--- Frase de Agora! ---
"A água é para os escolhidos
Mas como podemos esperar que sejamos nós..
... eu e você?"

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Destaque da Semana: Onde está o sol que estava aqui?
Ladrões de sol, crise hídrica e êxodo rural

sábado, 10 de janeiro de 2009

2008 e Alguns Versos Meus Parte II

25/03/2008

Partes de Uma Tarde

I
Tive uma visão do passado
Ao lembrar que o futuro já foi previsto
Não há mais profetas
O que tinha de ser dito foi dito

Tantas estórias perdidas no tempo
Quando nós ainda nem existíamos
E se eu buscasse com fé
Nós nos encontraríamos?

Onde está você?
Quando te encontrar você vai me deixar?
Talvez precise de alguém
Mas coisas assim são difíceis de achar

II
Vou durmir a semana toda
Jogar tudo pro alto
Esvaziar minha agenda

Não quero cair
Não quero cair

O que é a verdade?

Lá de cima um anjo torto me guia
E meus conceitos vão se formando
E a cada vez mais me afasto da humanidade

Me aproximo de mim
Me aproximo da natureza
Instintos, deuses, dúvidas, medos

Não quero envelhecer
Não quero envelhecer

Busco a bondade

Em algum canto da terra
Há alguém que posso compreender
Enquanto isso, sigo minha jornada tranquila e feliz

III
...Todo esse vazio
Todo esse auto-controle
Adiantaria?

Filosofias, religiões
Todos estes conceitos
Valem algo?

Acredito na importância da bondade
Acredito na nobreza de um homem

Imagens distorcidas no espelho
Reflexos do antes e emancipações do depois

Ao cerrar os olhos
Já me vem tudo o que acontecerá
Quero gritar, mas não tenho a quem chamar
(Um grito mudo)
Quero voar, mas não tenho pra onde ir
(Asas quebradas)

Vamos assistir um filme e ler um livro
Desligue a hipocrisia lá na sala
Ela nem me deixa tocar violão
Busque a lua e vamos nos deliciar juntos

IV
Continuo buscando
Por enquanto sozinho
Todos os certos e os errados

Vicío em conhecimento e sabedoria
Quero botar tudo em prática
Talvez precise do meu canto
Mas conseguirei sim

Tenho minhas confusões
Mas que somente eu posso me confudir
E somente eu conseguirei desenrolar

Me chame pra onde for
Estarei lá
Mas não desistirei da minha busca

Todos meus pecados estão pagos
Ou ainda vou pagar
Apenas quero estar sempre com crédito

Minha imaginação voa alto
E perco algumas horas da tarde
Escrevendo sem saber o que escrevo
Mas não vou desistir de nada

Eu sei que posso decolar
Sei que nem preciso deixar de lado
Não mais... Você ouvirá minha canção por aí

V
Fiz canções, mas talvez não fosse eu
Eu morreria por amor?
Quantas vezes já amei?
Eu continuo só?
E por que tantos pensamentos?

Não consigo organizá-los
Talvez precise limpar um pouco minha mente
Mas aqui é tão dificil

Preciso de um tempo longe daqui
Preciso de um tempo pra desenvolver

Tudo um dia acaba
Mas nada se cria, nem se destrói
Apenas se transforma
E lá vamos nós pra mais uma tranformação

Quando alcançaremos a borboleta?

VI
A roda da vida gira
O rio continua a correr
A aranha tece sua teia
A melodia flui

E sempre há um contra tempo
Pois senão não haveria graça

Olho pra dentro e busco a mim
Busco momentos de felicidades

Quantas vezes será preciso tentar?
Quantas vezes será preciso errar?
Quantas vezes será preciso cair?
Quantas vezes será preciso rir?

