--- Frase de Agora! ---
"A água é para os escolhidos
Mas como podemos esperar que sejamos nós..
... eu e você?"

Máquina do Tempo: Vaga Viva do Coletivo Ideia Nossa. A única vaga viva do lado de cá da ponte =) Vaga Viva do Ideia Nossa

Destaque da Semana: Onde está o sol que estava aqui?
Ladrões de sol, crise hídrica e êxodo rural
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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Blogueiro: tornar a ser

Por Álvaro Diogo

Há momentos que simplesmente resolvemos realizar todas aquelas pendências que estavam inchando o check-list do bloco de notas. Para algumas pessoas acontece na virada do ano novo, para outras no mês do aniversário, mas para mim sempre acontece no final de novembro/começo de dezembro. É sério, pode reparar: a Coluna do Talainho é sempre mais movimentada nessa época do ano. Bom... a pendência a ser realizada hoje é tornar a ser um blogueiro e manter viva as páginas deste recanto tão querido que é o Blog Ideia Nossa. Portanto, aperta o play e não deixe de comentar, curtir, compartilhar ou qualquer outro verbo de ação que comece com "C" e faça feliz eu e todos os colaboradores do Coletivo Ideia Nossa.

Lançamento imperdível do mês de novembro. Baixe o álbum aqui.

Não fiz pauta, não elaborei roteiro e até agora não sei como será esse post. A única coisa que sei é que pretendo escrever a cada 10 dias aqui no blog e escolhi hoje para começar.

Bom, como não tenho pauta para me alongar e não pretendo demorar mais de 30 minutos para escrever esse post irei compartilhar algumas coisas que li e vi na web no último mês.

"Não há nada pior do que os preconceitos de quem acha que não tem preconceitos." 

"Ideologia é como espinafre no dente: a gente só vê o dos outros." 

"A gente não acredita no que quer. A gente não acredita no que é logicamente dedutível. A gente não acredita nas evidências dos nossos sentidos. A gente acredita no que pode, do jeito que dá, segundo as limitações da nossa biografia, da nossa educação, do nosso temperamento."


Esse texto do link acima está fresquinho, saiu ontem do forno. Ainda não li a versão final, mas li a primeira versão preliminar enviada pelo Alex no e-mail e vale muito a pena ser lido, como todos os textos da série Prisão, aliás, como todos os textos que o Alex Castro escreve.

Em breve pretendo colaborar como mecenas do trabalho dele.



O mecenato do mês foi para o novo trabalho musical do Leoni, intitulado "Notícias de Mim", quem quiser mais informações, ou também quiser colaborar é só clicar aqui.

E pra encerrar eu deixo este vídeo da Honey Bee. Uma gatinha portadora de necessidades especiais que foi adotado por um mochileiro e agora vive a vida fazendo trilhas com seu tutor humano-guia. Impossível não se emocionar.


Em breve o Coletivo Ideia Nossa virá com novas ações. Nos bastidores há muita coisa sendo discutida e planejada e 2015 promete ser um ano melhor e maios do que foi o tão esplêndido ano de 2013 para nós.

PS I: a parte da coluna ser mais movimentada nessa época do ano era uma brincadeira, mas se alguém teve curiosidade de conferir, por favor me informe se é verdade.

PS II: escrevi o post em exatos 24 minutos, contando o tempo que atendi o Flávio aqui no trabalho. Flávio é aluno no laboratório onde trabalho e baixista na banda Antioxidante, que será alvo desta coluna em breve.

PS II.a: ...e mais 11 minutos para formatar e inserir as referências no post =)

PS III: em 2015 a tão reforma do layout do blog sai, pode acreditar!

sexta-feira, 29 de março de 2013

Um ano de veganismo ou a ética por inteiro

Por Wladimir Evangelista do Neurônio Frito

Uma das primeiras coisas que eu pensei foi "nunca mais vou comer chocolate". Algo banal para quem olha de fora, eu sei, mas, eu também sei que muita gente nem pensa em se tornar vegetariano, e muito menos vegano, por não ter ideia do que vai comer daí pra frente. Eu apelidei isso de 'síndrome da alface'. Tirando as modelos esquisitas, ninguém quer passar o resto da vida só comendo alface, certo?

Então, foi numa conversa sobre vegetarianismo que me perguntaram por que eu, vegetariano há tantos anos, ainda não evoluíra para o veganismo. Nessa época eu mal tinha ouvido falar de veganismo e estava muito satisfeito com meu ovo-lacto-vegetarianismo. Afinal, na minha inocência útil, eu achava que nenhum animal era morto por causa da minha comida. Minha resposta foi simples: "eu sou vegetariano porque não como nada que tenha causado a morte de um animal".

A tréplica foi curta e objetiva. Não mata, mas explora. Foi como um soco na boca do estômago. Não mata, mas te deixa sem fôlego por um bom tempo. E o pior de tudo é que essa era apenas uma parte da verdade cruel.

A partir daquela conversa, fui pesquisar a palavra veganismo e um mundo de informações abriu-se diante de mim. Muito mais do que a exploração dos animais como escravos, com requintes de tortura, descobri que muitas mortes também se originam a partir dos "inocentes" ovinho e leitinho.

Vídeos com vacas leiteiras sendo chutadas nas mamas por quem deveria estar cuidando delas, bezerros sendo desmamados no primeiro momento de vida para não dar prejuízo ao dono da vaca, uma vaca chorando por dois dias seguidos para que lhe devolvessem seu filhote, bezerros machos, que não servem para dar leite, virando baby beef a preço de ouro. Galinhas amontoadas como se fossem caixas, com luz sobre suas cabeças 24 horas por dia para não pararem de colocar ovos nunca, ocupando o espaço exato de seus corpos pela vida inteira e descartadas feito sacos de lixo quando doentes, para morrerem sufocando, umas sobre as outras.

Mas, o pior de todos os vídeos ainda estava por vir. Pintinhos machos não servem para colocar ovos, certo? Então, o que fazer com eles quando nascem? Simples, basta triturá-los vivos para virarem ração para outros animais! Parece piada de mau gosto, mas alguma mente doentia, algum psicopata inventou uma máquina de triturar pintinhos vivos! As igrejas falam muito no diabo. Mas nenhuma delas nos conta que o diabo é o próprio ser humano.

Em fevereiro faz um ano que eu me tornei vegano. Sou um cara correto. Não roubo, não mato, não engano mulheres ingênuas, uso muito mais a bicicleta do que o carro, separo o lixo e ainda reciclo todo meu lixo orgânico em casa, apesar de morar em apartamento e, pasmem, falo a verdade sempre. Quase um ser de outro planeta. E, mesmo assim, só depois de me tornar vegano, eu realmente entendi o que é ética.

Não importa o que você faça, você não é um sujeito 100% ético enquanto for cúmplice do holocausto animal. Isso mesmo, holocausto. O que os homens fazem com os animais atualmente, assemelha-se muito ao que os nazistas fizeram com judeus, homossexuais e negros. Duvida? Pesquise, como eu fiz. Mas, prepare-se para as cenas de puro horror que vai encontrar.

