"O que um visitante de fora da terra pensaria de tudo isso ?"
reconhecem isso de algum lugar ?? ... estou só colocando uma música pra complementar o post super criativo do Talaio... e aliás, otima música também hein ! aproveitem ...
Carpenters - Calling Occupants of Interplanetary Craft
In your mind you have capacities you know
To telepath messages through the vast unknown
Please close your eyes and concentrate
With every thought you think
Upon the recitation we're about to sing
Calling occupants of interplanetary craft
Calling occupants of interplanetary most extraordinary craft
You've been observing our earth
And we'd like to make a contact with you
We are your friends
Calling occupants of interplanetary craft
Calling occupants of interplanetary ultra-emissaries
We've been observing your earth
And one night we'll make a contact with you
We are your friends
Calling occupants of interplanetary quite extraordinary craft
And please come on peace, we beseech you
Only a landing will teach them
Our earth may never survive
So do come, we beg you
Please interstellar policeman
Oh, won't you give us a sign
Give us a sign that we've reached you
With your mind you have ability to form
And transmit thought energy far beyond the norm
You close your eyes, you concentrate
Together that's the way
To send the message
We declare world contact day
[TRADUÇÃO]
Chamando Os Ocupantes Da Nave Interplanetária
Em sua mente você tem capacidades de saber
Como enviar mensagens telepaticas através do vasto desconhecido
Por favor fecha seus olhos e concentre-se
Com cada pensamento que você tiver
A respeito da frase o que nós vamos dizer
Chamando os ocupantes da nave interplanetária
Chamando ocupantes da nave interplanetária mais extraordinaria
Chamando os ocupantes da nave interplanetária
Chamando ocupantes da nave interplanetária mais extraordinaria
Você tem observado nossa terra
E nós gostaríamos de fazer um contato com você
Nós somos seus amigos
Chamando os ocupantes da nave interplanetária
Chamando ocupantes da nave interplanetária mais extraordinaria
Nós temos observado sua terra
E uma noite nós faremos um contato com você
Nós somos seus amigos
Chamando ocupantes da nave
Completamente extraordinaria nave
E por favor venham em paz, nós suplicamos
(Apenas uma aterrisagem ira ensiná-los)
Nossa terra pedera não sobreviver
(Então venham, nós lhe pedimos)
Por favor pocilicial interestelar
Oh, você não vai nos dar um sinal,de que nos os alcançamos
Com sua mente você tem a habilidade de formar
E para transmitir a energia do pensamento para o vasto desconhecido
Você fecha seus olhos e concentre-se
Junto que é a maneira
Para enviar uma mensagem
Nos declaramos, "O dia mundial do contato"
"A água é para os escolhidos
Mas como podemos esperar que sejamos nós..
... eu e você?"
Máquina do Tempo: Vaga Viva do Coletivo Ideia Nossa. A única vaga viva do lado de cá da ponte =) Vaga Viva do Ideia Nossa
Destaque da Semana: Onde está o sol que estava aqui? Ladrões de sol, crise hídrica e êxodo rural
sábado, 25 de outubro de 2008
Carpenters - Calling Occupants of Interplanetary Craft
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terça-feira, 21 de outubro de 2008
Sobre Alma
E mais uma vez nos deparamos com a visão da morte nas músicas do Mägo. Só que desta vez é uma visão bem diferente, uma visão muito positiva, é muito parecida com a visão que eu tenho da morte.
"Não se trata de uma contagem regressiva
É um outro ciclo mais
É um começo, não o fim"
Como a letra mesmo coloca, a morte não é o fim, e sim um novo começo, uma libertação. A libertação do seu corpo físico, da dor, do sofrimento. E o mais interessante nessa letra é a existência da alma, e na vida eterna da mesma, mas não só na forma humana, mas também na forma de plantas, animais e até dos quatro elementos fundamentais.
"É tão difícil de saber
Que seu corpo também
Existe data de validade"
Pra mim, aceitar a morte não é difícil, eu tenho mais problemas com a dor, mais a maioria das pessoas encaram a morte como um fim definitivo, um carma que a humanidade carrega, uma coisa quase que inaceitável, quando é totalmente o contrário! A morte é uma dádiva, um novo começo, uma coisa muito bonita dependendo do ponto de vista.
Mas por outro lado, qual é a vantagem de se viver eternamente em uma única forma? Em um único corpo? Vendo o sofrimento dos outros e o caos em que estamos vivendo? Eu teria orgulho de viver eternamente se isso mudasse, e se eu fosse um pouco mais masoquista e malvada, eu viveria eternamente pra ver o sofrimento do ser repugnante que a humanidade se tornou.
"Minha alma hoje quer voar
Ser água, ser brisa do mar
E ser a flor em teu jardim
Subindo chegue até você."
E como Mägo colocou, eu quero ser brisa, quero ser mar, quero ser livre, quero retornar a Gaia, assim como um filho volta ao lar depois de uma longa guerra.
