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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Pichação da 28° Bienal de São Paulo

Nesta sexta-feira, 19 de dezembro, às 17h, acontecerá uma manifestação pela libertação de Caroline Pivetta da Mota, 23, presa há quase dois meses por ter participado da pixação do andar vazio da 28a Bienal de São Paulo. A ação ocorreu no dia 26 de outubro, envolveu aproximadamente 40 pixadores e pode ser considerada uma resposta às proposições da curadoria desta Bienal, intitulada "Em vivo contato". No texto de abertura do guia da exposição os curadores afirmaram:

"A transformação do andar térreo do Pavilhão Cicillo Matarazzo numa praça pública, como no desenho original de Oscar Niemeyer para o parque em 1953, sugere uma nova relação da Bienal com seu entorno - o parque, a cidade -, que se abre como a ágora na tradição da polis grega, um espaço para encontros, confrontos, fricções. (...) Ao contrário das bienais anteriores, que transformaram o interior do pavilhão modernista em salas de exposição, desta vez o segundo andar está completamente aberto. É nesse território do suposto vazio que a intuição e a razão encontram solo propício para fazer emergir as potências da imaginação e da invenção. Esse é o espaço em que tudo está em um devir pleno e ativo, criando demanda e condições para a busca de outros sentidos, de novos conteúdos".

No entanto, tão logo a cidade, os confrontos, as fricções e os novos conteúdos ocuparam aquele espaço a própria curadora adjunta da exposição saiu correndo gritando pelos seguranças. O curador Ivo Mesquita classificou a ação como "arrastão" e "tática terrorista". Procurado pela imprensa, Rafael Augustaitz, a quem é atribuída a organização desta e de duas pixações coletivas anteriores (uma na Faculdade Belas Artes e outra na Galeria Choque Cultural), respondeu com uma frase do filósofo Friedrich Nietzsche: Como falta tempo pra pensar e ter sossego no pensar, não se estuda mais as opiniões divergentes. Contenta-se em odiá-las. Mas se o alargamento da noção de "arte" implicado na ação ainda não está sendo estudado e discutido, o mesmo não se pode dizer da solidariedade com Caroline. Uma série de pessoas já se manifestaram publicamente em sua defesa, desde amigos próximos até o novo ministro da Cultura, Juca Ferreira.

atualização: Caroline deixou o presídio hoje, 19/12, por volta de 10h da manhã e irá responder ao processo em liberdade.

local da manifestação:
Mube - Museu Brasileiro de Escultura (Av. Europa, 218 - continuação da Rua Augusta, sentido Jardins, ao lado do MIS - Museu da Imagem e do Som)

17 comentários:

Álvaro Diogo disse...

Postei uma notícia meio atrasada, mas tá valendo.
Não sei ao certo o que aconteceu na Bienal, mas acredito que a pichação como forma de protesto é completamente válida, e o ocorrido na bienal não pode ser descrito com uma palavra a mais nem a menos do que injustiça. O espaço foi descrito como, teoricamente, aberto a intervenções artísticas livres, e quando um grupo de pichadores se prestam a pôr a imaginação a fluir são presos e de Daniel Dantas na cadeia nada.
No meu ponto de vista há diferenças claras entre pichação e grafite, todos irão concordar que o grafite é bonito e legal, tal, mas a pichação não consiste unicamente em frases desconexas com fontes ilegíveis, com intuito de marcar território (Z/S, Z/L..etc), a pichação pode ser uma grande arma de protesto assim como uma guitarra nos braços.
Bom, fica aí minha opinião a respeito... abraços!

V - luaR disse...

Creio que convém aceitar culturas que são de agrado de uma maioria disposta a a lutar pela sua cultura. Porém, nunca vimos algum pixador reivindicando seu espaço para pixações, muito menos divulgando seu interesse de manifestação. A cultura deles é feito na surdina com caracteres que só eles entendem, e não fazem questão alguma de ludificar aos cidadão, para amplicar o conhecimento de sua manifestação através de frases.

Se não se tratasse apenas de Marcação de território, teriam já conquistado mais jovens fora da periferia com extintos de revolução também. Mas a anos este trabalho deles apenas é reconhecido por outros pixadores e vindos da classe mais baixa.

