--- Frase de Agora! ---
"A água é para os escolhidos
Mas como podemos esperar que sejamos nós..
... eu e você?"

Máquina do Tempo: Vaga Viva do Coletivo Ideia Nossa. A única vaga viva do lado de cá da ponte =) Vaga Viva do Ideia Nossa

Destaque da Semana: Onde está o sol que estava aqui?
Ladrões de sol, crise hídrica e êxodo rural

sábado, 20 de setembro de 2008

ESRV - Memória 05

Memória 05:

Quando cheguei em casa aquele dia, o céu já dava indícios de tempestade. E após duas horas sentado na frente da televisão , com o ESRV em seu devido lugar (ele já era ultrapassado para mim, que descobrira algo muito maior), toda a visão havia se realizado. O acidente no porto realmente ocorrera, e a tempestade seguia, com nuvens negras e relâmpagos cada vez mais próximos.
Com isso não havia mais dúvidas. De alguma forma eu fora capaz de criar um elmo que podia prever o futuro. E com uma riqueza de detalhes impressionantes.
No dia seguinte, fui novamente ver o que o elmo tinha para me mostrar. E a visão se tornou realidade novamente, é claro. Não restava dúvidas quanto ao poder da máquina criada por mim. Um poder impressionante, sobre o qual não possuo nenhuma explicação. Simplesmente não via como aquilo podia ser verdade!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Sobre La Conquista

A Bah já deixou bem clara algumas coisas, mas vou dar uma segunda mão. ^^

A letra realmente nos remete a corrida marítima em busca de novos horizontes, territórios e principalmente de materias para extração.
Quando ele fala de despir o litoral com ar sensual vejo em claro tom ironico uma referência aos navegantes gordos, fedidos e que nunca trocavam de roupas, é claro que os nativos não saberiam o que fazer, eles andavam peladinhos mas tomavam banho nos rios (até então limpos e respeitados) todos os dias.
Eles vieram e obrigaram nativos que possuíam suas próprias crenças a acreditarem nas deles, isso é um assassinato cultural. Assassinaram cultura, religião é o próprio homem, nos roubaram o ouro e nos deram espelhos...

"Quem me dera
Ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro
Que entreguei a quem
Conseguiu me convencer
Que era prova de amizade
Se alguém levasse embora
Até o que eu não tinha

(...)

Quem me dera
Ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto
Como o mais importante
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente.

Quem me dera
Ao menos uma vez
Entender como um só Deus
Ao mesmo tempo é três
Esse mesmo Deus
Foi morto por vocês
Sua maldade, então
Deixaram Deus tão triste.

(...)"

Já postei essa canção no blog, mas ela vale ser lembrada, ao tentar impor um Deus mataram-no, talvez esse seja o mal de religiões cristãs, eles matam Deus a todo momentos, de porta em porta. Eles amam, louvam a Deus, mas esquecem de quem está ao lado, esquecem de amar e louvar a humanidade. Eles pregam coisas que não praticam e praticam coisas que não pregam, é estupidamente incompreensível.

A Bah colocou como os portugues no Brasil, mas vejo mais como os Espanhóis em suas respectivas ex-colônias, e o Mago parece tentar se desculpar pelos atos de seus antecestrais, e pedir para que nunca mais se conqiuste outro povo. É o mesmo pano de fundo em que "Como estais amigos" do Maiden foi composta, justamente para pedir desculpa aos nossos hermanos argentinos pelo controle das Ilhas Malvina pela Inglaterra e que passou então a se chamar Ilhas Falkland, mas não me pergunte sua situação atual.

"em uma batalha, as primeiras vítimas,
são a justiça e o amor"

Gandhi pregava o Ahimsa, principio de não-violência, pois a mesma gerará mais. Admiro o V, mas discordo de seus meios anárquico-terroristas de tomar o controle e assim trilhar um camiho de justiça e amor, mas numa batalha esses são as primeiras vítimas, e por mais que depois de passado o caos total, os seres humanos não irão conseguir viver numa sociedade sem um líder, ou com um líder com 100% de aprovação, isso é utópico, já discutimos isso e já chegamos à conclusão que cada um de nós representam idéias e ideais distintos, somos um universo parelelo.

O ser humano tem diversos defeitos à serem sanados, e nada muda se você não mudar, então que começemos a trilhar um caminho para um eu melhor, para um casa melhor, para uma rua melhor, para um bairro melhor, para uma cidade melhor, para um país melhor, para um mundo melhor... Melhor para todos nós!

