Por Carine Farias
Você tem contribuído para melhorar o mundo de alguma forma? Não estou me referindo a ações como ser voluntário em um lar de idosos ou abrir uma ONG de proteção animal ou doar parte de sua renda para instituições de caridade. Claro que não condeno nenhuma dessas práticas, pelo contrário, acho todas lindas e louváveis. Mas esses não são o único jeito de ajudar a cultivar um mundo mais feliz e agradável. Na verdade, sua contribuição pode ser muito mais fácil e prazerosa do que você imagina. Já ouviu aquela frase que diz algo do tipo “se cada um varrer a sua calçada, teremos uma cidade limpa”? Então, é mais ou menos por aí... Acredito que antes de buscar ajudar os que estão lá fora, em situações muitas vezes mais difíceis do que a nossa, precisamos cuidar do nosso lado de dentro. Em que você anda pensando? Sobre o que tem conversado com os outros? Que tipo de comentários tem feito sobre o mundo? Esse tipo de pergunta nos ajuda a perceber de que forma estamos contribuindo para manter nosso ambiente “limpo”, livre de toxinas e de poluição. Sim, nosso comportamento mental e nossos pensamentos podem poluir o ambiente, em uma outra esfera, mais energética do que material, mas também está poluindo. Pessoas que estão sempre reclamando da vida, que têm dificuldade de ver o lado bom das coisas e sempre fazem comentários pessimistas ou destrutivos acabam, mesmo que sem querer, “contaminando” um ambiente, criando uma atmosfera pesada e triste. É muito melhor ser contagiado por alguém espirituoso, que está sempre bem humorado e que é capaz de fazer piada com tudo. Porém, deixemos os extremos de lado, o importante é lembrar que aquilo que eu penso é aquilo que eu vibro e é o que estou transmitindo às pessoas e ao ambiente ao meu redor. Devemos procurar sempre que possível cultivar pensamentos e emoções positivas, cuja vibração é mais elevada e pode nos proporcionar estado de espírito também mais elevado, favorecendo a paz nos pensamentos, palavras e ações, gerando assim ambientes e relacionamentos mais leves, puros e felizes.
"A água é para os escolhidos
Mas como podemos esperar que sejamos nós..
... eu e você?"
Máquina do Tempo: Vaga Viva do Coletivo Ideia Nossa. A única vaga viva do lado de cá da ponte =) Vaga Viva do Ideia Nossa
Destaque da Semana: Onde está o sol que estava aqui? Ladrões de sol, crise hídrica e êxodo rural
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domingo, 15 de setembro de 2013
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Comum a todos Ou Comunismo?
Por Felipe Cruz do Peleja Cultural
Ouso acreditar num mundo utópico. Onde a pessoas sejam socialmente iguais e humanamente diferentes e, portanto livres.
Em que elas possam realizar aquilo que gostem de fazer. E não aquilo que sejam obrigadas a fazer.
Um lugar em que as pessoas possam ser elas mesmas sem mentiras pra si. E, consequentemente, que isso seja benéfico tanto a elas quanto à sociedade.
Sem a ideia pré-estabelecida pelos economistas clássicos que se aproveitam do viés que define a natureza do Homem como perversa.
Tal qual é pintada até os dias atuais por muitos (ou quase todos).
• A natureza humana é individualista.
• A natureza humana é egoísta,
• A natureza humana é por sua essência cruel.
• …
Prefiro pensar que o que faz do Homem individualista é o fato dele acreditar que ao educar seu filho, mostrar o que é certo e errado contando com que os outros pais também o façam, seja o suficiente para que do individual se desenvolvam bons frutos para a sociedade. Ou seja, se deparar com o conceito que educação, respeito, humildade, altruísmo e todas as “qualidades” e “benesses” sociais se fazem primeiramente em casa sem se preocupar com o que ocorre no exterior. Afinal, no que isso ajuda?
Prefiro acreditar que o Homem é egoísta por possuir algo em que ele crê ser de valor e, automaticamente, se envaidece de tê-lo. Logo, não pode esperar que outro a valorize tanto quanto ele. Ou que exista algo que a substitua.
Prefiro idear que o Homem é cruel em decorrência desse mercado capital ser uma extensão dessa suposta natureza humana em que o consumismo desenfreado submete o querer, o sonhar alto, o prosperar a qualquer custo.
Cria-se o sentimento de revolta. Por que ele merece ter aquilo que eu não posso ter? Ele realmente trabalhou mais do que eu pude por isso? Por que crer que existe um ser superior que dará o que todos merecem no tempo certo? Mas afinal, por que me fazem acreditar que não estou no tempo certo?
Perguntas que seriam extintas se houvesse o respeito mútuo, o bem estar social recíproco, as mesmas chances de caminhar sobre os obstáculos impostos pela vida.
E quando você disser que estou louco e que isso nunca será possível. Eu lhe respondo:
Ouso acreditar num mundo utópico. Onde a pessoas sejam socialmente iguais e humanamente diferentes e, portanto livres…
Ouso acreditar num mundo utópico. Onde a pessoas sejam socialmente iguais e humanamente diferentes e, portanto livres.
Em que elas possam realizar aquilo que gostem de fazer. E não aquilo que sejam obrigadas a fazer.
Um lugar em que as pessoas possam ser elas mesmas sem mentiras pra si. E, consequentemente, que isso seja benéfico tanto a elas quanto à sociedade.
Sem a ideia pré-estabelecida pelos economistas clássicos que se aproveitam do viés que define a natureza do Homem como perversa.
Tal qual é pintada até os dias atuais por muitos (ou quase todos).
• A natureza humana é individualista.
• A natureza humana é egoísta,
• A natureza humana é por sua essência cruel.
• …
Prefiro pensar que o que faz do Homem individualista é o fato dele acreditar que ao educar seu filho, mostrar o que é certo e errado contando com que os outros pais também o façam, seja o suficiente para que do individual se desenvolvam bons frutos para a sociedade. Ou seja, se deparar com o conceito que educação, respeito, humildade, altruísmo e todas as “qualidades” e “benesses” sociais se fazem primeiramente em casa sem se preocupar com o que ocorre no exterior. Afinal, no que isso ajuda?
Prefiro acreditar que o Homem é egoísta por possuir algo em que ele crê ser de valor e, automaticamente, se envaidece de tê-lo. Logo, não pode esperar que outro a valorize tanto quanto ele. Ou que exista algo que a substitua.
Prefiro idear que o Homem é cruel em decorrência desse mercado capital ser uma extensão dessa suposta natureza humana em que o consumismo desenfreado submete o querer, o sonhar alto, o prosperar a qualquer custo.
Cria-se o sentimento de revolta. Por que ele merece ter aquilo que eu não posso ter? Ele realmente trabalhou mais do que eu pude por isso? Por que crer que existe um ser superior que dará o que todos merecem no tempo certo? Mas afinal, por que me fazem acreditar que não estou no tempo certo?