Eu ouço mães dizendo, delicadamente, come essa carninha, filhinho! Olha o leitinho para ficar fortinho! Tem que comer esse ovinho para crescer sadio! A verdade, meu caro, a verdade nua e crua é que a carninha, o leitinho e o ovinho são frutos de uma sequência macabra de crimes. Eu não gosto muito do recurso, mas vou usar letras maiúsculas, porque isso é um grito sufocado por todos os que sentem compaixão.

ESCRAVIDÃO. TORTURA. ASSASSINATO.

Isso é o que as pessoas comem. Como se não bastasse, esses crimes têm dois agravantes: impossibilidade de defesa da vítima e motivo fútil. Não é a isso que chamam de crime hediondo nas leis humanas?

Ano passado, eu fui impedido de fazer comentários em uma página do facebook chamada direitos dos animais. Em um post sobre chineses que comem cães e gatos, alguém comentou que os chineses eram "a pior raça do planeta" e que eles iriam "pagar" por tudo que faziam. Meu "crime" foi lembrar o dono do comentário sobre os milhões de animais "comestíveis" que são assassinados cruelmente todos os dias, ao redor do planeta. Desse ponto de vista, todos teriam que pagar. Meu comentário foi excluído pelo administrador da página e eu fui impedido de fazer novos comentários. Evidentemente, me retirei dessa página hipócrita. Carnívoro falando sobre direitos dos animais é piada de muito mau gosto.

Numa outra página sobre proteção de baleias e golfinhos, a cada post, umas 50 pessoas xingam os japoneses, também "a pior raça do planeta". Quando eu faço o mesmo comentário, nenhum administrador me exclui, por enquanto, mas daqueles cinquenta xingando, apenas 2 ou 3 curtem meu comentário. É fácil de imaginar a cena e entender o motivo: o sujeito em frente ao micro, ou note, ou tablet, não importa, postando algum palavrão sobre os japoneses, entre uma mordida e outra no seu xis bacon.

Se os porcos nadassem, seria diferente? E se as galinhas latissem, alguém faria campanha para salvá-las? Quem define quais animais podem morrer e quais são sagrados? E os escolhidos para morrer, não sentem nada? Não sentem medo, dor, terror? Vão para a morte tranquilos e com o coraçãozinho em festa?

E essa hipocrisia de não querer comer carne de cavalo quem sempre comeu carne de boi? E as touradas? E os festivais pelo mundo inteiro que usam animais em sacrifícios religiosos ou pelo simples prazer da matança? E os laboratórios torturando animais em nome da ciência? O que há de errado com a raça humana? Espere, vou repetir a pergunta.

O QUE HÁ DE ERRADO COM A RAÇA HUMANA?

Hoje eu posso dizer, com toda a tranquilidade, que sou um ser humano 100% ético.

E, contrariando todos os prognósticos feitos muitos anos atrás por especialistas em alimentação, aos 51 anos, sou um cara grande e forte, pedalo 40 km por dia, não tenho nenhuma doença, nem sequer fico resfriado. Sou a antítese do vegetariano fracote e desbotado.

E o chocolate, onde se encaixa nessa história toda? Bem, depois que descobri que uma empresa gaúcha produz uma marca de chocolate vegano, minha vida ficou, além de 100% ética, também mais saborosa.

Pense nisso.

domingo, 14 de outubro de 2012

Contra a crueldade animal


Vi essa matéria no site da Globo e achei que merecia ser publicada aqui no blog. Pode parecer bastante polêmico e extremo mas, algumas vezes, essa é a única forma que temos para chamar atenção e ganhar, por menor que seja, uma nota na grande mídia.

Texto: Globo Natureza/ Fotos: AFP - Animal Liberation Victoria

Um grupo de 100 membros da organização Liberação Animal Victoria (ALV, na sigla em inglês), realizou nesta quarta-feira (10) um polêmico protesto em Melbourne, na Austrália. Os ativistas fizeram um memorial solene segurando 100 animais mortos, entre ovelhas, porcos, cangurus, galinhas e peixes.


O propósito do ato era chamar a atenção para o sofrimento dos animais na sociedade em que vivemos. Muitos dos animais foram encontrados por uma equipe da organização já mortos ou à beira da morte, abandonados em fazendas de criação para abate ou atropelados em vias da região.


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Luta contra as touradas


Texto: Luciana Bender/ Fotos: Reuters

"A compaixão pelos animais está intimamente ligada a bondade de caráter, e pode ser seguramente afirmado que quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem."
(Arthur Schopenhauer)

Falar sobre touradas é algo muito difícil para mim. Pouco, ou quase nada, consigo assistir desses vídeos disponíveis na internet, que revelam uma covardia sem tamanho de homens que matam touros como uma forma de representação cultural.

Na semana passada, um grupo de ativistas da AnimaNaturalis reuniu-se na Cidade do México para protestar contra as touradas, ainda uma tradição na região. Os participantes da manifestação pintaram-se com tinta vermelha, representando o sangue derramado dos animais, que são mortos em meio aos brados de uma multidão que ainda se diverte assistindo a esses eventos.

Estavam presentes cerca de 250 pessoas que apóiam o projeto do congressista Cristian Vargas que luta pelo banimento das touradas no México em dezembro. Por enquanto, nada foi feito e a temporada dessas torturas aos animais já vai recomeçar.

Para quem não sabe como funciona essa “manifestação cultural” darei um breve resumo. Os touros são criados em locais especiais para se tornarem agressivos. O cavaleiro, no momento da apresentação, deve cravar o maior número possível de farpas no dorso do animal, causando sofrimento e uma morte lenta.

Não sou vegetariana, como alguns colaboradores do Ideia Nossa, apesar de estar lutando para tornar-me, no entanto, abomino qualquer forma de sofrimento aos animais. Sei que alguns dirão o quanto eles sofrem no momento do abate, eu sei disso, e por isso estou lutando para retirar a carne da minha vida. Quanto as touradas, consideradas patrimônio cultural, creio que essa seja uma das formas mais arcaicas de demonstração de covardia contra os animais. E o pior de tudo, essa carnificina é feita em prol do divertimento de um público, no mínimo sádico.

Confiram algumas fotos da manifestação do AnimaNaturalis.





quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Salvem o Parque das Hortênsias!

SALVEM O PARQUE DAS HORTÊNSIAS

¡Hola 

Como vão caros leitores do Ideia Nossa? Preparados para mais um daqueles meus posts de leitura interminável? :]

Como todos sabem o Coletivo é plural e um dos nossos objetivos é estar presente cada vez em mais lugares, mesmo que apenas com alcance virtual.

Mas como o Blog foi "fundado" em Taboão da Serra e todos os membros possuem ligação direta ou indireta com a cidade já deu pra perceber que ela torna-se pauta dos posts constantemente.

Ano passado um movimento denominado "Salve o Parque das Hortênsias" conseguiu causar certo impacto na cidade, gerando uma petição que poderá ser acessada logo abaixo e virando manchete nos jornais locais.
Divulgação do movimento que percorre as redes sociais
O tema abordado pelo grupo já foi debatido em nossas reuniões e colocado em nossos planejamentos, mas nunca deixou o plano das ideias de fato. São poucas as pessoas que tentam superar a ignorância e a inércia, mas felizmente elas existem!