Eu até tenho teorias bem aceitáveis sobre a vida eterna (de forma física), mas isso é papo pra outra hora. A letra mostra uma forma muito bonita de ver a morte, até mesmo o pós-morte e a vida eterna na forma espiritual, porque o corpo físico é apenas um vaso, uma casca, que um dia vai desaparecer.
Pra mim acabo, eu usei todo o meu lado espírita nisso, e de certa forma, eu sempre acreditei no que o Mägo transmitiu nessa música.
"Não se trata de uma contagem regressiva
É um outro ciclo mais
É um começo, não o fim"
Como a letra mesmo coloca, a morte não é o fim, e sim um novo começo, uma libertação. A libertação do seu corpo físico, da dor, do sofrimento. E o mais interessante nessa letra é a existência da alma, e na vida eterna da mesma, mas não só na forma humana, mas também na forma de plantas, animais e até dos quatro elementos fundamentais.
"É tão difícil de saber
Que seu corpo também
Existe data de validade"
Pra mim, aceitar a morte não é difícil, eu tenho mais problemas com a dor, mais a maioria das pessoas encaram a morte como um fim definitivo, um carma que a humanidade carrega, uma coisa quase que inaceitável, quando é totalmente o contrário! A morte é uma dádiva, um novo começo, uma coisa muito bonita dependendo do ponto de vista.
Mas por outro lado, qual é a vantagem de se viver eternamente em uma única forma? Em um único corpo? Vendo o sofrimento dos outros e o caos em que estamos vivendo? Eu teria orgulho de viver eternamente se isso mudasse, e se eu fosse um pouco mais masoquista e malvada, eu viveria eternamente pra ver o sofrimento do ser repugnante que a humanidade se tornou.
"Minha alma hoje quer voar
Ser água, ser brisa do mar
E ser a flor em teu jardim
Subindo chegue até você."
E como Mägo colocou, eu quero ser brisa, quero ser mar, quero ser livre, quero retornar a Gaia, assim como um filho volta ao lar depois de uma longa guerra.
Eu até tenho teorias bem aceitáveis sobre a vida eterna (de forma física), mas isso é papo pra outra hora. A letra mostra uma forma muito bonita de ver a morte, até mesmo o pós-morte e a vida eterna na forma espiritual, porque o corpo físico é apenas um vaso, uma casca, que um dia vai desaparecer.
Pra mim acabo, eu usei todo o meu lado espírita nisso, e de certa forma, eu sempre acreditei no que o Mägo transmitiu nessa música.
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segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Brisas de Outono Pt. V
O que realmente aconteceu? Tudo parecia uma realidade ilusória e ao mesmo tempo uma ilusão real. Já não sabia distinguir o real da ilusão, o certo do errado, nem as cores vivas da indumentária das crianças do alaranjado contagiante do outono. A melodia tornou-se um caos. Tanto a da canção como a da vida. Vida que ganhou novo ritmo – meu coração se encantava novamente – a melodia estava de volta. Do horizonte as brisas serpentavam e rodopiavam em minha direção, estavam intactas, triunfantes. Lá ao fundo as nuvens negras-metálicas dissipavam e davam lugar ao céu azulado típico de outono, as nuvens pareciam abatidas e seus ventos não sopravam mais. Além da linha do horizonte as brisas haviam ensinado o certo aos ventos errantes.
O relógio no parapeito ao lado da minha caixa de remédios voltou a tiquetaquear quando a música novamente se acalmou. Agora, alguns minutos depois, não tenho certeza se ele realmente parara ou se com toda a agitação do momento e o presente que a canção fornecia alimentando a atmosfera de trilha sonora, me impedia de ouvi-lo.
As brisas sopravam lentas e gostosamente confortáveis. Arrepiei-me novamente. Elas passaram por mim e acalmaram-me de todo, meu coração sentiu-se tão encantado que gemeu de prazer.
A canção soava outonal e perfeitamente adequada à cena. Os vizinhos que saíram para ver como seus filhos estavam após a ventania pareciam se encantar assim como eu. As árvores nuas, com seus galhos gargalhando às cócegas de brisa, e todas as folhas reproduzindo um espetacular tapete laranja, por vezes, subindo e farfalhando levemente ao ritmo da canção, ao embalo das brisas. Todos olhavam encantados.
Continuava na cadeira de balanço, agora com uma mão no peito e outra ligando o lap-top, não poderia deixar de registrar uns dos melhores minutos da minha vida.
O relógio no parapeito ao lado da minha caixa de remédios voltou a tiquetaquear quando a música novamente se acalmou. Agora, alguns minutos depois, não tenho certeza se ele realmente parara ou se com toda a agitação do momento e o presente que a canção fornecia alimentando a atmosfera de trilha sonora, me impedia de ouvi-lo.
As brisas sopravam lentas e gostosamente confortáveis. Arrepiei-me novamente. Elas passaram por mim e acalmaram-me de todo, meu coração sentiu-se tão encantado que gemeu de prazer.