Só quero deixar uns salves antes de partir:

Um viva a diversidade cultural! Um viva a vida!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Shows

Aew gente, to colocando aqui alguns show's que vi que vai ter no centro cultural de São Paulo.... o do Skylab eu nem preciso dizer que vou né ? .... alem destes ja coloco outros que se possível irei... bora (na verdade tem muito mais que pretendo ir XD)?

Rogério Skylab


O punk rock escatológico do cantor e compositor em show de lançamento do álbum Skylab - Gravação do DVD.
Entrada franca (a bilheteria será aberta com uma hora de antecedência) - Sala Adoniran Barbosa (631 lugares)

dia 20/9 - sábado - às 18h




Sarau astronômico
Evento promovido pela Divisão de Ação Cultural e Educativa e o Planetários de São Paulo, em que o público, além de ser convidado a observar o céu noturno da cidade por meio dos telescópios e técnicos em astronomia, participa de uma manifestação artística com músicas, danças, leituras de poemas e performances.

às 20h
Show Banda Marsicano Sitar Exp
com: Alberto Marsicano, Rodrigo Vitali e Andrei Ivanovic Show do CD Sitar Hendrix, indicado ao 49º Grammy (2007), que consiste em uma reinterpretação do rock hendrixiano, blues, música brasileira e clássica indiana.
informações: Divisão de Ação Cultural e Educativa, pelo tel. 3383-3437
Sexta, das 20h às 22h - Jardim Suspenso (lado Av. 23 de Maio)

OBS: GENTE... É DI GRATIS MANUUU

a programação completa: http://www.centrocultural.sp.gov.br/programacao_musica_popular.asp

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

ESRV - Memória 04

Memória 04:

No dia seguinte ao feriado, fui para o escritório mais cedo, e pedi para minha secretária que avisasse meus ajudantes que eles estariam dispensados aquele dia. Mandei dizer que não iria trabalhar no ESRV. Eles poderiam descansar mais um dia, e talvez no dia seguinte retomássemos a pesquisa.
Sentado no laboratório, fiquei fitando o Elmo durante muito tempo, imaginando o que eu deveria fazer. Resolvera aquela manhã que não contaria nada para ninguém. Pelo menos não enquanto não tivesse certeza. Mas só havia um jeito de ter certeza. E era testá-lo novamente.
Com relutância sentei na cadeira de testes e coloquei novamente o Elmo na cabeça. Realizei a sequência de comandos e esperei o computador processar o programa de realidade virtual. Então fechei meus olhos.
Quando os abri, percebi que estava em casa, sentado no sofá, com a televisão ligada. Eu não estava usando a antiga versão do ESRV (antiga para mim, porém era a última versão que estava à venda). Ela estava guardada na prateleira inferior da estante. Estava passando o noticiário, mostrando os detalhes de um acidente ocorrido no porto, envolvendo grandes perdas de materiais muito frágeis, usados na produção de computadores domésticos.
E pelas portas de vidro que dão para o jardim, se percebia grandes nuvens negras pairando no céu. Ocasionalmente se via um relâmpago ao longe. E com um relâmpago particularmente perto eu despertei. Estava de volta ao laboratório.
Até que tudo se confirmasse eu não poderia correr riscos. Por isso tranquei o laboratório com uma senha pessoal, que garantia acesso somente a mim, através de reconhecimento por DNA, que era recolhido instantaneamente através de uma pequena agulha, a ser pressionada com o polegar. Com isso meu segredo estava garantido. Agora só me restava esperar, para ver o que ia acontecer.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Sobre La Conquista

A letra me lembra muito aulas de história, principalmente a parte sobre colonização.

[...]"Creio que vi o Jardim do Éden
E ao pisar em terras firmes vi chegar

algumas pessoas ao ver
nossas roupas não sabiam o que fazer
."

Isso é como a chegadas dos portugueses ao Brasil, a impressão que eles tiveram, e a que os habitantes daqui tiveram.

"viemos para mudar
vossos sonhos pela fé
vosso ouro para ter
um deus e um rei a qual seguir"


A mudança da religião nativas e a imposição de um império.

"guerra, morte, destruição...
Nosso hino, que valor !
ao soldado e ao senhor
a conquista (da guerra...) os excitou
"

O que eles causaram com as conquistas e o gosto que eles criaram por elas.

[...]"pedirei que nunca mais
Se conquiste outro povo jamais"

[...]"
em uma batalha, as primeiras vítimas,
são a justiça e o amor"

Isso é o que todos deveriam ter pedido na época, e as melhores virtudes são sempre as mais afetadas.

