próprias vísceras, em sua própria mentecoração.

Você vai além de si mesmo. Si mesmo não lhe contém. Si mesmo é dependente do sol, do ar, do mar, do espaço, do amor. Si mesmo é um sonho que se conta o que dorme e sonha. Aqui é além. É glocal. Sofrimento não está lá fora. Sofrimento é o fruto do apego àquilo que não é. É o hábito que se veste para evitar a morte imaginária. É a malha que se veste e que restringe e asfixia seu portador. É a crença de que estamos sós. É a viagem delirante de que ser é ter ou, mais precisamente, de que ser é ser. É sair de um extremo para o outro. É olhar para quem sofre e não compreender que o sofrimento é mútuo. É esperar que o fruto frutifique sem plantar a semente adequada. É acreditar que a semente independe de condições para frutificar.

Eliminar a causa do sofrimento é um trabalho que cada um deve fazer. Juntos, todos os salvadores não podem impedir você de ter um coração. Isso não significa que você precisa virar um ermitão. Isso significa que cabe a você a sagrada atividade de abrir o coração. Isso pode ser feito em qualquer lugar. Antes de julgar os outros, observe sua própria mente. Antes de buscar os ensinamentos mais elevados, dedique-se a uma boa fundação. Antes de acreditar estar fazendo um bom trabalho, penetre cada uma de suas emoções. Antes de qualquer ação, reconheça o espaço de liberdade. Antes de sonhar, desperte.

Amor,

Breno Xavier

domingo, 6 de maio de 2012

Papel de Parede - Maio 2012


Amigos da natureza, no ano de 2012 faremos homenagem às nossas queridas irmãs árvores, sendo que a cada mês enviaremos um papel de parede com uma espécie.

Elas fazem parte do calendário Nossas Árvores, da Editora Irdin (www.irdin.org.br), caso deseje adquiri-lo entre em contato com a editora.


Já está disponível no site do Instituto Nina Rosa para download gratuito e circulação livre, o papel de parede do mês de Maio de 2012.

Para baixá-lo gratuitamente, clique abaixo na dimensão mais adequada ao seu monitor, salve imagem como, clique nela com o botão direito do mouse e defina-a como papel de parede.

A reprodução é livre.

Dimensões:
800x600 / 1024x768 / 1280x800 / 1280x1024 / 1360x768 / 1440x900

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Um título em forma de verso


Texto: Luciana Bender/ Foto: Divulgação 

Sou jornalista por profissão e vendedora por profissão. Atualmente trabalho em uma livraria e, como era de se esperar, constantemente nós, vendedores, conversamos sobre lançamentos e best-sellers. O livro Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, já passou no cinema na Mostra Internacional de São Paulo em uma premiada adaptação que novamente aparece em algumas telinhas do país, e agora ocupa minhas horas vagas.

A princípio o que mais me atraiu foi o belo título dessa obra, que mais parece um verso daqueles poemas românticos. O texto de Marçal Aquino foi uma indicação de um colega de trabalho que teceu muitos elogios a narrativa. Cheguei a duvidar da beleza desse livro, mas a linguagem, com cara de jornalismo literário, conquistou-me, assim como Lavínia fez com Cauby, personagens principais dessa história.

A paixão pulsa em cada linha, o tesão pode ser sentido em cada carícia trocada pelo casal que vive um amor proibido. As múltiplas personalidades de Lavínia revelam a instabilidade da situação e a ambigüidade vivida pelos personagens.

A trama é narrada em uma pequena cidade do Pará que só serve para aumentar o clima de perigo que envolve esse casal clandestino.

O livro que me conquistou a cada página termina com a incerteza que permeou toda a história, mas também cheia da mesma esperança que os uniu.

Como de praxe, finalizo com um trecho da trama:

“Ela me abraçou e encostou a cabeça em meu peito, bem em cima do meu coração atropelado. E falou apertando as minhas costas:

Entra em mim.

Olhei para a porta do quarto: lá dentro nos esperavam os lençóis enrugados da cama arrumada com pressa e imperícia. Lavínia notou que eu olhava para o quarto e abriu meu cinto. Sussurrou:

Aqui.

Foi igual adentrar um território sabendo que ele tem dono: com curiosidade e medo. Uma invasão. Lavínia livrou-se das sandálias e deixou que eu a despisse. Depois, tirou as minhas roupas. E acabamos no chão, sobre o tapete. Ela por cima.

Antes de mais nada, porém, o inferno das nossas obsessões. Ela levantou-se e me olhou de um jeito estranho. Achei que tinha mordido seu lábio com furor excessivo. Não era isso: Lavínia tirou a aliança e jogou dentro da bolsa. Disse:

Um pouco de decência não faz mal a ninguém.” (p. 38) 


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