A canção soava outonal e perfeitamente adequada à cena. Os vizinhos que saíram para ver como seus filhos estavam após a ventania pareciam se encantar assim como eu. As árvores nuas, com seus galhos gargalhando às cócegas de brisa, e todas as folhas reproduzindo um espetacular tapete laranja, por vezes, subindo e farfalhando levemente ao ritmo da canção, ao embalo das brisas. Todos olhavam encantados.
Continuava na cadeira de balanço, agora com uma mão no peito e outra ligando o lap-top, não poderia deixar de registrar uns dos melhores minutos da minha vida.
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quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Como as empresas vão ficar.../Como funciona o mercado de ações...
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Coluna do Talainho,
Humor
terça-feira, 14 de outubro de 2008
A Bolha pode Explodir?
A BOLHA FINANCEIRA PODE EXPLODIR
Que pensaria disso tudo um visitante de fora da Terra?
Um Etê, pequeno visitante do tamanho de um colibri, serzinho alado e luminoso chegado dos mundos da luz tentou aproximar-se de um menino triste que está com fome aqui na Terra (não há muitos, né?). Cantou, fez piruetas no ar, sumiu e reapareceu, espalhou estrelinhas, atirou pétalas de flores, produziu perfumes, e por fim descobriu que o menino fala, entende, ouve. Achou as palavras e perguntou:
- Está com fome? Que é isso?
- Quero comida! Me acostumaram a comer e agora falta porque há uma crise com a gente grande...
- Que é comida?
- É coisa gostosa que eu ponho na boca, mastigo e passo para a barriga que enche e eu fico satisfeito.
O etezinho de luz viu uma fruta em algum lugar, bonita, perfumada, calculou os líquidos do corpo do menino e os da fruta e viu que eram iguais, trouxe e lhe deu. Ele comeu. O visitante analisou o caminho do suco e viu que nenhuma célula do corpo quis nada, tudo seguiu para sair pela pele, pela urina, pelo intestino, viu que o menino não achou tão bom jogar tudo pra fora, mas jogou...
- Deve ser só mesmo para dar satisfação...
Ficou observando. O menino correu, brincou, nadou, pulou, cantou com outros meninos, pegou uma latinha com água e sabão, soprou e uma linda bolha colorida cresceu... soprou mais e ela explodiu. O menino achou bonito e riu satisfeito também. Voltou a pedir comida.
- Que seres sem sentido! A bolha de ar solta o ar que tem de mais e ele acha bom! Mas se é ele que tem que soltar o que comeu, acha ruim! Será que precisa explodir?
Daí chegou a um campo de golfe e gostou do ambiente feliz, a natureza, gente grande brincando com bolinha e observou bem as regras:
- Que interessante! As bolinhas voltam todas à cesta e quando jogam pessoas de capacidades diferentes, o mais fraco começa com alguns pontos a mais para poder competir. Parece uma raça de gente equilibrada!
O etezinho continuou agora em busca da tal crise da gente grande. Achou os grandes conversando de negócios e ficou olhando:
- Que brinquedo esquisito! Vou aprender esse jogo também. Primeiro fabricam coisas - roupa, comida, veículos, combustível, quanta coisa! Já sei! Na troca de uns com os outros, também estão buscando mais prazer! E agora, esses números que escrevem no papel? Que é? "Dinheiro"? Ah! Estou entendendo! Esses números equivalem às coisas! São as coisas fingidas, de mentirinha! Cada um atribui um valor pequeno ao que lhe sobra. Lógico, assim pode trocar que alguém vai querer. E dá um valor grande ao que ele quer mas não tem. Mesmo que não seja tão necessário. É como o joguinho do menino, para dar prazer! Aí acaba sobrando nesses escritos muito valor como na bolha de sabão que vai crescendo e fica grande e colorida e dá prazer!
O etezinho estava observando quando ouve a gritaria:
- Vai explodir! Que grande calamidade! Não gira mais para aumentar os dinheiros!
- Não estou entendendo esse medo todo! Devia ser como a bolha de sabão e achar engraçado explodir! Ou como no golfe,devolver bolinhas e dar pontos aos que começam.
- Você não entendeu?! Já se vê que não é deste planeta! Veja se entende! Isto é valor acumulado que compra coisas e agora vai perder-se!
- Sim! Até aí entendi! Só não entendi por que motivo ficar triste por esvaziar a bolha, que é a coisa mais lógica que há: as coisas na troca sempre sobram valor!
- É que é uma calamidade! Não deu para continuar acumulando! As pessoas a quem emprestamos não têm mais dinheiro que os Bancos e os Governos foram tomando e enchendo a bolha aqui nos depósitos ! Essas pessoas não podem mais pagar o que contrataram e nós que emprestamos não vamos ter nosso valor de volta!
- Mas, criatura irracional, como foi que esse valor chegou aí?