Perguntas que seriam extintas se houvesse o respeito mútuo, o bem estar social recíproco, as mesmas chances de caminhar sobre os obstáculos impostos pela vida.
E quando você disser que estou louco e que isso nunca será possível. Eu lhe respondo:
Ouso acreditar num mundo utópico. Onde a pessoas sejam socialmente iguais e humanamente diferentes e, portanto livres…
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domingo, 4 de agosto de 2013
Mas afinal onde está a felicidade?
Por Carine Farias
Dizem que a felicidade está dentro, mas dentro do que? Dentro de um tubo em um mar perfeito? Dentro de uma geladeira lotada de gostosuras? Dentro da conta bancária gorda? Nada disso...
Muitos acreditam que só encontramos a felicidade quando atingimos algum objetivo, quando conseguimos ter ou nos tornar aquilo que desejamos. Mas se considerarmos isso uma verdade absoluta, precisaremos de incessantes conquistas para sermos felizes de verdade. Isto nos confunde e nos faz crer que a felicidade é uma sensação passageira que depende de tantos outros fatores quanto a nossa imaginação puder alcançar.
O homem moderno é um ser desejante, ou seja, está sendo constantemente induzido a ter desejos e a acreditar que tem necessidades infinitas. Primeiro quer um carro e quando consegue fica feliz, mas logo essa sensação se vai e ele se sente incompleto novamente (provavelmente no primeiro engarrafamento ou na hora de pagar o IPVA). Logo surge outra “necessidade”, ele quer uma casa, mas logo que consegue, percebe que isso também o levou a querer, um sofá novo e uma televisão maior. A cada coisa que é conquistada, surgem outras meia dúzias de coisas que também podem ser alcançadas. E assim ele vai vivendo a sua vida, contentando-se com conquistas efêmeras e com a falsa sensação de saciedade, sendo levado de desejo em desejo a lugar nenhum.
Enquanto a felicidade for considerada um sentimento que depende de coisas, ela dificilmente será obtida de fato, dificilmente ela será verdadeiramente sentida. Os ensinamentos hindus nos dizem que a felicidade já é a nossa natureza e que está dentro de nós esperando para ser sentida e nós de maneira desavisada a projetamos em coisas fora de nós. Em outras palavras, a felicidade não precisa ser buscada ou alcançada, pois ela já é nossa essência, ela é nossa natureza. Vivemos em um estado contínuo de equivocação, achando que precisamos procura-la e encontra-la em algum lugar que não o aqui agora. Esta é, segundo estes ensinamentos, nossa maior fonte de sofrimento e frustração e para saná-la é necessário que compreendamos nossa verdadeira natureza, que possamos nos conhecer e estar presentes a cada instante, atentos ao aqui agora e ao que é realmente essencial para nossa vida e que não está à venda em nenhuma loja. Ser você mesmo, se aceitar como é e acreditar que já tem o essencial são importantes passos para conhecer a verdadeira felicidade. Muitas vezes, para isso, serão necessários alguns questionamentos individuais, uns bons momentos de silêncio, alguma revisão de valores e uma boa dose de auto-conhecimento. E agora, está pronto para ser feliz?
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Governo paulista rompe com aulas de Humanas e Ciências. Aprender pra quê?
Por Felipe Cruz inspirado em Carol Silva
Já vi os defensores dessa medida dizendo que isso servirá apenas para melhorar a alfabetização das crianças. Afinal muitas chegam nos níveis superiores com muita defasagem. E que por serem só nas séries inicias não influenciará no trabalho dos professores do ramo.
Que nossos jovens tem chegado com defasagens absurdas até à faculdade é verdade... A questão é: Será mesmo essa uma medida coerente?
Mas o que é triste, e que mais incomoda é o descaso com essas disciplinas de humanas que cada vez mais são tratadas como irrelevantes.
Implicitamente essas disciplinas que já são tidas muitas vezes como desnecessárias ou de pouca serventia, como brandam por aí, até pelo fato de haver menos aulas de história e geografia e nenhuma de filosofia e sociologia no chamado segundo ciclo ou fundamental II, na grade de horários, perdendo para o número de aulas de matemática e português. Agora simplesmente serão tidas como algo supérfluo.
Imagina a cabeça dos jovens?
Como se poderá mostrar que os mecanismos que podem o fazer pensar, comparar, desenvolver e criar suas ideologias estão sendo deletados da máquina do estado?
Que a cada dia se demonstra mais que somente as exatas importam para se desenvolver o combustível pra quem já está no poder continuar a andar?
Então, de fato! A vida é feita de "putarias"! E cabe a nós regurgitar nessa orgia.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Você marcha José, para onde?
Por Aline Temoteo
Bom... vai ser longo³.
Peço desculpas, não vou me sentir ofendida se ninguém ler. rs
Estou longe de ser uma pessoa 100% ativa/ engajada/ envolvida e SOBRETUDO: entendida.
Não tenho a menor pretensão de estar mais correta do que ninguém, nem de causar discórdia ou ofensas, é única e exclusivamente minha visão de ontem, que transita entre o lado bom e ruim.
Não vou discordar que foi lindo, diria até que foi magnífico, considero a geração atual “carente” de ideologias. Repetindo o clichê (porém lindo!) já amplamente usado nos últimos dias: ideologia, eu quero uma pra viver. E como Cazuza estava certo! Durante a passeata (que cheguei às 17h e fui embora antes do final, lá pelas 21h30, da ponte Estaiada), percebi nas pessoas uma vontade grande de altruísmo, o que me deixou surpresa, confesso que não esperava tanta gente, nem tamanho sentimento. Senti nas pessoas vontade, força, amor, esperança, incredulidade (acho que foi o que mais senti ). Numa época de relacionamentos afetivos tão frios e distantes que essa era tecnológica nos dá, ter ido à rua significou muito, tenho certeza que não só para mim, mas para muitos, até para quem viu pela tv ou web.
Havia muitas causas juntas, talvez chamem de oportunistas (e talvez sejam mesmo, não vou discutir sobre isso, não agora), mas paro e penso em qual é realmente o grau de importância de discutir isso a ponto de sobrepor a causa. Eu, de coração, considero isso “normal”, não sou a mais experiente em passeatas, mas a impressão que fico é de um povo que SIM, ACORDOU, ou teve coragem de ir lá e andar junto, mesmo que desnorteado, movido apenas por compaixão a quem sofreu não apenas no 4º, 3º, 2º, 1º... ato do MPL, mas em toda e qualquer manifestação já ocorrida nesse país, acho tão injusto tirar esse mérito das pessoas, esperarem delas verdadeiros Che Guevaras, esperarem que a tia que serve café ou até mesmo o diretor de vendas da sua empresa ser um Mahatma Gandhi, um Luther King, um Malcom X, uma Dorothy Stang, um Chico Mendes... assim... da noite pro dia. Falo isso porque vi muito preconceito, pessoas que não aceitavam outras pessoas, por terem uma bolsa de marca ou não, por terem um óculos chic, com uma bandeira feita em tecido ao invés de cartolina e por aí vai.