Rir pra não chorar
Rir pra atrair mais sorrisos
Rir pra viver, viver pra sorrir

VII
Em todo canto vejo algo errado
E meus momentos de felicidade
Sempre se partem

Em todo canto há algo de tristeza
Como mudar o mundo?
Começando por si mesmo

Tenho feito o melhor de mim
Mas o mundo parece piorar
Será que sempre será assim?
Talvez fosse preciso equilibrio
Mas tudo está desregulado
Por que ninguém pensa nessas coisas?
Tenho caminhado sozinho
Mas um dia as coisas vão mudar

Deixando todos os obstáculos pra trás
Sozinho é mais difícil
Mas antes só do que mal acompanhado

Quando poderei desfrutar de pensamentos a dois
Quando poderei ser compreendido
Compreensão é só um desejo irrealizável?

VIII
Cansado de buscar inspiração em coisas distantes
Por que não posso ter aqui do meu lado?

Será que algum olhar busca o meu quando divago por aí?
O vento trará boas novas
Tenho atravessado longas distâncias
Tenho conquistado e conquistarei muito mais

Sei que não posso carregar o mundo nas costas
Se outras pessoas se propusessem...

Como mudar alguma coisa?
Tenho medo de que um dia tenha oportunidade de fazer tudo do meu jeito
E se meu jeito não for o certo

O poder é sempre o lado negro

Preciso desbravar ideais
Exploorar o mundo
Conhecer culturas
Estudar religiões
Fazer filosofia

IX
Cansado de não escrever sobre coisas boas
A velha cidade continua a sucumbir
E quando passo por ela
Continuo a ver desgraça invísivel

Tento fazer minha própria lei
Para eu próprio seguir

X
Deixo de lado métricas e rimas
E nesses meus versos cabem amores
Mas não tenho nenhum nome pra citar
Minha mente está camuflada por trás de todas essas obrigações

Como nomear poemas enumerados?
Já está chegando ao fim
Pois o relógio não pára de correr
E logo tenho que estar no ponto

XI
Vem chuva, chuva vem vindo
Em algum lugar do universo
Minhas canções autobiográficas vêm à mente
E minha mente toma partido

Apenas se aquecendo pra mais uma lei de Newton
Meu nome você pode esquecer
E eu posso morrer logo
Só preciso fazer algo imortal

Será que essa vida é o suficiente pra todos meus sonhos
Eu morrerei antes de ancançá-los?
Não estou com medo
Transformações fazem parte da vida

Mas a vida é uma só e tem que ser bem vivida
Vivida por completo
E como completá-la?

Não espere respostas de mim
Sou o Sr. Interrogação

Quando amarei novamente?
Estou sempre a amar

XII
Quem sabe morrer, mas continuar por aqui
Idéias e ideais sobreviveriam a maior rajada de balas da história
E é impressionante como o amargo soa doce em noites de lua cheia
E o azedo interrogativo se tempera a gosto com respostas simples, mesmo sem rimas

E os versos pedem pra cessar
Mas eu estarei lá em busca de algumas respostas
Eu estarei lá e toda minha essência também
E os versos pedem pra cessar...

XIII
Última parte de uma tarde da primeira parte do outono

Já nem quero escrever
Não tenho tempo
E a inspiração não vem

Poderia discorrer sobre não ter inspiração
Como muitos já fizeram e eu também o fiz
Mas hoje não dá

Tenho lutado pra manter os olhos abertos
A melodia tem seus altos e baixos
Contra tempos estão sempre lá também
E não há como deixa-los de lado
Faz parte da vida, temos que executá-los

Então vamos nós pra mais um dia de melodia
A melodia que tenho executado da forma mais feliz
Talvez sem permissão...

2 comentários:

Bah'* disse...

Como eu já havia dito... talentoso!! MAS NÃO COPIE DO WORD E PASSE DIRETO PRO BLOG!! :D

beijo pequeno grande poeta =*

Álvaro Diogo disse...

estranho...jurava que tinha passado pro bloco de notas antes de postar O.o

Aaaahhh...vlw pela leitura e pelos comentários ^^"

Esse é tão pekeno que ganhou um post exclusivo...ehuaiehiuaehia

bjoooos!

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