Resolvi abordar um tema com um certo atraso, mas ainda está em tempo de entrar na discussão.

O blog do grupo tem poucas atualizações, mas é interessante acessar para ter ideia do que está acontecendo no parque.

Para assinar a petição clique aqui.

A movimentação nas redes sociais com direito a pressão com petição on-line e na portaria do parque gerou repercussão na mídia e fez alguns dos pré-candidatos à prefeito desse ano opinarem sobre a situação.

Defenderam a permanência do zoológico e revitalização da área, defenderam a criação de um polo cultural e até a ideia absurda de se criar um parque aquático O.o" Sim, em plena área de preservação ambiental!

Eu nem vou comentar sobre a criação de um parque aquático, pois pelos poucos conhecimentos que tenho sobre legislação ambiental, derrubar árvores nativas de uma APA ou APP para colocar em seu lugar piscinas artificiais não me parece legal.

A criação de um polo cultural na cidade é muito bem vinda, mas acredito que seria muito mais aproveitada se fosse locada no Pirajuçara, por exemplo, já que no centro já temos o Liceu de Artes, CEMUR, Praça Nicola Vivilechio e o próprio parque.

Eu concordo plenamente que o parque precisa de uma revitalização, mas sou contra a permanência do zoológico e eu como leigo no assunto não defenderei essa teoria com minhas palavras e preparei um texto extraído do Instituto Nina Rosa que diz tudo que eu planejava dizer e muito mais. Ele foi levemente alterado, com alguns grifos meus e imagens adicionadas para ilustrar, mas o original pode ser acessado no final do texto.

Sei que é uma luta difícil, mas inevitável. Já ouvi de importantes nomes da cidade que o zoológico foi uma conquista do povo e que não pode ser deixado de lado tão facilmente e eu retruco dizendo que se o povo décadas atrás queria um zoológico hoje pode muito bem não querê-lo mais e é o que está parecendo.

O que acho mais engraçado é ouvir de pessoas que trabalham dentro do parque comentários especistas como: "você não pode falar que os animais estão sendo maltratados ou que não tem espaço ou que não se sentem felizes, isso é 'humanizar' os animais e nós estamos tomando todos os cuidados que eles merecem."

Não é questão de humanizar animal nenhum, aliás, tem muito "animal irracional" muito mais humano que muita gente. É só questão de se colocar no lugar do próximo. Imagine-se um leão vivendo a vida toda em uma jaula de 30m². Difícil imaginar? Então pense em você, vulgo "humano sábio", vivendo a vida inteira em uma jaula de 30m² servindo apenas para entretenimento alheio? É legal? Está sendo bem tratado, bem alimentado, foi criado em cativeiro, não precisa de espaço mesmo, não é? Que tal?!

Bom, não vou entrar no mérito da discussão, pois o texto abaixo o fará muito bem por mim.

O que nós queremos para o parque?

Resolvi criar esse post principalmente para enriquecer a discussão, pois tem muita gente entrando na onda de reclamar do parque, mas não percebem o grande problema que não está no parque e sim no zoológico.

Eu espero que esse título do post traga muitos leitores direcionados pelo google quando procurarem mais sobre esse movimento que continua se expandindo e quero a deixar minha posição a respeito e acredito que é a mesma posição do coletivo como um todo:

A área por ser uma das poucas áreas remanescentes da mata atlântica poderia ser muito bem aproveitada como um Centro de Educação Ambiental, trabalhando de maneira similar ao CEA da Sociedade Ecológica Amigos do Embu que existe na Fonte dos Jesuítas no Embu das Artes ou mesmo como a UMAPAZ no Ibirapuera.

Acho que essa devia ser a ideia central para a área, já que essa é uma atividade que engatinha na cidade e região e que ainda ajudaria a preservar não só essa área mas os outros fragmentos espalhados na cidade como o Pq. Laguna.

Mas trata-se de uma área grande e sabemos que é difícil reverter verbas para o meio ambiente, me parece que isso não gera muitos votos (sic!). 

Pois bem, a área abrigaria muito bem um centro de educação como esse, compartilhando espaço, quem sabe, com um Centro de Educação de Trânsito, ou com o pessoal da Saúde Mental (como já ocorre nos dias de hoje), ou quem sabe ainda abrigar um palco para shows ao ar livre (quem sabe abrigar o retorno do Cultura Rock Taboão), ou mais outras atividades provenientes de X pastas diferentes.

Ideias pipocam aqui e ali na cidade a todo tempo! Resta nossos governantes aprenderem a ouvir aqueles que representam e começarem a se movimentar com vontade. Sair da inércia e da ignorância.

E encerro esse texto embalado ao ritmo dos Panteras Negras: "Power to the People!" E vamos salvar o Parque das Hortênsias!

Boa leitura!

@alvarodiogo "Compartilhe suas ideias"
http://www.ideianossa.blogspot.com



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PASSEIO AO ZOOLÓGICO: SOB OUTRA ÓTICA, SOB OUTRA ÉTICA , 
por Marcela Teixeira Godoy* 

“quando se trata de como os humanos exploram os animais, o reconhecimento de seus direitos requer abolição, não reforma (...) a verdade dos direitos animais requer jaulas vazias, não mais espaçosas”.
(Tom Regan, em Jaulas Vazias)

Como Bióloga e Educadora, sempre acreditei nos Zoológicos como ferramenta deseducativa. Meu repúdio a esse tipo de atividade, fez com que eu me afastasse, durante anos, de uma visita a esses verdadeiros redutos de infelicidade animal. Tive a oportunidade de fazer uma visita técnica a alguns desses redutos recentemente (a menos de uma semana, para ser mais exata). Assim como a aquários, oceanários, serpentários e afins. Foi um tour dos horrores, considerando toda minha aversão a qualquer forma de confinamento animal para a satisfação de egos humanos. Mas, com o passar do tempo, minha aversão que antes era representada pela negação, foi substituída pela coragem de encarar os fatos como eles são: os animais sofrem. Ao nosso lado. Todos os dias. E nos fazem a todo o tempo, um apelo silencioso. Não é possível ignorar essa realidade pelos melindres de não querer sofrer, de não querer olhar.  O sofrimento deles é infinitamente maior. Nessa visita técnica, foram incluídos locais que os visitantes “comuns” não tem acesso, como cozinhas, biotérios, áreas de cuidados veterinários e etc. Fui convidada por uma colega de trabalho, a conduzir com ela (que também não é fã de Zoológicos), a visita (sou professora universitária) e temos uma turma em comum, a qual nos acompanhou. A curiosidade de saber a quantas anda a exploração legitimada dos animais que tiveram sua liberdade seqüestrada, na prática, foi um dos fatores que me levou a decidir ir. Outro fator importante foi a certeza de ter minhas concepções biocêntricas renovadas. Mesmo à custa do meu sofrimento. Banal, como já mencionei, perto do sofrimento de inúmeros animais que lá encontrei.  Antes de “ver” os animais e durante as “visitas”, em todos os locais, há uma explanação teórica/logística por parte dos monitores. Parece que são treinados todos no mesmo lugar, pois as frases feitas a respeito do bem-estarismo animal são quase que idênticas. Tais explanações me remetiam inevitavelmente ao “Ensaio sobre a Cegueira” de Saramago. Pensava: as pessoas estão mesmo acreditando nisso? (Acho que vou escrever um “Ensaio sobre a surdez”). Outro pensamento recorrente: na ocasião de uma palestra do Seminário da Agenda 21, no Paraná, em 2009, a filósofa Sônia Felipe mencionou a seguinte frase: “BICHO NÃO É VITRINE DE SHOPPING”. Considerei extremamente relevante. Me fez pensar além.