- Porque deu lucro... Cresceu o valor sem parar...
- Se o acúmulo fosse de outra mercadoria que sobrasse, como se ajustaria o joguinho?
- O valor dessa coisa desaba e alguém que juntou demais perde!
- E alguém teria o direito de ficar triste?
- Fica triste, sim, porque perde, mas ele sabe que pode perder... É regra do jogo.
- E por que então quem tem só números que representam coisas terá o direito de só crescer sem nunca perder? Se sua mercadoria dinheiro está sobrando, também você deve perder. É uma questão de acertar as regras do joguinho e ninguém vai ter que ficar apavorado! Por que não aplica a regra do golfe e dá aos competidores fracos alguns pontos a mais a cada começo do jogo? Afinal, o menino devolve o ar da sua bolha de sabão ao ar e acha bonito e divertido e tudo fica certo. Ou será que vocês querem blindar as bolhas de sabão? Ou acham certo dar prazer de impedir o prazer dos demais, quando é apenas faz-de-conta de que esses números são algo em vez de ser apenas representação? Vomitem esse engulho de volta, a doença acaba e tudo se acerta!
Que pensaria disso tudo um visitante de fora da Terra?
Um Etê, pequeno visitante do tamanho de um colibri, serzinho alado e luminoso chegado dos mundos da luz tentou aproximar-se de um menino triste que está com fome aqui na Terra (não há muitos, né?). Cantou, fez piruetas no ar, sumiu e reapareceu, espalhou estrelinhas, atirou pétalas de flores, produziu perfumes, e por fim descobriu que o menino fala, entende, ouve. Achou as palavras e perguntou:
- Está com fome? Que é isso?
- Quero comida! Me acostumaram a comer e agora falta porque há uma crise com a gente grande...
- Que é comida?
- É coisa gostosa que eu ponho na boca, mastigo e passo para a barriga que enche e eu fico satisfeito.
O etezinho de luz viu uma fruta em algum lugar, bonita, perfumada, calculou os líquidos do corpo do menino e os da fruta e viu que eram iguais, trouxe e lhe deu. Ele comeu. O visitante analisou o caminho do suco e viu que nenhuma célula do corpo quis nada, tudo seguiu para sair pela pele, pela urina, pelo intestino, viu que o menino não achou tão bom jogar tudo pra fora, mas jogou...
- Deve ser só mesmo para dar satisfação...
Ficou observando. O menino correu, brincou, nadou, pulou, cantou com outros meninos, pegou uma latinha com água e sabão, soprou e uma linda bolha colorida cresceu... soprou mais e ela explodiu. O menino achou bonito e riu satisfeito também. Voltou a pedir comida.
- Que seres sem sentido! A bolha de ar solta o ar que tem de mais e ele acha bom! Mas se é ele que tem que soltar o que comeu, acha ruim! Será que precisa explodir?
Daí chegou a um campo de golfe e gostou do ambiente feliz, a natureza, gente grande brincando com bolinha e observou bem as regras:
- Que interessante! As bolinhas voltam todas à cesta e quando jogam pessoas de capacidades diferentes, o mais fraco começa com alguns pontos a mais para poder competir. Parece uma raça de gente equilibrada!
O etezinho continuou agora em busca da tal crise da gente grande. Achou os grandes conversando de negócios e ficou olhando:
- Que brinquedo esquisito! Vou aprender esse jogo também. Primeiro fabricam coisas - roupa, comida, veículos, combustível, quanta coisa! Já sei! Na troca de uns com os outros, também estão buscando mais prazer! E agora, esses números que escrevem no papel? Que é? "Dinheiro"? Ah! Estou entendendo! Esses números equivalem às coisas! São as coisas fingidas, de mentirinha! Cada um atribui um valor pequeno ao que lhe sobra. Lógico, assim pode trocar que alguém vai querer. E dá um valor grande ao que ele quer mas não tem. Mesmo que não seja tão necessário. É como o joguinho do menino, para dar prazer! Aí acaba sobrando nesses escritos muito valor como na bolha de sabão que vai crescendo e fica grande e colorida e dá prazer!
O etezinho estava observando quando ouve a gritaria:
- Vai explodir! Que grande calamidade! Não gira mais para aumentar os dinheiros!
- Não estou entendendo esse medo todo! Devia ser como a bolha de sabão e achar engraçado explodir! Ou como no golfe,devolver bolinhas e dar pontos aos que começam.
- Você não entendeu?! Já se vê que não é deste planeta! Veja se entende! Isto é valor acumulado que compra coisas e agora vai perder-se!
- Sim! Até aí entendi! Só não entendi por que motivo ficar triste por esvaziar a bolha, que é a coisa mais lógica que há: as coisas na troca sempre sobram valor!
- É que é uma calamidade! Não deu para continuar acumulando! As pessoas a quem emprestamos não têm mais dinheiro que os Bancos e os Governos foram tomando e enchendo a bolha aqui nos depósitos ! Essas pessoas não podem mais pagar o que contrataram e nós que emprestamos não vamos ter nosso valor de volta!