Quando uma raridade de classe média ou meia baixa é pego nesta atividade vira bafafá de imprensa e portanto, novas atitudes a serem discutidas.

A favor de uma comunicação para todos e uma revolução de cortinas abertas, mas contra a demarcação de territórios e aprisionamento de informações.

V - luaR disse...

cidadãos*
ampliar*

Mah Mendonça disse...

Não acho isso uma manifestação de arte.
Como Ge mesmo disse, ninguém além deles entende o que é escrito, logo, onde está a manifestação nisso?
Me chamem de conservadora ou do que quiserem, mas pra mim o nome disso é "espirito de porco" é gostar de fazer sujeira mesmo! Eu prefiro ver o muro velho com as sujeiras que o tempo deixa do que ver aqueles "rabiscos" sem menor sentido lá no meio! Grafite é arte, pichação não! O pichador queria ser grafiteiro...só que nasceu sem talento!(maldade!) E também não busca ele pra si. Agora...sugestivo o nome dela né? Pivetta! hauhuahuahuahua

Maguita* disse...

Eu acho que cada um se expressa de um jeito. Arte abstrata... quem entende? Ninguém sabe o que se passava pela cabeça do artista, o que ele quis dizer com uma tela completamente marrom e uma linha amarela no meio... mesmo assim, você encontra essa obra de arte no MoMA NY [Ornemet 1, Barnett Newman] e deve custar uma fortuna!
*voltando a pichação*
Se for pra marcar território, ofensivo ou algum outro motivo idiota, sou contra.
Senão... quem sou eu para julgá-los? Não somos a favor da liberdade de expressão?

- YuH disse...

Concordo com a Máh e o Ge:

Pixação de um modo que pelo menos de pra entender talvez...
Mas rabiscos e códigos...Como isso pode se tornar uma arte ou uma crítica ?

Fora que ...eles pixaram um lugar público, isso são danos ao Patrimonio público, e dizem que isso é arte?
Então perdi a noção do que é arte.

A respeito sobre a opinião da Liberdade e expressão...tem certos limites...Se não o mundo seria um Chaos.Imagine...todos os muros pixados ? isso seria uma coisa horrível...
Mas fora que ...os pixadores...pixam lugarem que não são propriedade deles...
pq eles não pixam suas prórprias casas?

Fora que pixação acho uma coisa ridicula e sem nexo...Um grafite é muito mais bonito e melhor do que uma pixação...e tem muito mais por trás do que qualquer pixação.
Sei lá, acho isso também uma falta de respeito.

Álvaro Diogo disse...

Round 2:

Para Ge: Sim, pichadores/grafiteiros reinvindicam espaço e sempre saem à luta, a mídia apenas não mostra. O ocorrido na bienal por ser um caso de maior impacto foi mostrado, porém, com críticas severas à esses artistas.
"Os verdadeiros artistas estão nas ruas."
Não quero que vocês se confundam como parece que se confundiram com meu primeiro comentário, não estou a defender aqueles que picham caracteres inteligíveis, ou marcações de território, ou mensagens pra gang ou pra namorada, estou a defender aqueles que usam de uma latinha de spray pra lutar por seus ideias e são confundidos com marginais que andam de monte por aí.
Agora que ando mais pela cidade de São Paulo vejo como há muitas pichações críticas, acontece que elas somem da noite pro dia, diferente das pichações de marginais que ficam até mais de anos lá, afinal não está cutucando ninguém memso.
E a respeito do trabalho não ser reconhecido por ninguém que não seja pichador... Bom acho que eu respeito e até admiro quem tem peito pra subir em um muro e fazer críticas à pessoas que poderiam acabar com ela em um piscar de olhos.
Há uns meses atrás vi umas frases muito interessantes sobre o Kassab e a Rede Globo, ao lado de umas pichações desconexas de algum mano da Z/L, o engraçado é que no dia seguinte o que falava do Kassab e da Globo estava pintado novamente e a pichação ao lado foi deixada. Queria saber quem pintou a parede e esqueceu de terminar.

Álvaro Diogo disse...