Zoológicos com objetivos de recuperação e reintrodução de espécies no meio, sem exposição ao público, que respeitam o que o animal nasceu, de fato, para ser, merecem nosso reconhecimento. Não são, infelizmente a maioria deles. A maioria ainda se baseia em concepções especistas e antropocêntricas para justificar sua existência e conseqüente sofrimento animal. Algumas falácias são facilmente identificadas no discurso daqueles que defendem o Zoológico “vitrine” como “ferramenta educativa”. Aliás, podemos, sim, fazer dos Zoológicos, ferramentas extremamente educativas se mudarmos a análise e a perspectiva. Analisando sob a ótica da Ética Biocêntrica, podemos enumerar algumas falácias que são repetidas como mantras a respeito dos animais confinados. Vamos a algumas delas:

- “o Zoológico é importante porque nós devemos conhecer as espécies para preservar/respeitar”.

Essa concepção traz embutida a desculpa de que só é possível preservar uma espécie a partir do momento que a conhecemos. Se a concepção biocêntrica predomina, o simples fato de o animal existir, já é um pressuposto que justificaria o respeito por ele. E só. Eu não conheço nenhum africano, por exemplo, mas não preciso o fazer para só depois respeitá-lo. Nunca conheci um urso polar, um tigre de bengala, uma perereca amazônica ou uma orca. Mas o fato de não vê-los ao vivo, não me impede de respeitá-los pela sua essência.

- “O Zoológico é imprescindível para estudarmos o comportamento dos animais”.

Só se for para estudar neuroses de cativeiro. Qualquer pessoa com noções básicas de Biologia sabe que o comportamento de animais em cativeiro não é o mesmo que o animal apresentaria no seu meio natural. Tenho muito respeito por estudos comportamentais. Mas por aqueles que são feitos no habitat natural do animal. Esse argumento não sustenta a existência desse tipo de Zoológico.

- “O Zoológico é importante para a reprodução e para salvar as espécies”.

Primeiro: a maioria dos animais reproduzidos em cativeiro é reproduzida para esse fim: permanecer em cativeiro. Não para ter devolvido o que lhe foi negado desde as gerações anteriores: sua liberdade. Há, entre os Zoológicos, uma espécie de escambo de espécies, onde os animais são intercambiados. Faltou uma girafa no Zoológico “x”? Já está nascendo uma no Zoológico “y”. Será separada de sua mãe e destinada ao Zoológico “x” como animal de exposição. Segundo: Privado da convivência com seus iguais e de todas as interações que lhe são possíveis em seu meio natural, ele não é mais do que a sombra dos seus ancestrais.
- “Mas os animais que nasceram no Zoo não sofrem porque não conhecem outra vida”.

Será que o fato desse animal ter nascido em cativeiro nos dá o direito de usurpar sua liberdade mais uma vez e condená-lo a uma vida miserável, privando-o da sua verdadeira liberdade?

Se houver uma “visita ao zoológico”, com propósitos educativos, que sejam feitas pelo menos, as seguintes perguntas e investigações com os alunos: qual o habitat natural desses animais? Quais os hábitos desses animais em seu meio natural? Geralmente são: Nadar, correr, voar quilômetros por dia, procurar comida, defender seu território, interagir com outras espécies e com seus iguais. E em cativeiro? Quais as mudanças percebidas? Quais os impactos nefastos nos seus hábitos? Quais as conseqüências? Um pequeníssimo exemplo, entre tantos que presenciei: um leão marinho em seu habitat natural viaja centenas de quilômetros por dia. Em cativeiro, é condenado a viver em um pequeno tanque, onde passa o dia circunscrevendo voltas como que para escapar da escravidão sem fim. Sem falar na obesidade e outros transtornos de comportamento como as já mencionadas neuroses de cativeiro. Isso nos reporta à falácia seguinte:

- “Aqui no Zoológico, fazemos o enriquecimento ambiental”,

Esse novo modismo nos Zoos (proveniente de um modelo americano) traz em sua proposta, a introdução de diferentes estímulos no cativeiro para que animais não desenvolvam comportamentos repetitivos e neuróticos como automutilação, coprofagia e etc. Certamente, estímulos são melhores que a estagnação a que esses animais são condenados. Mas deve-se sempre questionar: a reabilitação e a devolução da liberdade que lhes foi negada, não seria infinitamente melhor? O tão prestigiado enriquecimento ambiental não seria mais um engodo para justificar a perpetuação do cativeiro e de interesses escusos?

- “Hoje não existem mais jaulas nos zoológicos”.

Ouvi diversas vezes essa frase dos monitores que nos acompanharam. Em vários lugares. Basta uma breve visita para, novamente, a perplexidade ao comparar o dito e o constatado ser inevitável. O ápice do menosprezo à inteligência dos presentes. Percebe-se, claramente a existência de cercados mínimos de aço, alumínio, terrários, aquários, e paredes de vidro fazendo as vezes de jaulas. Mas pergunto: não seria infinitamente melhor que jaulas, aquários, terrários e afins estejam para sempre, vazios?

- “A alimentação é balanceada”.

Isso pode soar muito bem aos ouvidos antropo e ecocêntricos. Mas nos ouvidos biocêntricos e abolicionistas dói. Até fisicamente. Uma frase que ouvi da monitora: “Os zootecnistas que trabalham no zoo e cuidam da alimentação dos animais, acham que os psitacídeos silvestres são uns chatos porque são muito exigentes, não comem qualquer coisa”. Ora, o que diriam os psitacídeos se falassem? “Chato” seria um adjetivo no mínimo elegante para qualificar quem os trancafia em um viveiro, obrigando-os a uma “loteria gastronômica”, forçada e diferente de sua alimentação natural. 

E nem tecerei aqui, comentários a respeito do estresse gerado para o animal decorrente das barulhentas “visitas”. É desnecessário.

Os animais em zoológicos são a ponta do Iceberg dessa empresa. Por trás há inúmeros fatores que formam uma cadeia de horrores para outras espécies também. Uma delas é a existência de biotérios, terceirizados ou dentro dos próprios Zôos, que são lugares específicos onde são criados animais vivos para alimentar os animais cativos. No Brasil são criados, para esse fim, ratos, porquinhos da índia, gansos, pintinhos e etc. Esses seres vivos, considerados “alimento” no contexto, são manipulados, criados e administrados com a naturalidade de quem dá uma banana a um macaco. São “coisas” como regem os preceitos do antropocentrismo e do especismo. Os ecocentricos dirão que é muito boa essa preocupação com a alimentação dos animais. E que não há dilemas morais, pois na natureza existe a relação predador/presa. Sim. NA NATUREZA. Mas, novamente a pergunta que se deve fazer é: Não existir animais enjaulados não seria infinitamente melhor?