Tem gente que vai para postar foto no facebook, pra usar hashtag, pra fazer gracinha, vandalismo, pra cantar legião urbana, pra contar pros netos, pra mãe, pra ganhar uma gatinha/ um gatinho... eu me pergunto se vale TANTO a pena assim gastar energia em desmerecer os outros. Todos (ou quase todos) nós sabemos das dificuldades da educação no nosso país, sabemos como o ensino público IMPLORA por socorro; eu sempre achei que a escola (sem generalizar) não conseguia nos fazer seres efetivamente pensantes, reflexivos, envolvidos, QUESTIONADORES. Achei confuso (e fiquei confusa!)... todo (obviamente que não eram todos) aquele povo sem saber pelo que exatamente estavam lutando, com argumentos ainda frágeis... mas pra uma geração 140 caracteres... foi bonito sim!
O que eu percebo é que muita gente ali dizia pelos olhos não apenas ‘vem pra rua, vem’ como também ‘pega na minha mão e me ensina para onde seguir, me ensina as diretrizes, me ajuda a fazer diferente’, mas quantos de nós estamos dispostos a não apontar o dedo e sim ajudar? A fazer os “arroz de passeata” a caminharem no lado certo, a conscientizar. Esperam demais de pessoas que nunca viveram uma passeata, que “nunca” leram nada além de opiniões sugestivas de jornalistas, líderes religiosos, formadores TENDENCIOSOS de opinião via rede social...
Acredito que a maioria não estava esperando tanta gente... e com uma adesão imensa, “não planejada”, é natural – ao meu ver – que as questões se misturem, que o movimento se divida, que não se saiba direito o que gritar (e era pra Globo mesmo?), mas que mesmo assim marcha. Senti um pouco de frustração, angústia, incômodo, mas busquei entender tudo... E ainda tô tentando hahahahaha. ^^
É importante que todos os dias possamos parar e pensar um pouco ONDE ESTAMOS, PORQUE ESTAMOS, PARA QUEM ESTAMOS, PARA ONDE VAMOS, parece regra de língua portuguesa rs, mas é verdade. O povo acordou sim! Estou falando desse povo aqui e agora, não daquele povo que FELIZMENTE saiu às ruas em épocas passadas, não do povo que sempre esteve engajado, não entendamos como uma ofensa... ‘eu não estava dormindo, PORRA!’ E que bom (de coração, mais uma vez) que nunca todos estiveram dormindo! Que quem já estava acordado se sinta como uma mãe ou pai, que vai com carinho puxar o cobertor do filho pela manhã, para que ele levante e vá à escola, mesmo que ele não queira, mesmo que ele não saiba muito bem porque ele DEVE ir, mas ele sente que ele tem que ir, mesmo que seja uma obrigação ‘chata’, mesmo que seja só pra agradar a mãe/o pai, mesmo que depois ele pule o muro e vá fazer outra coisa com os amigos hahahahaha, ele levantou e foi, o que vai manter ele lá na escola é o interesse , de quem já sabe, ensinar. Ensinar com paciência, com amor, com respeito. E o interesse dele, em querer aprender. Mas acho que a grande parte da missão aqui é de quem tá ensinando... que vai ter que pegar ‘pela orelha’ e falar ‘isso é bom sim, não parece, mas você vai ver como é incrível e você vai saber fazer sozinho depois.’ E quem não aguenta tanto ‘militarismo’, cai fora, pede leite com pêra, mas talvez ele caia fora e entre um novo com muito mais vontade, talvez sem o conhecimento ainda “suficiente”, mas quem tem vontade, tem metade, como as vovós já diziam. ^^
Talvez eu esteja abusando das metáforas rsrs PERDÃO! Mas o sentimento maior que ficou em mim, pós passeata, foi uma necessidade de compreensão maior das pessoas, em diversos âmbitos. Vamos abraçar a causa? VAMOS! Não importa se você tem um camaro amarelo ou uma bike... Acho que fica em mim um desejo de ajudar a conduzir (sem querer ser foda, longe de mim, até porque tô aprendendo ainda, e MUITO!), falta organizar mais os motivos que nos levam às ruas, não são só 20 centavos (ou 40, pros mais engraçadinhos), então é pelo o quê? Falta deixar claro para todos (ou uma boa parcela) o que é esse tal de ‘não é só’ que tá levando eu, você, o carioca, o mineiro, o BRASILEIRO à rua.
Para distorcer os fatos/motivos, já temos as mídias, não nos percamos, não agora, vamos fechar as arestas, vamos completar essa linha ainda tracejada... essa linha feita de vontades.
O que vem depois?
Meu profundo desejo é que o movimento tenha força e sabedoria para conduzir esse povo perdido (mais uma vez repito: nem todos! ufa!) que tenta ajudar como pode, chegamos onde chegamos, “não importa” se por modismo! Temos o contingente (que aumenta a cada dia!), o que fazemos com isso? Selecionamos ou "educamos"? A faca e o queijo estão na mão, vamos usar pro bem, há quanto tempo isso não ocorre? =]
Que todos possamos sentar na calçada juntos e que sua bandeira não seja um incomodo pra mim, desde que você ou eu, não estejamos apenas apaixonados por nossas próprias imagens e/ou cegos por nosso frouxo orgulho cívico.
Insisto no Sabotage: Um bom lugar, se constrói com humildade, é bom lembrar!
E pra terminar, Drummond (sobrenome amor rs):
“(...) Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se enconstar,
sem cavalo preto
que fuja a galope
VOCÊ MARCHA, JOSÉ!
JOSÉ, PARA ONDE?”
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sábado, 8 de junho de 2013
Protesto de gringo é “brilhantismo” já o de brasileiro é vandalismo
Por Rodrigo Martins
Os brilhantes e recentes protestos pelo mundo chamaram a atenção da mídia brasileira como um exemplo de cidadania e organização. A opinião pública sempre foi favorável a grandes protestos como a Primavera Árabe e Ocupem o “Wall Street”.
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| Vale do Anhangabaú na noite do protesto do dia 06 de junho. FONTE: Carta Capital |
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| Países árabes unidos. FONTE: Internacionalistas. |
A organização de estudantes paulistas indignados com o aumento da passagem de ônibus e metrô reuniu em um grande protesto na avenida paulista cerca de 2.000 pessoas. O ato que representou muitas pessoas que não concordam com o aumento, questionando o direcionamento do dinheiro, uma vez que o salário dos trabalhadores dos transportes coletivos não aumentaram e a qualidade do transporte também não. Então o que justificaria esse aumento?
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| Wall Street é nossa rua. FONTE: Guardian |
Protesto é a forma de um povo se organizar e mostrar aos governantes que não estão de acordo com uma ação. Porém, os governantes tem seus “cães” protetores, que por sua vez usam o direito legal, atirar balas de borracha, bombas, cassetetes e prisões consideradas em bem da ordem pública.