- Mas, criatura irracional, como foi que esse valor chegou aí?
- Porque deu lucro... Cresceu o valor sem parar...
- Se o acúmulo fosse de outra mercadoria que sobrasse, como se ajustaria o joguinho?
- O valor dessa coisa desaba e alguém que juntou demais perde!
- E alguém teria o direito de ficar triste?
- Fica triste, sim, porque perde, mas ele sabe que pode perder... É regra do jogo.
- E por que então quem tem só números que representam coisas terá o direito de só crescer sem nunca perder? Se sua mercadoria dinheiro está sobrando, também você deve perder. É uma questão de acertar as regras do joguinho e ninguém vai ter que ficar apavorado! Por que não aplica a regra do golfe e dá aos competidores fracos alguns pontos a mais a cada começo do jogo? Afinal, o menino devolve o ar da sua bolha de sabão ao ar e acha bonito e divertido e tudo fica certo. Ou será que vocês querem blindar as bolhas de sabão? Ou acham certo dar prazer de impedir o prazer dos demais, quando é apenas faz-de-conta de que esses números são algo em vez de ser apenas representação? Vomitem esse engulho de volta, a doença acaba e tudo se acerta!
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quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Álvaro Diogo - Nota Política
Nossa cidade vem crescendo vertiginosamente, e já espera-se que daqui 4 anos - nas eleições que serão tão complicadas e cheias de reviravoltas como as que acabamos de presenciar - já teremos 200 mil eleitores e um possível segundo turno.
A briga pela cadeira da prefeitura estava centrada em dois candidatos que já tiveram a oportunidade de sentar na mesma. Um ficou durante 8 anos, tucano, eletizado, sua mulher é deputada estadual e carrega alguns processos nas costas, o outro está atualmente no comando, de um partido socialista com sua vice petista, tem uma preocupação maior com a parte pobre da cidade, já foi deputado federal, e na última semana de campanha seus processos explodem na mídia local.
Bom, tudo indicava uma briga disputadíssima, quem acompanhava os jornais e as campanhas na rua tinha a mesma impressão, mas nas urnas o resultado foi bem diferente do que o esperado e o vencedor foi eleito com pouco mais de 50% dos votos, com uma larga vantagem do segundo colocado com 36%. Os outros 3 candidatos não tiveram tanta expressão de votos, um era tido como o "ladrão de votos", e os outros 2, esquerdistas, não tinham nem a ciência de suas candidaturas da população.
Dr. Evilásio foi reeleito, e todos esperamos que faça bem mais proveito desses 8 anos que a cidade lhe deu de governar do que seu antecessor.
Vamos falar agora da câmara de vereadores, que passou por uma bela renovação.
Primeiro vamos falar daqueles que saíram. Olympio Savazzi Jr. (PSDB) deixa a câmara após 2 mandatos consecutivos, Queiroz (PV) que tem entrado e saído da câmara, esse foi o ano de sair, Engenheiro Nei, apesar de ter sido o mais votado do PTB, seu partido não alcançou o coeficiente elitoral, Dr. Mauricio André (DEM) saiu como vice do Fernando e perdeu sua cadeira, Professor Moreira (PT) foi bem votado mas seu partido fez apenas duas cadeiras e ele ficou como 1° suplente.
Agora seguimos com os 13 vereadores que estarão nos próximos anos conosco.
Eloi, peemedebista, mais votado pela terceira vez na cidade e assumindo seu quinto mandato; Olívio Nobrega, opositor ao governo Evilásio, vai agora para seu sexto mandato. Ambos já deviam ter caído há tempos, concordemos que no mundo da política os vereadores são os de cargos mais baixos, todos gostamos de ser promovidos, então tem coisa aí, ou o trabalho realizado não é bom o suficiente pra se subir de posição, ou continuar aí em baixo é suficiente, gostaria de entender...
Aprígio, terceiro mais votado e caminhando pro segundo mandato e com muitos pela frente, já que o povo não consegue diferenciar seu cargo de político com o de empreendedor que ergueu diversas torres de apartamentos à preço de custo, foi também um dos únicos que teve votação maior que a da eleição passada, já que esse ano contamos com 240 candidatos, um número suficiente grande pra diluir os votos entre os candidatos pequenos. Outro candidato que teve votação maior que a última eleição foi Natal, que diferente da explicação que podemos dar do Vida Nova ao aprígio, não sei de nada que tenha feito ele ter essa votação, nem de ter entrado, já que ele estava cotado entre aqueles que sairiam esse ano.
Paulo Félix que também tem um grupo de moradia vai para o sexto mandato e já criou raízes na câmara.