Outro fenômeno que ocorre na maioria dos Zoológicos e confesso, para mim é novidade: a distinção entre “animais em exposição” e “animais excedentes”. Os animais em exposição (no contexto, como se fossem agora, peças de uma galeria de arte) são aqueles que o público enxerga. Aliás, a maioria deles é recolhida à noite, gerando mais estresse. Os “animais em exposição” ficam nas partes divulgáveis do Zoo. Nas áreas que estão longe dos olhos do público, existem pequenas jaulas com os “animais excedentes”, ou seja, os que sobraram da reprodução em cativeiro, ou de trocas com outros Zoológicos. Ou até mesmo os animais doentes ou que desenvolveram a (novamente ela) neurose de cativeiro. Claro que não é conveniente que o público tenha contato com comportamentos como automutilações, coprofagia, canibalismo e outros desenvolvidos em animais privados de sua liberdade. A visão desses comportamentos pode começar a atenuar a “cegueira conveniente” do grande público. Não é recomendável. Nessas áreas, até são permitidas visitas técnicas. Mas são terminantemente proibidas fotos e filmagens, por razões óbvias aos olhos da Ética Biocêntrica. Uma das monitoras, quando questionada sobre o porquê das fotos serem proibidas, disse não saber. Fiquei me questionando se a resposta foi estratégica, se foi repetida como mantra, se ela simplesmente não se importa, ou se a cegueira a acomete também. Nas áreas dos “animais excedentes”, foi possível observar em vários zoológicos que o espaço em que os animais estão confinados é bem menor que o dos animais “em exposição”. Logo nos perguntamos: o que dizer da preocupação com o “bem estar animal”, ou com “enriquecimento ambiental” para os animais dessas áreas? Também não obtive respostas convincentes. Só evasivas. Não insisti mais porque as respostas ficaram óbvias demais.

Na esteira dos Zoológicos, seguem aquários, serpentários, oceanários, circos, projetos de “preservação” e etc. que, pela tradição antropocêntrica possuem um propósito educativo “inquestionável”. Mas basta um breve passeio, com esse olhar biocêntrico, diferente do que nos foi imposto a acreditar a vida toda, para que o apelo silencioso e profundo de cada animal se faça presente e toque fundo nossa alma toda vez que visitarmos um Zoológico ou algo semelhante. Essas mudanças de perspectiva, segundo Arthur Conan Doyle, equivalem a uma conversão religiosa: nada mais será visto da mesma maneira que era antes.

Mesmo com todas essas “justificativas”, que sob minha perspectiva, não passam de falácias, ainda acredito que o “simples” fato de um animal ter sua liberdade restringida, impedida, seqüestrada para a concepção medieval de satisfazer as curiosidades e prazeres humanos, é a base do meu repúdio a esse tipo de exploração, sem mais considerações.

Mas a esperança se renovou quando vi a reação da maioria dos meus alunos, acadêmicos de Licenciatura em Ciências Biológicas, durante a visita. Quando ouvi, em cada comentário a indignação, a revolta e a preocupação de fazer uma abordagem ambiental realmente crítica na escola. Quando vi em cada rosto a angústia pelos animais e a cegueira se dissipando, pensei: é um trabalho que vale a pena. Pois não deixo de mencionar em minhas aulas a importância de se olhar o outro lado. Por isso acredito na chamada Educação Ambiental Biocêntrica. E libertária. Com as pessoas livres para optar pelo modelo de Ética que pautará sua passagem pela Terra. E essa escolha, meus alunos fizeram por si. Não foi imposta. Em sua formatura, não farão de seu Juramento, outra falácia:“Juro, pela minha fé e pela minha honra e de acordo com os princípios éticos do Biólogo, exercer as minhas atividades profissionais com honestidade, em defesa da vida, estimulando o desenvolvimento científico, tecnológico e humanístico com justiça e paz”. (enunciado regulamentado pelo Conselho Federal de Biologia - Decreto nº 88.438, de 28 de junho de 1983). “Defesa da vida” e “justiça e paz” entende-se, para todas as espécies.

Enquanto houver zoológicos, aquários, serpentários do tipo “vitrine”, espero que existam educadores como meus alunos, (que ainda não se formaram, mas já são biólogos de coração), capazes de fazerem com seus alunos, excursões a esses verdadeiros infernos (para os animais), capazes de realizar essas visitas com vistas a ação.  Capazes de conduzir uma discussão sob outra ótica, sob outra ética.

*Marcela Teixeira Godoy é Bióloga e Professora Universitária.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Antes, durante e depois de um caso assombroso

Antes: Negligência

Espremidos pelos noticiários de corrupção, catástrofes e novelas, a agressão animal com pouca frequência é divulgada. E quando feito, não há continuidade alguma (como vemos algumas reportagens do Plin Plin dizerem: “Estamos de olho”). Vida animal não ganha corpo nas matérias que realmente chamam a atenção.

Quantos de vocês lembram-se da briga Globo x Record? Ela rendeu mais de 15 minutos em horário nobre para uma acusação a Edir Macedo sobre a extorsão de dinheiro dos fiéis enquanto a Record, em contrapartida, fez uma matéria especial de defesa e com novas acusações de uso indevido de dinheiro pela Rede Globo. Esse bla bla bla todo durou meses, rendendo várias entrevistas e fatos confidenciais, uma verdadeira força-tarefa para que uma conseguisse fuçar a vida da outra.

Durante: Medo

Uma vida animal (que é igual a sua) foi tirada por uma garota (porque para mulher ainda faltam alguns quesitos, não é mesmo?). Formada em enfermagem (curso que dura cerca de dois anos), esperávamos, no mínimo, sensibilidade á vida. Ao invés disto, 22 anos e uma filha pequena, praticou um ato de extrema brutalidade aos olhos da pequena.

O que a mídia devia ter perguntado: Você gostaria de ser tratado por uma enfermeira assim? Não há testes psicológicos antes de formar alguém para cuidar de uma vida? Não haverá uma punição à altura para essa cidadã?

Já que a mídia não fez, a população fez!

Depois: Brados paulistas

"Depois do caso do yorkishire que comoveu multidões em todas as redes sociais e até mesmo nas mídias mais tradicionais, um movimento em prol dos direitos dos animais foi realizado no domingo de 22 de janeiro. O evento aconteceu simultaneamente em mais de 170 cidades do país.



De ativistas a cidadãos comuns, apenas a capital paulista reuniu cerca de cinco mil pessoas no MASP, com um único objetivo: a punição contra crimes aos animais.



Os manifestantes ocuparam três pistas da Avenida Paulista e seguiram para a Rua da Consolação. Motoristas e pedestres que passavam pela região também expressaram o apoio à causa, seja unindo-se à passeata ou aumentando o brado por justiça, cadeias e leis rígidas para aqueles que agridem esses seres indefesos.”