Os jornais por sua vez não perderam o seu “estilo copie e cole” e influenciando a grande massa, forçando a opinião pública a usarem argumentos do tipo: “eu apoio, desde que não quebrem, não fechem a rua e não vire uma guerra” ou “eu apoio, mas na avenida paulista tem muitas empresas, lá não pode” e tem ainda aqueles que vociferam: “cambada de gente sem ter o que fazer, vai trabalhar e para de atrapalhar o trânsito”.
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| O corrupto nos teme. O honesto nos suporta. O heroico une-se à nós. FONTE: The Oldspeak Journal |
A primavera Árabe, Occupy Wall Street e tantos outros movimentos de indignados pelo mundo custaram vidas e mesmo assim foram motivo de mérito para muitos.
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| Vândalos às ruas ou exemplo de manifestação? FONTE: Jorwiki |
Até quando acharemos que a grama do vizinho é mais verde que a nossa? Até quando seremos pacíficos ao ponto de achar que nosso povo é vândalo ao sair às ruas para lutar por um bem comum. Até quando seremos ativistas virtuais? Até quando aceitaremos ações políticas que prejudiquem a sociedade?
Quer saber? “Eu vou a luta com a rapaziada, que segue em frente e segura o rojão, eu boto fé e na fé da moçada”.
"Se você é neutro em situações de injustiça, você escolhe o lado do opressor." (Desmond Tutu)
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| Cartaz no segundo dia de protestos. FONTE: Brasil de Fato |
terça-feira, 21 de maio de 2013
Por que Yoga?
Texto: Carine Farias / Fotos: Pedro Abreu
Quem poderia imaginar que ensinamentos transmitidos há milhares de anos, no outro lado do planeta, em uma cultura tão distinta da nossa, pudessem nos ajudar, aqui e agora, a ter uma vida melhor: mais saudável, equilibrada e sustentável. Estes ensinamentos são a base do Yoga.
Aqui no ocidente, muitas pessoas relacionam Yoga com exercícios físicos de alongamentos intensos ou práticas complexas de meditação. Mas Yoga vai além de seu conhecido enfoque no corpo físico ou em meditações.
Comigo foi assim: comecei a praticar sem saber de toda sua profundidade filosófica. Para ser sincera, na primeira aula, estranhei muitas coisas e cheguei a pensar que Yoga não era para pessoas como eu: agitadas, sedentárias e sem nenhuma prática religiosa. Passada esta primeira impressão equivocada, fui me familiarizando com a prática das posturas, do relaxamento e dos exercícios de respiração.
Em pouco tempo, eu já sentia os efeitos positivos da prática: melhora no sono, maior consciência corporal, mais disposição e maior capacidade de concentração. Mas o que começou a mudar a minha vida, de fato, foi entrar em contato com os ensinamentos presentes na literatura do Yoga e do Vedanta.
São ensinamentos voltados pra o autoconhecimento e para o desenvolvimento nas dimensões física, energética e espiritual. Esses conhecimentos são atemporais e se aplicam a toda humanidade, independente de raça, época ou lugar, pois falam da porção essencial comum a todos os seres humanos.
Eu tive a sorte de praticar com uma professora muito comprometida e estudiosa dessa filosofia e ela nos transmitia estes conhecimentos ali nas práticas, entre uma postura e outra e ao longo do relaxamento e da meditação. Fui ficando cada vez mais fascinada pela profundidade destes ensinamentos que, ao meu ver, diziam mais da natureza humana do que a própria Psicologia que eu já vinha estudando ha anos. Estes ensinamentos me ajudaram muito a melhorar meu relacionamento comigo mesmo, com os outros e com o meio ambiente. (Gostei tanto que me formei instrutora!).
Isto porque a ética do Yoga é pautada em valores universais que guiam seu praticante no caminho do Dharma, ou do bem-comum. O estudo dos textos do Yoga conduzem a atitudes conscientes e comprometidas com o bem-estar de todos e com o desenvolvimento pessoal.
Não demorei para perceber que praticar Yoga com frequência me ajudava a manter o corpo físico forte, flexível e saudável, além de equilibrar o corpo energético e as emoções. Contribuiu também para aumentar a consciência corporal e a consciência da própria respiração, ajudando a manter a mente mais quieta e a atenção focada. Em pouco tempo, pude literalmente sentir na pele todos esses efeitos. Mudei inclusive minha alimentação, tornando-me vegetariana.
Mas o objetivo primordial do Yoga, que vai além disso tudo, é Moksha, normalmente traduzido como Libertação ou Iluminação. De forma simplista e reduzida, isto significa libertar-se dos condicionamentos e consequentemente do sofrimento. Segundo o Yoga, o sofrimento humano advém da ignorância de nos identificarmos com os papéis que desempenhamos (filho, mãe, funcionário, chefe, etc) e da busca incessante de felicidade e amor fora de nós, enquanto nos esquecemos ou ignoramos que a nossa essência é essa felicidade, amor e paz.
A prática de Yoga, portanto, serve também para nos lembrar disso: “já somos o que desejamos” “somos perfeitos assim” “temos exatamente o que precisamos para evoluir aqui e agora”. Tal prática é em si uma oportunidade de autoconhecimento, de contato com o próprio corpo, com a respiração e com as emoções e de colocar em prática os valores do Yoga. É por meio deste autoconhecimento que somos capazes de identificarmos nossos padrões mentais e de comportamento para então alterar aqueles que consideramos nocivos ao nosso desenvolvimento, nossa saúde, aos nossos relacionamentos, etc.
Qualquer pessoa pode (e deve) praticar Yoga independente de sua idade, crença ou condição física. Existe uma prática adequada para cada biotipo e para as diferentes expectativas: práticas intensas ou suaves, restaurativas, com mais movimento ou mais permanência, mais focadas no corpo físico ou no corpo energético, mais voltadas para idosos, crianças, gestantes, etc.
Praticar Yoga é, sobretudo, olhar para dentro. Isso é muito importante neste mundo em que vivemos, pois somos levados a estar todo o tempo voltados para fora, onde há tanta informação por segundo que mal conseguimos registrar, onde há tanta competição e comparação que perdemos a capacidade de se colocar no lugar do outro e de ter compaixão, onde há tanta alienação de si mesmo, que não damos a devida importância para a nossa saúde, nossos relacionamentos e nosso ambiente.
O Yoga serve para nos despertar para uma vida melhor e mais consciente. E é esse também o objetivo do Idéia Nossa: trazer consciência e qualidade de vida para as pessoas. Por isso acredito nesta ligação, acredito que o Yoga possa chegar para somar e nos aproximar destes objetivos. Aliás um dos significados da palavra Yoga é união, e que esta seja duradoura...
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terça-feira, 7 de maio de 2013
A comida foi rápida, a dor de barriga não
Por Rodrigo Martins
Em casa o controle remoto dita as regras. Mesmo com uma TV e mais de 100 canais, apenas 3 são usados. Na balada não é diferente: "E aí, gata, suave?" e assim por diante...