La Conquista questiona, a colonização? É! muito estranho, mais se formos prestar a atenção, a destruição de Gaia começa com a colonização, pois o que eles achavam que era o Jardim do Éden se transformou no "purgatório". Conquistar e destruir, cristianizar ou matar, o ser humano é tão civilizado, prático e a pior coisa que já existiu na face da Terra. Então, se é pra falar sobre Gaia iremos até o fundo do baú de histórias e estudaremos a evolução do ser humano e a destruição que ele tem causado. De um ponto de vista muito pouco interpretativo, Mägo vai estudar a doença que vem exterminando Gaia para que sabe, futuramente acharmos uma cura.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

ESRV - Memória 03

Memória 03:

O dia seguinte a minha tentativa ineficaz de obter sucesso no problema do ESRV era um feriado da minha empresa. Era o aniversário da criação das Indústrias Bayard. Um feriado que eu mesmo criara, em homenagem direta a mim. E havia me esquecido disso.
Como de costume, o pessoal dos laboratórios superiores fizeram uma reunião informal, com a intenção de descontrair e relaxar. E como de costume também, fui o convidado de honra. Cumprimentei muitas pessoas e conversei com algumas. A festa era na casa do Rafael, o gerente administrativo da empresa. Como estava faminto (não comera nada desde o desjejum), resolvi ir até os fundos para petiscar algo. Foi quando avistei Johnson, sentado em uma mesa conversando com sua mulher. Quando me aproximei ele percebeu minha presença, e me convidou a me sentar com ele. Como queria perguntar a ele sobre o programa de teste do computador, aceitei o convite e me sentei no banco desocupado após cumpirmentar sua mulher, Joana.
Após alguns minutos de conversa, fui ficando calado. Alguma coisa estava errada. Eu podia sentir. Não! Eu sabia que algo estava errado. Apenas não sabia o quê exatamente.
Nesse momento Joana começou a conversar com Johnson sobre outros assuntos. Como estava pensando em outras coisas não prestei atenção no que diziam. Estava muito ocupado tentando decifrar o mistério que espreitava minha mente, brincando com minha imaginação, para escutar o que estavam dizendo. Mas no mesmo instante o problema se resolveu. Foi o cheiro que me despertou para a solução. O cheiro de carne assada!
E simultaneamente a conversa de Johnson com Joana ficou clara como água para mim. Eles falavam sobre instalar uma piscina multitermal em sua casa! E disseram isso com as mesmas palavras que eu já ouvira uma vez. Tudo se encaixou instantaneamente. O que chamara minha atenção no início fora a familiaridade do lugar. Eu já havia estado ali, vendo as coisas daquele ângulo. E a salada de batatas! Como eu não percebera a salada de batatas? Estava na minha frente o tempo todo, e eu não a havia notado! Eu, que tenho um intelecto único, especial, deixara passar detalhes importantíssimos. Era um absurdo!
Mas esse sentimento de humilhação deu lugar a um outro, muito pior: o medo. Foi a primeira que passou pela minha cabeça. Antes mesmo de refletir sobre qualquer possível resposta para aquilo, a única coisa que senti foi o medo. Um medo genuíno, que vem do fundo da alma. Mas usando toda minha força de vontade procurei me acalmar. Não fazia sentido algum. Como o que eu acabara de presenciar já havia sido visto, sentido, por mim mesmo? Aquilo parecia impossível! Ainda tonto pelo choque da revelação me levantei e me retirei, após algumas despedidas inevitáveis. Não é fácil ser o dono da empresa. Todos querem te bajular, puxar seu saco, esperando algo em retorno. E eu tenho que aguentar isso todos os dias, como o bom empresário que sou.
Quando cheguei em casa, bebi um bom gole de leite gelado. Leite gelado sempre me ajuda a relaxar. Então sentei em meu escritório e parei para refletir sobre o que havia acontecido. A idéia de que minha mente estava me pregando peças nunca foi levada a sério. Ora, é impossível que eu estivesse sofrendo alucinações. Não eu!
Então a única alternativa que sobrava era uma que eu também considerava impossível. A de que eu havia tido uma experiência precognitiva. Em outras palavras, visto o futuro!
Como aquilo me deixou confuso. Ao mesmo tempo em que me recusava a acreditar nessa hipótese, ela era a única que parecia possível. Passei a noite inteira remoendo os fatos, tentando achar outras explicações para o ocorrido. Porém foram horas infrutíferas. Nada de novo me ocorreu, apenas cresceu o medo em mim. Não o medo que senti quando percebi o que havia ocorrido. Mas o medo de não saber o que fazer. Estava completamente sem ação. Primeiro, não tinha certeza de nada, não sabia no que acreditar. E mesmo que acreditasse na única resposta encontrada, ainda não sabia que decisões tomar. Aquilo não era algo para o qual eu estivesse preparado.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