(Texto de Luciana Bender - Fotos do Crueldade nunca mais)

"A vida é tão preciosa para uma criatura muda quanto é para o homem. Assim como ele busca a felicidade e teme a dor, assim como ele quer viver e não morrer, todas as outras criaturas anseiam o mesmo." (Dalai Lama)

Agradeço a Luciana Bender, pela colaboração com o texto.

Nós do Idéia Nossa apoiamos 100% a ação do Crueldade Nunca Mais, e estaremos presentes nas próximas mobilizações.

George H. S. Ruchlejmer
@george_hsr
"Sua ideia é IdeiaNossa.blogspot.com"

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Camila e a cadelinha espoleta

Camila e a cadelinha espoleta
Por Rafaela Drielli Bueno Bucieri*

Camila nasceu e construiu sua vida aos poucos. Cresceu, formou-se na faculdade, casou e teve filhos.

Espoleta, uma yorkishire, nasceu em um criadouro e recebeu esse nome pois era de uma doçura peculiar e animação incontrolável.

Camila entediada da vida monótona de casamento e filhos resolveu comprar um animal.

Espoleta ao ver pessoas logo se animou, e foi a escolhida pois era a mais animada da turma.

Espoleta cresceu, engordou, e logo ficou muito espoleta.

Camila trabalhou, criou os filhos, e percebeu que cuidar de Espoleta depois de crescida dava muito trabalho.

Espoleta era feliz e mansa com a família e as crianças.

Camila ficava irritada com as brincadeiras barulhentas e bagunceiras de Espoleta.

Os anos se passaram e Espoleta não mudava, continuava uma serelepe.

Camila, muito centrada, um dia perdeu a calma, e espancou Espoleta na frente da filha até a morte.

Agora eu me pergunto, onde começa o erro nessa história? A partir do momento que aquela mulher comprou esse animal em um pet shop, Espoleta foi condenada a ser COISA. Porque são coisas aquilo que podemos comprar e vender, e depois de fazer o uso que queremos, descartar. A postura está errada desde o principio, e sim, eu sinto nas entranhas que o meu animal não é coisa, é vida! São vidas inocentes, que precisam de amor e cuidados. Não podemos mais coisificar os nossos animais de companhia!

Quando sentimos nas entranhas que algo está errado, quando dói, corrói, e nos trás um grande sentimento de indignação, simplesmente não pode estar certo, e passar batido. No caso da enfermeira que espancou até a morte um ser completamente inocente e indefeso em GO, eu digo que sinto em minhas entranhas o quanto isso é errado em vários níveis, e o quanto não deve passar despercebido pela justiça. Sim, o povo está clamando por justiça, pois está doendo em cada um que viu aquelas imagens, saber que esse alguém está indo “dormir feliz, pois não dá em nada” (palavras da autora do crime).

Precisamos de leis mais duras quanto aos crimes de maus-tratos aos animais que, aliás, é amplamente cometido em nosso país. Porém a ética antropocêntrica na qual estamos inseridos limita seriamente uma relação harmoniosa entre nós e a vida animal.

Agora no calor do momento, com tantos casos terríveis vindo á tona, como o do Lobo que foi arrastado por um carro, ou do Titã que foi enterrado vivo pelo seu responsável, devemos nos levantar, e dar voz aqueles que não podem falar! Vamos falar pelo Lobo, Titã, e Espoleta (como foi apelidada a pequena York). Devemos controlar nossa revolta e converte-la em resultados para que esses seres que dependem de nós possam ser ouvidos.

‎"Aprendi através da experiência amarga a suprema lição: controlar minha ira e torná-la como o calor que é convertido em energia. Nossa ira controlada pode ser convertida numa força capaz de mover o mundo."
- Mahatma Gandhi




*Rafaela Drielli Bueno Bucieri tem 20 anos, é estudante de medicina veterinária na FMU, formada no curso técnico de gestão ambiental pela ETESP e engajada atualmente na luta pelos direitos animais

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Plantas venenosas

Dezembro. É sempre um saco conseguir presente de Natal que agrade todo mundo. Quem tem família grande então, é uma dor de cabeça. Pior ainda é ter que se preocupar com os aniversariantes de dezembro. Eles normalmente ganham só um presente, ou de Natal, ou de aniversário.

Minha mãe é uma dessas pessoas. E minha tia é uma daquelas que tem um péssimo gosto pra presentes. Eu até considero minha mãe sortuda nesse aspecto, pois ela só tem que lidar com um presente ruim ao ano. Este ano, minha tia resolveu dar presente de aniversário, um dos piores possíveis. Uma planta.

Agora, você deve estar confuso. Plantas não são ruins. Plantas são bonitinhas, não dão trabalho e são um excelente item de decoração. Se der sorte até tem um perfume gostoso. O problema é que quem dá planta de presente apenas comprou porque estava no mercado e não sabia mais o que escolher. Esta pessoa não se pergunta se o aniversariante tem animais de estimação e/ou crianças pequenas. E qual é o problema? Há varias plantas venenosas no mercado. Você com certeza já notou que criança coloca tudo na boca. Animais são atraidos pelo olfato. Acredito que vocês entenderam agora onde quero chegar.

Trouxemos a planta para o apartamento e não deu nem 1 minuto que minhas gatas já estavam de olho na planta. Era uma dessas plantas de Natal, vermelhas, conhecidas como Flor do Natal/Bico de Papagaio/Poinsetia. Ela é toxica, causa alergia, diarreia, vomito, gastrite e estomatite animal. A sorte é que nós sabiamos que era venenosa, então deixamos a coitada de castigo do lado de fora. Eu liguei pra um amigo meu, que adora plantas, e perguntei se ele poderia ficar com ela. Ele aceitou e disse que quando tivesse tempo, passaria em casa para busca-la.

Acontece que aqui é inverno. A maxima hoje foi de 4 graus, minima de 1. Semana passada chegou a -3. Meu amigo não teve tempo de pegar a planta. Tres dias depois, eu olho pra planta e ela estava coberta de gelo. Eu sabia que tinha que trazer a planta pra dentro e ver se tinha algum jeito de mante-la viva. Liguei pro meu amigo e perguntei se elas resistem a condições infelizes como aquela. Ele falou que sim, elas duram bastante, só precisa estar fora do frio.

Passei o dia inteiro esperando ele vir, com a planta na minha frente. Ela conheceu minha sala, cozinha, quarto e meu banheiro. Não podia deixa-la um minuto fora do meu alcance. Até que eu tive que sair. Achei um livro que eu precisava muito por um preço muito bom. A livraria só tinha uma cópia. Mas e a planta?

Não tinha ninguém em casa. Não tinha quem vigiasse a planta ou minhas gatas. Deixei a planta no banheiro, fechei a porta e coloquei uma cadeira na frente, pra ter certeza de que elas não conseguissem entrar. Voltei correndo pra casa. Minha gata estava sentada em cima da cadeira, esperando pra entrar no banheiro. Tirei a planta do banheiro e deixei que elas entrassem. Esta foi a cara da Cacau depois de inspecionar o recinto.