Os domingos eram sagrados. A união familiar em torno do macarrão com frango da vovó era mais que um ato de alimentação, era uma tradição irrevogável. As pessoas mais velhas ficavam em torno do fogão e cada um responsável por um item alimentar. Os de idade média, responsáveis por saladas e sobremesas, os mais novos por colocarem os pratos, talheres e copos. A louça era divida após a refeição, uns lavam outros secam e assim sucessivamente. Fato era que o ato unia sobre a casa toda a família os diversos assuntos discutidos, as conversas paralelas, as brincadeiras de primos. Isso acrescentava na família um encorajador ato de união inexplicável, inclusive nas brigas: "Eu falo mal do meu irmão, mas não permito que ninguém o faça".
As noites festeiras nunca foram diferentes, a arte da conquista era de fato algo a se prezar, pois bem, as fofocas eram simples: "o João esta paquerando a Regina da rua 5". A arte da paquera era algo invejável. O tempo não era problema, levava-se um mês para convidar para sair, dois meses para beijar a mão e três meses para pedir em namoro. Durante esse período admirava-se um ao outro, conhecia um ao outro, decidiam-se, casamento ou ou não.
No meu tempo não era assim! Essa frase era usada corriqueiramente devido as rápidas mudanças que as coisas tomavam. Essas mudanças ocorrem em todos os "setores" da vida. Nossa comida agora é "food" e nem é necessário entrar em um restaurante, no carro mesmo e falando com uma máquina: prontinho, só comer! Mais "fast" que isso impossível.
Em casa o controle remoto dita as regras. Mesmo com uma TV e mais de 100 canais, apenas 3 são usados. Na balada não é diferente: "E aí, gata, suave?" e assim por diante...
Óbvio que a mudança faz parte da vida, nada é estático, porém pergunto-me: estamos evoluindo ou involuindo?
Os domingos eram sagrados. A união familiar em torno do macarrão com frango da vovó era mais que um ato de alimentação, era uma tradição irrevogável. As pessoas mais velhas ficavam em torno do fogão e cada um responsável por um item alimentar. Os de idade média, responsáveis por saladas e sobremesas, os mais novos por colocarem os pratos, talheres e copos. A louça era divida após a refeição, uns lavam outros secam e assim sucessivamente. Fato era que o ato unia sobre a casa toda a família os diversos assuntos discutidos, as conversas paralelas, as brincadeiras de primos. Isso acrescentava na família um encorajador ato de união inexplicável, inclusive nas brigas: "Eu falo mal do meu irmão, mas não permito que ninguém o faça".
Os programas como "Faustão" e "Silvio Santos" foram criados neste pilar, o pilar em torno da TV após almoço. Eram programas familiares, com piadas prontas, sorrisos simples e sonhos realizados. A família unia-se em torno daTVv e impunham suas vontades: "quero assistir sertanejo", "quero ver Roberto Carlos", "roda, roda a esperança", "quem quer dinheiro" e por aí sucessivamente. Porém, as bundas venderam mais em banheiras e auditórios e enquanto a audiência aumentou, a união familiar diminuiu. Afinal as mulheres não se sentiam bem com seus maridos vendo mulheres com corpos esculturais enquanto elas possuíam corpos de seres "normais".
As noites festeiras nunca foram diferentes, a arte da conquista era de fato algo a se prezar, pois bem, as fofocas eram simples: "o João esta paquerando a Regina da rua 5". A arte da paquera era algo invejável. O tempo não era problema, levava-se um mês para convidar para sair, dois meses para beijar a mão e três meses para pedir em namoro. Durante esse período admirava-se um ao outro, conhecia um ao outro, decidiam-se, casamento ou ou não.
Quando ouço: "não se fazem mais casais como meus pais ou avós, amor de verdade, em que um foi feito para o outro", fico me perguntando: não se pensam como se um fosse feito um para o outro, mas sim em que todos fossem feitos para todos. "Mesmo com todas as opções, eu escolhi meu amor de verdade".
A arte do respeito é escrupulosa e falha, os corpos expostos como objetos de desejos dificultam pessoas com corpos normais de competirem, afastando a originalidade de um simples corpo "desescultural".
As redes sociais que criam amizades e fatos "fast", quantos amigos foram até você no seu aniversário e quantos lhe felicitaram virtualmente, quantos virtualmente te cantam, te encantam, te enganam e quantos você cai? O "fast food" é passageiro, mas as dores de barriga duram muito mais...
Encontrar seres pensantes e admiráveis é cada dia mais raro. Uma vez que visitar um museu, ler um livro, ir ao teatro ou sonhar, simplesmente sonhar, está tornando-se um ato "vergonhoso" e "inatingível".
A reflexão é valida: "o mundo que deixaremos para nossos filhos, dependerá dos filhos que deixaremos para nosso mundo!". Valorizar o amor, o poder de dizer não, o ato de não aceitar o bombardeio midiático e exclusivamente buscar conhecimentos fora dos muros escolares são ações que mudarão os próximos, mas que não permitirão a perda dos velhos.
A importância de amar e respeitar o que se tem, é menos doloroso do que se sofrer pelo que se tinha, o valor de uma amizade não se mede pela presença de um ao lado do outro e sim na fidelidade da distância de um para o outro, e assim, só assim poderemos garantir que mudar é preciso, mas involuir é opcional.
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terça-feira, 30 de abril de 2013
Um esforço coletivo contra as desigualdades
Por Natália Burkle
Levei um tempo para absorver todas as coisas que senti sendo chefe de escola pela primeira vez, agora na DM¹ de março. O peso da responsabilidade, por incrível que pareça, se tornou maior depois que a DM acabou. Mas esse “peso” não se deve ao cargo que eu assumi durante a DM, porque isso já não importa, mas às minhas constatações ao final dela.
Primeiro, reparei no quanto estava cansada, mas em como estava fe
liz por tudo ter dado certo. E então, como se eu pudesse ouvir a minha própria voz dentro da minha cabeça, eu pensei: “acabou”.
liz por tudo ter dado certo. E então, como se eu pudesse ouvir a minha própria voz dentro da minha cabeça, eu pensei: “acabou”.
Mas esse “acabou”, talvez tenha sido uma das maiores mentiras que eu já contei para mim mesma, e logo, me dei conta disso.
Lembrei das famílias. Do líder comunitário. Das crianças. De uma senhora cuja enquete eu acompanhei... Pensei em todas as histórias que já ouvi no TETO. Em todas as mães que conheci. Em todas as crianças que peguei no colo. Nas pessoas que são tratadas por toda uma sociedade opressora como se não existissem. Pessoas que são tratadas como se fossem mais do que invisíveis. Porque até o que é invisível...como o vento, todos podem sentir. E essas pessoas...quase ninguém vê, muito menos sente.