ESRV - Memória 02

Memória 02:

Primeiro dia de trabalho da semana. Acordei cedo, e tomei meu habitual desjejum. Pão integral enriquecido com um pouco de margarina protéica. Margarina protéica porque andava me alimentando mal ultimamente. Tenho trabalhado até tarde no laboratório, e com isso relaxei um pouco na alimentação e no sono.
Depois de me arrumar rumei para o laboratório. Chequei as ligações com a secretária e fui direto para minha sala. No momento estávamos focados no novo projeto do ESRV. Aquele que acreditávamos, iria mudar a vida das pessoas. A minha pelo menos foi uma delas.
Meu grupo particular de pesquisa e desenvolvimento era composto de três pessoas além de mim. Estávamos muito avançados na finalização do protótipo, que segundo minhas estimativas, ficaria pronto em pouco tempo. Porém haviamos encontrado um problema no projeto. E ainda não haviamos conseguido resolvê-lo. Trabalhavamos nesse problema singular já há quase uma semana. E sem sua solução o protótipo não funcionaria. Disso tínhamos certeza.
Como eu estava muito empolgado com o rumo que tomávamos em direção a solução, fiquei até tarde aquele dia no laboratório, estudando todas as possibilidades que me ocorriam. Eram aproximadamente três horas e o prédio estava vazio, exceto por mim, trancado em meu laboratório.
E foi naquela noite que aconteceu. Eu havia descoberto! Qual não foi minha alegria ao descobrir o que deveria ser feito para que tudo funcionasse conforme o planejado. Dei pulos de alegria, meu coração batia rápido com a excitação da descoberta. E como se tratava de algo de simples execução, me deixei levar pelo excitamento do momento e resolvi terminar o protótipo. Tal era minha paixão pelo ato da criação e descoberta que não hesitei em finalizá-lo sozinho.
Então trabalhei. A bancada na qual estava trabalhando se encontrava cheia de ferramentas e de máquinas de pequeno porte, que eram instrumentos de soldagem e aplicação de precisão extrema. Fixei todos os circuitos, os chips previamente desenvolvidos, e acoplei tudo ao Elmo, que por sua vez era acoplado ao grande computador central do meu laboratório.
Estava tudo pronto! Era hora de testar minha recente criação. O teste prévio feito pelo computador indicava que estava tudo certo. O elmo não representava risco para o cérebro humano. Com isso em mente, coloquei o Elmo na cabeça e iniciei a sequência de comandos que daria início ao teste programado de realidade virtual. Fechei os olhos, e foi isso que aconteceu:
Ainda com os olhos fechados, senti um pequeno vento no rosto. Senti também cheiro de carne assada. E ouvi vozes, vozes conhecidas. Então abri os olhos, e me vi sentado em uma mesa, em um quintal gramado nos fundos de uma casa. A voz que eu ouvira era de Johnson, um dos desenvolvedores da minha equipe. Ele conversava com sua mulher, que estava sentado à minha frente, se servindo de salada de batatas. Eles conversavam qualquer coisa sobre como uma piscina multitermal seria ideal agora que chegava o inverno. As crianças iriam adorar.
E assim como quando se acorda de um sono sem sonhos, num piscar de olhos me vi de volta ao escritório, sentando na cadeira de segurança, com o elmo em minha cabeça. Meio confuso com o que tinha visto, o retirei e o depositei na mesa. Bem, devo dizer que aquilo me deixou realmente perplexo. O que havia visto não fazia parte do programa de teste. Não fazia o menor sentido. Será que Johnson o havia modificado? Uma brincadeira talvez?
E além da perplexidade, estava completamente desapontado. Não havia conseguido a sensação de movimento que era o que estávamos procurando. Essa versão do ESRV não era diferente da anterior em quase nada. Apenas mostrava uma melhoria na resolução de imagem, na percepção auditiva e olfativa. Apenas isso. Desapontado e frustrado por ter me enganado de maneira tão humilhante resolvi ir dormir, e deixar todo o resto para o dia seguinte. Como ficara acordado até tarde aquela noite, dormi um sono profundo, sem sonhos.

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