Sim, ela é linda. Mas por favor, pense duas vezes antes de dar plantas pra alguém. Existem centenas de plantas venenosas no mercado, elas são mais comuns do que você imagina. Violetas, lírios, tulipas, azálea... podem ser fatais para os bichanos. Olhe bem para estes olhos esbugalhados.

Ela não gosta de veterinário, ela tem medo. Seja mais consciente. Pergunte na floricultura quais plantas são nocivas à saúde das crianças e animais. A planta que eu tive acabou morrendo, não pude dar a atenção necessária.

Segue aqui alguns links com listas de plantas toxicas e os sintomas de intoxicação.
http://www.becodosgatos.com.br/plantas.htm
http://aquisoentramgatos.blogspot.com/2009/04/plantas-venenosas-e-perigosas-para.html

sábado, 3 de setembro de 2011

Papel de Parede - Setembro 2011

Já está disponível no site do Instituto Nina Rosa para download gratuito e circulação livre, o papel de parede do mês de Setembro 2011.


Para baixar gratuitamente o papel de parede, clique abaixo na dimensão mais adequada ao seu monitor, salve a imagem como, clique nela com o botão direito do mouse e defina-a como papel de parede.

A reprodução é livre.

Dimensões:


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Vegana - Abate Humanitário

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A história dos Cosméticos

Em uma sociedade que se preocupa tanto com a beleza, a gente nem pensa sobre os produtos que compramos. Vamos com aquilo que nos é familiar, que nos bombardeiam durante o comercial da novela (eca) e assumimos que eles nunca tentariam vender algo tóxico e prejudicial a saúde, né? Pois estamos enganados.


Agora sim dá pra entender as doenças desta geração. Cancer, problemas neurológicos, infertilidade... Consigo pensar em umas 10 pessoas que tem/tiveram alguma delas, sem contar eu mesma. O que mudou neste meio tempo? Além do aquecimento global, a midia nos convence de que não somos perfeitos, muito menos felizes. Pra alcançar perfeição, temos que atingir o padrão de beleza que a nossa sociedade estipula, gastando rios de dinheiro com produtos que nos trazem "estilo". Pra ter estilo preciso danificar a minha saúde? Preciso maltratar animais? Não!

Comecei a pesquisar pela internet por produtos naturais, sem produtos tóxicos e sem testes em animais. Foi dificil, mas consegui algumas marcas no Brasil que são veganas! Sim, veganas. Não tem nenhum sacrificio animal e nenhum produto animal. Eis aqui alguns sites que encontrei:

Provegan - Sendo vegano no planeta terra
Lista de cosméticos não testados em animais
http://www.provegan.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=236:marcas-de-cosmeticos-nao-testados-em-animais&catid=57:cosmeticos&Itemid=151

Skin Deep Cosmetics Database (ingles)
Escreva o nome de grandes marcas multinacionais (Avon, Pantene, Calvin Klein, Victoria Secrets, Palmolive, Nivea...) e veja o nivel de toxinas nos produtos
http://www.ewg.org/skindeep/

"Ser vegano não é somente deixar de comer coisas derivadas de animais. É se preocupar com o mundo, com o meio ambiente e até com as pessoas".

Outras referencias:
Vegetarianismo: nada de carne - Revista Star
http://www.kalenafoods.com.br/noticias-completas_lista.asp?id=77

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Papel de Parede - Agosto 2011

Já está disponível no site do Instituto Nina Rosa para download gratuito e circulação livre, o papel de parede do mês de Agosto 2011.
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Vegana - Compras

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Papel de Parede - Julho 2011

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Vegana - Circo

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Papel de Parede - Junho 2011

Já está disponível no site do Instituto Nina Rosa para download gratuito e circulação livre, o papel de parede do mês de Junho 2011.

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Vegana - Almoço Vegano

sábado, 30 de abril de 2011

Papel de parede - Maio 2011

Aeee! Para minha alegria, um pouco mais de cor nos wallpapers do INR que estavam saindo só em preto-e-branco neste ano, mas agora, um pouco da cor que o windows mais gosta, azul!
Confiram:


Disponivel para download nas dimensões:

Vegana - Habitantes das Águas

domingo, 24 de abril de 2011

Por quê não vão ajudar crianças com fome?

RESPOSTA À PERGUNTA DE ALGUMAS PESSOAS
por Francisco José Papi

"Por que não vão defender as crianças com fome?"

Questão interessante.
Vamos ver se essa eu consigo responder de modo didático.

1) Quem faz esta pergunta admite que existem dois tipos de pessoas no mundo:
As Pessoas Que Ajudam e as Pessoas Que Não Ajudam.
Além disso, admite também que faz parte das Pessoas Que Não Ajudam, afinal, do contrário, diria "Por que não me ajudam a defender as crianças com fome?", ou "Venham defender comigo as crianças com fome!", ou "Não, obrigada, vou defender as crianças com fome".

Então ela se coloca claramente através de sua escolha de palavras como uma Pessoa Que Não Ajuda.

É curioso a Pessoa Que Não Ajuda, não faz nenhum esforço para ajudar, mas, sim, para tentar dirigir as ações das Pessoas Que Ajudam. É bastante interessante. Se eu fosse até sua casa organizar sua vida financeira sob a alegação de que eu sei muito mais sobre administração familiar eu estaria interferindo, mas ela se sente no direito de interferir nas ações que uma pessoa resolve tomar para aliviar os problemas que ela encontra ao seu redor.
É uma Pessoa Que Não Ajuda, mas ainda assim quer decidir quem merece ajuda das Pessoas Que Ajudam e o nome disso é "prepotência".

2) Pessoas Que Ajudam nunca vão ajudar as "crianças com fome". Nem tampouco os "velhos", os "doentes" ou os "despossuídos". E sabe por que?
Porque "crianças com fome" ou "velhos" ou qualquer outro destes é abstrato demais. Não têm face, não são ninguém. São figuras de retóricas de quem gosta de comentar sobre o estado do mundo atual enquanto beberica seu uisquezinho no conforto de sua casa.

Pessoas Que Ajudam agem em cima do que existe, do que elas podem ver, do que lhes chama atenção naquele momento. Elas não ajudam "os velhos", elas ajudam "os velhos do asilo X com 50,00 reais por mês".
Elas não ajudam "as crianças com fome", elas ajudam "as crianças do orfanato Y com a conta do supermercado".
Elas não ajudam "os doentes", elas ajudam o "Instituto da Doença Z com uma tarde por semana contando histórias aos pacientes".
Pessoas Que Ajudam não ficam esperando esses seres vagos e difusos como as "crianças com fome" baterem na porta da sua casa e perguntar se elas podem lhe ajudar.
Pessoas Que Ajudam vão atrás de questões muito mais pontuais.
Pessoas Que Ajudam cobram das autoridades punição contra quem maltrata uma cadela indefesa sem motivo.
Pessoas Que Ajudam dão auxílio a um pai de família que perdeu o emprego e não tem como sustentar seus filhos por um tempo.
Pessoas Que Ajudam tiram satisfação de quem persegue uma velhinha no meio da rua.
Pessoas Que Ajudam dão aulas de graça para crianças de um bairro pobre.
Pessoas Que Ajudam levantam fundos para que alguém com uma doença rara possa ir se tratar no exterior.
Pessoas Que Ajudam não fogem da raia quando vêem QUALQUER COISA onde elas possam ser úteis. Quem se preocupa com algo tão difuso e sem cara como as "crianças com fome" são as Pessoas Que Não Ajudam.