Para Mah: Lhe convido a passear no Jaqueline e ver como aquele bairro de casse média baixa ficou muito mais bonito com as pichações e os grafites do meu amigo Luiz Lótus Letárgica. Talvez consigamos separar um pouco do que é a pichação arte da pichação que é vandalismo.
Já denominei pichações, denominamos grafite. O grafite é bem mais quisto, mas já vi grafites que eram melhor nem serem feitos, pois levavam mensagens que não valiam a pena ou por ser de gosto duvidoso, como a Maga citou a arte abstrata.

Álvaro Diogo disse...

Para Maga: Sobre marcação de território abro excessão pra um caso em específico.
Todas essas pichações com nomes de bairro, zonas da cidade e gangues não são bem vindas. Mas vocês já repararam de algumas marcações de movimentos? Por exemplo a bicicletada. Temos outros como o MNN e também uns que não apoio por discordar da ideologia, mas é comum vermos plantas de maconha espalhadas por aí também.
Esse tipo de marcação em postes, no chão, em muros abondonados acho que são permitidos também, pis estamos passando uma ideologia através de um símbolo, quem os vê talvez não conheça e não corra atrás pra saber o que é, mas eu sou muito curioso, e aposto que há mais pessoas como eu por aí e também correm atrás. É uma forma de conqiustar mais pessoas pro movimento.
O Mc Donald´s pode espalhar a porra daquele M gigante por toda a cidade, por que esse direito ficaria restrito apenas à quem tem dinheiro?

Álvaro Diogo disse...

Para Yuh: Tenho uma intriga muito grande a respeito do patrimonio e da propriedade privada. Não estou vestindo a cor vermelha, só discordo de como isso foi enfiado em nossas cabeças de uma forma manipuladora.
Ainda não encontrei o livro "A Origem da Propriedade Privada, da Família e do Estado." do Engels se alguém souber de algo me avise, gostaria de ler pra tentar entender melhor como viemos parar onde paramos.
Bom, a respeito do mundo ficar um caos com tantas pichações demonstrando insatisfação com algo, liberdade de expressão não ter que ter limite, se o mundo ficar o um caos com tanta gente pichando e insatisfeita é por que tem algo muito, muito errado acontecendo.
E sobre pichar a própria casa, quando tiver uma talvez escreva frases bacanas na faixada e vá trocando com o tempo igual a frase de agora do blog. o/
Acho um pichador pichando um túnel com frases fortes de autores que a maioria da sociedade desconhece menos desrespeituoso do que alguém que entra na sua casa por uma televisão e lhe diga o que deve ou não comprar.

V - luaR disse...

mas há uma diferença, O Mc Donalds compra o terreno em que espalha a porra do M .... sem quere defender, mas não pode esquecer disso, ou você gostaria que cada um dos grupos de pixadores que você adimira chegassem em sua casa e cobrissem sua parede de pixações deles ?

Quanto a atitude de ter peito à encarar os outros para subir no muro e pixar algo que ninguém mais além dele vai entender, não entendo a sua adimiração. O pixador não encara a ninguém escrevendo essas coisas, pois se o publico alvo desta pixação não entende o que ta escrito não se torna uma ameaça ao pixador... portanto, ele não ta encarando ninguém...

Há mentes pensantes na periferia, que vivem completamente diferente da gente e não podemos confundir a meneira que eles achama pra viver e o que eles fazem pra viver com a nossa, o que consideramos marginal outros podem achar apenas o unico caminho de sobrevivencia. Saber diferenciar pixação marginal e critica social, letras legíveis com letras criptografadas é o mais importante.

Se você encontrou criticas ao Kassab e a rede Globo e achou interessante, essa pixação provavelmente é a apoiada por mim também... a legível e crítica !

Álvaro Diogo disse...

"Quanto a atitude de ter peito à encarar os outros para subir no muro e pixar algo que ninguém mais além dele vai entender, não entendo a sua adimiração."

Ctrl+C Ctrl+V

"Não quero que vocês se confundam como parece que se confundiram com meu primeiro comentário, não estou a defender aqueles que picham caracteres inteligíveis, ou marcações de território, ou mensagens pra gang ou pra namorada, estou a defender aqueles que usam de uma latinha de spray pra lutar por seus ideais e são confundidos com marginais que andam de monte por aí."