Agora chegou a hora das caras novas. Macário foi suplente durante a última gestão pelo PT e entra depois de uma forte briga por votos dentro do partido. Alexandre Depiere teve muitas fichas do prefeito para concorrer e fez o que todos esperavam, foi o mais votado pelo PSB. Outro candidato que estava cotado para entrar é Carlos Andrade, que estava a frente da Secretaria de Transportes e que também já foi vereador na cidade entre os anos 2000 e 2004, entrou como o mais votado do PV quase desbancando Valdevan Noventa, mas desse falamos daqui a pouco.
Wagner Luiz Eckstein foi presenteado com a oportunidade de continuar seu trabalho na cidade, esperavámos uma votação mais expressiva, mas todos os candidatos caíram, abrindo exceção ao Aprígio e ao Natal.
Outro peixinho do Evilásio que conseguiu uma cadeira foi Arnaldo da Imobiliária, PSB está com peso na câmara esse ano. Valdevan Noventa entrou raspando, mas entrou. Sua fama não é das melhores pelo que ouvi, assim como Carlinhos do Leme que quase entra. Este é seu segundo mandato pelo PV, agora o que foi feito pelo "verde" da cidade...
Marco Porta, pastor, campanha mínima e força dentro das igrejas evangélicas, é primeiro suplente de outro pastor que é deputado e parece que vai deixar a cadeira, então espera-se que ele não fique até o final do mandato e o primeiro suplente Valter Paulo, se não me engano, irá assumir aqui no Taboão.
E finalmente a zebra da rodada, Cido da Yafarma, ninguém nunca ouviu falar nele, mas eles está lá, muitos candidatos tiveram mais votos que ele, mas o quociente de sua coligação foi alto e o pôs lá, assim como colocou o Engenheiro Nei na última eleição.
Bom pessoal, agora todos já sabemos quem está lá e já sabemos de quem cobrar, cobrar benefícios aos nossos bairros e não materiais de construção. A democracia brasileira é muito bela e boa na teoria, mas falta muito pra ser tão boa na prática e grande parte do erro vem da população que nem tem ciência de como as coisas funcionam ou deveriam funcionar. Temos que marcar um dia pra visitar uma seção na câmara e conhecer nossos vereadores mais de perto.
É isso aí, esse foi meu primeiro artigo, torço para que tenham gostado e espero escrever muitos mais assim como ler muitos seus também.
A briga pela cadeira da prefeitura estava centrada em dois candidatos que já tiveram a oportunidade de sentar na mesma. Um ficou durante 8 anos, tucano, eletizado, sua mulher é deputada estadual e carrega alguns processos nas costas, o outro está atualmente no comando, de um partido socialista com sua vice petista, tem uma preocupação maior com a parte pobre da cidade, já foi deputado federal, e na última semana de campanha seus processos explodem na mídia local.
Bom, tudo indicava uma briga disputadíssima, quem acompanhava os jornais e as campanhas na rua tinha a mesma impressão, mas nas urnas o resultado foi bem diferente do que o esperado e o vencedor foi eleito com pouco mais de 50% dos votos, com uma larga vantagem do segundo colocado com 36%. Os outros 3 candidatos não tiveram tanta expressão de votos, um era tido como o "ladrão de votos", e os outros 2, esquerdistas, não tinham nem a ciência de suas candidaturas da população.
Dr. Evilásio foi reeleito, e todos esperamos que faça bem mais proveito desses 8 anos que a cidade lhe deu de governar do que seu antecessor.
Vamos falar agora da câmara de vereadores, que passou por uma bela renovação.
Primeiro vamos falar daqueles que saíram. Olympio Savazzi Jr. (PSDB) deixa a câmara após 2 mandatos consecutivos, Queiroz (PV) que tem entrado e saído da câmara, esse foi o ano de sair, Engenheiro Nei, apesar de ter sido o mais votado do PTB, seu partido não alcançou o coeficiente elitoral, Dr. Mauricio André (DEM) saiu como vice do Fernando e perdeu sua cadeira, Professor Moreira (PT) foi bem votado mas seu partido fez apenas duas cadeiras e ele ficou como 1° suplente.
Agora seguimos com os 13 vereadores que estarão nos próximos anos conosco.
Eloi, peemedebista, mais votado pela terceira vez na cidade e assumindo seu quinto mandato; Olívio Nobrega, opositor ao governo Evilásio, vai agora para seu sexto mandato. Ambos já deviam ter caído há tempos, concordemos que no mundo da política os vereadores são os de cargos mais baixos, todos gostamos de ser promovidos, então tem coisa aí, ou o trabalho realizado não é bom o suficiente pra se subir de posição, ou continuar aí em baixo é suficiente, gostaria de entender...
Aprígio, terceiro mais votado e caminhando pro segundo mandato e com muitos pela frente, já que o povo não consegue diferenciar seu cargo de político com o de empreendedor que ergueu diversas torres de apartamentos à preço de custo, foi também um dos únicos que teve votação maior que a da eleição passada, já que esse ano contamos com 240 candidatos, um número suficiente grande pra diluir os votos entre os candidatos pequenos. Outro candidato que teve votação maior que a última eleição foi Natal, que diferente da explicação que podemos dar do Vida Nova ao aprígio, não sei de nada que tenha feito ele ter essa votação, nem de ter entrado, já que ele estava cotado entre aqueles que sairiam esse ano.