3) Pessoas Que Ajudam são incrivelmente multitarefa, ao contrário da preocupação que as Pessoas Que Não Ajudam manifestam a seu respeito. (Preocupação até justificada porque, afinal, quem nunca faz nada realmente deve achar que é muito difícil fazer alguma coisa, quanto mais várias).
O fato de uma Pessoa Que Ajuda se preocupar com a punição de quem burlou a lei e torturou inutilmente um animal não significa que ela forçosamente comeu o cérebro de criancinhas no café da manhã. Não existe uma disputa de facções entre Pessoas Que Ajudam, tipo "humanos versus animais".

Geralmente as Pessoas Que Ajudam, até por estarem em menor número, ajudam várias causas ao mesmo tempo. Elas vão onde precisam estar, portanto muitas das Pessoas Que Ajudam que acham importante fazer valer a lei no caso de maus-tratos a um animal são pessoas que ao mesmo tempo doam sangue, fazem trabalho voluntário, levantam fundos, são gentis com os menos privilegiados e batalham por condições melhores de vida para aqueles que não conseguem fazê-lo sozinhos.
Talvez você não saiba porque, afinal, as Pessoas Que Ajudam não saem alardeando por aí quando precisam de assinaturas para dobrar a pena para quem comete atrocidades contra animais, que estão fazendo todas estas outras coisas, quase que diariamente. E acho que é por isso que você pensa que se elas estão lutando por uma causa que você "não curte", elas não estão fazendo outras pequenas ou grandes ações para os diversos outros problemas que elas vêem no mundo. Elas estão, sim. E se fazem ouvir como podem, porque sempre tem uma Pessoa Que Não Ajuda no meio para dar pitaco.

Então, como dizia meu avô, "muito ajuda quem não atrapalha". Porque a gente já tem muito trabalho ajudando pessoas e animais que precisam (algumas até poderiam ser chamadas tecnicamente de "crianças com fome", se assim preferem os que não ajudam).

Halem Guerra do Ecosul complementa:
Esta pergunta é típica de quem não faz nada por ninguém nem por causa alguma.
Como dizia o Barão de Itararé,
“De onde menos se espera é que não sai nada mesmo!”

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Dica do @nascimentoD retirado do Gato Verde

sábado, 23 de abril de 2011

SOS Fauna

Deixo o convite aqui para conhecerem a ação de conscientização que a ONG SOS Fauna tem feito. Gostei muito da idéia, achei super criativa. Fica o vídeo para conferirem.



George H. S. Ruchlejmer
@george_hsr
"Sua ideia é IdeiaNossa.blogspot.com"

quinta-feira, 31 de março de 2011

Papel de Parede - Abril 2011

Já está disponível no site do Instituto Nina Rosa para download gratuito e circulação livre, o papel de parede do mês de Abril 2011. (e não, não é mentira rs)




Para baixar gratuitamente o papel de parede, clique na dimensão mais adequada ao seu monitor. A reprodução é livre.

Dimensões:
800x600 / 1024x768 / 1280x800 / 1280x1024 / 1440x900

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Vegana - Ninhada

quarta-feira, 23 de março de 2011

Zoológico: impróprio para crianças e animais.

Durante nossa última reunião deliberamos sobre a criação de alguns grupos de trabalho para aumentarmos a eficiência das ações do IN e também para nos descentralizarmos um pouco.

Os GT's ainda precisam ser formados e as discussões iniciadas, mas uma das ideias antigas do Coletivo diz respeito ao zoológico Pq. das Hortências em Taboão da Serra e para iniciarmos esta abordagem e a criação efetiva do grupo de trabalho deixo esse texto para introdução ao tema.

Boa leitura!

Aguardo comentários, possíveis ideias e interessados.

Abraços!

@alvarodiogo "Compartilhe suas ideias"

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Zoológico: impróprio para crianças e animais.
via Rede Social Vista-se por Ellen Augusta

A Vanguarda Abolicionista e ONGS da coalizão Lugar de Animal , tem feito manifestações em frente ao Mini-zôo da Redenção, em Porto Alegre.O objetivo do ato é dar apoio à iniciativa da Prefeitura em fechar o local, cujas condições foram reprovadas pelo Ibama. Um dos argumentos mais cansados que vemos por aí, é que a existência desses parques zoológicos é importante para a educação das crianças. Elas precisam ver os animais “estranhos” e a isso chamam de educar.

A realidade dos zoológicos está longe de ser educacional. São depósitos de animais, e quando abrem as portas à visitação, as cenas são tudo, menos educacionais.

Professores que sob o pretexto de “atividades extra classe” levam as turmas para fazerem baderna em torno dos animais. Nenhuma atividade é mais deplorável, tanto para o animal humano quanto para o não humano. Os atuais zoológicos precisam de reformulações sérias. Não podem continuar sendo palco para troca de figurinhas, digo, animais exóticos, nativos. Nem podem estocar animais e expô-los ao ridículo e à visitação permanente. Temos sim que lutar por santuários de preservação, onde a visitação se não rara pode ser inexistente. Lugares sérios são assim.

Hoje temos imensos recursos educacionais como vídeos, materiais diversos e não precisamos usar o animal como objeto de admiração que sinceramente não educa de forma alguma.

Essas visitas servem apenas para mostrar as condições indignas em que os animais vivem. E boa parte das crianças não aprende nada nestes lugares. Sou professora há mais de 10 anos e pela minha experiência, levar alunos para ambientes assim, é uma forma anti-prática de educar. Aulas dirigidas em locais próprios, sem a exposição dos animais são bem vindas, mas excursões não.

O caso do mini zôo em Porto Alegre é um exemplo. As pessoas passeiam ali. É um ítem a mais do parque. Não há nenhuma conscientização quanto á situação dos animais. E quando foi tomada a decisão de acabar com aquilo, que nem mesmo o Ibama aprovou, ainda teve gente que experneou.

Ou seja, quando algo pode melhorar, mudar, as pessoas lutam pelo conservadorismo. Querem ter o ítem do parque, os macacos, as figurinhas. Mesmo que tenham ido ali apenas uma única vez, ou nunca! Não podemos pensar nos animais? Levá-los para locais apropriados? Alguns escrevem grosserias afirmando que o que queremos na verdade é soltá-los na via pública.

Isso é coisa de pessoas sem noção, que não respeitam os animais. Gritam liberdade segurando correntes. Lutamos pela liberdade dos animais sim! Mas até o momento da readaptação ao ambiente natural (que é obrigação humana, já que fomos nós que os trouxemos ao nosso convívio egoísta) eles precisam de lugares adequados. E podem ter certeza há verbas e locais para isso. Falta apoio popular. Até mesmo apoio político nós temos neste caso.

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