Eu amo o trabalho que a gente pode fazer através do TETO. Mas o que eu mais queria no mundo, era que o nosso trabalho não precisasse existir. O que eu mais queria no mundo, era não ter que me questionar por que que uma criança vive descalça na favela, com a roupa furada, passando frio, e sem nenhum brinquedo, enquanto eu sempre tive tudo. Por que que senhoras de oitenta e poucos anos, viúvas e sem o amparo de ninguém, precisam se endividar com empréstimos para comprar um barraco na favela, que pode desabar a qualquer momento, e por um pedaço de terra do qual podem ser retiradas do dia pra noite, sem mais nem menos, enquanto eu sempre tive um teto seguro sobre a minha cabeça. Por que que mães chegam ao ponto de pensar em suicídio e em matar seus próprios filhos com comida envenenada, pra não vê-los morrendo de fome aos poucos, se na minha casa sempre teve fartura de comida.
E por que que tem que ser assim? Pois é. Não tem. Não deve.
E esse final de semana, eu vi um grupo de jovens se questionando sobre as mesmas coisas. Muitos dos quais estavam entrando em uma comunidade pela primeira vez. E pude ver nos olhos deles e nas vozes engasgadas, que além de ver essas pessoas, eles também foram capazes de senti-las.
Esses jovens perceberam que a nossa realidade, e a realidade das pessoas que vivem nas comunidades, é a mesma, porque todos nós vivemos em um mesmo mundo. Um mundo que é sim, cruel, desigual e perverso.
Só que esse mundo só é assim porque foi construído desse jeito. E hoje, sou alguém mais confiante, porque vi o desejo de mudança, tanto nas famílias que vivem nas comunidades, quanto nesses jovens. E pensando na força que eu enxergo nessas pessoas, vejo um objetivo em comum: o fim da pobreza. Uma pobreza que vai muito além de somente a renda.
Vejo também o fim da pobreza intelectual, moral e espiritual.
A partir de hoje, o que vai me mover, não é mais a indignação de viver numa sociedade desigual. Mas é a certeza de que através do esforço coletivo, nós viveremos um dia em um mundo no qual as pessoas serão SIM tratadas como iguais. Um mundo no qual todos terão as oportunidades que eu tive. Um mundo assim pode parecer impossível. Mas como disse Nelson Mandela: “tudo parece impossível, até que seja feito”.
Sabemos que esse futuro ainda está longe. Sabemos que o trabalho não está nem perto de acabar. Mas aceitamos essa responsabilidade, com a certeza de que não estamos mais sozinhos.
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¹ DM: Detecção Massiva, etapa anterior a construção, quando os voluntários vão até comunidades passíveis de receber a construção e aplicam enquetes com as famílias para coletar dados socioeconômicos e averiguam a situação dos barracos, para então, eleger com base nas enquetes respondidas, quais famílias receberão a construção.
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¹ DM: Detecção Massiva, etapa anterior a construção, quando os voluntários vão até comunidades passíveis de receber a construção e aplicam enquetes com as famílias para coletar dados socioeconômicos e averiguam a situação dos barracos, para então, eleger com base nas enquetes respondidas, quais famílias receberão a construção.
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sábado, 20 de abril de 2013
Olho por olho e todos ficaremos cegos
Por Rodrigo Martins
Após o assassinato do jovem de 19 anos na porta de seu condomínio por causa de um celular, mais uma vez o debate sobre a redução da maioridade penal está nos noticiários e na opinião pública. O
Brasil ficou indignado e desta vez (aparentemente) está decidido a reduzir a maioridade penal para 16 anos.
Quando discutimos a redução da maioridade penal precisamos colocar alguns pontos de destaque, entre eles, a nossa cultura. Afinal a cultura é o funk que em suas letras musicais diz: “Ostentação fora do normal, quem tem motor faz amor e quem não tem passa mal”. Não somente isso, mas em especial a falta de uma educação de questionamentos, inclusive moral. Nas escolas não se destaca ou se estuda a história de uma sociedade construída da luta em prol do ser.
E o que isso, tem a ver com o atual debate? É simples, quanto menos eu sei, mais fácil eu aceitarei.
Após o assassinato do jovem de 19 anos na porta de seu condomínio por causa de um celular, mais uma vez o debate sobre a redução da maioridade penal está nos noticiários e na opinião pública. OBrasil ficou indignado e desta vez (aparentemente) está decidido a reduzir a maioridade penal para 16 anos.
O brutal assassinato é realmente revoltante. As cenas, do tiro fatal que levou à morte o garoto estudioso e de futuro promissor de 19 anos, que foram exploradas incansavelmente pela mídia e redes sociais leva qualquer pessoa em primeiro momento a querer pena de morte para o assassino.
O assassinato deste garoto e tantos outros, em especial os da periferia que não chegam aos noticiários, são o mais puro reflexo de uma sociedade que valoriza o ter: “quanto mais eu tenho, mais eu sou”.
O celular (pivô da tragédia) é apenas o símbolo de um falso sucesso, onde quem tem e pode ostentar é bom, é o “cara” tão falado e explorado positivamente em especial por novelas que entoam: "esse cara sou eu".
Quando discutimos a redução da maioridade penal precisamos colocar alguns pontos de destaque, entre eles, a nossa cultura. Afinal a cultura é o funk que em suas letras musicais diz: “Ostentação fora do normal, quem tem motor faz amor e quem não tem passa mal”. Não somente isso, mas em especial a falta de uma educação de questionamentos, inclusive moral. Nas escolas não se destaca ou se estuda a história de uma sociedade construída da luta em prol do ser.
A falta de um estudo de sociologia, a falta de uma educação onde ensine a interpretar um texto, a falta de um respeito mútuo, a falta de respeitar o espaço do outro. A falta de uma simples lição: “Este apontador não é seu, minha filha”. Valores culturais e respeitosos que estão sendo perdidos com o tempo.
Quando lembramos os momentos decisivos do nosso país, em que muitos morreram defendendo a liberdade de expressão, entendia-se que “SER” era superior ao “TER”, ou seja, lutava-se para ser um estudante que pudesse questionar o sistema, lutava-se para ser um profissional que pudesse contribuir com uma sociedade mais justa e igualitária.
Infelizmente, pautados pela mídia, estamos em construção de uma sociedade em que na novela das nove, discute-se quantas mulheres o “Théo” pode ter, para ainda assim ser o cara perfeito para você.
E o que isso, tem a ver com o atual debate? É simples, quanto menos eu sei, mais fácil eu aceitarei.
Não se discute o sistema prisional que está falido, não se discuti o sistema da Fundação CASA (antiga FEBEM) que não reeduca ninguém, que não socializa ninguém e não recupera os 'perdidos'.
Não defendo bandido, muito menos assassino. Mas não podemos acreditar que aquele gatilho foi puxado sozinho. TODOS temos parte neste crime, quando criamos uma sociedade de olho por olho, obviamente, alguém vai ficar cego.