Paulo Félix que também tem um grupo de moradia vai para o sexto mandato e já criou raízes na câmara.
Agora chegou a hora das caras novas. Macário foi suplente durante a última gestão pelo PT e entra depois de uma forte briga por votos dentro do partido. Alexandre Depiere teve muitas fichas do prefeito para concorrer e fez o que todos esperavam, foi o mais votado pelo PSB. Outro candidato que estava cotado para entrar é Carlos Andrade, que estava a frente da Secretaria de Transportes e que também já foi vereador na cidade entre os anos 2000 e 2004, entrou como o mais votado do PV quase desbancando Valdevan Noventa, mas desse falamos daqui a pouco.
Wagner Luiz Eckstein foi presenteado com a oportunidade de continuar seu trabalho na cidade, esperavámos uma votação mais expressiva, mas todos os candidatos caíram, abrindo exceção ao Aprígio e ao Natal.
Outro peixinho do Evilásio que conseguiu uma cadeira foi Arnaldo da Imobiliária, PSB está com peso na câmara esse ano. Valdevan Noventa entrou raspando, mas entrou. Sua fama não é das melhores pelo que ouvi, assim como Carlinhos do Leme que quase entra. Este é seu segundo mandato pelo PV, agora o que foi feito pelo "verde" da cidade...
Marco Porta, pastor, campanha mínima e força dentro das igrejas evangélicas, é primeiro suplente de outro pastor que é deputado e parece que vai deixar a cadeira, então espera-se que ele não fique até o final do mandato e o primeiro suplente Valter Paulo, se não me engano, irá assumir aqui no Taboão.
E finalmente a zebra da rodada, Cido da Yafarma, ninguém nunca ouviu falar nele, mas eles está lá, muitos candidatos tiveram mais votos que ele, mas o quociente de sua coligação foi alto e o pôs lá, assim como colocou o Engenheiro Nei na última eleição.
Bom pessoal, agora todos já sabemos quem está lá e já sabemos de quem cobrar, cobrar benefícios aos nossos bairros e não materiais de construção. A democracia brasileira é muito bela e boa na teoria, mas falta muito pra ser tão boa na prática e grande parte do erro vem da população que nem tem ciência de como as coisas funcionam ou deveriam funcionar. Temos que marcar um dia pra visitar uma seção na câmara e conhecer nossos vereadores mais de perto.
É isso aí, esse foi meu primeiro artigo, torço para que tenham gostado e espero escrever muitos mais assim como ler muitos seus também.
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Brisas de Outono Pt. IV
Ouvi o estalar da brasa na lareira. O relógio parara, depois de tantos anos em funcionamento normal. A música presenteava o ambiente com uma atmosfera de filme. E não de muito longe ouvi um trovão.
Impossível! A tarde estava com um límpido e sereno céu azul anil.
Avistei ao longe nuvens negras-metálicas e uma forte ventania abalou a estrutura da casa, desfez toda a magia que estava no ar, assustou as crianças fazendo-as tremer de frio, e o zumbir do vento impediu-me, por instantes, de ouvir a canção. Minha alma enfurecia-se.
Ao pé dos majestosos ventos, vi o motivo de soprarem em tom de vingança. O redemoinho agora a pouco expulso de sua diversão – um tanto sádica – de atormentar o descanso das folhas, estava ali girando em tom superior, soprando blasfêmias contra as brisas.
Um duelo injusto. O pequeno redemoinho me dava nojo por ser tão cruel, se eu pudesse teria feito algo para impedir o início do acerto de contas, que estava mais pra mimo da cria dos ventos; mas me mover era algo que estava muito longe diante de toda essa excitação.
Os ventos investiram contra as brisas, fazendo o maior barulho e destelhando as casas que estavam no caminho. As brisas atordoadas por serem carregadas e prensadas contra um muro do outro lado da rua, que agora a pouco as crianças brincavam defronte ele, serpenteavam debilmente e ao recobrarem a consciência foram logo surpreendidas por outro ataque, mas deste houve uma esquiva inesperada e um lance aos céus. Elas pareciam querer evitar danos à rua e principalmente às folhas que ali descansavam. Minha guria não estava mais em brisa, ambas agora, lado a lado, sopravam ao ritmo da batalha, e a música parecia buscar acompanhamento para essa gélida confusão. Minha guria teria partido novamente?
Algumas folhas já podiam ser vistas despedaçadas sobre os carros ou partidas ao meio na sarjeta. Isso me aspirava mais rancor quanto ao redemoinho e seus parceiros de baderna.
