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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Economia criativa – uma revolução virtual


Texto: Luis Gaspar

Não é de hoje que o mercado está discutindo pirataria, copyright e outras coisas que nasceram e evoluíram lado a lado aos adventos midiáticos de distribuição da informação.

Nos últimos meses fomos atacados por novas maneiras de censura, o que é normal, tudo o que é novo assusta tudo o que é velho.

ACTA, PIPA, SOPA e o projeto de lei anti-games, que está no Senado brasileiro, me fazem pensar em diversas coisas, mas sempre acabo caindo nesse processo revolucionário que estamos vivendo no mundo.

Não faz muito tempo que o Ministério da Cultura abriu a Secretaria da Economia Criativa. Para quem não sabe do que se trata é o seguinte: com a queda de poder financeiro e o aumento do descontrole da informação o mundo chegou em um ponto onde as indústrias de produto perdem poder para o artigo humano de maior valor: o pensamento. Sim, a economia criativa trata de valores intangíveis como a criatividade artística, empreendedora, a capacidade de inovação e por que não as histórias por detrás das marcas.

Algumas cidades europeias passaram por esse processo há bastante tempo sem saber muito bem o que estava acontecendo e o resultado na época foi medido principalmente pelo turismo. A verdade é que a economia criativa é o terceiro maior setor econômico no mundo atual e que seu único “produto” já veio pronto e não existem empresas que criem mentes humanas, mas existem empresas que influenciam, organizam e até “dominam” parte dessa mente. Vide Coca-Cola, Nike, Apple e outras tantas marcas responsáveis até por pessoas viciadas que precisam de tratamento psicológico para cuidar dessa obsessão pelas marcas ou produtos.

Não há dúvidas de que nos próximos anos nós seremos obrigados a nos adaptar para sobreviver, afinal, sabemos disso desde que Darwin nos explicou tão didaticamente a Teoria da Evolução. O mercado hollywoodiano não está lutando contra os cambistas da praça da Sé, eles estão lutando por um modelo de economia capitalista que está moribundo. Não querem downloads nem cópias não por que têm medo de ficar sem dinheiro, mas porque assim como as gravadoras, tiveram de se adaptar e perder seus monopólios e conchavos políticos para o MP3 e o consumo virtual. A arte não é mais artigo de consumo “cult” ou burguês e os artistas não precisam mais passar noites na porta da Rede Globo ou do SBT para conseguir alguma visibilidade. Hoje basta internet e criatividade para tomar o lugar dos personagens mal construídos das indústrias de comunicação.

Nós, nerds, bloggers, hipsters, chame como quiser, somos os primeiros guerrilheiros dessa guerra contra o controle virtual, vivemos em um território sem dono, sem ordem, porém pacifico, onde todos dividem tudo, tudo mesmo, vivemos os tempos do “share”. E desde os primórdios todo território sem dono foi dominado pelo povo mais forte, e as indústrias seculares acham que são eles os mais fortes, mas a economia já provou que não são.Vamos lutar por uma internet mais justa!

2 comentários:

Álvaro Diogo disse...

Bem vindo, Luis!

Gostei muito do texto, de verdade.

Espero encontrar mais contribuições suas em breve por aqui.

Desconhecia esse termo e mais ainda que o MinC tinha uma secretaria destinada ao assunto. Se puder compartilhar mais informações sobre a secretaria seria legal.

O MinC é um dos pontos fracos do governo Dilma e pelo pouco que acompanhei a Ana de Holanda vem regredindo em diversas questões que o Gilberto Gil e o Juca Ferreira haviam iniciado. Sei que muitos estão insatisfeitos com sua gestão, principalmente a classe artística. No começo do ano saiu um boato de que o deputado Paulo Teixeira iria assumir o ministério, mas boato não foi consumado na reforma ministerial promovida pela presidenta.

Bom... vamos seguindo na luta compartilhando ideias e ideais.

Mais uma vez, seja bem vindo!

Abraços!

Rogerio Floripa disse...

Baixar o Documentário - A Revolução Virtual - http://mcaf.ee/ykl8b

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