Frisando novamente que não admiro a pichação desconexa que é facilmente encontrada e sim a que visa a crítica social, a liberdade de expressão e a arte como pano de fundo para suas latinhas de spray, sejam pretas, ou cheia de cores em um grafite bem desenhado.

Álvaro Diogo disse...

*Ah, se eu tivesse uma casa não importaria de ter uma bike ou o logo do Lótus Letárgica desenhado no muro. ^^

V - luaR disse...

"*Ah, se eu tivesse uma casa não importaria de ter uma bike ou o logo do Lótus Letárgica desenhado no muro"

"Há uns meses atrás vi umas frases muito interessantes..."

Ctrl+C Ctrl+V

"...ou você gostaria que cada um dos grupos de pixadores que você adimira chegassem em sua casa e cobrissem sua parede de pixações deles ?"

Hahaha... mas não é só 1 pixação que você adimira né? .... se fosse só 1 também não me emcomodaria ;)

V - luaR disse...

encomodaria*

Mah Mendonça disse...

Talaio, eu não cheguei a entrar no Jaqueline, mas vi algumas coisas aqui por perto com o nome Lótus Letárgica e vi também uns desenhos da Tarcila do Amaral no colégio Tarcila que se não me engano é do seu amigo Luiz(estou certa?). Não discordo de você que isso é arte. Mas agora me responde: Ele sobe em um moooooonte de prédios enooooooormes de vários andares, um prédio as vezes comercial que tem que manter o ambiente sério e limpo, e faz pichação lá? Pela ideologia que as pinturas dele que eu já vi parecem apresentam, eu duvido muito!
Exemplo:É tão triste você ir em uma padaria e ve-la toda pichada...É um lugar que você vai pra comprar comida, ou mesmo pra comer, e isso passa a sensação de sujeira. Ninguém gosta de comer em lugares sujos. As vezes os "pichadores" podem prejudicar as pessoas com a sua "arte". Se o dono da padaria do meu exemplo não tiver dinheiro na ocasião pra limpar, pintar e arrumar tudo de novo ou já estiver farto de fazer isso e encontrar a padaria pichada de novo, ele pode perder freguezes e ter prejuizo, dai ter que demitir funcionarios e taw...A gente não sabe exatamente as consequências que isso pode trazer.
Você comprou uma casa novinha, sem pintura ainda. Uma lata pequena de tinta boa a uns tempos atras já custava quase 120 reais! Você foi, gastou, comprou, pagou um pintor e pintou sua casa. Ai alguém que você não conhece, nunca viu, nunca teve qualquer relação com você vem e escreve o nome dele na frente da sua casinha novinha, com letras estranhas que não da nem pra entender direito. Sua mulher quer arrancar suas tripas quando vê aquilo. Acho que o problema pior, não é nem o mal gosto da maioria das pichações que a gente vê por ai, mas sim a falta de bom senso de quem faz em perguntar pro dono do muro se ele deixa fazer aquilo ali, se ele acha o bonito o que vai ser feito ou concorda com a mensagem que vai ser deixada.É como pichar cadeiras na escola. É horrivel, o proximo aluno que vai sentar ali não é obrigado a achar bom aquela mesa toda suja de grafite que vai deixar o caderno dele sujo, a mão dele suja e todo material que ele colocar ali em cima. É mais higiênico e bonito quando você chega e mesa ta lá, limpinha pra você usar e por suas coisas.Erro maior ainda é quem faz isso nas mesas geralmente não ta assistindo e prestando atenção na aula, depois que sai da escola a unica coisa que sabe fazer é pichar. Eu acho pichação um negocio pessimo. Não consigo gostar, se for feito na minha casa um dia, vou ficar roxa de raiva!

Anônimo disse...

Quando é que esse retardado da Lótus Letárgica, vai deixar música e graffiti pra quem tem competência. Por favor um mínimo de bom senso é exigido pra maioria das coisas nesta vida e isto já está provado que não tem.

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