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Dica de leitura: Razões para NÃO diminuir a maioridade penal
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Dica de leitura: Razões para NÃO diminuir a maioridade penal
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Diminuir a maioridade penal: para que serve?
por Rodrigo Martins
A diminuição da maioridade penal é um debate que não sai de pauta em
nosso país. Crianças ou adolescentes usando crack? Lá vem o debate da
diminuição da maioridade penal. Crimes envolvendo menores? Novamente o
debate da maioridade penal entra em questão. Por que tanto se discute e
tão pouco se faz pelos "menores criminosos"?
Recentemente li no Twitter a seguinte frase: "Enquanto o jovem não tiver ensino básico de qualidade, é insano querer reduzir a maioridade penal, que o formará no crime durante a cadeia". Poxa, mais preciso que isso, só desenhando. Vamos avaliar cautelosamente: qual a qualidade de ensino da escola pública? E se for de periferia, então, há até dificuldade de encontrar professor. As escolas que ensinam a "decoreba" não conseguem mais decorar o que precisa ser repassado. Enquanto isso, a sociedade cobra do mesmo modo: roupas de grife, corpo moldado, pele limpa, cabelos lisos e qualificação profissional de um jovem que, muitas vezes, não tem sequer o que comer.
"Se eu pudesse eu não seria um problema social..."
A exclusão social cobra que um menor de idade seja duas vezes melhor. E aí, Mano Brown sabiamente dizia: "como fazer duas vezes melhor, se você está pelo menos cem vezes atrasado?!" Olha a balança, como está distorcida: não ofertam qualidade e ainda cobram resultados.
Agora, com a diminuição da maioridade penal, vamos prender todos os criminosos, e aí... bom, e aí? Por acaso a cadeia educa alguém? A cadeia, que é considerada a escola do crime, apenas demonstra o quanto o sistema penitenciário é falido.
Ninguém quer passar a mão na cabeça de delinquente. Mas quem cria os delinquentes?
Prevenir ou remediar? Eis a questão!
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Final de ano!
por Felipe Araújo
Empregos aparecem em datas comemorativas, mas após o ápice dos dias de grande demanda, o desemprego volta a surgir e atormentar a vida de alguns brasileiros.
![]() |
| Fila para contratações de Papai Noel. FONTE: O Povo |
A ganância de uns é o prato de comida de outros.
Ouvi dizer que tem até gente rifando o salário mínimo para aumentar a renda no mês!
Muito se diz que não há falta de emprego no mercado, e sim, que não existem pessoas qualificadas para tais cargos. Então, é dever do Estado melhorar a educação para que se possa obter a tal qualificação. Cabe ao país exercer uma política de desenvolvimento, uma vez que, num país onde se desenvolve as indústrias tecnológicas, agropecuárias, energéticas, ferroviárias, têxteis entre outras... Juntamente com a qualidade de ensino, a taxa de desemprego cairia abruptamente.
Já está mais do que na hora de abrir os cofres públicos para o que realmente importa: Qualificar o brasileiro! Com fortes incentivos a cultura, tanto literário quanto musical e artístico, pois um povo sem cultura é um povo sem razão.
“... dar uma esmola não é solução; eles precisam de cultura e boa alimentação; porque um povo sem cultura me dá insônia; qualquer dia desses voltaremos a ser colônia...”. Planet Hemp.
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domingo, 14 de outubro de 2012
Contra a crueldade animal
Vi essa matéria no site da Globo e achei que merecia ser publicada aqui no blog. Pode parecer bastante polêmico e extremo mas, algumas vezes, essa é a única forma que temos para chamar atenção e ganhar, por menor que seja, uma nota na grande mídia.
Texto: Globo Natureza/ Fotos: AFP - Animal Liberation Victoria
Um grupo de 100 membros da organização Liberação Animal Victoria (ALV, na sigla em inglês), realizou nesta quarta-feira (10) um polêmico protesto em Melbourne, na Austrália. Os ativistas fizeram um memorial solene segurando 100 animais mortos, entre ovelhas, porcos, cangurus, galinhas e peixes.
O propósito do ato era chamar a atenção para o sofrimento dos animais na sociedade em que vivemos. Muitos dos animais foram encontrados por uma equipe da organização já mortos ou à beira da morte, abandonados em fazendas de criação para abate ou atropelados em vias da região.
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quinta-feira, 8 de março de 2012
O Ecad, a cobrança sobre blogs e a necessidade de uma discussão mais ampla
Olá, caros leitores!
*Felipe Tebet é brasileiro, advogado, apaixonado pela vida e amante da música.
Acredito que todos vocês já devem estar sabendo da empreitada do ECAD nesses últimos dias e agora é hora de nos mobilizarmos para nos opor a essa sandice que vem sendo compactuada inclusive por nossa ministra da cultura, mas rejeitada pela web em peso e também por diversos artistas do cacife do Leoni, por exemplo.
Logo que fiquei sabendo da notícia pensei em escrever sobre o assunto, mas lembrei-me do grande amigo twitterário Felipe Tebet que escreve no blog que leva seu nome e é alguém muito mais gabaritado para abordar o assunto do que eu, por ele ser um exímio conhecedor de música, usuário ativo na internet e possuir conhecimentos profundos sobre legislação.
Não vou prolongar esse prefácio e vou deixá-los com este excelente "guest-post" preparado pelo Felipe.
Boa leitura e disseminem o texto à vontade pela rede, nós não iremos cobrar direitos autorais. Só lembrem-se de citar a fonte e o autor ;)
@alvarodiogo "Apenas compartilhe!"
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O Ecad, a cobrança sobre blogs e a necessidade de uma discussão mais ampla
Por Felipe Tebet*
Assunto de ontem na internet foi o
ECAD e a sua iniciativa de cobrar de blogs valores inerentes a direitos
autorais por vídeos do YouTube incorporados em suas páginas.
![]() |
| "Quais os interesses por trás do ECAD?" via Bodocongó |
A história toda teve início na
terça-feira da semana passada, dia 28 de fevereiro, quando o pessoal do blog Caligraffiti recebeu,
via e-mail, um aviso do ECAD de que teriam de pagar R$ 352,59 mensais pelo
conteúdo dos vídeos postados no blog (leia
aqui).
Cientes de que o ECAD tem um
acordo com o YouTube e por força deste acordo o YouTube já paga um valor mensal
ao órgão arrecadador pela publicação dos vídeos (entendida como execução
pública dentro dos parâmetros da Lei 9.610/98,
nossa lei de direito autoral), inconformados, os autores do blog questionaram a
cobrança, acendendo um debate fervoroso na web.
O ECAD
justifica a cobrança no Art. 5º, inciso II da Lei de Direito
Autoral e afirma que existem diversas modalidades de
utilização das obras e que são independentes entre si “e a autorização para o uso por uma delas
não se estende para as demais”, e completa com a pérola: “Isto significa que, se uma rede social
como o YouTube, por exemplo, efetua o pagamento do direito autoral pela
execução pública musical dos vídeos que veicula, o uso destes por terceiros
caracteriza uma nova utilização, cabendo, portanto uma nova autorização/licença
e um novo pagamento”.