Lá em cima nos céus a batalha continuou. E sem muito soprar ou uivar os ventos aniquilaram as brisas. A magia se quebrou. E com ela até a doce melodia do rádio parou de soar. E como uma volta olímpica, os ventos circundaram a arena na qual ouve a luta, impiedosa e injusta, e passaram em frente minha janela fazendo tudo voar e sacolejar.
O fogo se apagou e a janela se fechou. Levantei-me descrente de tudo aquilo que se passou. A energia voltará e o rádio sozinho pôs-se a tocar a mesma canção, apenas alguns segundos adiante de onde havia sido interrompida.
Avivei rapidamente o fogo, alimentei com novas achas, abri a janela e pus-me a sentar novamente na cadeira de balanço e observar a rua. O berreiro do vento ainda atormentava meus ouvidos e minha alma sentia o frio da perda. Como era possível, as brisas que tornaram deslumbrantes alguns minutos da minha tarde haviam desaparecido.
Todos os vizinhos colocando a cabeça janela a fora, poucos se arriscavam a sair. Parecia que um tornado havia passado por ali.
A esperança já ia se esvaindo, mas como o autor da bela canção que ainda tocava meu coração já dizia: “A última gota de esperança sempre é infinita”. Ao recordar da frase recordei novamente da noite em que todas as gotas de esperança em mim fugiram do compasso da minha vida melodiosa, e restou apenas a última gota. A última gota que aguardava a hora de encontrar novamente minha guria. Eu a vi novamente há alguns segundos, como uma ilusão, mas eu preciso sentir seu calor, preciso lhe tocar...
Impossível! A tarde estava com um límpido e sereno céu azul anil.
Avistei ao longe nuvens negras-metálicas e uma forte ventania abalou a estrutura da casa, desfez toda a magia que estava no ar, assustou as crianças fazendo-as tremer de frio, e o zumbir do vento impediu-me, por instantes, de ouvir a canção. Minha alma enfurecia-se.
Ao pé dos majestosos ventos, vi o motivo de soprarem em tom de vingança. O redemoinho agora a pouco expulso de sua diversão – um tanto sádica – de atormentar o descanso das folhas, estava ali girando em tom superior, soprando blasfêmias contra as brisas.
Um duelo injusto. O pequeno redemoinho me dava nojo por ser tão cruel, se eu pudesse teria feito algo para impedir o início do acerto de contas, que estava mais pra mimo da cria dos ventos; mas me mover era algo que estava muito longe diante de toda essa excitação.
Os ventos investiram contra as brisas, fazendo o maior barulho e destelhando as casas que estavam no caminho. As brisas atordoadas por serem carregadas e prensadas contra um muro do outro lado da rua, que agora a pouco as crianças brincavam defronte ele, serpenteavam debilmente e ao recobrarem a consciência foram logo surpreendidas por outro ataque, mas deste houve uma esquiva inesperada e um lance aos céus. Elas pareciam querer evitar danos à rua e principalmente às folhas que ali descansavam. Minha guria não estava mais em brisa, ambas agora, lado a lado, sopravam ao ritmo da batalha, e a música parecia buscar acompanhamento para essa gélida confusão. Minha guria teria partido novamente?
Algumas folhas já podiam ser vistas despedaçadas sobre os carros ou partidas ao meio na sarjeta. Isso me aspirava mais rancor quanto ao redemoinho e seus parceiros de baderna.
Lá em cima nos céus a batalha continuou. E sem muito soprar ou uivar os ventos aniquilaram as brisas. A magia se quebrou. E com ela até a doce melodia do rádio parou de soar. E como uma volta olímpica, os ventos circundaram a arena na qual ouve a luta, impiedosa e injusta, e passaram em frente minha janela fazendo tudo voar e sacolejar.
O fogo se apagou e a janela se fechou. Levantei-me descrente de tudo aquilo que se passou. A energia voltará e o rádio sozinho pôs-se a tocar a mesma canção, apenas alguns segundos adiante de onde havia sido interrompida.
Avivei rapidamente o fogo, alimentei com novas achas, abri a janela e pus-me a sentar novamente na cadeira de balanço e observar a rua. O berreiro do vento ainda atormentava meus ouvidos e minha alma sentia o frio da perda. Como era possível, as brisas que tornaram deslumbrantes alguns minutos da minha tarde haviam desaparecido.
Todos os vizinhos colocando a cabeça janela a fora, poucos se arriscavam a sair. Parecia que um tornado havia passado por ali.
A esperança já ia se esvaindo, mas como o autor da bela canção que ainda tocava meu coração já dizia: “A última gota de esperança sempre é infinita”. Ao recordar da frase recordei novamente da noite em que todas as gotas de esperança em mim fugiram do compasso da minha vida melodiosa, e restou apenas a última gota. A última gota que aguardava a hora de encontrar novamente minha guria. Eu a vi novamente há alguns segundos, como uma ilusão, mas eu preciso sentir seu calor, preciso lhe tocar...
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Contos - Álvaro Diogo
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