![]() |
| "Ecad é condenado por cobrar direitos autorais em casamento" via Eco e Antigos |
O problema aqui é que, na realidade,
não se trata de uma nova utilização. O “embedamento” (ou incorporação) de
vídeos em sites não se enquadra em nenhuma das modalidades de execução pública
em mídias digitais mencionadas pelo ECAD em sua
justificativa:
“Mídias Digitais: Streaming (permite que um conteúdo seja transmitido
na rede. As informações transmitidas não são arquivadas na máquina do usuário), Simulcasting (transmissão simultânea de rádio e TV
convencionais para dispositivos conectados à rede), Ambientação de sites (sonorização de sites com músicas)”
Obviamente não se trata de
Simulcasting e muito menos de Ambientação de Sites. Talvez à primeira vista
possa parecer tratar-se de Streaming. Contudo, quem de fato faz o streaming, ou
seja, a transmissão, é o próprio YouTube. Quando um usuário, através do blog,
clica em “play”, o arquivo roda diretamente dos servidores do YouTube, é ele
quem faz a transmissão.
É um conceito muito fácil de se
compreender (com um pouco de boa vontade, o que parece faltar ao ECAD). Vídeos
‘embeded’ (incorporados) não podem ser caracterizados como transmissão, pois no
próprio código da postagem do blog, se encontra o código da página do YouTube.
Tecnicamente, é uma janela para o YouTube, um atalho, e não uma retransmissão.
É o conceito técnico de ‘inframe’ (abrir uma página dentro de outra).
Por esta simples razão é que a
oportunista cobrança do ECAD é tão absurda e gerou tanta repercussão. Está
havendo uma cobrança dobrada. Estão cobrando por algo que já está sendo pago.
Isso sem adentrar na questão da ausência da finalidade lucrativa, o que, para
o STJ, também seria necessário estar configurada, além da
execução pública, para tornar legítima a cobrança, o que não se verifica
no caso do blog em
comento.
As políticas de arrecadação do
ECAD sempre tiveram alguns absurdos pouco questionados por aí. Um exemplo disso
é o fato de que todo hotel tem de pagar ao ECAD R$ 21,00 por cada quarto que
dispõe de aparelho de rádio, a título de direitos autorais (dados
de 2011). A questão é que não há como saber qual estação o
hospede ouvia, se escutou somente notícias ou de fato ouviu musicas, e se
ouviu, quais músicas tocaram, ou ainda, se o hospede chegou a ligar o
rádio ou não. Para quem vai esse dinheiro arrecadado? Quais artistas têm
direito a ele? Entendem?
O mesmo funciona para lojas,
bares, restaurantes, consultórios, com critérios diferentes. Nestes
casos, assim como no dos blogs, há uma dupla cobrança pela mesma execução de
obra, já que as emissoras de rádio, as que de fato transmitem a programação, já
fazem pagamento ao ECAD dos direitos autorais para que possam transmitir. Os
hotéis, lojas e consultórios citados como exemplo apenas oferecem um meio para
que as pessoas tenham acesso à programação por ela transmitidas.
![]() |
| "ECAD: entenda essa patifaria" via Blog do Vegetal |
Trata-se mais uma vez do
oportunismo e da sede por dinheiro dos membros do ECAD que, por não sofrer
fiscalização nenhuma de qualquer órgão ou entidade, “às vezes atua como batedor
de carteira, onde tiver dinheiro vai buscar um pouco mais”, como critica o
músico Leoni (ex-baixista do Kid Abelha) em reportagem
d’O Globo.
Na realidade, talvez nem fosse tão
grande a discussão acerca das (contestáveis) formas de arrecadação de direitos
autorais pelo ECAD se houvesse por parte do mesmo uma transparência quanto à
política de distribuição desses valores, o que não ocorre. Muitos dos artistas
não vêem um centavo do valor arrecadado e muitos outros recebem valores
ínfimos, enquanto
outros (falsários) recebem vultuosas quantias por obras alheias.
No fim das contas, o grande vilão
da história toda acaba sendo o próprio ECAD, que arrecada, mas não distribui. É
único que de fato lucra com a criação artística alheia. Então, estamos a
proteger os direitos dos artistas ou os interesses do órgão arrecadador?
É claro que os direitos autorais
precisam ser protegidos e resguardados, afinal, esse é o ganha-pão das pessoas
que trabalham nesse meio, pessoas vivem disso. A questão é que temos uma
legislação completamente defasada e obsoleta acerca do assunto diante do
contexto de mídias digitais que vivemos hoje, somada a uma ‘indústria cultural’
estagnada num modelo de controle e monopólio da produção e distribuição de
mídias que não tem o menor interesse em discutir uma nova forma de arrecadação
e distribuição dos direitos autorais através de um legislação decente e novas
políticas de proteção dos direitos autorais no ambiente digital.
Ao invés disso, correm na direção
contrária, o ECAD e as gravadoras buscam manter o seu engessado modelo que
sempre lhe renderam muito dinheiro (e pouca dor de cabeça).
Os tempos mudaram, as formas de
produção, divulgação e distribuição das mídias também. As leis, as gravadoras,
o ECAD e todo o setor da ‘indústria cultural’ que lucra (ou lucrava) muito com
isso não se dispuseram a acompanhar a evolução, e agora estão aí, tentando
impedir que ela aconteça.
O que precisamos (e não é de hoje)
é intensificar o já amplo debate acerca de uma
nova legislação para proteção dos direitos autorais que
seja condizente com a realidade do contexto virtual/digital e do modelo de
compartilhamento que temos hoje. Não se pode parar ou impedir a internet, e a
essência da internet é o compartilhamento.
Não que seja um modelo perfeito,
mas a Apple conseguiu, com a iTunes Store, grande sucesso através de um modelo
equilibrado e efetivo de venda de músicas online no contexto virtual, cobrando
um valor justo e remunerando devidamente os artistas. Hoje a maior loja de
música online da web.
Esperamos que essa repercussão
toda vá além da questão da legalidade/legitimidade da cobrança do ECAD sobre os
blogs que incorporam vídeos em seus posts, mas que de fato sirva para despertar
a sociedade para a urgente necessidade de discussão de novas leis no nosso
ordenamento jurídico que alcancem situações do contexto digital de forma mais
objetiva, não só no campo dos direitos autorais, mas de todas as demais
relações no âmbito da sociedade civil (com a discussão também do Marco Civil da Internet)
Links complementares:
ECAD
é condenado por cobrar direitos autorais em casamento (a questão da
não finalidade lucrativa) / Acórdão
do STJ sobre o assunto
Rapper
Emicida conta que foi cobrado por improvisações (“...tem que ver isso
aí, porque vocês vão usar palavras que já existem...”)
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